quinta-feira, 17 de setembro de 2026

ATÉ QUANDO, SENHOR? - SALMO 79 - - - How long, Lord? - Psalm 79 - - - - ¿Hasta cuándo, Señor? - Salmo 79

 


ATÉ QUANDO, SENHOR?

SALMO 79

 

Você já olhou para uma situação acontecendo ao seu redor e sentiu vontade de gritar: “Até quando, Senhor? Até quando vamos ter que suportar tudo isso? Até quando o mal vai parecer estar se sobrepondo ao bem? Até quando veremos pessoas sofrendo, sendo humilhadas e tendo sua dignidade desrespeitada?”

Essa é uma pergunta profundamente humana. E é também uma pergunta bíblica.

Hoje, na nossa caminhada pelos 150 dias lendo o livro de Salmos, chegamos ao Salmo 79. Encontramos aqui uma oração que nasce em meio à destruição, à dor, ao sofrimento e à perplexidade. Jerusalém foi devastada, o lugar de adoração foi profanado e o povo experimentou uma das maiores tragédias de sua história. O Salmo 79 pertence justamente ao conjunto de cânticos que expressam o lamento diante da destruição e da violência.

Não é uma oração feita em um ambiente tranquilo. É uma oração feita quando tudo parece estar desmoronando.

 

QUANDO A DOR NOS FAZ PERGUNTAR: ATÉ QUANDO?

O ser humano não foi criado para viver em permanente estado de dor, violência e ruptura. A narrativa bíblica apresenta a humanidade como criada à imagem e semelhança de Deus, chamada para viver em relacionamento com o Criador e com o próximo.

Quando olhamos para a história de Israel, percebemos que o afastamento de Deus, a idolatria e a injustiça tiveram consequências profundas. Os livros históricos e proféticos relacionam a queda de Jerusalém ao longo processo de infidelidade do povo à aliança com Deus. A destruição da cidade e do templo não aconteceu em um vazio histórico ou espiritual.

Por isso, o Salmo 79 também nos convida a olhar para nossas próprias escolhas.

Nós temos escolhas. Temos caminhos.

E a Palavra de Deus continua nos chamando a escolher o caminho da obediência, a ouvir a voz do Senhor e a cultivar intimidade com Deus.

Precisamos perguntar: como estamos vivendo? Para onde estamos caminhando? O que estamos fazendo com a vida que Deus nos deu?

 

JERUSALÉM EM RUÍNAS

O salmista começa descrevendo uma realidade devastadora. A cidade que representava a identidade nacional e religiosa de Israel estava destruída. O templo, centro da adoração, havia sido profanado.

Jerusalém, que tantas vezes havia sido apresentada como símbolo de uma cidade estabelecida, agora estava marcada pela destruição.

É impossível ler esse Salmo sem perceber a profundidade da dor. E talvez seja justamente por isso que ele continue falando conosco.

Quando olhamos para o mundo à nossa volta, encontramos sofrimento, violência, injustiça, pobreza, desigualdade, conflitos e pessoas cuja dignidade é diariamente ferida.

Também podemos olhar para o nosso próprio país e perceber quanto precisamos recuperar valores fundamentais para a convivência humana: respeito, responsabilidade, justiça, verdade, compaixão e dignidade.

Em tempos de tanta polarização, não precisamos transformar a fé em instrumento de disputa. Precisamos recuperar a capacidade de olhar para o outro como alguém criado à imagem de Deus.

Precisamos de mais humanidade.

Precisamos de mais compaixão.

Precisamos aprender novamente a discordar sem desumanizar.

E precisamos lembrar que nenhuma estrutura humana ocupa o lugar de Deus.

 

“NÃO NOS LEVE EM CONTA AS MALDADES DOS NOSSOS ANTEPASSADOS”

No versículo 8, encontramos uma oração profundamente significativa:

“Não nos leve em conta as maldades dos nossos antepassados.”  Salmo 79:8 — NAA

O salmista reconhece que existe uma história por trás daquela tragédia.

