O
QUE REALMENTE IMPORTA?
SALMO
49
Você já parou para pensar em quanto tempo
gastamos tentando conquistar coisas que, no fim, não podemos levar para a
eternidade?
Essa é uma pergunta que nem sempre fazemos,
porque vivemos em uma sociedade extremamente imediatista. Tudo parece girar em
torno do aqui e agora: conquistar, acumular, possuir, crescer e alcançar cada
vez mais.
Mas quero fazer outra pergunta:
Você acredita, de verdade, que existe vida após
a morte e que existe vida eterna em Cristo Jesus?
Se você realmente acredita nisso, como está
investindo na eternidade? De que maneira está vivendo neste mundo diante do
presente que Deus lhe deu?
Vivemos em uma sociedade que valoriza o
dinheiro, o patrimônio, o sucesso e a acumulação de bens. Muitas vezes, porém,
aquilo que deveria ser apenas um recurso para a vida acaba se tornando o centro
da própria vida. Tornamo-nos reféns daquilo que acumulamos. Tornamo-nos reféns
do trabalho, trabalhando cada vez mais para ganhar mais dinheiro, conquistar
mais coisas e aumentar nosso patrimônio. E, no final, precisamos perguntar: para
quê?
O Salmo 49 nos chama à reflexão
justamente sobre isso. É um salmo que fala sobre a brevidade da vida e nos
lembra de que os nossos bens, o nosso dinheiro e o nosso patrimônio não podem
comprar aquilo que somente Deus pode nos oferecer. Logo no início, o salmista
declara:
“Os meus lábios falarão sabedoria, e o meu
coração terá pensamentos profundos. Inclinarei os meus ouvidos a uma parábola,
decifrarei o meu enigma ao som da harpa.” Salmo 49.3-4 — NAA
Não estamos diante de uma simples música ou de
uma simples poesia. É um convite à reflexão. É como se o salmista dissesse: pare,
pense e escute. A vida precisa ser examinada à luz de uma realidade maior
do que aquilo que conseguimos enxergar.
Precisamos reconhecer que não somos eternos
neste mundo. Estamos aqui de passagem, e tudo aquilo que acumulamos nesta
vida ficará para trás. Por isso, o verdadeiro problema não está em possuir
recursos, trabalhar ou conquistar bens. O problema começa quando os bens passam
a possuir o nosso coração e quando colocamos neles a nossa segurança.
É exatamente isso que aparece nos versos
seguintes:
“Por que temerei nos dias maus, quando me
cercar a iniquidade dos que me perseguem, dos que confiam nos seus bens e se
gloriam na sua muita riqueza?” Salmo 49.5-6 — NAA
O salmista está olhando para pessoas que
depositam sua confiança naquilo que possuem. E aqui encontramos uma lição muito
importante: Existe uma diferença enorme entre ter recursos e colocar nos
recursos a nossa segurança.
O dinheiro pode ser útil. O trabalho é
importante. Os bens podem trazer conforto e podem ser usados para abençoar
outras pessoas. Mas nenhum deles pode ocupar o lugar de Deus. Quando colocamos
nossa segurança naquilo que possuímos, esquecemos que tudo nesta vida é
passageiro.
O Salmo 49 aprofunda ainda mais essa reflexão:
“Ao irmão, verdadeiramente, ninguém o pode
remir, nem pagar por ele a Deus o seu resgate — pois a redenção da alma deles é
caríssima, e cessará a tentativa para sempre —, para que continue a viver
perpetuamente e não venha a morrer.” Salmo 49.7-9 — NAA
Existem coisas que o dinheiro simplesmente não
consegue comprar. A salvação não pode ser comprada. A vida eterna não pode
ser adquirida com patrimônio. O perdão dos pecados não está à venda.
E é justamente aqui que o Salmo 49 nos conduz à
mensagem do evangelho. Aquilo que nenhum dinheiro poderia comprar, Deus nos
ofereceu gratuitamente em Cristo Jesus.
Jesus também falou diretamente sobre essa
questão. No Sermão do Monte, ensinando a multidão, ele disse:
“Não acumulem tesouros na terra, onde a traça e
a ferrugem corroem e onde os ladrões escavam e roubam; mas ajuntem tesouros no
céu, onde a traça e a ferrugem não corroem e onde os ladrões não escavam, nem
roubam. Porque, onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração.” Mateus
6.19-21 — NAA
Jesus não está ensinando a desprezar o trabalho
ou os recursos financeiros. Ele está colocando cada coisa em seu devido lugar. O
problema não é aquilo que temos; é quando aquilo que temos passa a determinar
quem somos e onde colocamos nossa confiança.
