quarta-feira, 16 de setembro de 2026

NÃO ESQUEÇA O QUE DEUS JÁ FEZ! - SALMO 78 -

 


NÃO ESQUEÇA O QUE DEUS JÁ FEZ!

SALMO 78

 

Você já percebeu como é fácil esquecer aquilo que Deus fez?

Estamos na caminhada dos 150 dias lendo o livro de Salmos, e hoje chegamos ao Salmo 78. É um salmo que nos conduz a uma profunda reflexão sobre a grandeza de Deus, o seu poder e, principalmente, a sua ação na história e na vida do seu povo.

Quando enfrentamos momentos de dor, sofrimento ou dificuldades, é muito fácil permitir que aquilo que estamos vivendo ocupe todo o espaço da nossa memória. Às vezes, a dor parece ser maior do que tudo aquilo que Deus já fez por nós.

O sofrimento deixa marcas. Mas a fidelidade de Deus também deixa.

O problema é que, muitas vezes, lembramos mais das nossas dores do que das intervenções de Deus. Lembramos mais das dificuldades do caminho do que da maneira como o Senhor nos sustentou até aqui.

É justamente nesse ponto que o Salmo 78 nos desafia: não podemos esquecer o que Deus já fez.

 

UM SALMO PARA ENSINAR E LEMBRAR

O Salmo 78 é apresentado como um salmo didático de Asafe. Seu propósito é ensinar, recordar e transmitir às próximas gerações aquilo que Deus fez.

Logo no início, o salmista chama o povo a ouvir e a prestar atenção às palavras que serão ensinadas.

“O que ouvimos e aprendemos, o que os nossos pais nos contaram...” Salmo 78.3 — NAA

Em seguida, encontramos uma declaração que deveria fazer parte da vida de cada família e de cada comunidade de fé:

“...contaremos à geração vindoura os louvores do Senhor, e o seu poder, e as maravilhas que fez.” Salmo 78.4 — NAA

Que responsabilidade!

O que Deus fez conosco não deve terminar em nós.

Precisamos contar.

Precisamos testemunhar.

Precisamos ensinar.

Precisamos transmitir às novas gerações aquilo que experimentamos da fidelidade de Deus.

 

NÃO GUARDE PARA VOCÊ AQUILO QUE DEUS FEZ

O salmista deixa claro que a história da ação de Deus deveria ser transmitida aos filhos, aos netos e às gerações que ainda viriam.

O objetivo não era simplesmente preservar uma lembrança histórica. Era fazer com que a nova geração conhecesse o Senhor, colocasse nele a sua confiança e não esquecesse os seus feitos (Salmo 78.5–8).

Isso fala profundamente ao meu coração.

E talvez também precise falar ao seu.

Não guarde para você aquilo que Deus fez.

Conte como Deus cuidou de você.

Conte como Deus sustentou sua família.

Conte como Ele abriu portas.

Conte como Ele trouxe provisão.

Conte como Ele esteve presente quando você pensava que estava sozinho.

Conte também como Deus o sustentou nos momentos em que você não compreendia o que estava acontecendo.

Precisamos aprender a falar sobre a presença de Deus tanto nos momentos difíceis quanto nos momentos de vitória, tanto nas lágrimas quanto nas celebrações.

 

NÃO PODEMOS DEIXAR DE FALAR

Essa verdade também aparece no início da igreja cristã.

Depois de presenciarem o agir de Deus, Pedro e João foram orientados a não falar nem ensinar em nome de Jesus. Mas a resposta dos apóstolos foi clara:

“...nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos.” Atos 4.20 — NAA

Que declaração poderosa!

Eles não estavam falando apenas de uma teoria.

Eles estavam testemunhando aquilo que haviam visto e ouvido.

A experiência com Cristo havia transformado suas vidas.

E quando Deus transforma a nossa história, o nosso testemunho se torna uma mensagem que precisa ser compartilhada.

 

UMA RESPONSABILIDADE COM AS PRÓXIMAS GERAÇÕES

O Salmo 78 continua mostrando que aquilo que Deus fez deveria ser transmitido aos filhos:

“...a fim de que a nova geração os conhecesse...” Salmo 78.6 — NAA

Existe aqui uma grande responsabilidade.

Eu não posso simplesmente guardar a minha história.

Não posso esconder a minha fé.

Não posso deixar de apresentar às próximas gerações a grandeza de Deus e aquilo que Ele tem feito na minha vida.

