sábado, 5 de setembro de 2026

ABENÇOADO PARA ABENÇOAR... - SALMO 67 -



ABENÇOADO PARA ABENÇOAR

SALMO 67

 

Você já parou para pensar por que Deus abençoa a sua vida? Por que Deus nos abençoa? E existe uma outra pergunta, talvez ainda mais importante: o que estamos fazendo com as bênçãos que recebemos do Senhor?

Hoje, na Caminhada Bíblica — 150 Dias Lendo o Livro de Salmos, nossa leitura é o Salmo 67. Esse salmo nos apresenta uma verdade que precisa ocupar um lugar importante em nosso coração: somos abençoados para abençoar. Deus nos abençoa porque tem um propósito com a nossa vida e deseja que aquilo que recebemos dele também alcance outras pessoas.

A grande dificuldade do mundo moderno é que nem sempre estamos disponíveis para viver o propósito do Senhor. Muitas vezes, queremos as bênçãos de Deus, mas não necessariamente queremos assumir a responsabilidade de sermos instrumentos dessas bênçãos.

 

O Salmo 67 começa com um pedido muito bonito, que poderia fazer parte da nossa oração todas as manhãs:

“Seja Deus gracioso para conosco, e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o seu rosto.” Salmo 67:1 — NAA

 

Observe que o pedido está no plural: “para conosco”, “nos abençoe”, “sobre nós”. Não é apenas “abençoa a mim”. Existe uma dimensão comunitária na bênção de Deus. Quando somos alcançados pela graça, não devemos pensar somente em nós mesmos.

As bênçãos do Senhor não são apenas para mim. As bênçãos do Senhor são para nós. Somos abençoados para abençoar.

E o versículo seguinte deixa ainda mais claro que existe uma finalidade por trás da bênção:

“Para que se conheça na terra o teu caminho e, em todas as nações, a tua salvação.” Salmo 67:2 — NAA

 

Perceba: a bênção tem um propósito. Deus nos abençoa para que o seu caminho seja conhecido e para que a sua salvação alcance pessoas e povos.

Isso significa que aquilo que Deus coloca em nossas mãos não deve terminar em nossas mãos. Nossos recursos, talentos, conhecimentos, experiências, oportunidades e até mesmo as portas que Deus abre diante de nós podem se transformar em instrumentos para servir, cuidar, testemunhar e anunciar o Evangelho.

O salmista está olhando para algo muito maior do que a própria vida. Ele deseja que as pessoas conheçam o Deus eterno, o Deus Todo-Poderoso, aquele que temos o privilégio de chamar de Pai.

Quando observo esse salmo, não consigo deixar de fazer uma conexão com Jesus e com as últimas instruções que ele deixou aos seus discípulos. Depois de afirmar sua autoridade, Jesus declarou:

“Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações...” Mateus 28:18-19 — NAA

 

Existe uma ligação muito bonita entre o Salmo 67 e a Grande Comissão. O salmista ora para que a salvação de Deus seja conhecida entre todas as nações. Séculos depois, Jesus envia os seus discípulos para fazer discípulos de todas as nações.

A salvação é para todos os povos.

Todas as pessoas precisam conhecer o amor de Deus, experimentar a sua graça e ouvir a mensagem do Evangelho. Mas surge uma pergunta inevitável: quem está anunciando? Quem está testemunhando? Quem está cumprindo a missão?

A resposta somos nós.

Jesus nos chama para participar dessa missão. Somos enviados para compartilhar aquilo que recebemos. E essa missão não deve ser vista apenas como uma atividade da igreja, mas como parte da identidade de cada discípulo de Cristo.

Por isso, talvez seja hora de mudarmos algumas das nossas orações.

Muitas vezes pedimos: “Deus, me dê uma oportunidade de trabalho.” “Deus, me dê uma oportunidade de crescer.” “Deus, me dê uma oportunidade de te servir.”

Mas talvez possamos fazer uma pergunta diferente:

“Senhor, o que posso fazer com as bênçãos que o Senhor já colocou nas minhas mãos?”

“Como posso compartilhar aquilo que recebi do Senhor com as pessoas que estão à minha volta?”

“Como posso usar meu tempo, meus recursos, meus talentos e minhas experiências para que outras pessoas conheçam o amor de Deus?”

Essa mudança de perspectiva é fundamental. Em vez de olhar apenas para aquilo que ainda não temos, podemos começar a perceber aquilo que Deus já colocou em nossas mãos.

Eu fui abençoado. E agora, o que farei com essa bênção?

Eu posso dizer: “Senhor, eu te agradeço porque já fui alcançado pelo teu amor. Agora quero que outras pessoas também tenham a oportunidade de conhecer esse amor e viver experiências profundas contigo.”

O mundo precisa reconhecer a presença de Deus. E muitas vezes Deus deseja que as pessoas percebam essa presença através da nossa vida. Precisamos ser instrumentos vivos nas mãos do Senhor.

Não somos abençoados apenas para ter. Somos abençoados para servir.

E isso também nos ajuda a compreender nossa relação com Deus. Deus não precisa das nossas ofertas, do nosso tempo ou dos nossos recursos como se estivesse em uma relação de troca conosco. Nós é que precisamos dele. Tudo o que temos e somos já recebemos das suas mãos.

Por isso, servir a Deus não deve ser uma negociação: “Eu faço isso e Deus me dá aquilo.” O relacionamento com Deus nasce da graça, do amor e da gratidão.

Deus não precisa comprar a nossa dedicação. Ele deseja o nosso coração.

E, infelizmente, muitas vezes não estamos colocando um coração disponível nas mãos de Deus. Vamos à igreja apressados, pensando no almoço de domingo. Não encontramos tempo para ler a Palavra porque existem muitas coisas acontecendo. Temos tempo para tantas atividades, mas pouco tempo para parar diante de Deus.

Precisamos reaprender a agradecer, adorar, servir e compartilhar.

A cada manhã, somos alcançados pelas misericórdias do Senhor. A cada dia recebemos novas oportunidades. Temos pessoas ao nosso redor que precisam de uma palavra, de um cuidado, de uma ajuda, de uma oração e, acima de tudo, precisam conhecer o amor de Cristo.

