IMPULSIVIDADE: QUANDO DECIDIMOS SEM CONHECER
PLENAMENTE A DEUS
Juízes 11
Você
já tomou uma decisão precipitada, movida pela emoção, e depois precisou
conviver com as consequências dela?
Infelizmente,
essa é uma experiência muito comum. Quantas vezes falamos sem pensar,
respondemos no calor da emoção, fazemos promessas sem refletir ou tomamos
decisões importantes sem buscar a direção de Deus? Depois, quando percebemos os
resultados, já não é possível voltar atrás.
A
Bíblia nos ensina a viver com equilíbrio. Somos seres espirituais criados por
Deus, mas também fomos dotados da capacidade de pensar, refletir e discernir.
Por isso, o apóstolo Paulo nos exorta:
"Portanto,
meus irmãos, por causa das grandes misericórdias divinas, peço que vocês se
ofereçam completamente a Deus como um sacrifício vivo, dedicado ao seu serviço
e agradável a ele. Esta é a verdadeira adoração que vocês devem oferecer a
Deus." (Romanos 12.1 – NTLH)
A vida
cristã não é guiada apenas pela emoção, mas por uma fé fundamentada na Palavra
de Deus.
O
livro de Provérbios nos alerta:
"Quem
se zanga facilmente faz coisas tolas, e o homem que vive planejando o mal é
odiado." (Provérbios 14.17 – NTLH)
A
precipitação costuma ser uma péssima conselheira. Por isso, precisamos pensar
antes de falar, refletir antes de agir e orar antes de decidir.
Quantos
conflitos familiares, ministeriais e profissionais poderiam ser evitados se
simplesmente aprendêssemos a esperar, ouvir e buscar a direção do Senhor!
O
exemplo de Jefté
Na
Caminhada Bíblica estamos lendo Juízes 11. Esse capítulo nos apresenta a
história de Jefté, um homem usado por Deus para libertar Israel dos amonitas.
Israel
continuava preso ao mesmo ciclo espiritual: pecava, sofria as consequências,
clamava ao Senhor, era libertado e, depois de um período de paz, voltava a
pecar novamente.
É
nesse contexto que Jefté surge como líder.
Antes
da batalha, porém, ele toma uma decisão precipitada. Mesmo tendo recebido a
promessa da vitória, faz um voto desnecessário diante de Deus:
"Então
Jefté fez esta promessa a Deus, o Senhor: — Se me deres a vitória sobre os
amonitas, eu te oferecerei em sacrifício a primeira pessoa que sair da minha
casa para me receber quando eu voltar são e salvo."
(Juízes 11.30-31 – NTLH)
O
problema não era a falta de fé. Jefté acreditava que Deus poderia lhe dar a
vitória. O problema era o seu conhecimento limitado acerca do caráter de Deus.
A Lei
já condenava claramente qualquer prática relacionada ao sacrifício humano:
"Não
façam isso, pois os povos que moram lá adoram os seus deuses de maneiras que o
Senhor Deus detesta. Eles chegam até a queimar os seus filhos e filhas em
sacrifício aos seus deuses." (Deuteronômio 12.31 – NTLH)
Deus
nunca desejou esse tipo de oferta.
Aqui
encontramos uma lição importante: é possível ser sincero e, ao mesmo tempo,
estar equivocado. Nem toda prática religiosa agrada a Deus.
Muitas
vezes fazemos o mesmo. Não oferecemos sacrifícios humanos, mas apresentamos a
Deus promessas, votos e atitudes que Ele nunca pediu. Agimos pensando que
estamos agradando ao Senhor, quando, na verdade, estamos apenas seguindo nossas
próprias ideias.
Deus
não deseja barganhas. Ele já demonstrou Seu amor por nós através da Sua graça e
misericórdia.
Uma
lição para os nossos dias
Vivemos
em uma geração marcada pela velocidade. As pessoas querem respostas rápidas,
decisões rápidas e resultados imediatos.
Mas a
Palavra de Deus nos ensina outro caminho.
Tiago
escreve:
"Lembrem
disto, meus queridos irmãos: cada um esteja pronto para ouvir, demore para
falar e para ficar com raiva." (Tiago 1.19 – NTLH)
Antes
de responder uma mensagem, faça uma pausa.
Antes
de publicar algo nas redes sociais, reflita.
Antes
de assumir um compromisso importante, ore.
Antes
de tomar uma decisão, consulte a Palavra de Deus.
O
exemplo perfeito de Jesus
Quando
olhamos para Jesus, encontramos o modelo perfeito.
Antes
das grandes decisões, Ele buscava a presença do Pai. Sua vida era marcada pela
oração e pela obediência.
No
Getsêmani, diante da maior decisão de Sua missão, Jesus orou:
"Pai,
se queres, afasta de mim este cálice de sofrimento. Porém que não seja feita a
minha vontade, mas a tua." (Lucas 22.42 – NTLH)
Jesus
nos ensina que maturidade espiritual não é agir rapidamente, mas submeter nossa
vontade à vontade de Deus.
Conclusão
Juízes
11 nos alerta que uma fé sem conhecimento pode produzir decisões perigosas.
Por
isso, precisamos conhecer a Deus por meio da Sua Palavra, permitindo que ela
molde nossos pensamentos, atitudes e escolhas.
Antes
de decidir, ore.
Antes
de prometer, consulte as Escrituras.
Antes
de agir, pergunte: "Isso está de acordo com a vontade de Deus?"
E
deixo para você uma pergunta:
Você
tem tomado suas decisões guiadas pelas emoções do momento ou pelo conhecimento
da vontade de Deus revelada em Sua Palavra?
Finalizo
com as palavras do profeta Oséias:
"Procuremos
conhecer melhor o Senhor. Tão certo como nasce o sol, ele aparecerá; virá para
nos abençoar como a chuva de inverno, como as chuvas da primavera que regam a
terra." (Oséias 6.3 – NTLH)
Que o
Senhor nos ajude a conhecê-lo cada dia mais, para que nossas decisões sejam
guiadas não pela impulsividade, mas pela sabedoria que vem do alto.
Cláudio Eduardo M Costa
Humanizando Compaixão