Pais precisam contar aos filhos.

Avós precisam contar aos netos.

A igreja precisa ensinar às crianças e aos adolescentes.

Precisamos contar às novas gerações que Deus continua sendo Deus.

Precisamos ajudá-las a compreender que a fé cristã não é apenas uma tradição recebida, mas uma realidade que transforma vidas.

 

COMO É FÁCIL ESQUECER!

O problema apresentado no Salmo 78 é exatamente este: o povo viu Deus agir, mas depois se esqueceu.

O salmista recorda os grandes feitos do Senhor: a saída do Egito, a abertura do mar, a condução pelo deserto, a provisão de água e alimento e tantas outras manifestações do poder de Deus (Salmo 78.11–16, 23–29).

Mesmo depois de experimentar tudo isso, o povo voltou a duvidar.

Por isso, encontramos uma frase muito forte:

“Não se lembraram da sua mão...” Salmo 78.42 — NAA

Que perigo!

Podemos experimentar a fidelidade de Deus em determinado momento e, algum tempo depois, viver como se nunca tivéssemos visto o seu cuidado.

Talvez isso aconteça conosco mais vezes do que gostaríamos de admitir.

Deus já cuidou.

Deus já sustentou.

Deus já respondeu.

Deus já abriu caminhos.

Deus já trouxe provisão.

Deus já nos consolou.

Mas, diante de uma nova dificuldade, podemos agir como se aquela experiência nunca tivesse acontecido.

 

FAÇA UMA LISTA DAS MARAVILHAS DE DEUS

Por isso, quero fazer um desafio a você.

Pegue um caderno.

Abra um bloco de notas no celular.

Comece a escrever.

Faça uma lista das maravilhas que Deus já realizou na sua vida.

Comece pelo seu nascimento.

Lembre-se do cuidado de Deus ao longo da sua história.

Lembre-se daquela situação de perigo da qual você foi preservado.

Lembre-se daquele acidente.

Lembre-se daquela enfermidade.

Lembre-se daquele momento em que você não sabia o que fazer e Deus abriu uma porta.

Lembre-se das pessoas que Deus colocou no seu caminho.

Lembre-se das vezes em que você achou que não conseguiria continuar, mas encontrou forças para dar mais um passo.

Talvez você descubra que possui uma história muito maior de cuidado de Deus do que imaginava.

 

O MAIOR MILAGRE

E existe algo ainda maior que precisamos lembrar.

O maior milagre não é simplesmente aquilo que Deus fez para resolver uma determinada circunstância da nossa vida.

O maior milagre é a graça de Deus que nos alcança.

É o perdão.

É a salvação.

É a reconciliação com Deus.

É a nova vida em Cristo.

A história da redenção encontra seu centro em Jesus Cristo.

A Bíblia declara:

“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando ainda éramos pecadores.”
Romanos 5.8 — NAA

Jesus Cristo, Senhor e Salvador, entregou a sua vida na cruz.

A cruz é a grande demonstração do amor de Deus por nós.

Por isso, quando pensamos em tudo aquilo que Deus já fez, não podemos esquecer aquilo que está no centro da nossa fé:

Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou para a nossa salvação.

Essa é a história que precisamos contar.

Essa é a mensagem que precisamos transmitir.

 

CONTE AOS SEUS FILHOS E AOS SEUS NETOS

O Salmo 78 nos chama a olhar para trás para lembrar, mas também a olhar para frente para transmitir.

Não basta lembrar.

Precisamos contar.

Conte aos seus filhos.

Conte aos seus netos.

Conte às próximas gerações.

Conte como Deus o encontrou.

Conte como Deus o perdoou.

Conte como Deus o sustentou.

Conte como Deus esteve presente nos dias bons e nos dias difíceis.

Conte as respostas de oração.

Conte as portas que Deus abriu.

Conte também os momentos em que você não recebeu a resposta que esperava, mas mesmo assim descobriu que Deus continuava fiel.

A memória da fidelidade de Deus não serve apenas para celebrar o passado.

Ela fortalece a nossa fé para enfrentar os desafios do presente.

 

O MESMO DEUS DE ONTEM É O DEUS DE HOJE

O Salmo 78 termina lembrando que Deus escolheu Davi e o colocou para pastorear o seu povo. O salmista destaca que Davi conduziu Israel com integridade de coração e habilidade de suas mãos (Salmo 78.70–72).

A história continua mostrando que Deus permanece atuante.

