quarta-feira, 14 de outubro de 2026

QUEM ESTÁ MOLDANDO A SUA VIDA: JESUS OU O MUNDO DIGITAL?

 


QUEM ESTÁ MOLDANDO A SUA VIDA:

JESUS OU O MUNDO DIGITAL?

“O discípulo não está acima do seu mestre; todo aquele, porém, que for bem-instruído será como o seu mestre.” — Lucas 6:40 (NAA)

 

Entre tantas vozes, quem está formando o nosso coração?

Vivemos em uma sociedade na qual somos constantemente bombardeados por informações, imagens, opiniões e estímulos. O celular nos acompanha à mesa, nas conversas familiares, nos momentos de descanso e, muitas vezes, até nos cultos. As redes sociais influenciam nossos hábitos, nosso modo de pensar, nossas escolhas e a maneira como enxergamos a nós mesmos e ao próximo. Embora estejamos conectados a milhares de pessoas, nem sempre estamos verdadeiramente presentes na vida daqueles que nos cercam.

O problema não está na tecnologia em si — que serve como um excelente instrumento de educação, comunhão e evangelização —, mas no poder que permitimos que ela exerça sobre nós. Quando a busca por reconhecimento, curtidas e aprovação se torna prioridade, corremos o risco de dedicar mais atenção às expectativas do mundo do que à voz de Jesus. Por isso, a pergunta essencial não é apenas quanto tempo passamos na internet, mas quem está moldando nosso caráter, nossos valores e nossas atitudes.

 

O que significa ser moldado por alguém?

Ser moldado significa tomar a forma de algo, receber influência, adquirir características e desenvolver um modo específico de pensar e agir. Em Lucas 6:40, Jesus ensina que o discípulo, depois de bem-instruído, será como o seu mestre. Essa declaração surge em um contexto no qual Cristo instrui sobre a vida no Reino de Deus: Ele fala sobre amar os inimigos, praticar a misericórdia, não julgar com hipocrisia e reconhecer as próprias limitações antes de corrigir o outro (Lucas 6:27-42).

A advertência sobre o cego que conduz outro cego e a comparação entre o discípulo e o mestre mostram a importância de sabermos quem nos orienta. Não basta ouvir os ensinamentos; precisamos permitir que eles transformem nossa conduta. Jesus não deseja apenas seguidores que conheçam suas palavras, mas discípulos que reproduzam o Seu caráter. Em nossos dias, isso exige avaliar criticamente os conteúdos que consumimos, as pessoas que admiramos e os modelos que seguimos. Afinal, podemos dominar as tendências digitais e, ainda assim, estarmos nos afastando dos valores de Cristo. A questão central não é o que estamos aprendendo, mas em quem estamos nos tornando.

 

O papel da igreja em uma sociedade conectada

Diante dessa realidade, a igreja tem uma responsabilidade que vai além de condenar os excessos tecnológicos. Precisamos ensinar a Palavra de Deus, formar discípulos maduros, desenvolver o discernimento e preparar os cristãos para viverem a fé tanto no ambiente presencial quanto no digital. O apóstolo Paulo orienta: “E não vivam conforme os padrões deste mundo, mas deixem que Deus os transforme pela renovação da mente” (Romanos 12:2 — NAA).

Essa transformação não significa isolamento social, mas a capacidade de participar do mundo sem abrir mão do Evangelho. A igreja deve ser um espaço acolhedor de ensino, comunhão e formação espiritual, onde todas as gerações aprendam a discernir o que edifica e o que prejudica. Paralelamente, deve utilizar a própria internet para comunicar a verdade, compartilhar esperança e alcançar pessoas que talvez nunca entrem em um templo. Entretanto, nossa presença digital só terá credibilidade se estiver acompanhada de uma vida coerente.

 

Influenciar o mundo começando por onde estamos

Nossa influência cristã começa nos ambientes mais próximos:

  • Na família: Demonstramos o amor de Cristo quando ouvimos com atenção, dedicamos tempo de qualidade uns aos outros e não permitimos que as telas substituam a convivência.
  • Na escola ou trabalho: Somos chamados a agir com honestidade, respeitar as diferenças, rejeitar o bullying e não participar da disseminação de mentiras ou linchamentos virtuais.
  • Na igreja: Devemos cultivar relacionamentos verdadeiros, servir com humildade e tratar cada pessoa com dignidade, sem transformar a fé em uma competição por prestígio.
  • Na sociedade: Nosso testemunho se manifesta na defesa da justiça, na solidariedade com os vulneráveis e no compromisso inegociável com a verdade.

Jesus declarou:

“Assim brilhe também a luz de vocês diante dos outros, para que vejam as boas obras que vocês fazem e glorifiquem o Pai de vocês, que está nos céus” (Mateus 5:16 — NAA).

Portanto, nossa missão não é apenas falar sobre Cristo, mas permitir que Sua presença seja percebida em nossas atitudes — inclusive nos comentários que fazemos, nas mensagens que compartilhamos e na maneira como tratamos quem pensa diferente de nós.

 

A tecnologia pode ser uma ferramenta, mas Jesus deve ser o Mestre

Não precisamos rejeitar a tecnologia para permanecermos fiéis. O desafio é utilizá-la com equilíbrio, responsabilidade e sabedoria. Podemos estudar, trabalhar, evangelizar e fortalecer relacionamentos por meio dos recursos digitais. No entanto, devemos vigiar para que a comparação constante, a necessidade de aprovação e o consumo interminável de conteúdo não ocupem o espaço reservado à oração, à leitura bíblica e ao cuidado com o próximo.

Em Filipenses 4:8, Paulo nos orienta a ocupar a mente com tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável e de boa fama. Esse princípio deve governar nossa vida na internet. Antes de publicar, comentar ou compartilhar, precisamos nos perguntar se nossas palavras promovem a verdade, edificam o outro e refletem o caráter de Cristo. A tecnologia deve estar a serviço da vida, e não se tornar a força que determina o sentido da nossa existência.

 

Pergunta para reflexão

Se as pessoas observassem o seu comportamento em casa, na escola, na igreja e nas redes sociais, reconheceriam alguém que está sendo moldado pelos ensinamentos de Jesus? Ou perceberiam que suas atitudes reproduzem os valores de uma sociedade que coloca a aparência acima do caráter, a popularidade acima da verdade e o individualismo acima do amor?

