segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

UMA OFERTA QUE CABE NO CORAÇÃO... - Levítico 14

 


UMA OFERTA QUE CABE NO CORAÇÃO

Levítico 14

 

Você já ouviu a frase: “Eu não tenho nada para oferecer”?

Muitas vezes, na igreja, quando se fala de um desafio ou de um novo projeto, essa expressão aparece. Em alguns contextos, recorre-se até as estratégias de marketing ou a discursos de convencimento para incentivar as pessoas a ofertarem. Há ainda quem defenda a ideia de que, se você ofertar, Deus vai necessariamente recompensá-lo com bênçãos materiais.

Mas, ao caminhar pelas páginas da Bíblia, aprendemos que a oferta precisa caber no coração.

 

Deus considera a realidade de cada pessoa

Em Levítico 14, encontramos orientações sobre as ofertas que deveriam ser apresentadas pelas pessoas que haviam sido curadas de doenças de pele ou que tiveram suas casas purificadas. Deus estabelece critérios claros, mas também demonstra algo extraordinário: Ele ajusta a oferta à realidade de cada pessoa.

Veja o que diz o texto:

“Mas, se o homem for pobre e não puder pagar tudo isso, então apresentará ao Senhor como oferta pela culpa um cordeiro para ser apresentado ao Senhor como oferta especial, a fim de conseguir o perdão dos seus pecados; e também três litros da melhor farinha misturada com azeite, para oferta de cereais, e um copo de azeite. Ele oferecerá também duas rolinhas ou dois pombinhos, conforme as suas posses; um será para oferta pelo pecado, e o outro para oferta que será completamente queimada.”
(Levítico 14:21-22 – NTLH)

 

Deus não impõe um peso impossível. Ele convida. Ele considera a condição do rico e do pobre. Todos são chamados a adorar, mas cada um segundo aquilo que possui.

A oferta não é apenas um ritual; é uma expressão de gratidão, de reconhecimento e de participação na obra do Senhor.

 

Deus olha para o coração

Esse princípio aparece novamente no Novo Testamento. No Evangelho de Marcos 12, Jesus observa as pessoas depositando suas ofertas no cofre do templo. Então acontece algo marcante:

“Jesus chamou os seus discípulos e disse: — Eu afirmo a vocês que esta viúva pobre deu mais do que todos os outros que puseram dinheiro na caixa de ofertas. Porque os outros deram do que estava sobrando. Porém ela, que é tão pobre, deu tudo o que tinha para viver.”
(Marcos 12:43-44 – NTLH)

 

A generosidade daquela viúva não foi medida pelo valor monetário, mas pela disposição do seu coração. Ela não deu do que sobrava; deu do que era essencial. Sua oferta cabia no coração — e por isso foi grande aos olhos de Deus.

 

Nem imposição, nem ostentação

A Bíblia nos ensina que:

  • Ninguém é tão pobre que não possa oferecer algo a Deus.
  • Ninguém é tão rico que possa se considerar indispensável no Reino.

Há pessoas que, por terem muitos recursos financeiros, pensam que podem controlar a congregação. Isso é um grande engano. No Reino de Deus, liderança não se compra, autoridade não se negocia, e espiritualidade não se mede pelo valor da contribuição.

Deus não pede o que você não tem. Ele pede fidelidade com aquilo que você possui.

 

Sempre temos algo a oferecer

Ofertar não se resume a dinheiro. Podemos oferecer:

  • Nosso tempo
  • Nosso serviço
  • Nossos dons
  • Nossa capacidade de aconselhar
  • Nosso cuidado com as pessoas
  • Nossa disposição para evangelizar

Sempre há algo que pode ser colocado no altar do Senhor.

A pergunta certa não é: “Quanto você tem?”
Mas sim: “O que você está disposto a entregar?”

Porque quando a oferta cabe no coração, ela também chega ao céu.

Coloque o seu coração na obra do Senhor.
Que Deus abençoe você e sua família.


 

Cláudio Eduardo M Costa
Pastor

domingo, 22 de fevereiro de 2026

INFÂNCIA ROUBADA: O SILÊNCIO QUE PRECISA SER QUEBRADO... (Stolen childhood: The silence that needs to be broken..)

 


INFÂNCIA ROUBADA: O SILÊNCIO QUE PRECISA SER QUEBRADO...