Por isso, precisamos perguntar: quem tem
prioridade na sua vida? O que você tem ou quem você é em Cristo? Deus ou o
seu próprio eu e o desejo insaciável de possuir cada vez mais?
Jesus deixa clara a prioridade:
“Busquem, pois, em primeiro lugar, o Reino de
Deus e a sua justiça, e todas estas coisas lhes serão acrescentadas.” Mateus
6.33 — NAA
O Reino de Deus precisa ocupar o primeiro
lugar. Antes de perguntar quanto vamos ganhar, precisamos perguntar como
podemos viver para Deus. Antes de pensar no que vamos acumular, precisamos
pensar no que estamos construindo para a eternidade. Antes de cuidar apenas do
nosso patrimônio, precisamos cuidar do nosso coração.
Jesus também fez uma pergunta que atravessa os
séculos e continua profundamente atual:
“Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro
e perder a sua alma?” Marcos 8.36 — NAA
Essa pergunta nos faz parar. Podemos conquistar
muito e, ainda assim, perder o essencial. Podemos ter uma casa, um carro,
dinheiro, reconhecimento, sucesso e muitas realizações, mas nada disso pode
substituir a presença de Deus em nossa vida.
O que realmente importa?
Não é quanto eu tenho. Não é quanto conquistei.
Não é o tamanho do meu patrimônio. Não é o reconhecimento que recebo das
pessoas. A pergunta mais importante é: Quem é Jesus para mim? Quem é Deus na
minha vida?
É isso que realmente importa.
O Salmo 49 nos mostra a brevidade da vida e nos
lembra de que não adianta acumular coisas nesta terra se o coração estiver
distante de Deus. Tudo aquilo que hoje parece tão importante um dia ficará para
trás. Mas a mensagem do salmo encontra sua resposta plena em Cristo.
O salmista mostra que os nossos recursos não
podem comprar a redenção. O evangelho nos mostra que Jesus Cristo pagou o
preço que nós jamais poderíamos pagar. Na cruz do Calvário, Cristo ofereceu
a própria vida para nos reconciliar com Deus.
O apóstolo Pedro afirma:
“Sabendo que não foi mediante coisas
perecíveis, como prata ou ouro, que vocês foram resgatados da vida inútil que
seus pais lhes legaram, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro
sem defeito e sem mácula.” 1 Pedro 1.18-19 — NAA
Que verdade extraordinária! Não fomos
resgatados por prata ou ouro, mas pelo precioso sangue de Jesus Cristo.
Nossa maior riqueza não está naquilo que temos
em nossas mãos, mas em ter Jesus Cristo como Senhor e Salvador da nossa vida.
O dinheiro pode comprar uma casa, mas não pode comprar um lar de paz. Pode
comprar medicamentos, mas não pode garantir a vida. Pode comprar conforto, mas
não pode comprar esperança eterna. Pode adquirir muitas coisas, mas não pode
comprar a salvação.
A salvação é graça. É presente de Deus. É fruto
da misericórdia demonstrada em Cristo.
Por isso, o Salmo 49 nos convida a reorganizar
nossas prioridades. Trabalhe, mas não viva para trabalhar. Tenha bens, mas
não permita que os bens tenham o seu coração. Planeje o futuro, mas não se
esqueça da eternidade. Conquiste, mas não perca a sua alma tentando conquistar.
E, acima de tudo, coloque Deus em primeiro
lugar.
Comece o seu dia conversando com Ele. Abra a
Palavra e ouça o que Deus deseja dizer ao seu coração. Examine suas
prioridades. Pergunte a si mesmo onde está o seu tesouro, porque, como Jesus
ensinou, onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração.
No final das contas, o que realmente importa
não é aquilo que conseguimos acumular, mas aquilo que fazemos com a vida que
Deus nos deu.
Que o Senhor nos ajude a viver com os olhos na
eternidade, o coração em Cristo e os pés firmados nesta caminhada.
O verdadeiro tesouro não é aquilo que podemos
guardar nesta terra. É Cristo, que ninguém pode nos tirar.
Que Deus abençoe poderosamente o seu dia!
Cláudio
Eduardo M Costa