E essa é uma verdade que precisamos carregar conosco:

O Deus que cuidou ontem continua sendo Deus hoje.

O Deus que sustentou você no passado continua presente no seu caminho.

Talvez hoje você esteja enfrentando uma dificuldade que parece grande demais.

Talvez exista uma situação que você ainda não sabe como resolver.

Talvez o seu coração esteja cansado.

Então faça uma pausa.

Olhe para trás.

Lembre-se.

Lembre-se do que Deus já fez.

Lembre-se de como Ele o sustentou.

Lembre-se das orações respondidas.

Lembre-se das portas abertas.

Lembre-se das vezes em que você pensou que não conseguiria, mas Deus o conduziu até aqui.

 

NÃO DEIXE A DIFICULDADE DE HOJE APAGAR A FIDELIDADE DE ONTEM

Quero terminar deixando um desafio para você:

Não deixe a dificuldade de hoje fazer você esquecer a fidelidade de Deus.

A dor de hoje não apaga o cuidado de Deus de ontem.

A dificuldade de hoje não cancela as promessas de Deus.

O silêncio de hoje não significa ausência de Deus.

Por isso, lembre-se.

Escreva.

Ore.

Conte.

Testemunhe.

Transmita às próximas gerações.

E, acima de tudo, mantenha os olhos voltados para Cristo.

Deus continua sendo grandioso.

Que hoje você possa olhar para a sua própria história e perceber quantas vezes o Senhor esteve presente, cuidando, sustentando, ensinando e conduzindo você.

E quando vier uma nova dificuldade, não se esqueça:

O Deus que fez maravilhas ontem continua sendo o Deus que está com você hoje.

 

PARA REFLETIR

Quais são as três maiores manifestações da fidelidade de Deus que você consegue lembrar em sua própria história?

Escreva-as.

Agradeça a Deus por elas.

E depois conte para alguém.

Talvez aquilo que Deus fez na sua vida seja exatamente a palavra de esperança que outra pessoa precisa ouvir hoje.

Não esqueça o que Deus já fez!

 

Cláudio Eduardo M Costa

terça-feira, 15 de setembro de 2026

QUANDO DEUS PARECE DISTANTE... — SALMO 77

 


QUANDO DEUS PARECE DISTANTE...

SALMO 77

 

Você já passou por algum momento da vida em que orou ao Senhor, mas parecia que Deus não estava ouvindo? Você clamou, esperou por uma resposta, mas ela não veio. Talvez a dor e o sofrimento fossem tão grandes que você chegou a se sentir sozinho. É sobre isso — e muito mais — que quero conversar com você hoje, a partir do Salmo 77.

O Salmo 77 é atribuído a Asafe, que transforma em palavras a sua dor, o seu sofrimento e a sua angústia. Ele não tenta esconder aquilo que está sentindo. Pelo contrário, coloca tudo diante de Deus. E talvez essa seja uma das primeiras lições que encontramos neste Salmo: podemos levar a Deus aquilo que realmente estamos sentindo.

Logo nos primeiros versículos, percebemos a intensidade da experiência de Asafe. Ele diz:

“Elevo a Deus a minha voz e clamo; elevo a Deus a minha voz, para que me atenda. No dia da minha angústia, procuro o Senhor; à noite, estendo as mãos sem cessar; a minha alma não se consola.” Salmos 77.1-2 — NAA

Asafe está angustiado. Ele procura o Senhor, clama, estende as mãos e não encontra consolo naquele momento. Observe que o texto não afirma que Deus o havia abandonado. Asafe estava vivendo a sensação de abandono. A dor era tão intensa que parecia ocupar todo o espaço da sua experiência.

Existem momentos assim em nossa caminhada. A dor pode parecer maior do que a nossa fé. O sofrimento pode falar tão alto que temos dificuldade de perceber a presença de Deus. Podemos continuar acreditando em Deus e, ao mesmo tempo, atravessar momentos de profunda angústia.

Asafe não esconde suas perguntas. No versículo 7, ele continua verbalizando aquilo que está dentro do seu coração:

“Será que o Senhor rejeitará para sempre? Será que nunca mais tornará a ser favorável?” Salmos 77.7 — NAA

São perguntas difíceis. Mas elas mostram que Asafe está lutando com aquilo que sente e, ao mesmo tempo, continua buscando Deus. Ele não abandona o Senhor; ele leva suas perguntas para a presença do Senhor.