(Stolen childhood: The silence that needs to be broken..)

“Eles entraram na casa e encontraram o menino com Maria, a sua mãe. Então se ajoelharam diante dele e o adoraram. Depois abriram as suas malas e lhe deram presentes: ouro, incenso e mirra.” (Mateus 2:11 — NTLH)


 

O Brasil e Suas Crianças

O Brasil deveria estar chorando por suas crianças.

Quando imaginávamos que o século XXI traria mais respeito, dignidade e proteção à infância, percebemos que ainda enfrentamos desafios alarmantes. É verdade que nosso país possui leis importantes na defesa dos direitos da criança e do adolescente. O problema não está apenas na legislação, mas na sua aplicação efetiva e na construção de uma sociedade verdadeiramente justa e responsável.

Após séculos marcados por exploração infantil — trabalho degradante, altos índices de analfabetismo, tráfico, abuso e abandono — o mundo começou a despertar para a urgência de proteger a infância. No Brasil, o Dia das Crianças foi oficializado por decreto presidencial em 5 de novembro de 1924, estabelecendo o 12 de outubro como data comemorativa.

Temos também o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em vigor desde 1990, que completará 36 anos em 2026. Trata-se de uma legislação moderna e abrangente. Contudo, leis só produzem transformação quando são conhecidas, aplicadas e respeitadas.

A exploração infantil ainda existe.
Muitas crianças têm a inocência roubada.
Muitas se tornam apenas números nas estatísticas da violência e da dor.


 

Perguntas que Precisam Ser Feitas

Algumas perguntas nos inquietam:

  • Que mundo estamos deixando para as próximas gerações?
  • Como estamos enxergando as crianças nos contextos político, social, espiritual e familiar?
  • Que princípios e valores estamos transmitindo?
  • Onde está a Igreja, levantando sua voz e agindo contra toda forma de violência infantil?

O silêncio também comunica. E, muitas vezes, ele protege o agressor e abandona a vítima.


 

Crianças: Consumo ou Dignidade?

Com o passar do tempo, o Dia das Crianças tornou-se uma das datas mais fortes do calendário comercial. Brinquedos, promoções e festas movimentam o mercado. Não há problema em presentear. O problema surge quando o consumo substitui o compromisso.

As crianças esquecidas e marginalizadas não precisam apenas de bonecas e bolas. Elas precisam ser vistas, ouvidas e reconhecidas como seres humanos em formação, portadores de dignidade e potencial.

Toda criança tem direitos.
Toda criança precisa de proteção.
Toda criança necessita de cuidado físico, emocional e espiritual.


 

Um Olhar Para Belém

Ao pensar nas crianças, volto meus pensamentos à Palestina do primeiro século. Em uma pequena cidade sob o domínio do Império Romano, um jovem casal cuidava de seu filho recém-nascido.

O nome da criança era Jesus — também chamado Emanuel.

Visitantes vieram de longe. Trouxeram presentes preciosos: ouro, incenso e mirra.

Esses presentes tinham valor material e simbólico. Representavam reconhecimento, honra e propósito. O Rei dos reis foi reconhecido ainda na infância.

Mas é importante lembrar: Jesus também foi uma criança ameaçada. Precisou fugir com seus pais para escapar da violência de Herodes (Mateus 2). Desde cedo, sua vida foi marcada pela vulnerabilidade — como tantas crianças em nossos dias.


 

Que Presente Daremos?

Diante dessa realidade, precisamos perguntar:

Que presente estamos oferecendo às crianças do nosso tempo?

Precisamos:

  • Chorar pelas vidas ceifadas pela violência.
  • Clamar por justiça contra aqueles que roubam a infância.
  • Exigir políticas públicas eficazes e proteção real às crianças.
  • Construir uma sociedade que valorize o ser humano acima do consumo.
  • Ensinar valores sólidos dentro de casa e nas comunidades de fé.

A Igreja precisa olhar para Jesus e aprender com Ele o valor da criança no Reino de Deus.

“Deixem que as crianças venham a mim e não as proíbam; pois o Reino do Céu é das pessoas que são como estas crianças.”
(Mateus 19:14 — NTLH)


 

Um Chamado à Responsabilidade

As crianças não são apenas o futuro — elas são o presente.