Existem erros cometidos anteriormente.

Existem escolhas que produziram consequências.

Mas agora o povo está diante de Deus clamando por misericórdia.

Existe aqui uma lição importante: não podemos mudar o passado, mas podemos decidir o que faremos a partir de agora.

Não precisamos repetir os mesmos erros.

Não precisamos perpetuar ciclos de violência.

Não precisamos reproduzir a intolerância.

Não precisamos ensinar às próximas gerações a cultura do ódio, da vingança e da desumanização.

Podemos escolher outro caminho.

Podemos buscar reconciliação.

Podemos praticar justiça.

Podemos exercer misericórdia.

Podemos voltar para Deus.

 

“AJUDA-NOS, Ó DEUS E SALVADOR NOSSO”

Então chegamos ao versículo 9, um dos grandes centros da oração:

“Ajuda-nos, ó Deus e Salvador nosso, pela glória do teu nome; livra-nos e perdoa os nossos pecados, por amor do teu nome.” Salmo 79:9 — NAA

Observe a profundidade desse pedido.

O salmista não está simplesmente dizendo:

“Senhor, mude as nossas circunstâncias.”

Ele está dizendo:

“Senhor, perdoa-nos.”

“Senhor, salva-nos.”

“Senhor, ajuda-nos.”

Existe uma percepção de que a verdadeira restauração não é apenas reconstruir paredes, cidades ou estruturas.

É preciso restaurar o relacionamento com Deus.

Essa é uma das grandes mensagens do Salmo 79.

Podemos desejar mudanças ao nosso redor e, ao mesmo tempo, precisar de mudanças dentro de nós.

Podemos pedir uma sociedade melhor e continuar precisando de um coração transformado.

Podemos reclamar da falta de justiça e, ao mesmo tempo, precisar perguntar se estamos praticando justiça nas pequenas coisas da nossa própria vida.

 

A RESPOSTA DE DEUS

E aqui a nossa leitura do Salmo encontra a história de Jesus.

Quando olhamos para toda a narrativa bíblica, percebemos que Deus não ficou indiferente à condição humana. A resposta de Deus à nossa necessidade de perdão e reconciliação encontra sua expressão plena em Jesus Cristo.

Jesus veio anunciar o Reino de Deus.

Jesus ensinou sobre justiça.

Jesus ensinou sobre amor.

Jesus acolheu os desprezados.

Jesus aproximou-se dos que sofriam.

Jesus ensinou seus discípulos a servir.

Jesus confrontou a hipocrisia.

Jesus revelou a graça de Deus.

E, na cruz, entregou a própria vida por nós.

Por isso, quando o salmista clama:

“Ajuda-nos, ó Deus e Salvador nosso”, nós podemos olhar para Cristo e reconhecer a grandeza da graça de Deus.

A salvação vem do Senhor.

 

ESTAMOS VIVENDO COMO JESUS NOS ENSINOU?

Talvez essa seja uma das perguntas mais importantes que o Salmo 79 nos deixa.

O que estamos fazendo com tudo aquilo que Jesus ensinou?

Jesus nos ensinou a amar o próximo.

Estamos amando?

Jesus nos ensinou a servir.

Estamos servindo?

Jesus nos ensinou a perdoar.

Estamos perdoando?

Jesus nos ensinou a cuidar dos pequenos e vulneráveis.

Estamos cuidando?

Jesus nos ensinou a buscar primeiro o Reino de Deus.

Estamos colocando o Reino em primeiro lugar?

É muito fácil olhar para a sociedade e dizer:

“Senhor, até quando?”

Mas talvez Deus também esteja nos perguntando:

“E você? O que está fazendo com a missão que coloquei em suas mãos?”

 

NO MEIO DA DOR, AINDA PODEMOS ORAR

O primeiro grande aprendizado do Salmo 79 é este:

No meio da dor, você pode orar.

Você pode dizer:

“Até quando, Senhor?”

A Bíblia não nos ensina a esconder nossa dor.