E então acontece uma mudança importante na narrativa. Asafe decide olhar para trás. Em vez de permanecer contemplando apenas a sua dor e o seu sofrimento, ele começa a recordar quem Deus é e aquilo que Deus já fez.

No versículo 11, encontramos uma das declarações mais importantes de todo o Salmo:

“Recordarei os feitos do Senhor; sim, eu me lembrarei das tuas maravilhas da antiguidade.” Salmos 77.11 — NAA

Perceba a mudança de perspectiva. No início do Salmo, Asafe olha para a sua dor. Agora, ele começa a olhar para Deus, para aquilo que Deus é e para aquilo que Deus já fez.

Ele está dizendo, em outras palavras: “Eu expressei a minha dor. Eu coloquei diante de Deus aquilo que estou sentindo. Mas Deus continua sendo Deus. O Senhor continua sendo o Senhor.”

Essa é uma verdade que precisamos guardar no coração: as nossas circunstâncias podem mudar, os nossos sentimentos podem oscilar e algumas respostas podem demorar, mas Deus continua sendo Deus.

Quando olhamos para essa realidade à luz de Jesus, encontramos uma conexão ainda mais profunda. Jesus também passou por momentos de intensa angústia. No Getsêmani, diante do sofrimento que estava por vir, Ele orou ao Pai. Marcos registra:

“Aba, Pai, tudo é possível para ti; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres.” Marcos 14.36 — NAA

Na cruz, Jesus experimentou sofrimento, humilhação e uma dor que não podemos minimizar. Ele chegou a clamar:

“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Marcos 15.34 — NAA

O sofrimento de Jesus foi real. A agonia do Getsêmani foi real. A dor da cruz foi real. A humilhação foi real. Mas aquilo que parecia derrota não era o fim da história.

A ressurreição transformou aquilo que parecia ser o fim em uma grande vitória.

Essa é a esperança que temos em Cristo. Nem sempre conseguimos compreender aquilo que Deus está fazendo enquanto atravessamos o sofrimento. Às vezes, enxergamos apenas a dor, enquanto Deus continua trabalhando em uma dimensão que não conseguimos perceber.

Por isso, se hoje você está passando por um momento difícil, quero lembrar você de uma promessa de Jesus:

“E eis que estou com vocês todos os dias até o fim dos tempos.” Mateus 28.20 — NAA

Jesus não prometeu que nunca passaríamos por dificuldades. Ele prometeu que estaria conosco todos os dias.

Talvez hoje você esteja vivendo o seu próprio Salmo 77. Você está cansado de esperar. Está orando e não consegue enxergar uma resposta. Está perguntando: “Deus, até quando?”

Então, continue clamando. Continue conversando com Deus. Coloque suas dores diante do Pai. Não tenha medo de apresentar a Ele aquilo que está dentro do seu coração. Mas faça também como Asafe: lembre-se dos feitos do Senhor.

Não olhe somente para aquilo que Deus ainda não fez. Lembre-se também daquilo que Ele já fez. Recorde a fidelidade de Deus. Recorde as suas misericórdias. Recorde as vezes em que Ele sustentou você quando você pensava que não conseguiria continuar.

A nossa fé não significa ausência de perguntas. Fé também significa continuar buscando Deus quando ainda não temos as respostas.

E talvez essa seja a grande lição do Salmo 77 para a nossa caminhada:

Quando não entendemos o que Deus está fazendo, podemos continuar confiando em quem Deus é.

Vou repetir:

Quando não entendemos o que Deus está fazendo, podemos continuar confiando em quem Deus é.

Se hoje Deus parece distante, não desista de procurá-lo. Continue clamando. Continue orando. Continue caminhando. O silêncio não significa ausência. Deus continua presente.

Que Deus abençoe ricamente o seu dia e que você possa desfrutar da companhia do Senhor, mesmo nos dias difíceis.

 

Fique com Deus!

 

Cláudio Eduardo M Costa

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

QUANDO DEUS SE LEVANTA, O ORGULHO CAI... - SALMO 76 -

 


QUANDO DEUS SE LEVANTA, O ORGULHO CAI...

SALMO 76

 

Você já encontrou pessoas que se acham poderosas demais? Pessoas que acreditam estar acima dos outros, que se comportam com orgulho e arrogância e acabam menosprezando quem está ao seu redor? É sobre isso — e muito mais — que o Salmo 76 nos fala.