Cuidar delas é investir em uma geração saudável, digna e preparada para construir uma sociedade melhor.

Que sejamos instrumentos nas mãos de Deus para proteger, ensinar e amar nossas crianças.

Que o presente que ofereçamos não seja apenas material, mas um legado de fé, dignidade, justiça e esperança.


 

Cláudio Eduardo M Costa

PEQUENAS MANCHAS, GRANDES CONSEQUÊNCIAS - Levítico 13 --- SMALL BLEMISHES, BIG CONSEQUENCES - Leviticus 13

 


PEQUENAS MANCHAS, GRANDES CONSEQUÊNCIAS

Levítico 13

 

Você já foi ao médico este ano?
Como estão seus exames preventivos?
Você cuida da sua saúde ou é daqueles que evitam consultas médicas por medo?

 

Essas perguntas parecem modernas, mas o princípio por trás delas é antigo. Em Levítico 13, encontramos orientações divinas sobre doenças de pele e até mesmo sobre mofo nas habitações. À primeira vista, o texto pode parecer distante da nossa realidade. No entanto, quando o entendemos dentro do seu contexto histórico, percebemos sua profunda relevância.


 

📜 O Contexto Histórico

O povo de Israel estava no deserto.
Morava em tendas.
Não havia hospitais.
Não existiam antibióticos.
O conhecimento médico era extremamente limitado.

Nesse cenário, uma doença contagiosa poderia se espalhar rapidamente e comprometer toda a comunidade.

Deus, então, estabelece princípios de saúde pública.

“Se uma pessoa tiver na pele um inchaço, tumor ou mancha que pode virar uma doença contagiosa, será levada ao sacerdote Arão ou a um dos seus filhos, os sacerdotes.”
(Levítico 13:2 — NTLH)

Aqui aprendemos algo importante: Deus se preocupa com a saúde coletiva. A fé nunca foi separada do cuidado com a vida prática.


 

👨‍⚕️ O Papel do Sacerdote

O sacerdote não fazia um julgamento precipitado. Ele examinava cuidadosamente. Havia observação, avaliação e, se necessário, isolamento temporário.

O isolamento não era punição espiritual. Era proteção.

Proteção para o indivíduo.
Proteção para a comunidade.

Uma pequena infecção poderia se tornar uma tragédia coletiva.

Deus estava ensinando o povo a lidar com problemas sérios antes que eles se tornassem incontroláveis.


 

🦠 A Lepra e o Mofo

A “lepra” mencionada em Levítico 13 não corresponde exatamente à hanseníase moderna. O termo bíblico abrangia diversas doenças de pele e até manifestações de mofo em roupas e paredes.

O princípio é claro:
pequenos sinais precisam ser examinados.

O mofo começa discreto.
A mancha começa pequena.
Mas, se ignorados, podem se espalhar.


 

🔎 A Aplicação Para os Nossos Dias

Hoje temos hospitais, vacinas, exames laboratoriais e avanços científicos que não existiam no deserto. Louvamos a Deus pela sabedoria que Ele concede ao ser humano.

Mas Levítico 13 vai além da saúde física.

Ele nos ensina que:

  • Problemas precisam ser examinados, não ignorados.
  • Pequenas falhas podem crescer.
  • O que começa discreto pode se tornar destrutivo.

Isso vale para:

  • A saúde do corpo
  • O caráter
  • Os relacionamentos
  • A vida espiritual

Pequenas mentiras.
Pequenos ressentimentos.
Pequenos pecados.

Nada disso deve ser romantizado.

O que começa na “pele” pode atingir toda a comunidade.


 

⚠️ Um Alerta Espiritual

Levítico 13 nos lembra que negligenciar pequenos sinais é perigoso.

Examine.
Observe.
Trate antes que se espalhe.

Não ignore manchas na sua caminhada cristã.
Não ignore áreas frágeis do seu caráter.
Não ignore sinais de distanciamento na sua intimidade com Deus.

O que começa pequeno pode crescer.


 

Que o Senhor nos dê discernimento para reconhecer as “manchas” enquanto ainda são pequenas — e coragem para tratá-las antes que se tornem grandes.

Deus abençoe plenamente o seu dia.


