ENTRE DIREITOS E DEVERES:
O BRASIL QUE PRECISAMOS
RECONSTRUIR!
Há algum tempo venho
acompanhando com preocupação o cenário moral e ético da nossa nação.
Nasci em 1963. Sou egresso do
sistema público de ensino, tenho formação superior e conheço as cinco regiões
do Brasil, tendo morado em três delas, em diferentes estados da federação. Não
sou filiado nem defensor de qualquer modelo político-partidário. Minha posição
não é ideológica; é cidadã.
Ao longo dessas décadas,
conheci um povo sofrido, mas cheio de esperança e trabalhador. Um povo forte,
resiliente, que mesmo diante de crises econômicas, tragédias naturais e
dificuldades estruturais, encontra forças para recomeçar.
Chuvas, enchentes e secas
fazem parte da natureza. Mas as mazelas que afligem o Brasil vão além disso.
Corrupção, falta de educação cívica, desinformação, desrespeito às instituições
e ao próximo têm corroído valores fundamentais da nossa sociedade.
As cenas recentes de
violência, intolerância e desrespeito mostram que precisamos urgentemente rever
conceitos. Vivemos em uma democracia. As instituições devem ser respeitadas
pelo que representam — independentemente de quem as ocupe temporariamente. A liberdade
que hoje desfrutamos foi conquistada com luta, sacrifício e, em muitos casos,
com vidas.
É preocupante perceber o
desconhecimento generalizado sobre as responsabilidades dos governos federal,
estadual e municipal. Quando não sabemos quais são nossos direitos e deveres,
não conseguimos defendê-los — nem os cobrar adequadamente.
A criminalidade organizada se
fortaleceu em várias regiões do país. Em muitos lugares, o cidadão se sente
refém da insegurança. Ideologias frequentemente se sobrepõem ao bem-estar
coletivo. Comunidades carentes, por vezes abandonadas pelo poder público, acabam
recorrendo a estruturas paralelas para suprir necessidades básicas.
Essa realidade gera desânimo.
Surge a pergunta:
Onde buscar esperança?
O que podemos fazer?
O problema não está
concentrado em uma única cidade ou Estado. De Norte a Sul, de Leste a Oeste, o
povo brasileiro clama por dignidade, segurança e respeito.
Precisamos resgatar valores
institucionais. Valorizar a educação. Fortalecer a saúde pública. Defender o
princípio de que aquilo que é público pertence a todos — e não pode servir aos
interesses de poucos.
Respeito deve ser a palavra de
ordem.
Como cristão — se você também
for — recordo as palavras de Jesus:
“Assim, em tudo, façam aos
outros o que vocês querem que eles lhes façam.”
(Mateus 7:12)
A transformação começa nas
pequenas atitudes: não furar filas, não sonegar impostos, não compactuar com
pequenos atos de corrupção. A mudança estrutural nasce da responsabilidade
individual.
A democracia pressupõe
liberdade. Mas liberdade não é sinônimo de desordem. Não é licença para
invadir, constranger ou violar o espaço do outro.
Você é livre para discordar.
Mas lembre-se:
A sua liberdade não lhe dá o
direito de invadir a minha privacidade.
Cláudio Eduardo M Costa
Alguém que acredita que, apesar das decepções, o Brasil pode — e vai — dar a
volta por cima.
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