Este Salmo é um convite para refletirmos sobre a maneira como estamos nos relacionando com Deus e com o nosso próximo. Ele nos lembra de uma verdade que não podemos esquecer: Deus continua sendo o Senhor da história.

Deus é soberano. Ele nos permite fazer escolhas e somos responsáveis pelas consequências delas, mas isso não significa que Deus tenha perdido o controle da história. O Senhor continua sendo Deus, continua governando e, no tempo certo, fará justiça.

Quando chegamos aos versículos 11 e 12, encontramos uma palavra muito importante sobre os compromissos que assumimos diante de Deus:

“Façam votos ao Senhor, seu Deus, e tratem de cumpri-los; todos os que o rodeiam tragam presentes àquele que deve ser temido. Ele acaba com o orgulho dos príncipes; ele é tremendo para os reis da terra.” Salmos 76.11-12 | NAA

A mensagem é direta: se assumimos um compromisso com Deus, precisamos tratá-lo com seriedade. Não podemos fazer promessas ao Senhor simplesmente movidos pela emoção de um momento e depois esquecê-las quando a situação muda.

Quantas vezes, em momentos de angústia, dor, sofrimento, desespero ou ansiedade, fazemos promessas a Deus como se estivéssemos estabelecendo uma relação de troca? “Deus, se o Senhor fizer isso, eu farei aquilo.” “Senhor, se o Senhor resolver esse problema, eu vou mudar.” Como se pudéssemos negociar com Deus.

Mas Deus não entra em uma relação de troca conosco. Nós não temos nada que possa comprar a graça de Deus. Tudo o que somos e temos recebemos das mãos do Senhor. É Deus quem nos concede a vida, a força, o alimento, o ar que respiramos, a oportunidade de trabalhar, a família e tantas outras bênçãos que, muitas vezes, recebemos sem perceber.

Por isso, se você fizer um voto ao Senhor, trate de cumpri-lo. Se você já assumiu um compromisso diante de Deus e não conseguiu cumpri-lo, não tente esconder isso. Confesse ao Senhor, reconheça sua falha e busque o seu perdão. Ao mesmo tempo, não faça promessas precipitadas. Não prometa a Deus aquilo que você não tem condições ou intenção verdadeira de cumprir.

Quando o Salmo diz para trazer presentes àquele que deve ser temido, precisamos compreender que Deus não precisa daquilo que temos como se estivesse necessitado de alguma coisa. Tudo pertence a Ele. O que podemos oferecer ao Senhor é a nossa própria vida, o nosso coração, nossa disposição de obedecer e servir.

Paulo apresenta essa verdade de maneira muito clara:

“Portanto, irmãos, pelas misericórdias de Deus, peço que ofereçam o corpo de vocês como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Este é o culto racional de vocês.” Romanos 12.1 | NAA

O maior presente que podemos oferecer a Deus é uma vida colocada à disposição dele. É caminhar com o Senhor com alegria, testemunhar da Palavra, falar de Cristo e demonstrar, por meio das nossas atitudes, que pertencemos a Ele.

E quando pensamos em Jesus Cristo, encontramos a expressão máxima da autoridade acompanhada pela humildade. Jesus é o Rei dos reis. Ele mesmo declarou:

“Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.” Mateus 28.18 | NAA

Entretanto, aquele que possui toda autoridade não escolheu o caminho da arrogância. Jesus não usou seu poder para humilhar pessoas ou para buscar privilégios. Pelo contrário, ensinou que veio para servir:

“Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” Marcos 10.45 | NAA

Que contraste extraordinário! Os seres humanos muitas vezes usam o poder para serem servidos; Jesus, tendo toda autoridade, escolheu servir.

Por isso, o Salmo 76 também nos leva a olhar para dentro de nós. Não precisamos procurar apenas os arrogantes que estão ao nosso redor. Precisamos perguntar: existe arrogância dentro de mim? Existe alguma área da minha vida em que estou tentando ocupar o lugar que pertence a Deus?

Não tente impressionar as pessoas com aquilo que você não é. Não precisamos provar nosso valor por meio do dinheiro, da posição, da influência, do conhecimento ou do poder. Somos criaturas de Deus e dependemos dele.

O Salmo 76 nos lembra que Deus acaba com o orgulho dos príncipes e é tremendo para os reis da terra. Nenhum poder humano é absoluto. Nenhuma posição é permanente. Nenhuma influência está acima da autoridade do Senhor.