 

Ser discípulo é um processo contínuo de aprendizagem e transformação. Não basta conhecer a Bíblia, publicar versículos ou declarar nossa fé da boca para fora; precisamos permitir que a Palavra de Deus direcione nossas escolhas cotidianas. Em um mundo cheio de vozes disputando nossa atenção, que Jesus continue sendo o nosso Mestre, o nosso modelo e a referência absoluta que orienta nossas decisões. Que a nossa presença, digital ou física, revele não apenas aquilo em que acreditamos, mas, principalmente, Aquele a quem seguimos.

 

Cláudio Eduardo M. Costa
Humanizando Compaixão


POR QUE CONTINUAMOS COMETENDO OS MESMOS ERROS? — Salmo 106 —— WHY DO WE KEEP MAKING THE SAME MISTAKES? — Psalm 106 ——

 


POR QUE CONTINUAMOS COMETENDO OS MESMOS ERROS?

Salmo 106 — Quando esquecemos o que Deus fez

 

Você já percebeu que, muitas vezes, cometemos os mesmos erros? Quando enfrentamos as consequências das nossas escolhas, prometemos que não vamos repeti-los. Entretanto, o tempo passa, as experiências vão sendo esquecidas e, quando menos percebemos, estamos novamente fazendo aquilo que já sabemos que não deveríamos fazer.

Por que isso acontece? Quais escolhas temos feito? De que maneira estamos caminhando na presença do Senhor?

Hoje, na nossa jornada de leitura bíblica, chegamos ao Salmo 106. Esse salmo nos fala sobre a bondade de Deus, a misericórdia do Senhor e os erros que o povo de Israel repetiu ao longo de sua história. Ao recordar essa trajetória, somos convidados a examinar nossa própria caminhada de fé e a reconhecer que conhecer a vontade de Deus não significa, necessariamente, viver de acordo com ela.

 

1. Não podemos nos esquecer da bondade de Deus

O salmo começa com um convite à gratidão, ao louvor e à adoração. Leia Salmos 106:1-3 (NAA).

“Deem graças ao Senhor, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre.” (Salmos 106:1, NAA)

O salmista nos lembra de que a bondade do Senhor é real e de que sua misericórdia permanece. Diante de quem Deus é e de tudo o que ele realiza, nossa resposta deve ser de gratidão, louvor e obediência.

Os versículos seguintes recordam os poderosos feitos do Senhor em favor de Israel. Deus libertou seu povo da escravidão no Egito, abriu o caminho pelo mar e demonstrou seu poder de maneira extraordinária. Mesmo diante de tantas manifestações da presença divina, porém, os israelitas tiveram dificuldades para continuar confiando no Senhor.

O Salmo 106:7-12 recorda a libertação do Egito e a travessia do mar, mostrando como Deus agiu em favor do seu povo, apesar de sua infidelidade.

Quantas vezes agimos da mesma maneira? Sabemos quem Deus é, conhecemos sua Palavra e já experimentamos seu cuidado, mas, diante de uma nova dificuldade, parece que nos esquecemos de tudo o que ele fez.

A memória espiritual é importante porque nos ajuda a enfrentar o presente à luz da fidelidade de Deus no passado. Não podemos permitir que as dificuldades de hoje apaguem da nossa lembrança as experiências que já tivemos com o Senhor.

Você tem se lembrado da bondade de Deus ou tem permitido que os problemas ocupem todo o espaço do seu coração?

 

2. Cuidado com a impaciência: aprenda a esperar o tempo de Deus

Caminhamos com Deus, mas nem sempre temos paciência para esperar por ele. Queremos respostas imediatas, soluções rápidas e resultados de acordo com as nossas expectativas. Muitas vezes, desejamos que a nossa vontade prevaleça sobre a vontade do Senhor.

Observe o que diz Salmos 106:13-14 (NAA):

“Logo, porém, se esqueceram das obras de Deus e não esperaram pelos seus desígnios. Entregaram-se à cobiça, no deserto; e, nos lugares áridos, puseram Deus à prova.”

A expressão que merece nossa atenção é: “não esperaram pelos seus desígnios”.

A impaciência levou o povo a tomar decisões equivocadas. Enquanto Deus continuava cuidando de Israel, o povo se deixou dominar pela cobiça e pela insatisfação. Em vez de confiar na direção do Senhor, quis satisfazer seus próprios desejos.

A história do bezerro de ouro, registrada em Êxodo 32:1-14, revela as consequências dessa postura. Enquanto Moisés estava no monte, o povo perdeu a paciência, pediu a Arão que fizesse um deus para conduzi-lo e acabou se entregando à idolatria.

Que situação contraditória! O povo que havia testemunhado a libertação do Egito voltou-se para um ídolo feito por mãos humanas.

Isso também pode acontecer conosco. Quando não sabemos esperar, corremos o risco de tomar decisões precipitadas, abandonar princípios bíblicos e procurar soluções que não correspondem à vontade de Deus.

Esperar no Senhor não significa ficar de braços cruzados. Significa continuar obedecendo, orando e confiando, mesmo quando ainda não compreendemos o que ele está fazendo.

Você está esperando pela direção de Deus ou tentando obrigá-lo a realizar a sua vontade?

 

3. Não permita que o medo governe suas decisões

O medo pode alterar nossa percepção da realidade. Quando ele domina o coração, deixamos de enxergar as possibilidades, esquecemos as promessas de Deus e passamos a agir como se estivéssemos sozinhos.

Em Salmos 106:24-27, o salmista recorda a incredulidade dos israelitas diante da terra prometida. Eles desprezaram a terra desejável, não confiaram na palavra do Senhor e murmuraram em suas tendas.

Essa passagem está relacionada ao episódio registrado em Números 13–14. Embora os israelitas tivessem recebido a promessa de Deus, muitos permitiram que o medo dos habitantes da terra fosse maior do que a confiança no Senhor.

O problema não era simplesmente reconhecer a existência de obstáculos. O problema era olhar para eles como se Deus não estivesse presente.

Não ter medo não significa ser naturalmente corajoso, forte ou inteligente. Significa aprender a confiar na presença e no cuidado de Deus, mesmo quando as circunstâncias parecem desfavoráveis.

A fé não nos impede de reconhecer os desafios, mas nos ajuda a enfrentá-los sem abandonar a confiança no Senhor.

Em Isaías 41:10, encontramos uma palavra de encorajamento: Deus chama seu povo a não temer, pois está com ele, fortalece-o e o sustenta.

Precisamos, portanto, examinar nossas decisões. Estamos agindo com base na Palavra de Deus ou estamos permitindo que o medo determine nossos caminhos?

Não permita que o medo de hoje faça você esquecer a fidelidade de Deus no passado.