 

Cláudio Eduardo M Costa

sábado, 21 de fevereiro de 2026

QUANDO A FAMÍLIA SE AFASTA: O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM O POVO DE DEUS? (What Is Happening to God’s People?)

 


QUANDO A FAMÍLIA SE AFASTA: O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM O POVO DE DEUS?

“Porque o meu povo é inclinado a rebelar-se contra mim; se são chamados a dirigir-se para o alto, ninguém o faz”.  (Oséias 11:7 NTLH)

 

A pergunta ecoa com força em nossos dias:

O que está acontecendo com o povo de Deus?

 

Ao longo da história, muitas discussões tentaram definir quem é o povo de Deus. Doutrinas, tradições e estruturas organizacionais são importantes. No entanto, antes de qualquer definição institucional, a Bíblia nos ensina que o relacionamento com Deus é, acima de tudo, pessoal.

Organização é importante.
Mas intimidade é essencial.


 

Deus: Senhor, Libertador e Pai

No Antigo Testamento, Deus é chamado de Senhor dos Exércitos.
Ele se revela como o “Eu Sou” (Êxodo 3).
É o Deus que cura, que liberta e que conduz o seu povo.

Mas foi Jesus quem nos ensinou a forma mais profunda de relacionamento com Deus: um relacionamento familiar.

Ele nos ensinou a chamá-lo de PAI.

Esse Pai não é abusivo, controlador ou distante.
Ele ama intensamente.
Ele cuida.
Ele concede liberdade — inclusive a liberdade de escolha, com suas consequências.

Talvez, em vez de falarmos apenas “povo de Deus”, devêssemos lembrar que somos:

Família de Deus


 

A Condição de Permanecer na Família

Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, o relacionamento de Deus com a humanidade é apresentado como o de um Pai com muitos filhos.

E a condição é clara: OBEDIÊNCIA.

Os descendentes de Abraão falharam em sua missão.
Desviaram-se.
Foram seduzidos pela idolatria e pela cultura ao redor.

Ao lermos essa história, muitas vezes perguntamos:

— Como eles puderam se afastar do Senhor?

Mas talvez a pergunta mais honesta seja:

— Estamos tão diferentes deles?


 

A Atualidade da Mensagem de Oséias

O livro de Oséias revela um povo obstinado, decidido a fazer o que era errado aos olhos de Deus.

Eles queriam ser como as outras nações.
Queriam ser modernos.
Queriam ser aceitos.

A idolatria não era apenas religiosa; era cultural, moral e social.

Hoje, corremos o mesmo risco.

Muitas vezes mantemos rituais semanais, mas negligenciamos a intimidade com o Pai. Cumprimos agendas religiosas, mas esquecemos a transformação pessoal.


 

Crescimento Numérico x Transformação Real

Nas últimas décadas, o número de evangélicos no Brasil cresceu significativamente. No entanto, os desafios sociais permanecem:

  • Violência crescente
  • Exploração do próximo
  • Dependência química
  • Desigualdade social

O crescimento numérico não garante maturidade espiritual.

Ser parte da Família de Deus exige mais do que um título — exige caráter transformado.


 

Um Chamado ao Retorno

Se carregamos o nome da Família de Deus, se declaramos que o Senhor é nosso Pai, então precisamos viver como filhos e filhas do grande “Eu Sou”.

Isso significa:

  • Intimidade com Deus
  • Obediência à Palavra
  • Testemunho coerente
  • Compromisso com a missão

Não é tempo de religiosidade superficial.
É tempo de retorno ao Pai.


 

Que o Senhor nos desperte.
Que Ele nos conduza de volta ao centro da Sua vontade.
E que a Família de Deus viva de maneira digna do Nome que carrega.



Cláudio Eduardo M Costa

A COISA ESTÁ FEIA! — CADÊ A IGREJA? - - Things are bad! Where's the church?

 



A COISA ESTÁ FEIA!

 — CADÊ A IGREJA?

 

Um chamado à responsabilidade profética e ao compromisso com a nossa geração

Vivemos dias difíceis. A dor social se multiplica, as desigualdades se aprofundam e a sensação de abandono cresce em muitas comunidades. Diante disso, surge uma pergunta inevitável:

Qual é o papel da Igreja em tempos como estes?