O Salmo termina apontando novamente para essa dimensão missionária:

“Deus nos abençoará, e todos os confins da terra o temerão.”
Salmo 67:7 — NAA

 

Que declaração maravilhosa!

Deus nos abençoa, mas a bênção não termina em nós. Ela precisa alcançar os confins da terra.

Jesus Cristo é a expressão plena do amor e da graça de Deus. Nele encontramos a salvação que o salmista desejava ver conhecida entre as nações. E, como discípulos de Cristo, recebemos o privilégio e a responsabilidade de continuar anunciando essa mensagem.

Então, hoje, não pense apenas naquilo que você gostaria de receber de Deus.

Pare por alguns instantes e pergunte:

O que Deus já colocou nas minhas mãos?

Quem pode ser abençoado através da minha vida?

Quem precisa conhecer Jesus através do meu testemunho?

Talvez você descubra que já recebeu muito mais do que imaginava.

Somos abençoados para abençoar. Somos alcançados pela graça para compartilhar a graça. Somos cuidados por Deus para também cuidar de pessoas. Somos enviados para que outros conheçam o caminho do Senhor.

Que Deus nos livre de transformar as bênçãos em um ponto de chegada. Que elas sejam sempre um ponto de partida para o serviço, para o cuidado, para o testemunho e para a missão.

Que Deus abençoe a sua vida de maneira poderosa e coloque em seu coração uma profunda gratidão por tudo aquilo que ele tem feito. E que, através da sua vida, outras pessoas também sejam alcançadas pela bênção, pela graça e pelo amor de Deus.

 

Somos abençoados para abençoar!

 

Cláudio Eduardo M Costa

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

QUANDO A PROVAÇÃO SE TRANSFORMA EM TESTEMUNHO! - SALMO 66 -

 


QUANDO A PROVAÇÃO SE TRANSFORMA EM TESTEMUNHO!

SALMO 66

 

Você já passou por uma situação difícil e, depois que tudo terminou, percebeu que Deus estava trabalhando, mesmo quando você não conseguia enxergar? Você tem a certeza de que não está sozinho agora e de que Deus está ao seu lado, caminhando com você? É sobre isso que quero conversar com você hoje. Estamos no Salmo de número 66, um salmo que nos fala de louvor, adoração, oração, provação e da resposta do Senhor.

Como você tem enfrentado os problemas e as dificuldades? Mesmo em meio às lutas, você continua louvando a Deus? O Salmo 66 começa com louvor. E nós louvamos a Deus independentemente das circunstâncias. Não louvamos apenas pelo que Deus faz em nossa vida; louvamos pelo que ele é. Deus é Criador, sustentador, Pai e Senhor. Ele deseja caminhar conosco em todas as circunstâncias.

Vamos ler os versos 1 e 2 do Salmo 66: “Aclamem a Deus, todas as terras! Cantem a glória do seu nome, deem glória ao seu louvor.” (Salmo 66:1-2 — NAA). A nossa adoração não pode depender das circunstâncias. Ela está fundamentada em quem Deus é. Podemos atravessar dias bons e dias difíceis, momentos de celebração e momentos de lágrimas, mas Deus continua sendo digno do nosso louvor.

E então encontramos as provações. O salmista reconhece que existem momentos em que a nossa fé é colocada à prova. No verso 10, ele declara: “Pois tu, ó Deus, nos provaste; tu nos refinaste como se refina a prata.” (Salmo 66:10 — NAA). A imagem da prata sendo refinada nos ajuda a compreender um processo de transformação. O calor revela impurezas e, depois do processo, aquilo que foi refinado apresenta maior pureza.

Assim também acontece em nossa caminhada de fé. As provações podem nos ensinar, amadurecer, fortalecer nossa confiança em Deus e revelar aquilo que precisa ser transformado em nossa vida. Isso não significa que devemos procurar o sofrimento, nem que toda dificuldade seja enviada por Deus. Significa que, mesmo quando enfrentamos circunstâncias que não escolheríamos, Deus pode trabalhar em nós e através delas.

E aqui eu me lembro das palavras de Jesus. Ele nunca prometeu aos seus discípulos uma vida sem problemas. Pelo contrário, em João 16:33, ele disse: “No mundo, vocês passam por aflições; mas tenham coragem: eu venci o mundo.” (João 16:33 — NAA). Jesus não prometeu a ausência de aflições, mas nos apresentou uma razão para termos coragem: ele venceu o mundo.

Essa é a nossa esperança. A vitória não está na ausência das lutas, mas em Cristo, que permanece conosco no meio delas. Quando estamos atravessando uma prova, podemos continuar caminhando porque sabemos em quem temos colocado a nossa confiança.

Seguindo pelo Salmo 66, encontramos um convite muito especial. O salmista diz: “Venham e ouçam, todos vocês que temem a Deus, e eu contarei o que ele tem feito por minha alma.” (Salmo 66:16 — NAA). Perceba a mudança: aquilo que foi vivido como uma experiência de luta agora se transforma em testemunho.

Talvez aquilo que você enfrentou possa se transformar em uma história para contar sobre a fidelidade de Deus. A sua experiência pode encorajar alguém. A sua oração respondida pode fortalecer a fé de outra pessoa. A sua caminhada pode ajudar alguém a reconhecer que Jesus é o Cristo, o Senhor e o nosso Salvador.

O salmista não fala apenas sobre louvor e provação. Ele também fala sobre oração. E, ao final, encontramos uma declaração de gratidão: “Bendito seja Deus, que não rejeitou a minha oração, nem afastou de mim a sua graça.” (Salmo 66:20 — NAA).

Que declaração maravilhosa! Deus ouviu a oração. Deus não afastou a sua graça. E isso nos ensina que, em meio às nossas lutas, precisamos continuar nos aproximando do Senhor.

Por isso, quero lembrar você de outro convite precioso encontrado no Novo Testamento. O autor de Hebreus declara: “Aproximemo-nos, portanto, do trono da graça com confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça para ajuda em momento oportuno.” (Hebreus 4:16 — NAA).

Que convite! Aproxime-se de Deus. Ore. Confie. Permaneça. Não permita que a provação faça você se afastar do Senhor. Faça exatamente o contrário: use esse momento para aprofundar sua intimidade com Deus.