E essa verdade também nos traz esperança. Quando olhamos para um mundo em que pessoas poderosas parecem controlar tudo, precisamos lembrar que Deus continua sendo Deus. Quando vemos arrogância, injustiça e abuso de poder, não devemos permitir que isso nos transforme em pessoas igualmente arrogantes.

Nossa resposta deve ser diferente: humildade, fidelidade, serviço e confiança no Senhor.

Se você deseja fazer um compromisso com Deus, faça-o com sinceridade. Faça-o consciente de que seguir a Cristo não é uma negociação, mas uma resposta de amor à graça que recebemos. E, depois de assumir esse compromisso, procure vivê-lo diariamente.

Aquele que tem toda autoridade nos chama para uma vida de serviço. Aquele que é Rei nos ensina a humildade. Aquele que poderia exigir tudo de nós entregou a própria vida por nossa salvação.

Por isso, quando Deus se levanta, o orgulho cai.

Não fique apenas procurando os arrogantes à sua volta. Olhe também para dentro de você. Pergunte ao Senhor o que precisa ser transformado em seu coração. Abandone o orgulho, cumpra seus compromissos, viva pela graça e coloque sua vida nas mãos daquele que continua governando.

E lembre-se: Deus não se impressiona com o nosso poder. Ele procura um coração disposto a obedecer.

Leia novamente o Salmo 76 e caminhe hoje na presença do Senhor.

Quando Deus se levanta, o orgulho cai.

 

Quando reconhecemos quem Deus é, aprendemos quem devemos ser.

 

Que Deus abençoe ricamente o seu dia!

 

Cláudio Eduardo M Costa

 

domingo, 13 de setembro de 2026

DEUS ESTÁ PERTO... - SALMO 75 -

 


DEUS ESTÁ PERTO...

SALMO 75

 

Você conhece alguém arrogante? Talvez seja melhor mudar a pergunta: você já teve a sensação de que as coisas estão completamente fora do lugar e ficou se perguntando: “Onde está Deus? O que Deus está fazendo?” Você olha para pessoas injustas, para aqueles que não valorizam o próximo, e às vezes se pergunta: “Onde está a justiça de Deus?”

Estamos lendo o Salmo 75 e, nos 150 Dias Lendo o Livro de Salmos, chegamos a mais uma etapa importante da nossa caminhada. Já percorremos metade dessa jornada e aprendemos muito com aquilo que os salmistas escreveram sobre Deus, sobre a vida, sobre as crises e, principalmente, sobre a necessidade de confiar no Senhor.

O Salmo 75 é atribuído a Asafe e trata de temas muito atuais: orgulho, injustiça, arrogância e julgamento. Mas, acima de tudo, o salmista exalta o poder e a presença do Senhor. Ele começa dizendo:

“Graças te damos, ó Deus, graças te damos, pois perto está o teu nome; os homens anunciam as tuas maravilhas.” Salmos 75.1 | NAA

Perceba algo importante: antes de falar dos problemas, o salmista fala da presença de Deus. Antes de olhar para aquilo que está errado, ele olha para aquilo que Deus está fazendo.

Isso nos leva a uma pergunta muito prática: como você começa uma conversa com Deus? Como você tem começado o seu dia? Será que temos olhado para tudo aquilo que Deus está fazendo ao nosso redor?

Precisamos mudar o nosso vocabulário e também a nossa maneira de enxergar a vida. As maravilhas do Senhor estão no sol que nasce, na chuva que cai, no ar que respiramos, na oportunidade de viver mais um dia. As maravilhas de Deus continuam acontecendo, mesmo quando não conseguimos percebê-las imediatamente.

Deus está perto.

O salmista também apresenta Deus como justo juiz. Em meio a uma realidade marcada pela arrogância e pela injustiça, ele declara:

“Pois Deus é o juiz; a um ele abate, e a outro exalta.”
Salmos 75.7 | NAA

Essa verdade nos convida a caminhar com Deus, obedecer ao Senhor e viver de acordo com a sua vontade. Mas também nos ensina a dar graças pela sua misericórdia, porque todos os dias somos alcançados pela graça de Deus.

Talvez você esteja atravessando uma situação na qual a injustiça parece estar vencendo. Talvez esteja vendo pessoas arrogantes prosperarem enquanto aqueles que procuram fazer o que é certo enfrentam dificuldades. O Salmo 75 nos lembra que Deus continua sendo o juiz. Nem sempre veremos sua justiça acontecendo no nosso tempo ou da maneira que imaginamos, mas podemos confiar que Deus não perdeu o controle.