 

4. Pequenas concessões podem produzir grandes consequências

Outro ensinamento importante do Salmo 106 é que a desobediência pode começar quando deixamos de levar a sério as orientações de Deus.

Em Salmos 106:34-39, o salmista recorda que Israel não eliminou completamente as práticas dos povos que deveria evitar. Em vez disso, misturou-se a eles, assimilou seus costumes e acabou participando de práticas contrárias à vontade do Senhor.

A história mostra que o afastamento de Deus nem sempre acontece de uma só vez. Muitas vezes, começa com pequenas concessões.

Dizemos: “Não tem nada a ver”. Depois, aceitamos algo que antes reconhecíamos como inadequado. Aos poucos, aquilo que deveria causar preocupação passa a ser considerado normal.

Quando não examinamos nossas escolhas à luz das Escrituras, corremos o risco de abrir espaço para a idolatria, os falsos ensinamentos, a maldade e uma religiosidade vazia, que conserva as aparências, mas perde a essência da comunhão com Deus.

Isso não significa que toda mudança seja errada ou que devamos rejeitar tudo o que é diferente. Significa que precisamos discernir, à luz da Palavra, aquilo que fortalece nossa fé e aquilo que nos afasta da vontade do Senhor.

A pergunta não é apenas se determinada prática é aceita pela sociedade, mas se ela é coerente com os princípios bíblicos e com a vida que fomos chamados a viver em Cristo.

Romanos 12:2 nos orienta a não nos conformarmos com este mundo, mas a sermos transformados pela renovação da mente, para discernirmos a vontade de Deus.

Que pequenas concessões você tem feito que precisam ser revistas à luz da Palavra de Deus?

 

5. A misericórdia de Deus nos oferece esperança

Apesar de registrar tantas falhas, o Salmo 106 não termina sem esperança. O salmista reconhece a necessidade de socorro e clama ao Senhor.

Leia Salmos 106:47-48 (NAA).

“Salva-nos, Senhor, nosso Deus, e congrega-nos dentre as nações, para que demos graças ao teu santo nome e nos gloriemos no teu louvor.” (Salmos 106:47, NAA)

O salmo termina com louvor ao Deus de Israel, de eternidade a eternidade, e com o convite para que todo o povo diga: “Amém! Aleluia!” (Salmos 106:48).

Ao chegar a essa parte da leitura, minha esperança se firma em Jesus Cristo. É nele que reconhecemos a expressão extraordinária do amor de Deus por nós.

Romanos 5:8 declara que Deus prova seu próprio amor por nós pelo fato de Cristo ter morrido em nosso favor quando ainda éramos pecadores.

Pense nisso: Deus não esperou que nos tornássemos perfeitos para demonstrar seu amor. Em Cristo, ele veio ao nosso encontro quando ainda precisávamos de perdão e reconciliação.

Essa graça, porém, não deve ser usada como desculpa para continuarmos cometendo os mesmos erros. O amor de Deus nos chama ao arrependimento, à transformação e a uma nova maneira de viver.

Em 1 João 1:9, encontramos a promessa de que, se confessarmos nossos pecados, Deus é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de toda injustiça.

O perdão não é um convite para permanecermos no mesmo lugar. É uma oportunidade de recomeçar, aprender e caminhar em novidade de vida, conforme Romanos 6:4.

Deus não nos chama a esconder nossas falhas, mas a reconhecê-las diante dele, receber sua graça e permitir que sua Palavra transforme nosso coração.

 

Um desafio para sua caminhada espiritual

Você tem mantido seu diário de marcos espirituais? Registrar as experiências com Deus é uma maneira de recordar sua fidelidade, reconhecer o que aprendemos e perceber como ele tem trabalhado em nossa vida.

 

Hoje, quero propor um desafio especial:

  • Identifique: qual erro você tem repetido, mesmo sabendo que precisa mudar?
  • Examine: quais circunstâncias, desejos ou atitudes contribuem para essa repetição?
  • Aprenda: o que a Palavra de Deus ensina sobre essa situação?
  • Ore: confesse ao Senhor aquilo que precisa ser transformado e peça sabedoria para agir de maneira diferente.
  • Registre: escreva em seu diário espiritual a lição aprendida e uma atitude concreta que você deseja colocar em prática.

 

Não se trata apenas de prometer que nunca mais erraremos. Trata-se de assumir uma postura de arrependimento, buscar a direção de Deus e aprender a responder de maneira diferente diante das mesmas tentações e dificuldades.

O Salmo 106 nos ensina que esquecer as obras de Deus pode nos levar a repetir erros antigos. Por isso, precisamos cultivar uma memória agradecida, uma fé perseverante e um coração disposto a obedecer.

Não basta recordar o que Deus fez. Precisamos permitir que essa memória transforme a maneira como vivemos hoje.

Que o bom Deus abençoe ricamente o seu dia e nos ajude a aprender com o passado, confiar em sua misericórdia e caminhar em fidelidade diante dele.

 

Cláudio Eduardo M. Costa

terça-feira, 13 de outubro de 2026

NÃO ESQUEÇA O QUE DEUS JÁ FEZ! — Salmo 105 — Uma jornada de gratidão, memória e confiança

 


NÃO ESQUEÇA O QUE DEUS JÁ FEZ!

Salmo 105 — Uma jornada de gratidão, memória e confiança

 

Você já percebeu que, muitas vezes, quando surge um problema, é muito fácil nos esquecermos de quem caminha conosco? Em meio às dificuldades, às tempestades e às incertezas, podemos perder de vista quem Deus é, o seu poder e as lições que podemos aprender durante a caminhada.

Hoje, na nossa jornada dos 150 Dias Lendo o Livro de Salmos, quero convidar você a refletir comigo sobre o Salmo 105. Esse cântico de louvor não apenas recorda os feitos do Senhor, mas também nos ajuda a lembrar quem Deus é e em quem devemos depositar a nossa confiança.

O Salmo 105 é mais do que um cântico de adoração: é uma viagem pela história do povo de Deus. Imagine se você escrevesse uma poesia sobre a sua própria vida. O que colocaria nesse poema? Quais momentos registraria? Falaria das alegrias, das conquistas, das dificuldades ou das situações em que precisou esperar sem saber o que aconteceria no dia seguinte?

O salmista nos conduz por uma história marcada por promessas, esperas, sofrimentos e livramentos. Ele recorda a aliança de Deus com Abraão, a história de José, a libertação do povo de Israel do Egito, a liderança de Moisés e a caminhada pelo deserto até a Terra Prometida (Salmo 105:8-45).