Talvez você esteja vivendo hoje uma situação que ninguém conhece. Talvez exista uma batalha dentro da sua casa, uma dificuldade financeira, uma decisão difícil, uma preocupação com alguém que você ama ou simplesmente uma luta que está acontecendo dentro do seu coração. Continue confiando.

A provação não precisa ser o fim da sua história. Nas mãos de Deus, ela pode se transformar em testemunho.

Um dia você poderá olhar para trás e dizer: “Eu passei por aquela situação, chorei, tive medo, pensei que não conseguiria, mas Deus estava comigo. Ele me sustentou. Ele ouviu a minha oração. Ele não afastou de mim a sua graça.”

Que o Salmo 66 nos ensine a louvar mesmo nas dificuldades, a confiar durante as provações, a permanecer em oração e, depois da tempestade, a contar aquilo que Deus fez por nossa alma.

 

Que a nossa vida seja um testemunho da fidelidade do Senhor.

 

Que Deus abençoe você, fortaleça a sua fé e transforme cada experiência da sua caminhada em uma oportunidade de testemunhar o amor e a graça de Jesus Cristo.

 

Fique com Deus!

 

Cláudio Eduardo M Costa

 

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

DEUS ESTÁ CUIDANDO DE CADA DETALHE... SALMO 65

 


DEUS ESTÁ CUIDANDO DE CADA DETALHE...

SALMO 65

 

Hoje chegamos ao Salmo de número 65, e continuamos a nossa caminhada pelos 150 Dias Lendo o Livro de Salmos. Quando chegamos a este salmo, quero fazer uma pergunta para que você reflita comigo: você já parou para pensar em quantas coisas estão acontecendo neste exato momento e que você não consegue controlar? Pense em uma semente debaixo da terra. Ali está acontecendo um processo de transformação, germinação e nascimento de uma nova vida, mas nenhum de nós consegue controlar esse processo. Pense na chuva, no vento, nas tempestades, no movimento das águas e em tantas outras coisas que acontecem diariamente. Não temos o controle de tudo. O controle da criação está nas mãos do Senhor.

Quando chegamos ao Salmo 65, aprendemos com Davi que uma das primeiras atitudes que devemos ter diante de Deus é a adoração. É louvar ao Senhor, exaltar o seu nome e reconhecer que somente ele é digno de toda glória, honra e louvor. O salmista começa dizendo: “A ti, ó Deus, é devido o louvor em Sião, e a ti se cumprirão os votos.” (Salmo 65:1 — NAA). Davi olha para Deus antes de olhar para as circunstâncias. E essa é uma grande lição para nós: antes de apresentar aquilo que está faltando, precisamos reconhecer aquele que continua sendo o Senhor de todas as coisas.

Continuando nesse salmo, encontramos uma mensagem maravilhosa sobre o perdão e o cuidado de Deus. O Deus que cuida de toda a natureza também cuida de mim e de você. O Deus que sustenta a criação deseja ter um relacionamento conosco. A Bíblia nos ensina que fomos criados à imagem de Deus: “Criou Deus, pois, o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” (Gênesis 1:27 — NAA). O Senhor é soberano sobre toda a criação, mas nos permite fazer escolhas e assumir a responsabilidade por elas. A Palavra de Deus nos lembra: “Não se enganem: de Deus não se zomba. Pois aquilo que a pessoa semear, isso também colherá.” (Gálatas 6:7 — NAA).

Vamos olhar para os versos 2 e 3 do Salmo 65: “Ó tu que escutas a oração, a ti virão todas as pessoas, por causa de suas iniquidades. Se prevalecem as nossas transgressões, tu as perdoas.” (Salmo 65:2-3 — NAA). É uma poesia belíssima, mas existe uma palavra que chama especialmente a minha atenção: perdoas. Deus nos perdoa. E ele não nos perdoa porque somos bons, nem porque conseguimos cumprir todas as exigências ou porque somos merecedores. Deus nos perdoa por causa da sua graça e da sua misericórdia.

O apóstolo Paulo, escrevendo aos cristãos de Éfeso, apresenta essa verdade de maneira extraordinária: “Nele temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça.” (Efésios 1:7 — NAA). O nosso pecado encontrou na cruz de Cristo a resposta da graça de Deus. Jesus pagou o preço que nós não poderíamos pagar. Na cruz, Cristo levou sobre si os nossos pecados e abriu para nós o caminho da reconciliação com Deus. Por isso, quando falamos do cuidado de Deus, não podemos esquecer que o maior cuidado que ele demonstrou por nós foi enviar Jesus Cristo para nos alcançar com sua graça e seu amor.

E o Deus que sustenta toda a criação também nos chama para viver em sua presença. Todos nós estamos em busca de felicidade, de realização e de uma vida que tenha sentido. Mas o Salmo 65 nos apresenta uma felicidade que não depende simplesmente das circunstâncias. O verso 4 diz: “Bem-aventurado aquele a quem escolhes e aproximas de ti, para que habite nos teus átrios. Ficaremos satisfeitos com a bondade de tua casa — o teu santo templo.” (Salmo 65:4 — NAA). Que palavra maravilhosa! A verdadeira bem-aventurança está em viver perto de Deus. A verdadeira satisfação não está apenas naquilo que podemos conquistar, possuir ou experimentar, mas na presença do Senhor.

E para nós, cristãos, essa aproximação de Deus tem um nome: Jesus Cristo. É por meio dele que temos acesso ao Pai. Jesus é o caminho que nos conduz a Deus. Ele pagou o preço pelos nossos pecados e nos chamou para uma vida de intimidade com o Pai. Por isso, quando você estiver procurando felicidade em tantas coisas, pare um pouco e lembre-se: talvez aquilo que sua alma esteja procurando não seja uma coisa, mas uma pessoa. Cristo. Nele encontramos a verdadeira vida, a verdadeira esperança e a verdadeira satisfação.

Continuando a nossa caminhada pelo Salmo 65, chegamos ao verso 11, uma das declarações mais bonitas deste salmo: “Coroas o ano da tua bondade, e as tuas pegadas destilam fartura.” (Salmo 65:11 — NAA). Quando leio esse versículo, penso em uma característica que muitas vezes encontramos em nós mesmos: temos o hábito de valorizar aquilo que não temos e esquecer aquilo que Deus já nos concedeu. Por isso, quero fazer um desafio a você hoje: valorize aquilo que você tem. Perceba o cuidado de Deus. Reconheça a provisão. Enxergue a misericórdia. Celebre a graça. Agradeça pelas pequenas coisas que, muitas vezes, deixamos de perceber.