Por isso, o salmista faz também um alerta:

“Digo aos arrogantes: Não sejam arrogantes; e aos ímpios: Não levantem a cabeça.” Salmos 75.4 | NAA

É um aviso sério. A arrogância nos faz acreditar que não precisamos de Deus, que somos superiores aos outros e que podemos conduzir a vida segundo os nossos próprios critérios. A impiedade nos afasta da vontade do Senhor.

Por isso, precisamos examinar o nosso próprio coração. Será que existe alguma área da nossa vida em que o orgulho está ocupando o lugar que pertence a Deus? Não precisamos levantar a voz para provar quem somos. Não precisamos diminuir ninguém para nos sentirmos importantes. Não precisamos construir uma imagem diante das pessoas para tentar provar o nosso valor.

Precisamos simplesmente viver na presença do Senhor, com humildade, justiça e fidelidade.

E, quando olhamos para o Salmo 75 à luz de toda a Bíblia, somos conduzidos a Jesus Cristo. Jesus é o Rei dos reis e o Senhor da justiça. Ele não apenas ensinou sobre justiça; ele viveu uma vida marcada pela verdade, pelo amor, pela compaixão e pelo cuidado com as pessoas.

Jesus encontrou pessoas chorando e levou esperança. Quando Jairo perdeu a filha, Jesus foi até sua casa e trouxe a menina de volta à vida. Quando Marta e Maria choravam pela morte de Lázaro, Jesus foi ao encontro delas e, diante do túmulo, ordenou:

“Lázaro, venha para fora!” João 11.43 | NAA

Jesus alimentou multidões, curou enfermos, acolheu pessoas rejeitadas e anunciou o Reino de Deus. Mas chegou o momento em que ele foi cercado por um ambiente de mentira, arrogância, injustiça e intimidação. Foi preso, condenado e crucificado.

Aos olhos humanos, aquela cruz poderia parecer o fim. Quem olhasse para Jesus naquele momento poderia pensar que seus inimigos haviam vencido.

Mas não era o fim.

A cruz não foi a derrota de Jesus. Foi parte do plano de Deus para a nossa redenção. Jesus venceu a morte e ressuscitou. Aquele que parecia derrotado foi declarado vencedor.

Por isso, quando enfrentarmos momentos em que parece que a injustiça venceu, precisamos olhar para Cristo. A última palavra não pertence à arrogância, à violência, à mentira ou à injustiça. A última palavra pertence a Deus.

E aqui está uma das grandes lições do Salmo 75: eu não preciso provar para ninguém quem eu sou. Deus me conhece. Ele conhece a minha mente, o meu coração, a minha história, as minhas lutas, os meus sonhos e até aquilo que ninguém mais conhece.

Em Cristo, encontramos nossa verdadeira identidade. A Bíblia afirma:

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome.” João 1.12 | NAA

Quando sabemos quem somos diante de Deus, não precisamos viver tentando impressionar as pessoas.

Por isso, hoje, antes de reclamar daquilo que está errado ao nosso redor, pare por alguns instantes e contemple as maravilhas do Senhor. Agradeça pelo dia, pela vida, pela oportunidade de continuar caminhando e pela presença de Deus.

E faça como o salmista:

“Graças te damos, ó Deus, graças te damos, pois perto está o teu nome; os homens anunciam as tuas maravilhas.”
Salmos 75.1 | NAA

Deus está perto. Deus continua sendo justo. Deus continua no controle.

Então, não permita que a arrogância dos outros produza arrogância em você. Não permita que a injustiça faça você abandonar a fé. Continue caminhando com Deus, vivendo o propósito do Senhor e anunciando as suas maravilhas.

Você não precisa provar quem você é. Viva para honrar aquele que conhece você por inteiro.

Que hoje você possa sair por aí anunciando as maravilhas do Senhor.

 

Deus está perto.

 

Cláudio Eduardo M Costa

sábado, 12 de setembro de 2026

O POVO DE DEUS NÃO PODE SE CALAR... - SALMO 74 -

 


O POVO DE DEUS NÃO PODE SE CALAR...