Ao longo da história, a Igreja enfrentou perseguições, crises políticas e períodos de silêncio constrangedor. Em Atos dos Apóstolos, vemos um momento de intensa perseguição:

“Saulo ia de casa em casa, arrastava homens e mulheres e os jogava na cadeia. No entanto, os seguidores que tinham sido espalhados anunciavam a mensagem por toda parte.”
(Atos 8:3-4 — NTLH)

Mesmo pressionada, a Igreja não deixou de anunciar nem de agir.


 

Igreja e História: Lições que Não Podemos Ignorar

A história do Brasil registra momentos complexos, como o período iniciado em 1964. Houve apoio popular e institucional naquele momento, mas o que se seguiu revelou graves violações de direitos, censura e perseguições.

É fato que, em muitos momentos da história, parte da Igreja permaneceu silenciosa diante de injustiças. Outras vozes, porém, se levantaram. A história nos ensina que omissão também comunica algo.

A pergunta que fica é:

Qual será o nosso papel hoje?


 

Religião Vazia ou Compromisso Verdadeiro?

O profeta Isaías confrontou um povo religioso, mas distante da prática da justiça:

“Autoridades de Jerusalém, escutem o que o Senhor diz! Povo de Jerusalém, prestem atenção no ensinamento do nosso Deus!”
(Isaías 1:10 — NTLH)

Isaías denunciava uma fé cheia de rituais, mas vazia de compromisso com a justiça e com o próximo.

Não corremos o mesmo risco? Igrejas cheias aos domingos, mas ausentes nas dores da semana?


O Modelo de Jesus

Jesus assumiu claramente um papel social e restaurador. Ao ler o profeta Isaías na sinagoga, declarou:

“O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me escolheu para levar boas notícias aos pobres. Ele me enviou para anunciar liberdade aos presos, dar vista aos cegos, libertar os que estão sendo oprimidos e anunciar que chegou o tempo da salvação.”
(Lucas 4:18-19 — NTLH)

A missão de Cristo envolvia transformação espiritual — mas também dignidade, cuidado e restauração.


 

A Realidade Atual: Onde Está a Igreja?

Hoje enfrentamos desafios profundos:

  • Hospitais públicos sobrecarregados e atendimento precário.
  • Sistema prisional marcado por superlotação e desumanização.
  • Educação pública fragilizada, com desigualdades estruturais.
  • Idosos abandonados e invisibilizados.
  • Pessoas em situação de rua lutando pela sobrevivência.

A Igreja não pode se limitar ao discurso. Precisa ser presença.

A salvação é pela graça, mas quem experimenta essa graça demonstra compromisso com a justiça.

“Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam.”
(Mateus 7:12 — NTLH)


 

O Que é Ação Profética?

Ação profética não é gritar palavras de ordem.
É viver o Evangelho com coragem.

Os profetas do Antigo Testamento denunciavam injustiças e chamavam o povo ao arrependimento. Hoje, isso significa:

  • Defender a dignidade humana.
  • Cuidar dos vulneráveis.
  • Combater pequenas e grandes injustiças.
  • Ser presença ativa na comunidade.

Precisamos deixar de lado paixões partidárias que dividem e assumir o compromisso do Reino que transforma.


 

Há Esperança — E Ela Já Está em Movimento

Graças a Deus, há homens e mulheres — muitos anônimos — que têm vivido o Evangelho na prática:

  • Pessoas que resgatam dependentes químicos.
  • Igrejas que mantêm casas de acolhimento.
  • Voluntários que servem em instituições de longa permanência para idosos.
  • Capelanias que atuam nos presídios.
  • Grupos que distribuem alimento e dignidade nas madrugadas.

Esses testemunhos mostram que o Reino está em ação.


 

O Juízo e a Responsabilidade

Jesus nos deixou um alerta sério:

“Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quando vocês fizeram isso ao mais humilde dos meus irmãos, foi a mim que fizeram.”
(Mateus 25:40 — NTLH)

Nossa fé será evidenciada pelas nossas ações.

Estamos fazendo algo.
Mas será suficiente?


 

É Hora de Avançar

Não é tempo de recuar.
É tempo de ampliar.

Tempo de unir oração e ação.
Tempo de anunciar e servir.
Tempo de ser Igreja além das paredes.

 

Que sejamos ovelhas do Pastor por excelência — Jesus Cristo.