Há também uma relação importante entre esse salmo e o cântico registrado em 1Crônicas 16:8-22, associado à celebração conduzida por Davi quando a arca da aliança foi levada para Jerusalém. Essa passagem contém trechos que correspondem à parte inicial do Salmo 105. Isso demonstra a importância da memória dos feitos de Deus na adoração do povo de Israel, embora não possamos afirmar com certeza todos os detalhes da composição do salmo em sua forma atual.

Ao contemplarmos essa história, percebemos que houve momentos em que o povo não conhecia o desfecho dos acontecimentos. Não sabia como seria o amanhã. Entretanto, mesmo quando as circunstâncias pareciam incertas, Deus continuava conduzindo a história e permanecia fiel à sua aliança.

A grande lição é esta: não podemos permitir que as dificuldades do presente nos façam esquecer a fidelidade de Deus demonstrada ao longo da nossa caminhada.

 

1. Agradeça ao Senhor: reconheça a sua bondade

O Salmo 105 começa com um chamado à gratidão, ao louvor e ao testemunho. Nos versículos 1 a 4, o salmista nos convida a dar graças ao Senhor, invocar o seu nome, anunciar os seus feitos, cantar os seus louvores e buscar continuamente a sua presença (Salmo 105:1-4 — NAA).

A primeira atitude que aprendemos com esse texto é: agradeça ao Senhor!

Reconheça a grandeza de Deus e agradeça por sua bondade. Agradeça pelas oportunidades, pelo sustento, pelas pessoas que caminham ao seu lado e pelas forças recebidas nos momentos difíceis.

Não espere uma ocasião especial para expressar sua gratidão. Não é necessário esperar que todos os problemas sejam resolvidos para reconhecer a bondade do Senhor. A gratidão cristã não significa ignorar a dor, mas reconhecer que, mesmo em meio às dificuldades, Deus continua sendo digno da nossa confiança.

O apóstolo Paulo nos orienta a dar graças em todas as circunstâncias, pois essa é a vontade de Deus para nós em Cristo Jesus (1Tessalonicenses 5:18 — NAA).

Quando recordamos o que Deus já fez, aprendemos a olhar para o presente com mais esperança. Em vez de enxergarmos apenas aquilo que nos falta, passamos também a reconhecer as bênçãos que recebemos.

 

2. Testemunhe: torne conhecidos os feitos de Deus

A segunda atitude que encontramos no Salmo 105 é o testemunho. O salmista nos chama a tornar conhecidos entre os povos os feitos do Senhor e a falar de suas maravilhas (Salmo 105:1-2 — NAA).

Não guarde apenas para você aquilo que Deus tem realizado em sua vida. Testemunhe!

Compartilhe as experiências que fortaleceram sua fé, as lições aprendidas na Palavra e as situações em que você encontrou forças para continuar caminhando.

A sua história com Deus pode fortalecer a fé de alguém. Seu testemunho pode encorajar uma pessoa que atravessa um período difícil ou despertar em outra o desejo de conhecer Jesus Cristo.

Isso não significa apresentar uma vida sem problemas, como se quem confia em Deus nunca sofresse. Pelo contrário, um testemunho sincero reconhece as lutas e aponta para a fidelidade do Senhor durante a caminhada.

Jesus chamou seus discípulos para serem suas testemunhas (Atos 1:8 — NAA). Por isso, testemunhar não é apenas falar sobre Deus, mas também viver de maneira coerente com a fé que professamos.

Que nossas palavras e atitudes tornem conhecido o amor de Cristo. Que as pessoas encontrem em nós sinais de compaixão, misericórdia, justiça e esperança.

 

3. Louve ao Senhor: adore por quem ele é

O salmista também nos convida a cantar ao Senhor, falar de suas maravilhas e nos alegrar em seu santo nome (Salmo 105:2-3 — NAA).

A terceira atitude é: louve ao Senhor!

O louvor não depende de uma vida sem problemas ou dificuldades. Ele nasce do reconhecimento de quem Deus é. Mesmo quando não compreendemos tudo o que acontece, podemos continuar reconhecendo sua grandeza e confiando em seu caráter.

Louvamos ao Senhor quando cantamos, oramos e nos reunimos com outros irmãos para adorá-lo. Mas o louvor também deve aparecer nas nossas atitudes diárias: na honestidade, no perdão, na disposição para servir e no cuidado com o próximo.

Paulo nos ensina a apresentar a nossa vida a Deus como sacrifício vivo, santo e agradável, compreendendo isso como nosso culto (Romanos 12:1 — NAA).

Portanto, que o nosso louvor ultrapasse as palavras e alcance a maneira como vivemos. Que nossa vida seja uma expressão de gratidão e aponte para a grandeza daquele a quem adoramos.

 

4. Busque continuamente a presença de Deus

A quarta atitude aparece no versículo 4, quando o salmista nos orienta a buscar o Senhor, o seu poder e a sua presença continuamente (Salmo 105:4 — NAA).

Busque a presença de Deus em todos os momentos!

Não procure o Senhor apenas quando as portas se fecham, quando a doença chega ou quando o medo aparece. Busque-o também nos dias comuns, nas decisões cotidianas, nos momentos de alegria e nas pequenas tarefas da vida.

Deus nos convida a cultivar um relacionamento com ele por meio da oração, da leitura das Escrituras, da obediência à sua Palavra e da comunhão com seu povo.

Isso não significa que receberemos imediatamente todas as respostas que desejamos. Significa que podemos caminhar com Deus, confiando em sua sabedoria e permanecendo firmes mesmo durante a espera.

O salmista nos ensina que buscar a presença do Senhor não deve ser uma atitude ocasional, motivada apenas pelas emergências. É uma prática contínua de fé, dependência e comunhão.

 

5. Em Jesus Cristo, encontramos a maior razão para agradecer

Ao percorrermos o Salmo 105, encontramos motivos para agradecer a Deus por sua fidelidade à aliança e por sua atuação na história do seu povo. Para nós, cristãos, essa gratidão encontra sua expressão central na pessoa e na obra de Jesus Cristo.

O Filho de Deus veio ao mundo, assumiu a nossa humanidade, morreu pelos nossos pecados e ressuscitou. Por meio dele, recebemos a oferta da reconciliação com Deus (João 1:14; Romanos 5:8; 1Coríntios 15:3-4 — NAA).