O salmista não finge que está tudo bem.

Ele não transforma sofrimento em discurso religioso superficial.

Ele olha para a realidade e clama.

Isso é muito importante.

Há momentos em que nossa oração não será uma oração bonita.

Será uma oração de lágrimas.

Será uma oração de perguntas.

Será uma oração de quem simplesmente consegue dizer:

“Senhor, ajuda-me!”

E Deus continua sendo Deus também nesses momentos.

 

NOSSA ESPERANÇA ESTÁ NO SENHOR

O Salmo 79 não nos autoriza a abandonar a esperança. Pelo contrário.

A oração nasce justamente porque o salmista ainda acredita que Deus pode agir.

Ele olha para a destruição, mas continua olhando para Deus.

E essa é uma diferença fundamental.

A realidade pode ser difícil, mas Deus continua sendo Deus.

Governos passam.

Estruturas mudam.

Pessoas mudam.

Circunstâncias mudam.

Mas nossa esperança não pode estar fundamentada exclusivamente em estruturas humanas.

Nossa esperança está no Senhor.

Por isso, diante daquilo que nos angustia, precisamos orar.

Orar pelo nosso país.

Orar pelas famílias.

Orar pelos que sofrem.

Orar pelos que exercem autoridade.

Orar pelos que pensam diferente de nós.

Orar pela Igreja.

E, principalmente, orar para que Deus transforme primeiro o nosso próprio coração.

 

UMA IGREJA QUE HUMANIZA

Talvez aqui esteja uma das grandes contribuições que podemos oferecer ao nosso tempo. Uma Igreja que se importa. Uma Igreja que não apenas fala sobre justiça, mas pratica justiça. Uma Igreja que não apenas fala sobre amor, mas ama. Uma Igreja que não apenas denuncia a desumanização, mas humaniza suas relações. Uma Igreja que não apenas pergunta “até quando, Senhor?”, mas também pergunta:

“Senhor, o que posso fazer enquanto espero a tua intervenção?”

A nossa esperança está em Deus.

Mas a nossa atitude precisa acontecer aqui e agora.

Deus pode usar nossa vida para levar consolo a alguém.

Pode usar nossas mãos para servir.

Pode usar nossa voz para anunciar o Evangelho.

Pode usar nossa presença para acolher.

Pode usar nossa compaixão para restaurar dignidade.

 

ATÉ QUANDO, SENHOR?

Talvez você esteja vivendo hoje o seu próprio Salmo 79.

Talvez exista uma situação que você não consegue resolver.

Talvez você esteja olhando para sua família e perguntando:

“Até quando?”

Talvez seja uma situação profissional.

Uma injustiça.

Uma preocupação com o futuro.

Uma dor que ninguém conhece.

Ou talvez você esteja simplesmente olhando para o mundo e perguntando:

“Até quando, Senhor?”

Hoje, leve essa pergunta para Deus.

Mas não pare nela.

Depois de perguntar “até quando?”, faça também outra pergunta:

“Senhor, o que o Senhor deseja fazer em mim e através de mim enquanto espero?”

Essa pode ser uma oração transformadora.

 

VAMOS À LUTA, POVO DE DEUS!

O Salmo 79 nos ensina que podemos lamentar sem perder a fé. Podemos chorar sem abandonar a esperança. Podemos reconhecer a realidade sem deixar de confiar em Deus. Podemos olhar para um mundo ferido e decidir ser instrumentos de cura. Podemos olhar para uma sociedade marcada pela desumanização e escolher viver a compaixão. Podemos olhar para a injustiça e escolher praticar a justiça. Podemos olhar para o sofrimento e escolher servir. E podemos olhar para Cristo e lembrar:

Deus não ficou indiferente à nossa condição.

Por isso, povo de Deus, vamos à luta!

Não uma luta contra pessoas.

Mas uma luta pela vida.

Pela dignidade.

Pela verdade.

Pela justiça.

Pelo amor.

Pelo Evangelho.

