QUANDO A FAMÍLIA SE AFASTA: O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM O POVO DE DEUS?
“Porque o meu povo é inclinado a rebelar-se contra mim; se são chamados a dirigir-se para o alto, ninguém o faz”. (Oséias 11:7 NTLH)
A pergunta ecoa com força em
nossos dias:
O que está acontecendo com o
povo de Deus?
Ao longo da história, muitas
discussões tentaram definir quem é o povo de Deus. Doutrinas, tradições e
estruturas organizacionais são importantes. No entanto, antes de qualquer
definição institucional, a Bíblia nos ensina que o relacionamento com Deus é,
acima de tudo, pessoal.
Organização é importante.
Mas intimidade é essencial.
Deus: Senhor, Libertador e Pai
No Antigo Testamento, Deus é
chamado de Senhor dos Exércitos.
Ele se revela como o “Eu Sou” (Êxodo 3).
É o Deus que cura, que liberta e que conduz o seu povo.
Mas foi Jesus quem nos ensinou
a forma mais profunda de relacionamento com Deus: um relacionamento familiar.
Ele nos ensinou a chamá-lo de PAI.
Esse Pai não é abusivo,
controlador ou distante.
Ele ama intensamente.
Ele cuida.
Ele concede liberdade — inclusive a liberdade de escolha, com suas
consequências.
Talvez, em vez de falarmos
apenas “povo de Deus”, devêssemos lembrar que somos:
Família de Deus
A Condição de Permanecer na
Família
Tanto no Antigo quanto no Novo
Testamento, o relacionamento de Deus com a humanidade é apresentado como o de
um Pai com muitos filhos.
E a condição é clara: OBEDIÊNCIA.
Os descendentes de Abraão
falharam em sua missão.
Desviaram-se.
Foram seduzidos pela idolatria e pela cultura ao redor.
Ao lermos essa história,
muitas vezes perguntamos:
— Como eles puderam se afastar
do Senhor?
Mas talvez a pergunta mais
honesta seja:
— Estamos tão diferentes
deles?
A Atualidade da Mensagem de
Oséias
O livro de Oséias revela um
povo obstinado, decidido a fazer o que era errado aos olhos de Deus.
Eles queriam ser como as
outras nações.
Queriam ser modernos.
Queriam ser aceitos.
A idolatria não era apenas
religiosa; era cultural, moral e social.
Hoje, corremos o mesmo risco.
Muitas vezes mantemos rituais
semanais, mas negligenciamos a intimidade com o Pai. Cumprimos agendas
religiosas, mas esquecemos a transformação pessoal.
Crescimento Numérico x
Transformação Real
Nas últimas décadas, o número
de evangélicos no Brasil cresceu significativamente. No entanto, os desafios
sociais permanecem:
- Violência crescente
- Exploração do próximo
- Dependência química
- Desigualdade social
O crescimento numérico não
garante maturidade espiritual.
Ser parte da Família de Deus
exige mais do que um título — exige caráter transformado.
Um Chamado ao Retorno
Se carregamos o nome da
Família de Deus, se declaramos que o Senhor é nosso Pai, então precisamos viver
como filhos e filhas do grande “Eu Sou”.
Isso significa:
- Intimidade com Deus
- Obediência à Palavra
- Testemunho coerente
- Compromisso com a missão
Não é tempo de religiosidade
superficial.
É tempo de retorno ao Pai.
Que o Senhor nos desperte.
Que Ele nos conduza de volta ao centro da Sua vontade.
E que a Família de Deus viva de maneira digna do Nome que carrega.
Nenhum comentário:
Postar um comentário