Em Jesus, temos a maior demonstração do amor divino. Sua morte e ressurreição nos apontam para a esperança da vida eterna e para a possibilidade de vivermos em comunhão com Deus.

Nossa gratidão não compra o amor divino. Nossa obediência não é uma moeda de troca para conquistar a salvação. Somos salvos pela graça, mediante a fé, e chamados a viver praticando as boas obras que Deus preparou para nós (Efésios 2:8-10 — NAA).

Por isso, recordar a fidelidade do Senhor não significa apenas olhar para o passado. Significa encontrar razões para confiar nele no presente e seguir adiante com esperança.

Uma pergunta para a sua caminhada

Pense comigo: qual foi uma situação em que Deus sustentou você e que não pode ser esquecida?

Eu também preciso fazer essa reflexão. Quando olho para a minha história, encontro tantas situações em que o Senhor me sustentou, tantas experiências que fortaleceram minha fé e tantas ocasiões em que precisei esperar sem conhecer o desfecho.

Talvez você também tenha lembranças assim. Momentos em que recebeu forças para continuar, encontrou consolo em meio à tristeza ou percebeu, ao olhar para trás, que aprendeu lições importantes sobre sua dependência de Deus.

Quero deixar uma sugestão prática: tenha um caderno ou diário espiritual. Registre suas orações, os textos bíblicos que marcaram sua caminhada, as situações pelas quais deseja agradecer e as lições aprendidas durante os períodos difíceis.

Esse registro pode ajudar você a cultivar a memória espiritual e a recordar, nos dias de incerteza, as razões pelas quais continua confiando no Senhor.

 

Para concluir: não se esqueça do que Deus já fez!

O Salmo 105 nos ensina quatro atitudes fundamentais: agradecer ao Senhor, testemunhar seus feitos, louvá-lo e buscar continuamente sua presença.

Quando os problemas surgirem, não permita que as dificuldades apaguem da sua memória tudo aquilo que você já aprendeu sobre a fidelidade de Deus. Recorde suas promessas, volte-se para a Palavra e continue caminhando pela fé.

Não conhecemos todos os detalhes do amanhã, mas podemos enfrentar o presente lembrando quem é o Senhor em quem depositamos nossa confiança.

Não se esqueça do que Deus já fez. Recorde sua fidelidade, agradeça por sua graça e continue caminhando com o Senhor!

Que Deus abençoe ricamente o seu dia.

Até a próxima reflexão da nossa jornada 150 Dias Lendo o Livro de Salmos.

 

Cláudio Eduardo M. Costa

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

EU LOUVO AO SENHOR! — Salmo 104 — — — I praise the Lord! — Psalm 104 — — — ¡Alabo al Señor! — Salmo 104 — — — Δοξάζω τον Κύριο! — Ψαλμός 104 — — —

 


EU LOUVO AO SENHOR!

Salmo 104 — Uma jornada de louvor ao Criador

 

Oi, pessoal! Feliz Dia das Crianças! Hoje, eu quero fazer uma pergunta muito especial para vocês: se pudessem conversar com Deus e agradecer por três coisas maravilhosas que ele criou, quais vocês escolheriam? Vocês agradeceriam pelos animais, pelas árvores, pelo mar, pela família ou pelas coisas gostosas que comem? São tantas coisas lindas que Deus fez, não é mesmo? Hoje, vamos descobrir, por meio da Bíblia, que toda a criação nos ajuda a lembrar como Deus é maravilhoso. Vamos aprender juntos com o Salmo 104. O tema da nossa mensagem é: Eu louvo ao Senhor!

 

1. DEUS É GRANDE E MARAVILHOSO

O Salmo 104 começa com uma declaração de louvor. No versículo 1, lemos:

“Ó Senhor Deus, que todo o meu ser te louve! Ó Senhor, meu Deus, como és grandioso! Estás vestido de majestade e de glória.” (Salmo 104:1 — NTLH).

O salmista começa convidando todo o seu ser a louvar ao Senhor. E sabem o que isso significa? Significa reconhecer, de todo o coração, como Deus é grande, poderoso e maravilhoso.

Louvar a Deus não é apenas cantar na igreja. Podemos louvá-lo quando oramos, agradecemos, obedecemos à sua Palavra e demonstramos amor pelas pessoas. Quando fazemos o que é certo e tratamos os outros com carinho, também mostramos que desejamos viver para agradar ao Senhor.

Neste Dia das Crianças, lembrem-se de uma coisa muito importante: vocês também podem louvar a Deus com suas palavras, suas atitudes e sua maneira de viver!

 

2. DEUS CUIDA DOS ANIMAIS E DA NATUREZA

O Salmo 104 também nos ajuda a perceber como Deus cuida da criação. Nos versículos 10 a 12, o salmista descreve as nascentes, os rios e os pássaros que encontram lugares para viver e cantar (Salmo 104:10-12 — NTLH).

Que coisa linda! As águas correm entre os montes, os animais encontram água para beber e os pássaros fazem seus ninhos nos galhos das árvores. Cada detalhe nos lembra da sabedoria do Criador.

Vocês já pararam para observar um passarinho cantando? Já viram uma árvore cheia de frutos ou um animal bebendo água? Tudo isso pode nos ajudar a reconhecer a beleza daquilo que Deus criou.

E sabem o que também podemos fazer? Cuidar da natureza! Podemos evitar o desperdício de água, não maltratar os animais, não jogar lixo no chão e ajudar a manter limpos os lugares onde vivemos.

Quem agradece a Deus pela criação também precisa aprender a cuidar dela. Afinal, louvar ao Senhor envolve reconhecer suas obras e agir com responsabilidade diante daquilo que ele nos confiou.

 

3. DEUS NOS ENSINA A AGRADECER E REPARTIR

No Salmo 104:27-28, aprendemos que todos esses seres vivos dependem de Deus para receber alimento no tempo certo. O salmista declara que Deus lhes dá o alimento e que eles ficam satisfeitos (Salmo 104:27-28 — NTLH).

Esses versículos nos ensinam que a vida depende do cuidado do Senhor. Por isso, quando temos comida à mesa, água para beber, uma casa onde morar e pessoas que cuidam de nós, temos muitos motivos para agradecer.

Mas precisamos lembrar de algo importante: nem todas as crianças têm tudo aquilo de que precisam. Algumas passam fome, outras não têm água limpa ou enfrentam situações difíceis.

Como podemos demonstrar o amor de Deus diante dessa realidade? Podemos repartir o que temos, ajudar quem precisa, acolher quem está triste e tratar todas as pessoas com carinho e respeito.