Onde você estiver, seja um instrumento de bênção nas mãos do Senhor.

E quando seu coração perguntar:

“Até quando, Senhor?”

Continue orando.

Continue servindo.

Continue confiando.

Porque a nossa esperança continua no Deus que salva.

Que Deus, em sua misericórdia, abençoe grandemente o seu dia.

📖 Leia hoje o Salmo 79.

Estamos caminhando juntos nos 150 dias lendo o livro de Salmos.

Um Salmo por dia. Um encontro com Deus.

 

PARA REFLETIR

O que precisa ser restaurado primeiro: a realidade ao meu redor ou o meu coração diante de Deus?

 

Cláudio Eduardo M Costa

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

NÃO ESQUEÇA O QUE DEUS JÁ FEZ! - SALMO 78 -

 


NÃO ESQUEÇA O QUE DEUS JÁ FEZ!

SALMO 78

 

Você já percebeu como é fácil esquecer aquilo que Deus fez?

Estamos na caminhada dos 150 dias lendo o livro de Salmos, e hoje chegamos ao Salmo 78. É um salmo que nos conduz a uma profunda reflexão sobre a grandeza de Deus, o seu poder e, principalmente, a sua ação na história e na vida do seu povo.

Quando enfrentamos momentos de dor, sofrimento ou dificuldades, é muito fácil permitir que aquilo que estamos vivendo ocupe todo o espaço da nossa memória. Às vezes, a dor parece ser maior do que tudo aquilo que Deus já fez por nós.

O sofrimento deixa marcas. Mas a fidelidade de Deus também deixa.

O problema é que, muitas vezes, lembramos mais das nossas dores do que das intervenções de Deus. Lembramos mais das dificuldades do caminho do que da maneira como o Senhor nos sustentou até aqui.

É justamente nesse ponto que o Salmo 78 nos desafia: não podemos esquecer o que Deus já fez.

 

UM SALMO PARA ENSINAR E LEMBRAR

O Salmo 78 é apresentado como um salmo didático de Asafe. Seu propósito é ensinar, recordar e transmitir às próximas gerações aquilo que Deus fez.

Logo no início, o salmista chama o povo a ouvir e a prestar atenção às palavras que serão ensinadas.

“O que ouvimos e aprendemos, o que os nossos pais nos contaram...” Salmo 78.3 — NAA

Em seguida, encontramos uma declaração que deveria fazer parte da vida de cada família e de cada comunidade de fé:

“...contaremos à geração vindoura os louvores do Senhor, e o seu poder, e as maravilhas que fez.” Salmo 78.4 — NAA

Que responsabilidade!

O que Deus fez conosco não deve terminar em nós.

Precisamos contar.

Precisamos testemunhar.

Precisamos ensinar.

Precisamos transmitir às novas gerações aquilo que experimentamos da fidelidade de Deus.

 

NÃO GUARDE PARA VOCÊ AQUILO QUE DEUS FEZ

O salmista deixa claro que a história da ação de Deus deveria ser transmitida aos filhos, aos netos e às gerações que ainda viriam.

O objetivo não era simplesmente preservar uma lembrança histórica. Era fazer com que a nova geração conhecesse o Senhor, colocasse nele a sua confiança e não esquecesse os seus feitos (Salmo 78.5–8).

Isso fala profundamente ao meu coração.

E talvez também precise falar ao seu.

Não guarde para você aquilo que Deus fez.

Conte como Deus cuidou de você.

Conte como Deus sustentou sua família.

Conte como Ele abriu portas.

Conte como Ele trouxe provisão.

Conte como Ele esteve presente quando você pensava que estava sozinho.

Conte também como Deus o sustentou nos momentos em que você não compreendia o que estava acontecendo.

Precisamos aprender a falar sobre a presença de Deus tanto nos momentos difíceis quanto nos momentos de vitória, tanto nas lágrimas quanto nas celebrações.

 

NÃO PODEMOS DEIXAR DE FALAR

Essa verdade também aparece no início da igreja cristã.