Que nos juntemos a Deus no cuidado com o próximo.

Porque a coisa está feia.

E o mundo precisa ver onde está a Igreja.


 

Cláudio Eduardo M Costa

PROTEGIDA PELA LEI: O VALOR DA MULHER NA PERSPECTIVA BÍBLICA. Levítico 12

 


PROTEGIDA PELA LEI: O VALOR DA MULHER NA PERSPECTIVA BÍBLICA

Levítico 12

 

Ao chegarmos ao capítulo 12 de Levítico, somos convidados a uma leitura atenta e cuidadosa. Sem observar o contexto histórico em que o texto foi escrito, corremos o risco de tirar conclusões precipitadas — especialmente quando o assunto é a dignidade da mulher.

Antes de qualquer análise, precisamos lembrar o fundamento bíblico da criação:

“Assim Deus criou os seres humanos; ele os criou parecidos com Deus. Ele os criou homem e mulher.”
(Gênesis 1:27 — NTLH)

Homens e mulheres foram criados à imagem de Deus. A dignidade da mulher não começa na cultura, mas na criação.


 

O Contexto de Levítico 12

Levítico 12 trata do período após o parto. O texto afirma:

“O Senhor Deus deu a Moisés as seguintes leis para o povo de Israel.”
(Levítico 12:1 — NTLH)

É importante perceber que a orientação é dada a todo o povo. A lei não é contra a mulher, mas a favor dela.

O capítulo diz:

“Quando uma mulher der à luz um filho, ficará impura sete dias…”
(Levítico 12:2 — NTLH)

E ainda:

“Depois disso, por causa da perda de sangue, ela ficará impura por mais trinta e três dias…”
(Levítico 12:4 — NTLH)

A palavra “impura”, nesse contexto, não significa pecado ou inferioridade espiritual. Trata-se de uma condição biológica ligada ao parto e ao sangramento. Em uma sociedade sem os recursos médicos e sanitários que temos hoje, essa legislação funcionava como proteção.


 

Proteção, Descanso e Dignidade

O que Deus estava fazendo em Levítico 12?

  • Estabelecendo um período de resguardo.
  • Protegendo a mulher de esforços excessivos.
  • Preservando sua saúde física e emocional.
  • Reduzindo riscos de infecção.
  • Garantindo tempo para vínculo com o recém-nascido.

Na antiguidade, a mortalidade materna e infantil era altíssima. O parto era um momento de grande vulnerabilidade. Deus, então, estabelece limites que asseguram cuidado e dignidade.

Em outras culturas antigas, nascimento, casamento e morte eram eventos marcantes e carregados de rituais. Em Israel, porém, esses momentos estavam sob a orientação de um Deus cuidador.

Levítico 12 revela um Deus atento aos detalhes do corpo e da vida da mulher.


 

Jesus: A Continuidade do Cuidado

Ao caminharmos pela narrativa bíblica, vemos que esse cuidado se manifesta plenamente na pessoa de Jesus.

Ele respeita sua mãe.
Ele acolhe a mulher acusada de adultério.
Ele restaura a mulher que sofria havia doze anos com uma hemorragia.

Jesus não marginaliza — Ele dignifica.

O mesmo Deus que estabelece proteção em Levítico 12 é o Deus que, em Cristo, reafirma o valor da mulher.


 

Igualdade em Cristo

O apóstolo Paulo declara:

“Pois vocês foram batizados para ficarem unidos com Cristo e assim se revestiram com as qualidades do próprio Cristo. Desse modo não existe diferença entre judeus e não judeus, entre escravos e pessoas livres, entre homens e mulheres; todos vocês são um só por estarem unidos com Cristo Jesus.”
(Gálatas 3:27-28 — NTLH)

Em Cristo, não há hierarquia de valor. Há unidade.


 

Aplicações para os Nossos Dias

Levítico 12 nos ensina que:

  • O tempo da mulher deve ser respeitado.
  • Sua saúde física e emocional deve ser protegida.
  • Nenhuma forma de opressão ou desvalorização pode ser tolerada — nem na sociedade, nem dentro da igreja.

Deus estabelece limites para preservar a vida, a intimidade e a integridade.

O Deus santo é também um Deus cuidador.