Jesus nos ensinou a amar o próximo (Marcos 12:30-31 — NTLH). Por isso, nossa gratidão a Deus deve aparecer também nas nossas atitudes. Não basta dizer que amamos o Senhor; precisamos aprender a demonstrar esse amor por meio do cuidado com as pessoas.

 

4. VAMOS LOUVAR AO SENHOR DURANTE TODA A VIDA

Nos versículos 33 e 34, o salmista declara seu desejo de louvar a Deus durante toda a vida e expressa sua alegria no Senhor (Salmo 104:33-34 — NTLH).

Que declaração bonita! O salmista não quer louvar a Deus apenas em alguns momentos. Ele deseja que sua vida inteira seja uma expressão de adoração.

Isso nos ensina que podemos louvar ao Senhor quando estamos felizes e também quando enfrentamos dificuldades. Podemos agradecer, orar, confiar em Deus e continuar aprendendo a viver de acordo com sua Palavra.

No versículo 35, o salmista também fala sobre a justiça de Deus e expressa o desejo de que o mal deixe de existir. Esse trecho nos lembra que Deus leva o pecado a sério e que o mal não deve ser tratado como algo sem importância.

Precisamos aprender a escolher o que é certo, reconhecer nossos erros e pedir perdão quando falhamos. Jesus Cristo nos ensina sobre o amor do Pai e nos chama a viver uma vida transformada por esse amor.

O salmo termina com uma declaração de louvor: “Que todo o meu ser te louve, ó Senhor Deus! Aleluia!” (Salmo 104:35 — NTLH).

Essa também pode ser a nossa oração! Que nossas palavras, nossas escolhas e nossas atitudes mostrem que reconhecemos a grandeza de Deus.

 

5. NOSSO DESAFIO DE HOJE

Agora chegou a hora do nosso desafio!

Quero que vocês pensem em três coisas pelas quais desejam agradecer a Deus hoje. Pode ser a família, os amigos, os animais, a natureza, o alimento ou alguém que cuida de vocês.

Já pensaram? Então, façam uma oração e agradeçam ao Senhor por essas três coisas.

E aqui vai mais um desafio: escolham uma atitude para demonstrar gratidão a Deus. Pode ser ajudar alguém, repartir um alimento, cuidar de uma planta, economizar água ou tratar um colega com mais carinho.

Lembrem-se: Deus é grande, sua criação é maravilhosa e temos muitos motivos para louvá-lo!

 

6. VAMOS ORAR?

Senhor Deus, obrigado porque tu és grande e maravilhoso. Obrigado pela vida, pela nossa família, pelos alimentos, pelos animais, pelas árvores e por todas as coisas boas que criaste. Ajuda-nos a cuidar da natureza, a repartir com quem precisa e a tratar todas as pessoas com amor e respeito. Ensina-nos a fazer o que é certo e a louvar o teu nome todos os dias. Que toda a nossa vida seja uma forma de demonstrar gratidão a ti. Em nome de Jesus, amém!

Feliz Dia das Crianças! Que Deus abençoe você e sua família. Continue aprendendo a Palavra de Deus, praticando o amor e descobrindo, a cada dia, novos motivos para louvar ao Senhor.

 

Um grande abraço e até a próxima Caminhada Bíblica!

 

Eduardo Augusto

Humanizando Compaixão — Uma caminhada de fé, amor e cuidado com a vida.

 

domingo, 11 de outubro de 2026

NÃO SE ESQUEÇA DO QUE DEUS FEZ POR VOCÊ! — Salmo 103 —

 


NÃO SE ESQUEÇA DO QUE DEUS FEZ POR VOCÊ!

Salmo 103 

 

Você já percebeu como é fácil guardar na memória os problemas, os momentos difíceis e as dores pelas quais passamos? Muitas vezes, as experiências negativas ocupam tanto espaço em nossos pensamentos que acabamos nos esquecendo das coisas boas que também fazem parte da nossa história.

Hoje, quero convidar você a mudar essa perspectiva e caminhar comigo pelo Salmo 103. Vamos descobrir como o salmista nos ensina a reconhecer a bondade de Deus, recordar suas obras e manter viva em nosso coração a memória de tudo o que ele tem feito por nós.

Não permita que as dificuldades de hoje apaguem da sua memória os benefícios, a bondade e o cuidado de Deus ao longo da sua vida.

Nos versículos 1 e 2, Davi convida sua própria alma a bendizer o Senhor e a não se esquecer de nenhum de seus benefícios (Salmo 103:1-2, NAA). Essa repetição é significativa. O salmista não está apenas expressando gratidão; ele está chamando a si mesmo à responsabilidade de se lembrar da bondade de Deus.

É como se ele estivesse dizendo a mim e a você: registre suas experiências com Deus! Faça anotações, guarde essas lembranças no coração e compartilhe seu testemunho com outras pessoas. Não permita que as preocupações do presente apaguem as marcas da fidelidade do Senhor em sua história.

Deus é bom, e precisamos aprender a reconhecer sua bondade em todas as fases da vida.

Nos versículos seguintes, o salmista apresenta alguns dos benefícios do Senhor: ele perdoa os pecados, cura as enfermidades, resgata a vida da destruição e nos cerca de amor e misericórdia (Salmo 103:3-4, NAA). Ele também nos sustenta e nos concede coisas boas.

O versículo 5 destaca o Deus que satisfaz nossa vida com coisas boas e renova nossas forças (Salmo 103:5, NAA). Isso nos leva a olhar para a nossa própria história com gratidão.

Se hoje tenho algum dinheiro na conta bancária, se tenho uma casa, se posso viver em família e se tenho o alimento necessário para cada dia, devo reconhecer que dependo do cuidado e da provisão de Deus. A saúde, a inteligência, as capacidades e as oportunidades também são motivos para agradecer.

Não se trata de afirmar que conquistamos tudo sem esforço, mas de reconhecer que nossas capacidades e oportunidades não devem ser recebidas com arrogância ou ingratidão.

E, se Deus ocupa um lugar tão importante em nossa história, nossa resposta deve envolver a totalidade da nossa vida: nossos pensamentos, nossas escolhas, nossos relacionamentos e nossas atitudes.

Na presença do Senhor, compreendemos que somos criaturas preciosas nas mãos do Criador. Isso não significa que estaremos livres dos problemas. As dificuldades continuam fazendo parte da experiência humana, mas não precisam ocupar o centro da nossa existência. Nosso foco permanece no Deus eterno, poderoso e fiel.

