A
VIDA PASSA DEPRESSA...
Salmo
39
A
vida passa mais rápido do que imaginamos
Você
já percebeu como o tempo parece passar cada vez mais depressa?
Ontem
éramos crianças. Depois vieram a juventude, a vida adulta e, quase sem
perceber, os anos foram passando.
Vivemos
em um mundo acelerado. Corremos de um compromisso para outro, respondemos
mensagens, acompanhamos as redes sociais e lidamos com inúmeras
responsabilidades. Muitas vezes estamos tão ocupados que deixamos de refletir
sobre aquilo que realmente importa.
O
Salmo 39 nos convida justamente a fazer essa pausa.
Se
hoje você pudesse fazer o mesmo pedido que Davi fez, teria coragem de fazê-lo?
Ou
continua vivendo apenas na expectativa do amanhã, esquecendo que o futuro
pertence a Deus?
Reconhecendo
a nossa fragilidade
Davi
faz uma oração surpreendente:
"Senhor,
dá-me a conhecer o meu fim e qual é a soma dos meus dias, para que eu reconheça
a minha fragilidade."
Salmo 39.4 (NAA)
À
primeira vista, essa oração pode parecer pessimista. Mas não é.
Davi
não está pedindo para saber a data da sua morte. Ele deseja viver com
sabedoria, reconhecendo que a vida é breve e que o ser humano é completamente
dependente de Deus.
Desde
a entrada do pecado no mundo, a morte passou a fazer parte da experiência
humana. Entretanto, esse nunca foi o projeto original do Criador.
Fomos
criados para viver em comunhão com Deus e desfrutar da vida eterna em sua
presença.
Reconhecer
nossa fragilidade não deve produzir desespero, mas humildade.
Cada
novo dia é uma expressão da graça de Deus.
Como
afirma o profeta Jeremias:
"As
misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos... renovam-se cada
manhã; grande é a tua fidelidade." Lamentações 3.22-23 (NAA)
O
que realmente tem valor?
O
Salmo 39 nos leva a refletir sobre nossas prioridades.
Em
que estamos investindo a nossa vida?
Estamos
apenas ocupados ou estamos vivendo com propósito?
Jesus
fez uma pergunta que continua extremamente atual:
"Que
aproveita uma pessoa ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" Marcos
8.36 (NAA)
Podemos
conquistar bens, reconhecimento profissional, estabilidade financeira e muitas
outras realizações. Mas nada disso será suficiente para preencher o vazio que
existe no coração humano.
Somente
Deus pode fazer isso.
O
verdadeiro sentido da vida não está naquilo que acumulamos, mas no
relacionamento que desenvolvemos com o Senhor.
A
nossa esperança tem nome
Depois
de reconhecer a brevidade da vida, Davi chega à conclusão mais importante do
salmo:
"E
eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança."
Salmo
39.7 (NAA)
Essa
declaração muda completamente a perspectiva do salmo.
Davi
não termina olhando para a morte.
Ele
termina olhando para Deus.
Sua
esperança não está na força humana, nem no tempo de vida que ainda possui.
Sua
esperança está no Senhor.
O
Salmo 39 aponta para Jesus
Ao
lermos este salmo à luz do Novo Testamento, descobrimos que essa esperança
anunciada por Davi encontrou seu cumprimento perfeito em Jesus Cristo.
Cristo
venceu a morte.
Ressuscitou
ao terceiro dia.
E
prometeu vida eterna àqueles que nele creem.
Por
isso, a esperança do cristão não termina no túmulo.
Jesus
declarou:
"Eu
sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá." João
11.25 (NAA)
É
por isso que hoje podemos afirmar algo que Davi apenas contemplava pela fé: a
morte não é o fim da nossa história.
Quem
pertence a Cristo continuará vivendo eternamente na presença de Deus.
Nossa
esperança não é uma ideia.
Nossa
esperança tem nome.
Nossa
esperança é Jesus Cristo.
Para
refletir
A
vida passa depressa.
Cada
dia é um presente de Deus.
Por
isso, vale a pena perguntar:
- Tenho
vivido apenas ocupado ou tenho vivido com propósito?
- Minhas
prioridades revelam que Deus ocupa o primeiro lugar na minha vida?
- Minha
esperança está nas conquistas desta terra ou em Jesus Cristo?
Que
a oração de Davi também seja a nossa oração:
"E
eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança."
Salmo
39.7 (NAA)
Que
hoje você viva com sabedoria, aproveitando cada oportunidade para glorificar a
Deus, sabendo que a verdadeira esperança não termina nesta vida, mas continua
na eternidade com Cristo.
Cláudio
Eduardo M. Costa