Que possamos aprender com as Escrituras a honrar, valorizar e proteger aquilo que Deus criou com dignidade.

Que Deus abençoe o seu dia.


 

Cláudio Eduardo M. Costa
Pastor

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

“NÃO É SOBRE COMIDA — É SOBRE IDENTIDADE!” - Levítico 11 - "It's Not About Food — It's About Identity!" Leviticus 11

 


“NÃO É SOBRE COMIDA

— É SOBRE IDENTIDADE!”

Levítico 11

 

Você já parou para pensar que Deus se importa até mesmo com o que comemos — ou deixamos de comer?

 

À primeira vista, Levítico 11 parece tratar apenas de regras alimentares. Porém, o propósito do texto vai muito além da saúde física. O capítulo revela que Deus estava ensinando Seu povo a viver de forma diferente, destacando que a santidade é uma questão de identidade e pertencimento.

 

Santidade é identidade, não aparência

Santidade não é apenas aparência externa.
Não é somente a forma de se vestir, falar ou frequentar a igreja aos domingos.

Santidade é a identidade que carregamos no dia a dia. É a partir dessa identidade que decidimos:

  • Como nos vestir
  • O que comer
  • O que falar
  • Como agir

Quando penso em santidade, penso no Deus que é santo e que nos chama para uma experiência real com Ele.

 

O contexto de Levítico 11

O povo de Israel estava no deserto, em processo de formação espiritual e nacional. Deus institui distinções entre animais puros e impuros não apenas por razões alimentares, mas para marcar a identidade do Seu povo e afastá-lo das práticas pagãs do Egito e das outras nações.

A dieta era um lembrete diário: vocês pertencem a Mim.

A própria Palavra afirma:

“Não se tornem impuros nem fiquem imundos por causa desses animais.”
(Levítico 11:43 — NTLH)

“Eu sou o Senhor, o Deus de vocês; dediquem-se a mim e sejam santos, porque eu sou santo.”
(Levítico 11:44 — NTLH)

“Eu sou o Senhor, que os tirei do Egito para ser o Deus de vocês. Portanto, sejam santos, porque eu sou santo.”
(Levítico 11:45 — NTLH)

Deus estava separando Israel das nações pagãs e ensinando algo profundo:
A santidade se vive no cotidiano, não apenas nos momentos de culto, oferta ou celebração.


 

E hoje? Precisamos seguir essa dieta?

No Novo Testamento, Jesus amplia a compreensão da santidade. Ele declara:

“Não é o que entra pela boca que faz com que alguém fique impuro; mas o que sai da boca é que faz com que fique impuro.”
(Mateus 15:11 — NTLH)

Jesus ensina que a boca fala do que o coração está cheio. A santidade não se limita ao exterior; ela começa no interior.

Depois da ascensão de Cristo, Deus também ensina a Pedro que o evangelho não está restrito a um povo específico. Em uma visão, Pedro vê um lençol cheio de animais considerados impuros e ouve:

“Não chame de impuro aquilo que Deus purificou.”
(Atos 10:15 — NTLH)

Atos 10 revela que a salvação agora alcança todas as pessoas. A santidade deixa de estar associada a uma dieta alimentar e passa a estar relacionada a um coração transformado por Cristo.


Aplicações para nós hoje

1.    Guarde o seu coração.
O que você tem alimentado na sua mente e no seu interior?

2.    Cuide das suas palavras.
Elas revelam quem você realmente é.

3.    Viva em obediência diária.
Santidade é constância, não evento.

Os princípios continuam os mesmos:

“Sejam santos, porque eu sou santo.”
(Levítico 11:44 — NTLH)

A pergunta não é apenas se você começou uma dieta alimentar.
A pergunta é:

👉 Você já começou a sua dieta espiritual?
👉 O que você tem permitido entrar no seu coração?

Que possamos buscar uma vida de santidade verdadeira, fundamentada na Palavra e vivida na presença de Deus.

Fique com Deus neste dia.


 

Cláudio Eduardo M Costa
Pastor

UMA OFERTA QUE CABE NO CORAÇÃO... - Levítico 14

  UMA OFERTA QUE CABE NO CORAÇÃO Levítico 14   Você já ouviu a frase: “Eu não tenho nada para oferecer” ? Muitas vezes, na igreja,...