O salmista também nos apresenta uma dimensão profundamente humana do caráter de Deus: ele conhece nossas fragilidades e se relaciona conosco com compaixão, misericórdia, paciência e amor (Salmo 103:8-10, NAA).

O Salmo 103:13-14 compara a compaixão do Senhor à de um pai por seus filhos e nos lembra de que Deus conhece nossa condição humana. Essa verdade nos traz consolo: não precisamos fingir que somos fortes o tempo todo diante daquele que nos conhece por inteiro.

Quando olhamos para Jesus Cristo, compreendemos ainda mais profundamente o amor de Deus. Por meio de Cristo, somos alcançados pela graça, recebemos a oportunidade de reconciliação com Deus e encontramos esperança para uma nova vida. É por essa graça que podemos nos aproximar do Senhor e nos relacionar com ele como Pai.

O versículo 17 nos lembra que a misericórdia do Senhor permanece de eternidade a eternidade sobre aqueles que o temem (Salmo 103:17-18, NAA). Nossa vida é passageira e as circunstâncias mudam, mas o amor e a fidelidade de Deus permanecem.

Por isso, quero deixar uma pergunta para você: o que Deus já fez em sua vida que você não pode esquecer?

Comece a recordar sua história. Pense no período da gestação, no seu nascimento, na infância, nas pessoas que cuidaram de você, nas oportunidades que surgiram e nos momentos em que encontrou forças para continuar. Identifique os sinais de cuidado e as ocasiões em que a presença de Deus sustentou sua caminhada.

Muitas vezes, as dificuldades deixam cicatrizes profundas. Não precisamos negar a dor nem fingir que tudo foi fácil. Podemos, porém, construir marcos espirituais: registros que nos ajudem a lembrar que, mesmo em meio às lutas, existem motivos para agradecer e razões para continuar confiando no Senhor.

Que tal começar hoje? Escreva suas lembranças, registre seus motivos de gratidão e compartilhe seu testemunho. Faça da memória da fidelidade de Deus uma fonte de encorajamento para você e para outras pessoas.

Que as palavras do Salmo 103 continuem ecoando em nosso coração: bendizer ao Senhor e não esquecer seus benefícios (Salmo 103:1-2, NAA).

Que o seu dia seja marcado pelo amor, pela misericórdia e pelo cuidado de Deus. Siga nosso canal, compartilhe este vídeo e continue caminhando conosco, levando uma mensagem de esperança e compaixão às pessoas ao seu redor.

Que Deus transforme seu dia em uma oportunidade de reconhecer sua bondade e renovar sua gratidão!

 

Cláudio Eduardo M. Costa

 

sábado, 10 de outubro de 2026

QUANDO VOCÊ ESTÁ ESGOTADO, AINDA EXISTE ESPERANÇA! — Salmo 102 — — —

 


QUANDO VOCÊ ESTÁ ESGOTADO, AINDA EXISTE ESPERANÇA!

Salmo 102 —

 

Você já chegou a um momento da caminhada em que se sentiu tão esgotado que não conseguia enxergar uma saída? Há períodos em que os problemas parecem maiores do que as nossas forças. Professamos nossa fé em Deus, cremos em suas promessas, mas, diante das circunstâncias, temos dificuldade para orar, confiar e olhar além daquilo que estamos enfrentando. Em vez de contemplarmos o Senhor, permanecemos fixos no problema.

É sobre isso que quero conversar com você hoje: quando você está esgotado, ainda existe esperança!

Nossa esperança não está na ausência de problemas, na força das nossas emoções ou na capacidade de controlar o futuro. Nossa esperança está no Deus eterno, que permanece fiel mesmo quando nossas forças parecem ter chegado ao fim.

O Salmo 102 é apresentado como a oração de uma pessoa aflita, que derrama diante de Deus sua angústia e seu sofrimento. Ao meditarmos nesse salmo, aprendemos que não precisamos esconder nossas fragilidades do Senhor. Podemos nos aproximar dele com sinceridade, apresentar nossas dores e continuar confiando em seu cuidado.

 

1. QUANDO ESTAMOS ESGOTADOS, PODEMOS ORAR

O salmista começa clamando ao Senhor:

“Escuta, SENHOR, a minha oração, e chegue a ti o meu clamor.”

Salmo 102:1 — NAA

Observe a sinceridade dessa oração. O salmista não tenta disfarçar seu sofrimento nem apresenta uma imagem de força que não corresponde à sua realidade. Ele clama a Deus porque precisa ser ouvido.

Existe algo profundamente significativo nessa atitude. Assim como uma criança procura o pai quando sente medo, dor ou insegurança, também podemos nos aproximar de Deus quando não sabemos o que fazer. Não precisamos encontrar palavras bonitas, organizar todos os pensamentos ou demonstrar uma força que não temos. Podemos simplesmente abrir o coração diante do Senhor.

Às vezes, o esgotamento é tão intenso que até a oração parece difícil. As preocupações se acumulam, a mente não descansa e o coração fica sobrecarregado. Entretanto, mesmo quando não conseguimos compreender tudo o que está acontecendo, podemos continuar buscando a presença de Deus.

A oração não significa que teremos respostas imediatas para todas as nossas perguntas. Significa que não precisamos enfrentar nossas aflições como se estivéssemos abandonados à própria sorte.

Quando você não conseguir enxergar uma saída, continue conversando com Deus. Quando não souber o que dizer, apresente a ele o seu coração.

O Senhor conhece nossas limitações e nos convida a buscá-lo com sinceridade.

 

2. DEUS CONTINUA AGINDO QUANDO NÃO CONSEGUIMOS ENXERGAR

Vivemos dias de muita pressão. Somos bombardeados por notícias, informações e preocupações. Muitas vezes, precisamos lidar com dificuldades financeiras, conflitos familiares, problemas de saúde, violência, insegurança e incertezas sobre o futuro.

Diante de tantas situações, podemos ter a impressão de que tudo está fora do lugar e de que não existe nenhuma possibilidade de mudança. Nossa visão fica limitada ao presente, e aquilo que estamos enfrentando parece ocupar todo o horizonte.

Entretanto, a nossa percepção limitada não limita a ação de Deus.

O salmista declara:

“As nações temerão o nome do SENHOR, e todos os reis da terra temerão a sua glória, quando o SENHOR reconstruir Sião e se manifestar na sua glória, quando ele atender à oração do desamparado e não desprezar as suas preces.” Salmo 102:15-17 — NAA

Esses versículos ampliam nossa perspectiva. O salmista olha para além de sua aflição pessoal e contempla o Senhor que permanece soberano, manifesta sua glória e ouve a oração do desamparado.