Talvez você esteja sentado diante de uma mesa com alimento. Pense um pouco nesse alimento. O arroz que está no seu prato precisou de uma semente, de terra, de água, de sol e de tantos processos que você não controlou. O feijão também. E assim acontece com praticamente tudo aquilo que chega até nós. Deus está cuidando de detalhes que muitas vezes nem percebemos. Por isso, agradeça pelo alimento, não apenas naquela oração rápida feita quando o prato está sobre a mesa, mas desenvolva um coração verdadeiramente agradecido pela provisão do Senhor.

Agradeça também pela sua família. É verdade que, dentro de uma família, existem conflitos, diferenças e momentos difíceis. Mas a família continua sendo um espaço de cuidado, relacionamento e aprendizado. Agradeça pelas pessoas que Deus colocou ao seu redor. Agradeça pela oportunidade de viver mais um dia. Nem sempre sabemos o que o amanhã vai trazer, mas recebemos de Deus o privilégio de viver o presente.

E, acima de tudo, agradeça pelo perdão. Agradeça pela graça que alcançou a sua vida em Cristo Jesus. Talvez você não tenha tudo o que gostaria, talvez existam problemas que ainda precisam ser resolvidos e talvez algumas respostas ainda não tenham chegado. Mas existe algo que permanece: Deus continua cuidando de você.

O Salmo 65 não está dizendo que teremos uma vida sem problemas. Ele está nos ensinando a enxergar a bondade de Deus mesmo em meio às circunstâncias. Deus não promete que controlaremos tudo. Mas ele continua sendo Senhor sobre todas as coisas e nos convida a confiar nele.

Por isso, neste dia, faça uma pausa. Olhe ao seu redor. Perceba os detalhes. Talvez Deus esteja fazendo muito mais do que você consegue enxergar. Troque a reclamação pela gratidão. Troque a ansiedade pela confiança. Troque a preocupação pela oração. E reconheça que existe um Deus que continua sustentando a criação, cuidando da sua vida e oferecendo, em Cristo, a maior demonstração de amor que poderíamos receber.

DEUS ESTÁ CUIDANDO DE CADA DETALHE.

Que o Salmo 65 nos ensine a viver com um coração agradecido, reconhecendo a provisão, celebrando a graça, buscando a presença de Deus e confiando naquele que permanece fiel.

Que o seu dia seja um dia de gratidão ao Deus eterno, ao Deus Todo-Poderoso, ao Deus que cuida de cada detalhe.

Fique com Deus!

 

Cláudio Eduardo M Costa

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

MOVIMENTO 9:35

 

APRESENTAÇÃO

 

O Movimento 9:35 tem como objetivo despertar e fortalecer a consciência dos cristãos acerca de sua responsabilidade na proclamação do Evangelho de Jesus Cristo. Sua inspiração está em Mateus 9.35-38, texto que apresenta Jesus percorrendo cidades e aldeias, ensinando, pregando o Evangelho do Reino e cuidando das pessoas. Ao contemplar as multidões, Jesus teve compaixão delas e, diante da grandeza da seara, chamou seus discípulos a orarem ao Senhor para que enviasse trabalhadores.

O texto de Mateus apresenta uma sequência que orienta a proposta do Movimento 9:35. Primeiro, Jesus vai ao encontro das pessoas; depois, ensina, anuncia o Evangelho e cuida delas; em seguida, vê a multidão com compaixão e, finalmente, chama seus discípulos a orar ao Senhor da seara. Essa sequência nos ajuda a compreender que a missão cristã não pode ser reduzida a palavras ou atividades religiosas. Ela envolve presença, compaixão, proclamação, oração e disposição para servir.

O Movimento 9:35 é uma iniciativa construída em parceria entre a Igreja Batista Arena de Deus e o Blog Humanizando Compaixão, com o propósito de contribuir para que cristãos e comunidades cristãs sejam despertados para a responsabilidade de viver e proclamar o Evangelho. Embora tenha origem nessa parceria, o Movimento 9:35 não pertence exclusivamente à Igreja Batista Arena de Deus nem ao Blog Humanizando Compaixão. Seu propósito é ser uma mobilização aberta a cristãos, igrejas e comunidades cristãs de diferentes denominações, cidades, países e contextos que desejem assumir o chamado de Jesus para a missão.

O Movimento 9:35 não pretende criar uma nova missão para a Igreja. Ele procura despertar a Igreja para a missão que Jesus Cristo já lhe confiou. Antes de retornar ao Pai, Jesus declarou aos seus discípulos: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” e, a partir dessa autoridade, ordenou que fossem e fizessem discípulos de todas as nações (Mateus 28.18-20). Também afirmou: “Vocês serão minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra” (Atos 1.8). A proclamação do Evangelho, portanto, não é responsabilidade exclusiva de pastores, missionários ou líderes. É uma responsabilidade de todo discípulo de Jesus Cristo.

Antes do início efetivo do Movimento 9:35, haverá um período de preparação e conscientização. Esse tempo antecederá o início do movimento e terá como propósito apresentar sua visão, ensinar seus fundamentos bíblicos, preparar os participantes e despertar a consciência missionária. Será também uma oportunidade para que cada pessoa compreenda o significado dos cinco nomes e se prepare para assumir um compromisso pessoal de oração, testemunho e convite.

O MOVIMENTO 9:35, entretanto, não é uma campanha com prazo determinado para terminar. Não se trata de um projeto limitado a um mês, a um ano, a uma igreja, a uma denominação ou a uma determinada região. O movimento começa agora como uma mobilização consciente e intencional, mas seu propósito é permanecer até a volta de Jesus Cristo. Enquanto a Igreja estiver neste mundo e houver pessoas que ainda precisam ouvir o Evangelho, permanece o chamado para testemunhar de Cristo.

