quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

ENTRE DIREITOS E DEVERES: O BRASIL QUE PRECISAMOS RECONSTRUIR!


 

ENTRE DIREITOS E DEVERES:

O BRASIL QUE PRECISAMOS RECONSTRUIR!

 

Há algum tempo venho acompanhando com preocupação o cenário moral e ético da nossa nação.

Nasci em 1963. Sou egresso do sistema público de ensino, tenho formação superior e conheço as cinco regiões do Brasil, tendo morado em três delas, em diferentes estados da federação. Não sou filiado nem defensor de qualquer modelo político-partidário. Minha posição não é ideológica; é cidadã.

Ao longo dessas décadas, conheci um povo sofrido, mas cheio de esperança e trabalhador. Um povo forte, resiliente, que mesmo diante de crises econômicas, tragédias naturais e dificuldades estruturais, encontra forças para recomeçar.

Chuvas, enchentes e secas fazem parte da natureza. Mas as mazelas que afligem o Brasil vão além disso. Corrupção, falta de educação cívica, desinformação, desrespeito às instituições e ao próximo têm corroído valores fundamentais da nossa sociedade.

As cenas recentes de violência, intolerância e desrespeito mostram que precisamos urgentemente rever conceitos. Vivemos em uma democracia. As instituições devem ser respeitadas pelo que representam — independentemente de quem as ocupe temporariamente. A liberdade que hoje desfrutamos foi conquistada com luta, sacrifício e, em muitos casos, com vidas.

É preocupante perceber o desconhecimento generalizado sobre as responsabilidades dos governos federal, estadual e municipal. Quando não sabemos quais são nossos direitos e deveres, não conseguimos defendê-los — nem os cobrar adequadamente.

A criminalidade organizada se fortaleceu em várias regiões do país. Em muitos lugares, o cidadão se sente refém da insegurança. Ideologias frequentemente se sobrepõem ao bem-estar coletivo. Comunidades carentes, por vezes abandonadas pelo poder público, acabam recorrendo a estruturas paralelas para suprir necessidades básicas.

Essa realidade gera desânimo. Surge a pergunta:
Onde buscar esperança?
O que podemos fazer?

O problema não está concentrado em uma única cidade ou Estado. De Norte a Sul, de Leste a Oeste, o povo brasileiro clama por dignidade, segurança e respeito.

Precisamos resgatar valores institucionais. Valorizar a educação. Fortalecer a saúde pública. Defender o princípio de que aquilo que é público pertence a todos — e não pode servir aos interesses de poucos.

Respeito deve ser a palavra de ordem.

Como cristão — se você também for — recordo as palavras de Jesus:

“Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam.”
(Mateus 7:12)

A transformação começa nas pequenas atitudes: não furar filas, não sonegar impostos, não compactuar com pequenos atos de corrupção. A mudança estrutural nasce da responsabilidade individual.

A democracia pressupõe liberdade. Mas liberdade não é sinônimo de desordem. Não é licença para invadir, constranger ou violar o espaço do outro.

Você é livre para discordar.
Mas lembre-se:

A sua liberdade não lhe dá o direito de invadir a minha privacidade.


 

Cláudio Eduardo M Costa
Alguém que acredita que, apesar das decepções, o Brasil pode — e vai — dar a volta por cima.

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