terça-feira, 3 de novembro de 2026

O MEDO NÃO VAI ME PARAR! - SALMO 121 -

 


O MEDO NÃO VAI ME PARAR!

SALMO 121

 

Você sai de casa todos os dias com tranquilidade? Ou, ao fechar a porta e começar sua caminhada, o medo já está tomando conta dos seus pensamentos? Os perigos da cidade, a violência nas ruas, a insegurança nos caminhos e a preocupação com a família têm feito você viver constantemente preocupado?

Talvez você me responda: não se trata de medo, mas de prevenção. Afinal, a insegurança está muito grande! E você tem razão quando reconhece que precisamos tomar cuidados e agir com prudência. Entretanto, precisamos perguntar: estamos sendo prudentes ou estamos nos tornando reféns do medo?

Hoje quero convidar você a caminhar comigo pelo Salmo 121. Vamos descobrir em quem devemos colocar nossa confiança e como podemos enfrentar as inseguranças da vida sem permitir que o medo determine nossos passos.

O Salmo 121 é conhecido como um Cântico de Peregrinação. Ele faz parte de uma coleção de quinze salmos, do 120 ao 134, que eram utilizados pelo povo de Israel em suas peregrinações a Jerusalém. Essas viagens aconteciam especialmente por ocasião das grandes celebrações religiosas, conforme encontramos em Deuteronômio 16:16.

Imagine aquelas pessoas caminhando por estradas, atravessando regiões montanhosas, enfrentando o cansaço e os perigos de uma longa viagem. Havia riscos naturais e ameaças de violência, e os peregrinos precisavam confiar no Senhor durante todo o percurso.

É nesse contexto que encontramos uma declaração extraordinária de fé. O salmista não está afirmando que a caminhada era livre de perigos. Ele está declarando que sua confiança estava em Deus!

E quando olhamos para as grandes cidades de hoje, percebemos como essa mensagem continua atual. Talvez você não esteja caminhando pelas estradas de Israel, mas enfrenta diariamente os desafios de viver em uma sociedade marcada pela violência e pela insegurança. As preocupações fazem parte da nossa realidade e, muitas vezes, mexem com nossas emoções, nossos relacionamentos e nossa tranquilidade.

Precisamos aprender a distinguir os cuidados necessários do medo exagerado que nos paralisa.

O salmista começa com uma pergunta:

"Elevo os meus olhos para os montes: de onde me virá o socorro?" (Salmo 121:1 — NAA).

Que pergunta interessante! É como se ele estivesse olhando para o caminho à sua frente e perguntando: de onde virá a minha proteção? Quem poderá me ajudar durante essa caminhada?

A resposta vem imediatamente:

"O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra." (Salmo 121:2 — NAA).

Que declaração maravilhosa! A segurança daqueles peregrinos não estava na ausência de perigos, mas na confiança que depositavam no Senhor, o Criador de todas as coisas.

Quando olhamos para o nosso mundo, percebemos que a maldade, a violência e as injustiças são realidades que assustam a humanidade. A Bíblia nos ensina que o pecado está presente na experiência humana e produz consequências terríveis em nossa sociedade. Entretanto, nossa esperança não está na capacidade de controlar todas as circunstâncias, mas na confiança em Deus e em Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.

E quando penso em Jesus, lembro-me do momento em que ele ensinava seus discípulos sobre as preocupações da vida. Em Mateus 6:25-34, Jesus fala sobre a ansiedade, as necessidades diárias e o cuidado do Pai celestial.

No versículo 34, encontramos uma orientação muito importante:

"Portanto, não se preocupem com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal." (Mateus 6:34 — NAA).

Jesus está nos ensinando a viver um dia de cada vez. Isso não significa abandonar o planejamento, deixar de trabalhar ou ignorar nossas responsabilidades. Significa não permitir que as preocupações com o futuro roubem a oportunidade de viver o presente com fé e confiança em Deus.