Isso significa que o Movimento 9:35 começa em um momento definido, mas não possui um prazo humano para seu encerramento. Seu término está relacionado à esperança cristã da volta de Jesus. Cristo prometeu estar com seus discípulos “todos os dias até o fim dos tempos” (Mateus 28.20). Portanto, enquanto aguardamos sua volta, continuamos chamados a trabalhar na seara do Senhor. Jesus também declarou que o Evangelho do Reino seria anunciado a todas as nações e então viria o fim (Mateus 24.14).

O Movimento 9:35 também não possui limites geográficos. Ele pode ser vivido em uma pequena comunidade, em uma grande cidade, em uma igreja local, em uma família, em um ambiente de trabalho, em uma escola ou em qualquer lugar onde existem pessoas que ainda precisam ouvir sobre Jesus. A missão de Cristo alcança “até os confins da terra” (Atos 1.8). Por isso, o Movimento pode atravessar fronteiras, culturas, denominações e gerações.

 

CINCO NOMES: CINCO VIDAS DIANTE DE DEUS

Uma das práticas centrais do Movimento 9:35 será a escolha de cinco pessoas — amigos ou familiares que ainda não são cristãos ou que não professam a fé em Jesus Cristo. Cada participante será convidado a colocar esses cinco nomes diante do Senhor e interceder por eles de maneira intencional.

Os cinco nomes não representam simplesmente uma meta numérica. Representam cinco vidas. São pessoas com histórias, necessidades, dúvidas, dores, famílias e experiências diferentes. O objetivo é deixar de pensar na missão apenas de maneira genérica e começar a enxergar pessoas concretas que Deus colocou ao nosso redor.

Essa prática nasce da compaixão demonstrada por Jesus. “Ao ver as multidões, Jesus teve compaixão delas, porque estavam aflitas e exaustas, como ovelhas que não têm pastor” (Mateus 9.36). Antes de falar sobre trabalhadores, Jesus viu pessoas. O Movimento 9:35 deseja ensinar-nos a olhar para nossos amigos, familiares, vizinhos e conhecidos com esse mesmo senso de compaixão.

Os cinco nomes também não formam uma lista permanente. Eles precisam ser renovados ao longo da caminhada. Quando uma das pessoas toma uma decisão consciente de seguir a Cristo, seu nome deixa de ocupar uma das cinco vagas de intercessão missionária e passa a ser acompanhado em uma nova etapa de acolhimento, integração à comunidade cristã e discipulado (Mateus 28.19-20). Outra pessoa que ainda precisa ouvir o Evangelho poderá então ser incluída.

Da mesma forma, quando uma pessoa da lista falecer, sua situação deverá ser recebida com respeito e sensibilidade, e seu nome poderá ser substituído por outra pessoa que ainda necessite ouvir a mensagem de Cristo. E, caso alguém manifeste de maneira clara que não deseja ouvir sobre Jesus naquele momento, sua decisão deve ser respeitada. Não haverá pressão, constrangimento ou insistência inadequada. Podemos continuar tratando essa pessoa com amor e respeito e, ao mesmo tempo, incluir outro nome na lista para que outra vida seja alcançada pelo testemunho cristão.

Assim, os cinco nomes permanecem em movimento. O objetivo não é permanecer para sempre com as mesmas cinco pessoas, mas manter continuamente cinco vidas diante de Deus e cinco oportunidades concretas de viver a missão.

9H35: UM MOMENTO DE ORAÇÃO

O horário das 9h35 será o lembrete diário de Mateus 9.35. Nesse momento, cada participante será convidado a parar, onde estiver, e apresentar seus cinco nomes ao Senhor. Pode ser em casa, no trabalho, na escola, durante uma viagem ou em qualquer outro lugar. O mais importante não é o local, mas a disposição de participar da missão por meio da oração.

Às 9h35, lembramos de Jesus percorrendo cidades e aldeias, ensinando, anunciando o Evangelho e cuidando das pessoas (Mateus 9.35). Lembramos de sua compaixão pelas multidões (Mateus 9.36). E lembramos de sua orientação: “Peçam ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara” (Mateus 9.38).

Mas essa oração também precisa alcançar quem está orando. Quando pedimos ao Senhor da seara que envie trabalhadores, precisamos estar dispostos a dizer: “Senhor, aqui estou. Envia-me a mim” (Isaías 6.8). O Movimento 9:35 deseja formar cristãos que não apenas peçam por trabalhadores, mas que estejam disponíveis para ser resposta da própria oração.

 

ORAR, TESTEMUNHAR E CONVIDAR

O Movimento 9:35 está fundamentado em três ações centrais: ORAR, TESTEMUNHAR e CONVIDAR.

ORAR significa apresentar intencionalmente os cinco nomes diante de Deus, pedindo que o Senhor prepare os corações, abra portas, remova obstáculos e levante trabalhadores para sua seara (Mateus 9.37-38). Também significa pedir que Deus transforme o nosso próprio coração, dando-nos compaixão, coragem, sabedoria e disposição para agir.

TESTEMUNHAR significa compartilhar aquilo que Jesus Cristo fez em nossa vida e apresentar, por palavras e atitudes, a esperança que encontramos nele. Jesus declarou: “Vocês serão minhas testemunhas” (Atos 1.8). Pedro orienta os cristãos a estarem preparados para explicar a razão da esperança que possuem, fazendo isso com mansidão e respeito (1 Pedro 3.15).

CONVIDAR significa ir além de simplesmente chamar alguém para participar de uma programação. No Movimento 9:35, convidar significa apresentar o Evangelho, anunciar Jesus Cristo e fazer o apelo cristão, oferecendo à pessoa a oportunidade de ouvir o chamado de Cristo e responder a ele. O convite aponta para Jesus e para a necessidade de uma resposta pessoal ao Evangelho.

Esse apelo deve ser realizado com amor, clareza, humildade e respeito. Não manipulamos pessoas, não pressionamos decisões e não utilizamos constrangimento emocional para produzir resultados. Nossa responsabilidade é anunciar fielmente o Evangelho e apresentar o chamado de Cristo. O convencimento e a transformação do coração pertencem ao Espírito Santo (João 16.8).

 

DO CONVITE AO DISCIPULADO

Quando uma pessoa responde positivamente ao Evangelho, o processo não termina. Começa uma nova caminhada. A pessoa precisa ser acolhida, conhecida, acompanhada e integrada à comunidade cristã. Jesus não ordenou simplesmente que fizéssemos decisões; ordenou que fizéssemos discípulos (Mateus 28.19-20).