SALMO 74

 

Você já olhou para o mundo à sua volta e se perguntou: “Deus está vendo tudo isso?” Ou talvez tenha perguntado: “Por que Deus ainda não agiu? Por que Jesus Cristo ainda não voltou para levar a sua Igreja?” É muita tristeza ao nosso redor: violência, injustiça, corrupção, exploração de pessoas, crianças sofrendo, famílias sem esperança e valores que Deus nos ensinou sendo abandonados dia após dia. Diante de tudo isso, podemos perguntar: onde está Deus? O que Deus está fazendo? Mas hoje quero mudar a pergunta: onde está a Igreja diante de tudo isso?

Estamos na caminhada dos 150 Dias Lendo o Livro de Salmos, e chegamos ao Salmo 74. Este salmo nasce em um contexto de sofrimento, destruição e afronta contra Deus. O salmista clama ao Senhor, pedindo que Ele se levante e defenda a sua causa. Quero destacar especialmente o versículo 22: “Levanta-te, ó Deus, e defende a tua causa; lembra-te de como o ímpio te afronta todos os dias.” (Salmos 74.22 — NAA).

Quando olho para essa palavra e para tudo o que acontece ao nosso redor, percebo que muitas situações são, de fato, uma afronta aos valores de Deus. Mas precisamos entender também quem é o povo de Deus. O povo de Deus é formado por aqueles que pertencem a Cristo, que foram alcançados pela graça e pela misericórdia, chamados para viver e anunciar o Evangelho e que têm suas vidas transformadas diariamente pelo poder do Senhor.

João nos apresenta uma verdade fundamental sobre Jesus Cristo: “O Verbo estava no mundo, e o mundo foi feito por meio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.” (João 1.10-13 — NAA). Jesus é o Verbo, a Palavra que se fez carne. E, por meio dele, somos recebidos na família de Deus. Somos feitos filhos de Deus não por mérito humano, mas pela graça, mediante a fé em Cristo.

Se somos filhos de Deus, não podemos permanecer indiferentes diante da realidade que nos cerca. Ser povo de Deus significa compromisso. Quando nos calamos diante da injustiça, do sofrimento e da maldade, precisamos tomar cuidado para que o nosso silêncio não se transforme em omissão. A Igreja não foi chamada para simplesmente observar o mundo, mas para testemunhar de Cristo dentro dele.

Jesus disse de maneira muito direta: “Vocês são a luz do mundo.” (Mateus 5.14 — NAA). Pense em alguém segurando uma lanterna em um ambiente completamente escuro. Não adianta reclamar que está tudo escuro se essa pessoa tem uma luz nas mãos e não a acende. Da mesma maneira, não adianta apenas reclamar da escuridão espiritual, moral e social ao nosso redor se não estamos permitindo que a luz de Cristo brilhe por meio da nossa vida.

A Igreja não pode se omitir. Eu não posso me omitir. Você não pode se omitir. Precisamos responder ao mundo não com ódio ou agressividade, mas vivendo a verdade, praticando a justiça, demonstrando compaixão, buscando a santidade e proclamando o Evangelho. Essa é a nossa responsabilidade como povo de Deus.

Talvez tenhamos nos acostumado demais a reclamar da realidade e pouco a agir diante dela. Olhamos para a pobreza, para a violência, para as crianças abandonadas, para as famílias destruídas e para tantas pessoas sem esperança e pensamos que alguém deveria fazer alguma coisa. Mas a pergunta precisa ser pessoal: o que eu estou fazendo? Onde Deus me colocou? Quem precisa da minha oração, do meu cuidado, da minha palavra, da minha presença e do meu testemunho?

Jesus não nos chamou para esconder a luz. Ele nos chamou para iluminar. Por isso, o meu convite hoje é: levante-se como filho de Deus! Levante-se para orar. Levante-se para servir. Levante-se para cuidar. Levante-se para proclamar a preciosa mensagem do Evangelho. Levante-se para viver o Evangelho e fazer diferença no mundo à sua volta.

O Salmo 74 começa com um povo sofrendo e clamando: “Levanta-te, ó Deus!” Talvez hoje Deus também esteja nos chamando a nos levantar. Não para ocupar o lugar dele, mas para assumir o nosso lugar como Igreja, como discípulos de Jesus, como filhos de Deus.

O mundo não precisa de uma Igreja que apenas reclama da escuridão. Precisa de uma Igreja que deixe a luz de Cristo brilhar.

Que o Salmo 74 continue falando ao nosso coração e nos despertando para a missão. O povo de Deus não pode se calar. O povo de Deus precisa se levantar, viver o Evangelho e fazer diferença.

 

Cláudio Eduardo M Costa
Humanizando Compaixão

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