Depois de presenciarem o agir de Deus, Pedro e João foram orientados a não falar nem ensinar em nome de Jesus. Mas a resposta dos apóstolos foi clara:

“...nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos.” Atos 4.20 — NAA

Que declaração poderosa!

Eles não estavam falando apenas de uma teoria.

Eles estavam testemunhando aquilo que haviam visto e ouvido.

A experiência com Cristo havia transformado suas vidas.

E quando Deus transforma a nossa história, o nosso testemunho se torna uma mensagem que precisa ser compartilhada.

 

UMA RESPONSABILIDADE COM AS PRÓXIMAS GERAÇÕES

O Salmo 78 continua mostrando que aquilo que Deus fez deveria ser transmitido aos filhos:

“...a fim de que a nova geração os conhecesse...” Salmo 78.6 — NAA

Existe aqui uma grande responsabilidade.

Eu não posso simplesmente guardar a minha história.

Não posso esconder a minha fé.

Não posso deixar de apresentar às próximas gerações a grandeza de Deus e aquilo que Ele tem feito na minha vida.

Pais precisam contar aos filhos.

Avós precisam contar aos netos.

A igreja precisa ensinar às crianças e aos adolescentes.

Precisamos contar às novas gerações que Deus continua sendo Deus.

Precisamos ajudá-las a compreender que a fé cristã não é apenas uma tradição recebida, mas uma realidade que transforma vidas.

 

COMO É FÁCIL ESQUECER!

O problema apresentado no Salmo 78 é exatamente este: o povo viu Deus agir, mas depois se esqueceu.

O salmista recorda os grandes feitos do Senhor: a saída do Egito, a abertura do mar, a condução pelo deserto, a provisão de água e alimento e tantas outras manifestações do poder de Deus (Salmo 78.11–16, 23–29).

Mesmo depois de experimentar tudo isso, o povo voltou a duvidar.

Por isso, encontramos uma frase muito forte:

“Não se lembraram da sua mão...” Salmo 78.42 — NAA

Que perigo!

Podemos experimentar a fidelidade de Deus em determinado momento e, algum tempo depois, viver como se nunca tivéssemos visto o seu cuidado.

Talvez isso aconteça conosco mais vezes do que gostaríamos de admitir.

Deus já cuidou.

Deus já sustentou.

Deus já respondeu.

Deus já abriu caminhos.

Deus já trouxe provisão.

Deus já nos consolou.

Mas, diante de uma nova dificuldade, podemos agir como se aquela experiência nunca tivesse acontecido.

 

FAÇA UMA LISTA DAS MARAVILHAS DE DEUS

Por isso, quero fazer um desafio a você.

Pegue um caderno.

Abra um bloco de notas no celular.

Comece a escrever.

Faça uma lista das maravilhas que Deus já realizou na sua vida.

Comece pelo seu nascimento.

Lembre-se do cuidado de Deus ao longo da sua história.

Lembre-se daquela situação de perigo da qual você foi preservado.

Lembre-se daquele acidente.

Lembre-se daquela enfermidade.

Lembre-se daquele momento em que você não sabia o que fazer e Deus abriu uma porta.

Lembre-se das pessoas que Deus colocou no seu caminho.

Lembre-se das vezes em que você achou que não conseguiria continuar, mas encontrou forças para dar mais um passo.

Talvez você descubra que possui uma história muito maior de cuidado de Deus do que imaginava.

 

O MAIOR MILAGRE

E existe algo ainda maior que precisamos lembrar.

O maior milagre não é simplesmente aquilo que Deus fez para resolver uma determinada circunstância da nossa vida.

O maior milagre é a graça de Deus que nos alcança.

É o perdão.

É a salvação.

É a reconciliação com Deus.

É a nova vida em Cristo.

A história da redenção encontra seu centro em Jesus Cristo.

A Bíblia declara:

“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando ainda éramos pecadores.”
Romanos 5.8 — NAA

Jesus Cristo, Senhor e Salvador, entregou a sua vida na cruz.