Por isso, o Movimento 9:35 deseja estabelecer uma caminhada que vai da oração ao relacionamento, do relacionamento ao testemunho, do testemunho ao convite, do convite ao apelo cristão, do apelo à resposta a Cristo e da resposta ao acolhimento, discipulado e integração à comunidade cristã.

O propósito é que aquele que foi alcançado também possa se tornar um trabalhador na seara. Quem foi discipulado poderá discipular. Quem ouviu o Evangelho poderá testemunhar. Quem recebeu um convite poderá, no futuro, convidar outras pessoas. Dessa maneira, a missão se multiplica e novos trabalhadores são levantados.

 

UMA MISSÃO QUE CONTINUA ATÉ A VOLTA DE CRISTO

O Movimento 9:35 começa agora, mas não termina quando uma atividade é encerrada, quando um calendário chega ao fim ou quando uma determinada etapa é concluída. O que poderá terminar são campanhas específicas, encontros, materiais ou períodos de mobilização. O chamado para proclamar o Evangelho, porém, permanece.

Nossa expectativa é que o Movimento 9:35 desperte uma consciência que acompanhe o cristão durante toda a sua caminhada. Enquanto estivermos neste mundo, continuaremos sendo testemunhas de Cristo. Enquanto houver pessoas que ainda precisam ouvir, haverá oportunidade para anunciar. Enquanto aguardamos a volta do Senhor, continuaremos trabalhando na seara.

A missão terá seu cumprimento definitivo quando Cristo voltar. Até lá, permanecemos fiéis ao chamado recebido. “E eis que estou com vocês todos os dias até o fim dos tempos” (Mateus 28.20).

O Movimento 9:35, portanto, não é apenas uma campanha, não é apenas um projeto e não é propriedade de uma instituição. É uma mobilização fundamentada na Palavra de Deus e voltada para despertar cristãos para uma responsabilidade que receberam do próprio Cristo.

Começamos com cinco nomes. Oramos por cinco vidas. Procuramos oportunidades para testemunhar. Fazemos o convite e o apelo cristão. Acolhemos aqueles que respondem. Discipulamos os novos seguidores de Jesus. E, à medida que novos discípulos surgem, novos nomes são acrescentados e novos trabalhadores são levantados para a seara.

Cinco nomes. Uma oração. Uma missão.

E a nossa oração permanece:

“A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, peçam ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.”
Mateus 9.37-38 | NAA

 

 

Uma parceria do Ministério Humanizando Compaixão e da Igreja Batista Arena de Deus!

 

 

TEXTOS BÍBLICOS PARA VIVER A MISSÃO

ORAR • TESTEMUNHAR • CONVIDAR • ACOLHER • DISCIPULAR • ENVIAR

 

1. ORAR — Buscar o Senhor da seara

  • Mateus 9.35-38 — Jesus vê a multidão, compadece-se e chama a Igreja à oração.
  • Lucas 10.1-2 — “Peçam ao Senhor da seara que mande trabalhadores.”
  • Atos 1.14 — A Igreja persevera unida em oração.
  • Atos 4.23-31 — A Igreja ora por coragem para anunciar a Palavra.
  • Colossenses 4.2-4 — Perseverar na oração e pedir oportunidades para anunciar Cristo.
  • 1Timóteo 2.1-4 — Orar por todas as pessoas e pelo desejo de Deus de que sejam salvas.

 

2. TESTEMUNHAR — Contar o que Cristo fez

  • Mateus 5.13-16 — Ser sal e luz no mundo.
  • Marcos 5.18-20 — Contar o que o Senhor fez.
  • João 1.40-46 — “Venha e veja.”
  • João 4.28-30, 39-42 — A mulher samaritana testemunha sobre Jesus.
  • Atos 1.8 — “Vocês serão minhas testemunhas.”
  • Atos 4.19-20 — Não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos.
  • 1Pedro 3.15-16 — Estar preparados para responder sobre a esperança que existe em nós.

 

3. CONVIDAR — Apelar para que as pessoas conheçam e sigam a Cristo

  • João 1.43-46 — Filipe convida Natanael: “Venha e veja.”
  • João 4.28-30 — A mulher samaritana chama as pessoas para encontrarem Jesus.
  • Lucas 14.15-24 — O convite para participar do banquete.
  • Mateus 11.28-30 — Jesus chama os cansados e sobrecarregados.
  • Apocalipse 3.20 — O chamado de Cristo para abrir a porta.
  • Apocalipse 22.17 — “Quem tem sede venha.”

 

4. ACOLHER — Receber pessoas com o amor de Cristo

  • Mateus 25.35-40 — Receber e cuidar do próximo como expressão do serviço a Cristo.
  • Lucas 19.1-10 — Jesus se aproxima de Zaqueu e transforma sua vida.
  • Romanos 12.9-13 — Praticar a hospitalidade e o amor genuíno.
  • Romanos 15.5-7 — Acolher uns aos outros como Cristo nos acolheu.
  • Hebreus 13.1-2 — Permanecer no amor fraternal e praticar a hospitalidade.
  • 1Pedro 4.8-10 — Servir uns aos outros com amor.

 

5. DISCIPULAR — Acompanhar quem começa a seguir Jesus

  • Mateus 28.18-20 — Fazer discípulos e ensiná-los a obedecer a Cristo.
  • Mateus 4.18-22 — Jesus chama seus primeiros discípulos.
  • Lucas 9.23-24 — O chamado para seguir Jesus.
  • Atos 2.37-47 — Uma comunidade que persevera na doutrina, comunhão, oração e vida compartilhada.
  • Colossenses 2.6-7 — Continuar vivendo em Cristo e crescendo nele.
  • 2Timóteo 2.1-2 — Transmitir aquilo que recebemos a pessoas capazes de ensinar outras.
  • Efésios 4.11-16 — A Igreja cresce e amadurece à medida que cada membro participa da edificação do corpo.