Talvez você esteja atravessando uma situação cuja solução ainda não consegue perceber. Talvez esteja fazendo tudo o que está ao seu alcance e, mesmo assim, os resultados não apareçam. Isso não significa que você deva ignorar a realidade ou esperar passivamente. Significa que pode continuar agindo com responsabilidade, buscando orientação e fazendo o que é possível, sem colocar toda a sua esperança nas circunstâncias presentes.

Deus não está limitado àquilo que conseguimos enxergar. Nossa compreensão é parcial, mas o Senhor permanece soberano.

Não permita que a dificuldade de hoje faça você esquecer a fidelidade de Deus ao longo de sua caminhada.

 

3. DEUS NÃO DESPREZA A ORAÇÃO DO DESAMPARADO

O versículo 17 merece nossa atenção especial:

“Quando ele atender à oração do desamparado e não desprezar as suas preces.” Salmo 102:17 — NAA

Que palavra de esperança! O salmista apresenta Deus como aquele que ouve a oração de quem se encontra desamparado.

Talvez você esteja vivendo um momento em que se sente sozinho. Talvez tenha a impressão de que ninguém compreende sua dor, percebe seu cansaço ou conhece as batalhas que enfrenta em silêncio.

Mas sua fragilidade não torna sua oração insignificante diante de Deus.

O Senhor não despreza aquele que clama por socorro. Podemos nos aproximar dele sem máscaras, reconhecendo nossas limitações e pedindo a força necessária para continuar.

Quando contextualizamos essa verdade à luz de Jesus Cristo, encontramos um convite extraordinário:

“Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu os aliviarei.” Mateus 11:28 — NAA

Jesus conhece a realidade do sofrimento humano. Ele chorou diante da morte, experimentou a angústia e enfrentou a rejeição. Em sua encarnação, aproximou-se de pessoas feridas, cansadas e desprezadas.

Por isso, podemos ir a Cristo com nossas cargas. Nele encontramos perdão, reconciliação com Deus, cuidado e esperança para continuar caminhando.

Isso não significa que todas as dificuldades desaparecerão imediatamente, nem que a fé nos isenta de procurar ajuda quando precisamos. Significa que podemos enfrentar os desafios com a confiança de que não estamos sozinhos e de que a graça de Deus nos sustenta.

Confiar no Senhor não é cruzar os braços. É buscar sua direção, agir com sabedoria, tomar decisões responsáveis e viver segundo os princípios de sua Palavra.

Entregue suas preocupações a Deus, mas continue caminhando na direção que ele lhe mostrar.

 

4. SUA HISTÓRIA PODE SE TRANSFORMAR EM UM TESTEMUNHO DE ESPERANÇA

O Salmo 102 não permanece restrito à dor individual do salmista. Nos versículos 18 a 20, a perspectiva se amplia para alcançar as gerações futuras.

O texto declara:

“Isto ficará registrado para a geração futura, e um povo, que há de ser criado, louvará o SENHOR.” Salmo 102:18 — NAA

Em seguida, o salmista descreve o Senhor olhando dos céus para a terra, ouvindo o gemido dos cativos e libertando aqueles que estavam condenados à morte (Salmo 102:19-20).

A experiência da aflição, portanto, não precisa terminar no sofrimento. Aquilo que vivemos com Deus pode fortalecer outras pessoas, alimentar a esperança de uma nova geração e tornar-se um testemunho de sua fidelidade.

Pense nisso: quantas pessoas podem ser encorajadas quando ouvem a história de alguém que atravessou uma fase difícil sem abandonar a fé? Quantas podem encontrar coragem ao perceber que um irmão ou uma irmã também enfrentou momentos de esgotamento e descobriu que era possível continuar caminhando?

Isso não significa romantizar a dor ou afirmar que todo sofrimento terá uma explicação imediata. Significa reconhecer que nossa história pode ser compartilhada com sabedoria para consolar, encorajar e servir ao próximo.

À luz do evangelho, essa esperança ganha uma dimensão ainda maior. O apóstolo Paulo escreve:

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” Romanos 6:23 — NAA

Em Jesus Cristo, Deus nos oferece vida eterna. A morte não tem a palavra final para aqueles que pertencem a Cristo, porque nossa esperança está fundamentada em sua morte e ressurreição.

Por isso, mesmo quando atravessamos períodos de cansaço, angústia e incerteza, podemos continuar olhando para o Senhor.

Que sua história seja marcada pela fidelidade a Deus. Que as pessoas encontrem em sua caminhada não a imagem de alguém que nunca sofreu, mas o testemunho de alguém que, mesmo em meio às dificuldades, continuou buscando o Senhor e encontrando nele esperança, socorro e direção.

Sua dor não precisa ser a última palavra da sua história. Em Cristo, existe esperança que atravessa até mesmo a realidade da morte.

 

CONCLUSÃO: NÃO DESISTA DE ESPERAR NO SENHOR!

O Salmo 102 nos ensina que a fé não exige que escondamos nosso esgotamento. Podemos reconhecer nossa dor, clamar a Deus e admitir que existem situações que ultrapassam nossas forças.

Aprendemos que podemos orar quando estamos aflitos, confiar que Deus continua soberano mesmo quando não enxergamos uma saída, descansar na certeza de que ele não despreza a oração do desamparado e permitir que nossa caminhada se transforme em um testemunho para outras pessoas.

Talvez hoje você esteja cansado. Talvez existam perguntas sem respostas, situações que ainda não mudaram e preocupações que parecem não dar trégua.

Não permita, porém, que o esgotamento seja a única lente pela qual você enxerga a vida.

Volte seus olhos para o Senhor. Converse com ele. Leia sua Palavra. Procure o apoio de pessoas confiáveis. Faça o que estiver ao seu alcance e prossiga um dia de cada vez, confiando na graça de Deus.

Lembre-se: nossa esperança não consiste em acreditar que tudo acontecerá exatamente como desejamos. Nossa esperança está em Deus, que permanece fiel, e em Jesus Cristo, que nos reconciliou com o Pai e nos oferece a promessa da vida eterna.

Quando você estiver cansado, esgotado ou aflito, lembre-se: ainda existe esperança!

Que o Senhor fortaleça seu coração, renove suas forças e conduza seus passos. E que, mesmo nos dias difíceis, você encontre motivos para continuar confiando naquele que permanece para sempre.

 

Um dia muitíssimo abençoado!

 

Cláudio Eduardo M. Costa

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