A ansiedade pode nos fazer sofrer antecipadamente por situações que ainda nem aconteceram. Por isso, precisamos aprender a entregar nossas preocupações ao Senhor e buscar nele a força necessária para cada dia.

Mas existe outra questão importante: quando procuramos segurança, que tipo de paz estamos buscando? Uma paz construída sobre o medo, a violência e a tentativa de controlar tudo ao nosso redor? Ou a paz que Jesus oferece?

Em João 14:27, Jesus declara:

"Deixo com vocês a paz, a minha paz lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. Que o coração de vocês não fique angustiado nem com medo." (João 14:27 — NAA).

Observe que Jesus não está prometendo uma vida sem dificuldades. Ele está oferecendo uma paz que não depende da ausência de problemas. É a paz que nasce de um relacionamento de confiança e intimidade com ele.

A palavra medo aparece em nossa experiência humana, mas não precisamos permitir que ela governe nossa existência. Podemos enfrentar situações difíceis sem perder a esperança, porque nossa vida está nas mãos do Senhor.

Entretanto, precisamos compreender uma coisa: confiar em Deus não significa abandonar os cuidados necessários.

Nossa confiança não pode ser uma justificativa para agir com irresponsabilidade, ignorar os perigos ou desprezar as orientações de segurança. Precisamos agir com sabedoria, tomar precauções, ouvir conselhos e utilizar os recursos de proteção que estão à nossa disposição.

A fé não elimina nossa responsabilidade. Pelo contrário, ensina-nos a enfrentar a realidade com coragem, prudência e discernimento.

E quando pensamos nessa caminhada, encontramos outra promessa maravilhosa de Jesus. No encerramento do Evangelho de Mateus, depois de orientar seus discípulos a fazerem discípulos de todas as nações, ele lhes assegura sua presença:

"E eis que estou com vocês todos os dias até o fim dos tempos." (Mateus 28:20b — NAA).

Que promessa extraordinária! Não estamos sozinhos. Caminhamos com Jesus! Ele está conosco nos dias tranquilos e também naqueles em que precisamos enfrentar grandes dificuldades.

O Salmo 121 continua apresentando essa segurança quando declara:

"O Senhor é quem guarda você; o Senhor é a sombra à sua direita. De dia não lhe fará mal o sol, nem de noite, a lua." (Salmo 121:5-6 — NAA).

E o versículo 7 completa:

"O Senhor guardará você de todo mal; guardará a sua alma." (Salmo 121:7 — NAA).

É Deus quem cuida de nós! E quando leio essa declaração, lembro-me novamente de Jesus, que apresenta a imagem do pastor que conhece suas ovelhas e cuida delas.

Em João 10:27-28, Jesus declara:

"As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão." (João 10:27-28 — NAA).

Aqui encontramos uma das mais profundas expressões de segurança que podemos experimentar: pertencemos a Cristo! Somos conhecidos por ele, ouvimos sua voz e somos chamados a segui-lo.

Mas existe ainda uma responsabilidade que não podemos esquecer.

Se desejamos viver em cidades mais seguras, precisamos contribuir para que as pessoas ao nosso redor encontrem cuidado, respeito, solidariedade e esperança. Os seguidores de Jesus Cristo não podem ser indiferentes à insegurança que aflige as famílias.

Precisamos ser comunidades de acolhimento, cuidado e esperança!

A igreja não pode fechar os olhos para o sofrimento das pessoas. Precisamos acolher famílias, cuidar das crianças, proteger os mais vulneráveis, apoiar aqueles que enfrentam dificuldades e anunciar o Evangelho de Jesus Cristo.

Nossa fé precisa ser percebida em nossas atitudes. Não basta falar sobre o amor de Deus; precisamos demonstrá-lo por meio de relacionamentos, ações e compromissos concretos com a vida.

Somos chamados a confiar em Deus e também a ser instrumentos do seu cuidado na sociedade em que estamos inseridos.