 

6. ENVIAR — Participar da missão de Deus

  • Mateus 28.18-20 — A Grande Comissão.
  • João 20.21 — “Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês.”
  • Atos 1.8 — Testemunhas de Cristo até os confins da terra.
  • Atos 8.26-40 — Filipe é conduzido pelo Espírito para encontrar o etíope.
  • Atos 13.1-4 — A Igreja de Antioquia ora, ouve o Espírito Santo e envia Barnabé e Saulo.
  • Romanos 10.13-15 — A necessidade de pessoas que anunciem o Evangelho.
  • Filipenses 4.10-20 — A participação da Igreja no sustento da missão.
  • Apocalipse 7.9-10 — Pessoas de todas as nações, tribos, povos e línguas diante do Cordeiro.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

BÍBLIA. Bíblia Sagrada. Nova Almeida Atualizada (NAA). Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

BÍBLIA. Bíblia de Estudo da Reforma. São Paulo: Cultura Cristã; Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

BÍBLIA. Bíblia de Estudo NTLH. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

BÍBLIA. Bíblia Sagrada. Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH). Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

BROADMAN. Comentário Bíblico Broadman. Rio de Janeiro: Junta de Educação Religiosa e Publicações (JUERP), 1986.

DODD, Charles Harold. Segundo as Escrituras. São Paulo: ASTE, 1979.

MILLER, Steve. Liderança Espiritual Segundo Spurgeon. São Paulo: Editora Vida, 2004.

REESE, Edward (Org.). A Bíblia em Ordem Cronológica: Nova Versão Internacional. Tradução de Judson Canto. São Paulo: Editora Vida, 2003.

SPURGEON, Charles Haddon. Esboços Bíblicos: de Gênesis a Apocalipse. São Paulo: Shedd Publicações, 2002.

STOTT, John. Estudantes da Palavra: Engajados com as Escrituras para Impactar o Mundo. São Paulo: ABU Editora, 2020.


 _______________________________________________________________________

SOBRE O AUTOR

Cláudio Eduardo de Macedo Costa

Cláudio Eduardo de Macedo Costa é pastor, servo de Cristo, escritor e missionário, dedicado há mais de três décadas ao ministério cristão, à formação de pessoas e à proclamação do Evangelho.

Sua trajetória ministerial foi construída em diferentes contextos do Brasil, envolvendo atividades pastorais, educacionais e sociais. Ao longo de sua caminhada, exerceu funções de liderança e cuidado, entre elas a coordenação do Lar Batista do Idoso, no Rio de Janeiro, e a presidência do conselho do Lar Batista Jannel Dolly, em Manaus. Também participou da fundação do Colégio Batista Betânia, em Gravatá, Pernambuco.

Sua formação teológica foi realizada no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, em 1993, e posteriormente na PUC-Rio, onde concluiu formação na área de Narrativas Digitais. É graduando em Direito pela Universidade Estácio de Sá e concluiu a pós-graduação em Direito 4.0 — Direito Digital, Proteção de Dados e Cibersegurança, pela PUC-PR.

Como escritor e comunicador cristão, desenvolve conteúdos voltados à reflexão bíblica, à compaixão, ao discipulado e à missão. É autor de EU ME IMPORTO! — A COMPAIXÃO NO CONTEXTO CRISTÃO, obra que expressa uma das marcas de seu ministério: o desejo de aproximar a fé cristã das necessidades concretas das pessoas.

É também coordenador do Projeto Caminhada Bíblica e do Blog Humanizando Compaixão, iniciativas voltadas à disseminação da Palavra de Deus, à formação cristã e ao despertar para uma fé que se transforma em cuidado, compaixão e serviço.

Sua atuação missionária está especialmente ligada à Igreja Batista Arena de Deus, em Angoche, na província de Nampula, Moçambique. Nesse contexto, participa de um trabalho de evangelização, discipulado, educação cristã e cuidado com crianças, adolescentes e adultos, buscando contribuir para a formação de uma igreja comprometida com a Palavra de Deus e com a missão de Cristo.

É nesse contexto de fé, compaixão e compromisso missionário que nasce o Movimento 9:35, uma iniciativa desenvolvida em parceria entre o Ministério Humanizando Compaixão e a Igreja Batista Arena de Deus. Inspirado em Mateus 9.35-38, o movimento procura despertar cristãos para a responsabilidade de viver e proclamar o Evangelho, colocando a oração, o testemunho, o convite, o acolhimento, o discipulado e o envio no centro da caminhada cristã.

Para Cláudio Eduardo, a missão não é apenas uma atividade da Igreja, mas uma expressão natural de uma vida alcançada pela graça de Cristo. Seu desejo é que cada cristão compreenda que pode participar da missão onde estiver, olhando para as pessoas com compaixão e respondendo ao chamado do Senhor da seara.

Pastor, servo de Cristo e coordenador do Projeto Caminhada Bíblica e do Blog Humanizando Compaixão.

 

RECONHECENDO O PERIGO... - SALMO 64 -

 


RECONHECENDO O PERIGO...

SALMO 64

 

Você já percebeu que vivemos cercados pelo perigo? O tempo inteiro. Em alguns momentos do passado, talvez pensássemos no perigo como alguém armado provocando violência. Hoje, porém, muitos perigos entram dentro das nossas casas por meio das telas, dos celulares e das redes sociais. Mentiras são publicadas, informações falsas são compartilhadas e palavras são utilizadas para destruir a reputação e a vida de uma pessoa. Por isso, precisamos ter muito cuidado com aquilo que falamos, com aquilo que publicamos e, principalmente, com aquilo que compartilhamos. Pensando nisso, quero convidar você a caminhar comigo hoje pelo Salmo de número 64.

Neste salmo, Davi está enfrentando oposição, acusações, maledicência e palavras que procuram prejudicá-lo. Ele se encontra diante de pessoas que tramam contra ele e usam suas palavras como armas. E, diante de tudo isso, Davi recorre a Deus. Ele busca no Senhor proteção, segurança e direção para a sua vida. Vamos olhar para o primeiro versículo: “Ouve, ó Deus, a minha voz nas minhas queixas; preserva a minha vida do temor do inimigo.” (Salmo 64:1 — NAA). Observe que Davi reconhece o problema. Ele não está minimizando a situação. Ele sabe que existe uma ameaça e reconhece que o medo está tentando tomar conta do seu coração. Mas, em vez de permitir que o medo governe a sua vida, ele leva suas queixas e seus temores para Deus.