A cruz é a grande demonstração do amor de Deus por nós.

Por isso, quando pensamos em tudo aquilo que Deus já fez, não podemos esquecer aquilo que está no centro da nossa fé:

Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou para a nossa salvação.

Essa é a história que precisamos contar.

Essa é a mensagem que precisamos transmitir.

 

CONTE AOS SEUS FILHOS E AOS SEUS NETOS

O Salmo 78 nos chama a olhar para trás para lembrar, mas também a olhar para frente para transmitir.

Não basta lembrar.

Precisamos contar.

Conte aos seus filhos.

Conte aos seus netos.

Conte às próximas gerações.

Conte como Deus o encontrou.

Conte como Deus o perdoou.

Conte como Deus o sustentou.

Conte como Deus esteve presente nos dias bons e nos dias difíceis.

Conte as respostas de oração.

Conte as portas que Deus abriu.

Conte também os momentos em que você não recebeu a resposta que esperava, mas mesmo assim descobriu que Deus continuava fiel.

A memória da fidelidade de Deus não serve apenas para celebrar o passado.

Ela fortalece a nossa fé para enfrentar os desafios do presente.

 

O MESMO DEUS DE ONTEM É O DEUS DE HOJE

O Salmo 78 termina lembrando que Deus escolheu Davi e o colocou para pastorear o seu povo. O salmista destaca que Davi conduziu Israel com integridade de coração e habilidade de suas mãos (Salmo 78.70–72).

A história continua mostrando que Deus permanece atuante.

E essa é uma verdade que precisamos carregar conosco:

O Deus que cuidou ontem continua sendo Deus hoje.

O Deus que sustentou você no passado continua presente no seu caminho.

Talvez hoje você esteja enfrentando uma dificuldade que parece grande demais.

Talvez exista uma situação que você ainda não sabe como resolver.

Talvez o seu coração esteja cansado.

Então faça uma pausa.

Olhe para trás.

Lembre-se.

Lembre-se do que Deus já fez.

Lembre-se de como Ele o sustentou.

Lembre-se das orações respondidas.

Lembre-se das portas abertas.

Lembre-se das vezes em que você pensou que não conseguiria, mas Deus o conduziu até aqui.

 

NÃO DEIXE A DIFICULDADE DE HOJE APAGAR A FIDELIDADE DE ONTEM

Quero terminar deixando um desafio para você:

Não deixe a dificuldade de hoje fazer você esquecer a fidelidade de Deus.

A dor de hoje não apaga o cuidado de Deus de ontem.

A dificuldade de hoje não cancela as promessas de Deus.

O silêncio de hoje não significa ausência de Deus.

Por isso, lembre-se.

Escreva.

Ore.

Conte.

Testemunhe.

Transmita às próximas gerações.

E, acima de tudo, mantenha os olhos voltados para Cristo.

Deus continua sendo grandioso.

Que hoje você possa olhar para a sua própria história e perceber quantas vezes o Senhor esteve presente, cuidando, sustentando, ensinando e conduzindo você.

E quando vier uma nova dificuldade, não se esqueça:

O Deus que fez maravilhas ontem continua sendo o Deus que está com você hoje.

 

PARA REFLETIR

Quais são as três maiores manifestações da fidelidade de Deus que você consegue lembrar em sua própria história?

Escreva-as.

Agradeça a Deus por elas.

E depois conte para alguém.

Talvez aquilo que Deus fez na sua vida seja exatamente a palavra de esperança que outra pessoa precisa ouvir hoje.

Não esqueça o que Deus já fez!

 

Cláudio Eduardo M Costa

ATÉ QUANDO, SENHOR? - SALMO 79 - - - How long, Lord? - Psalm 79 - - - - ¿Hasta cuándo, Señor? - Salmo 79

  ATÉ QUANDO, SENHOR? SALMO 79   Você já olhou para uma situação acontecendo ao seu redor e sentiu vontade de gritar: “Até quando, Sen...