domingo, 22 de fevereiro de 2026

INFÂNCIA ROUBADA: O SILÊNCIO QUE PRECISA SER QUEBRADO... (Stolen childhood: The silence that needs to be broken..)

 


INFÂNCIA ROUBADA: O SILÊNCIO QUE PRECISA SER QUEBRADO...

(Stolen childhood: The silence that needs to be broken..)

“Eles entraram na casa e encontraram o menino com Maria, a sua mãe. Então se ajoelharam diante dele e o adoraram. Depois abriram as suas malas e lhe deram presentes: ouro, incenso e mirra.” (Mateus 2:11 — NTLH)


 

O Brasil e Suas Crianças

O Brasil deveria estar chorando por suas crianças.

Quando imaginávamos que o século XXI traria mais respeito, dignidade e proteção à infância, percebemos que ainda enfrentamos desafios alarmantes. É verdade que nosso país possui leis importantes na defesa dos direitos da criança e do adolescente. O problema não está apenas na legislação, mas na sua aplicação efetiva e na construção de uma sociedade verdadeiramente justa e responsável.

Após séculos marcados por exploração infantil — trabalho degradante, altos índices de analfabetismo, tráfico, abuso e abandono — o mundo começou a despertar para a urgência de proteger a infância. No Brasil, o Dia das Crianças foi oficializado por decreto presidencial em 5 de novembro de 1924, estabelecendo o 12 de outubro como data comemorativa.

Temos também o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em vigor desde 1990, que completará 36 anos em 2026. Trata-se de uma legislação moderna e abrangente. Contudo, leis só produzem transformação quando são conhecidas, aplicadas e respeitadas.

A exploração infantil ainda existe.
Muitas crianças têm a inocência roubada.
Muitas se tornam apenas números nas estatísticas da violência e da dor.


 

Perguntas que Precisam Ser Feitas

Algumas perguntas nos inquietam:

  • Que mundo estamos deixando para as próximas gerações?
  • Como estamos enxergando as crianças nos contextos político, social, espiritual e familiar?
  • Que princípios e valores estamos transmitindo?
  • Onde está a Igreja, levantando sua voz e agindo contra toda forma de violência infantil?

O silêncio também comunica. E, muitas vezes, ele protege o agressor e abandona a vítima.


 

Crianças: Consumo ou Dignidade?

Com o passar do tempo, o Dia das Crianças tornou-se uma das datas mais fortes do calendário comercial. Brinquedos, promoções e festas movimentam o mercado. Não há problema em presentear. O problema surge quando o consumo substitui o compromisso.

As crianças esquecidas e marginalizadas não precisam apenas de bonecas e bolas. Elas precisam ser vistas, ouvidas e reconhecidas como seres humanos em formação, portadores de dignidade e potencial.

Toda criança tem direitos.
Toda criança precisa de proteção.
Toda criança necessita de cuidado físico, emocional e espiritual.


 

Um Olhar Para Belém

Ao pensar nas crianças, volto meus pensamentos à Palestina do primeiro século. Em uma pequena cidade sob o domínio do Império Romano, um jovem casal cuidava de seu filho recém-nascido.

O nome da criança era Jesus — também chamado Emanuel.

Visitantes vieram de longe. Trouxeram presentes preciosos: ouro, incenso e mirra.

Esses presentes tinham valor material e simbólico. Representavam reconhecimento, honra e propósito. O Rei dos reis foi reconhecido ainda na infância.

Mas é importante lembrar: Jesus também foi uma criança ameaçada. Precisou fugir com seus pais para escapar da violência de Herodes (Mateus 2). Desde cedo, sua vida foi marcada pela vulnerabilidade — como tantas crianças em nossos dias.


 

Que Presente Daremos?

Diante dessa realidade, precisamos perguntar:

Que presente estamos oferecendo às crianças do nosso tempo?

Precisamos:

  • Chorar pelas vidas ceifadas pela violência.
  • Clamar por justiça contra aqueles que roubam a infância.
  • Exigir políticas públicas eficazes e proteção real às crianças.
  • Construir uma sociedade que valorize o ser humano acima do consumo.
  • Ensinar valores sólidos dentro de casa e nas comunidades de fé.

A Igreja precisa olhar para Jesus e aprender com Ele o valor da criança no Reino de Deus.

“Deixem que as crianças venham a mim e não as proíbam; pois o Reino do Céu é das pessoas que são como estas crianças.”
(Mateus 19:14 — NTLH)


 

Um Chamado à Responsabilidade

As crianças não são apenas o futuro — elas são o presente.

Cuidar delas é investir em uma geração saudável, digna e preparada para construir uma sociedade melhor.

Que sejamos instrumentos nas mãos de Deus para proteger, ensinar e amar nossas crianças.

Que o presente que ofereçamos não seja apenas material, mas um legado de fé, dignidade, justiça e esperança.


 

Cláudio Eduardo M Costa

Nenhum comentário:

Postar um comentário

UMA OFERTA QUE CABE NO CORAÇÃO... - Levítico 14

  UMA OFERTA QUE CABE NO CORAÇÃO Levítico 14   Você já ouviu a frase: “Eu não tenho nada para oferecer” ? Muitas vezes, na igreja,...