Isso é muito importante para nós. Existem momentos em que precisamos reconhecer o perigo. Precisamos perceber aquilo que está acontecendo ao nosso redor. Precisamos ter discernimento. Mas reconhecer o perigo não significa viver dominado pelo medo. Davi reconhece a ameaça, mas também reconhece que pode buscar segurança no Senhor. Em Deus encontramos a proteção de que precisamos. Deus é o nosso refúgio. Deus é a nossa segurança. E quando colocamos nossa confiança nele, aprendemos a enfrentar as circunstâncias com prudência e fé.

Quando começo a trazer o Salmo 64 para os nossos dias, percebo como essa mensagem é atual. Uma postagem com uma notícia falsa, um comentário feito sem responsabilidade, uma mensagem compartilhada sem qualquer verificação, uma acusação, uma exposição pública ou uma mentira podem causar enormes prejuízos. Por isso, precisamos ter cuidado com o que falamos, com o que publicamos e com aquilo que espalhamos. Antes de compartilhar alguma coisa, precisamos perguntar: isso é verdadeiro? Isso é necessário? Isso vai edificar alguém?

Uma palavra pode construir, mas também pode destruir. Uma palavra pode restaurar, mas também pode ferir profundamente. Por isso, quero convidar você a ser um canal de bênção. Vamos espalhar esperança. Vamos falar de amor. Vamos falar de Deus. Vamos usar nossas palavras para construir e não para destruir. Afinal, Jesus nos ensinou que aquilo que sai da nossa boca revela aquilo que está dentro do nosso coração: “Porque a boca fala do que está cheio o coração.” (Mateus 12:34 — NAA). Que desafio para nós! Em um mundo em que todos querem falar, precisamos aprender também a ouvir, refletir e ter responsabilidade com aquilo que dizemos.

E, pensando em tudo isso, eu olho para Jesus Cristo. Jesus também foi vítima de acusações, mentiras e testemunhos falsos. Ele foi julgado injustamente, condenado sem culpa e levado à cruz. Entretanto, aquilo que parecia uma grande derrota estava inserido no propósito redentor de Deus: o Justo entregando a sua vida pelos injustos. A Bíblia nos ensina: “Mas ele foi traspassado por causa das nossas transgressões e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos sarados.” (Isaías 53:5 — NAA). Jesus levou sobre si os nossos pecados e a nossa culpa. Ele morreu, foi sepultado e, ao terceiro dia, ressuscitou. Como Paulo afirma: “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.” (1 Coríntios 15:3-4 — NAA). A ressurreição de Jesus nos mostra que o mal, a injustiça e a própria morte não tiveram a palavra final.

E isso nos leva novamente ao Salmo 64. Davi começa falando sobre medo, inimigos e ameaças, mas termina falando sobre alegria e confiança. O verso 10 diz: “O justo se alegra no Senhor e nele confia; e se gloriam todos os retos de coração.” (Salmo 64:10 — NAA). Que mudança extraordinária! Davi começa olhando para o perigo, mas termina olhando para Deus. A alegria dele não está na ausência de problemas. A alegria está na confiança no Senhor.

Isso também é muito importante para nós. A nossa fé não significa que nunca teremos problemas. Jesus nunca prometeu uma vida sem dificuldades. Pelo contrário, ele deixou isso muito claro: “No mundo, vocês passam por aflições; mas tenham coragem: eu venci o mundo.” (João 16:33 — NAA). Jesus não prometeu que estaríamos livres das aflições. Ele prometeu algo muito maior: a sua presença e a certeza da vitória.

Por isso, confiar em Deus não significa ignorar o perigo. Confiar em Deus não significa ser ingênuo. Confiar em Deus significa agir com prudência, responsabilidade e fé. Precisamos proteger nossa família. Precisamos cuidar das pessoas que estão sob nossa responsabilidade. Precisamos ter cuidado com aquilo que consumimos nas redes sociais. Precisamos verificar informações antes de compartilhá-las. Precisamos pensar antes de falar. E precisamos, acima de tudo, colocar nossa confiança no Senhor.

Talvez hoje você esteja enfrentando alguma situação que provoca medo. Talvez alguém esteja falando coisas injustas a seu respeito. Talvez você esteja preocupado com sua família, com seu trabalho ou com alguma situação que parece estar fora do seu controle. Reconheça o perigo, mas não permita que o medo governe o seu coração. Leve isso para Deus. E, ao mesmo tempo, faça a sua parte com sabedoria.

Não permita que alguém destrua a sua paz com palavras maldosas. Mas também não permita que as suas próprias palavras destruam a vida de outra pessoa. Que sejamos pessoas que promovem vida, esperança, verdade e reconciliação.

O desafio do Salmo 64 para nós é muito simples: reconhecer o perigo sem viver dominados pelo medo; reconhecer as ameaças sem abandonar a confiança em Deus. Que possamos olhar para o mundo com discernimento, para as pessoas com amor e para Deus com confiança.

Porque os perigos existem. As palavras podem ferir. As mentiras podem circular. As circunstâncias podem mudar. Mas Deus continua sendo Deus. E, em Cristo, temos a certeza de que a nossa esperança não está nas circunstâncias, mas naquele que venceu o mundo.

Por isso, hoje, eu quero deixar uma pergunta para você: o que está tentando produzir medo no seu coração? Leve isso para Deus. Reconheça o perigo, seja prudente, cuide daqueles que Deus colocou ao seu redor, mas não permita que o medo determine o rumo da sua vida.

Que possamos terminar como Davi terminou: “O justo se alegra no Senhor e nele confia.” (Salmo 64:10 — NAA). Que a nossa alegria esteja no Senhor. Que a nossa segurança esteja no Senhor. Que a nossa esperança esteja em Cristo. E que as nossas palavras sejam utilizadas para construir, abençoar e anunciar o amor de Deus.

Que o seu dia seja um dia de vitória na presença do Senhor!

 

Cláudio Eduardo M Costa

ABENÇOADO PARA ABENÇOAR... - SALMO 67 -

ABENÇOADO PARA ABENÇOAR SALMO 67   Você já parou para pensar por que Deus abençoa a sua vida? Por que Deus nos abençoa? E existe uma o...