O Salmo 121 termina com uma afirmação linda e maravilhosa. No versículo 8, encontramos esta promessa:

"O Senhor guardará a sua saída e a sua entrada, desde agora e para sempre." (Salmo 121:8 — NAA).

Por isso, quero convidar você a guardar essa palavra no coração. Não sabemos como será o dia de amanhã, nem o que encontraremos no próximo minuto da nossa caminhada. Mas sabemos em quem podemos confiar!

Nossa segurança não está na ausência de perigos, na capacidade de controlar todas as circunstâncias ou na ilusão de que nada de ruim poderá acontecer. Nossa segurança está no Senhor, que permanece conosco e nos sustenta em todos os momentos.

O MEDO PODE ATÉ APARECER, MAS NÃO PRECISA DETERMINAR OS NOSSOS PASSOS!

Confie no Senhor, caminhe com prudência, cuide de sua família e seja uma presença de esperança na vida das pessoas.

Vamos juntos proclamar a verdade do Evangelho!

O MEDO NÃO VAI ME PARAR! Meu socorro vem do Senhor, e é nele que encontro forças para continuar caminhando.

Que Deus abençoe sua vida e sua família. Caminhe com fé, viva com prudência e compartilhe esperança!

 

CLÁUDIO EDUARDO M COSTA

HUMANIZANDO COMPAIXÃO

Uma jornada de fé, esperança e compromisso com a vida.

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

DEUS NOS OUVE NA ANGÚSTIA E NOS CHAMA À PAZ! - SALMO 120 -

 


DEUS NOS OUVE NA ANGÚSTIA E NOS CHAMA À PAZ!

SALMO 120

 

Você sabia que Deus nos ouve nos momentos de angústia? Sabia que podemos pedir ao Senhor que nos livre da falsidade e das palavras enganadoras? E que, mesmo vivendo em um mundo marcado por conflitos, somos chamados a ser instrumentos de paz?

É uma alegria ter você conosco em mais um dia da nossa Caminhada Bíblica 2026, nos 150 dias lendo o Livro de Salmos.

Hoje, nossa leitura é o Salmo 120, o primeiro dos chamados Cânticos de Romagem ou Cânticos de Subida.

Esses quinze salmos, do 120 ao 134, eram utilizados pelo povo de Israel em suas peregrinações a Jerusalém, especialmente nas ocasiões de celebração e adoração. Jerusalém era o destino dos peregrinos. Ali estava o templo, lugar de reunião e adoração ao Senhor. A caminhada representava também uma expressão de fé, dependência e confiança em Deus.

Hoje, compreendemos que nossa adoração não está limitada a um lugar físico. Em 1 Coríntios 6:19, a Palavra de Deus nos ensina que o nosso corpo é templo do Espírito Santo. Isso significa que nossa vida deve expressar adoração ao Senhor em todos os lugares e circunstâncias. Adoramos a Deus quando estamos reunidos na igreja, mas também quando estamos em casa, no trabalho, na escola e em nossos relacionamentos cotidianos.

Ao olharmos para o Salmo 120, encontramos uma mensagem muito especial. O salmista começa com uma declaração de confiança:

"Na minha angústia, clamei ao Senhor, e ele me ouviu." (Salmo 120:1 — NAA).

Que declaração maravilhosa! Observe a certeza e a convicção presentes nessas palavras. A angústia existe. Enfrentamos problemas, atravessamos dificuldades, experimentamos decepções e, algumas vezes, não conseguimos compreender o que está acontecendo ao nosso redor. Entretanto, existe uma verdade que não podemos esquecer: podemos clamar ao Senhor, porque ele nos ouve!

Quando compreendemos que Deus escuta nossas orações, aprendemos que não precisamos enfrentar os problemas sozinhos. Caminhar com o Senhor é uma decisão de fé. Ele conhece nossa história, sabe das circunstâncias que estamos enfrentando, acolhe nosso clamor e permanece conosco, mesmo quando não encontramos respostas imediatas.

Primeira lição: quando a angústia chegar, não deixe de clamar ao Senhor. Ele ouve você!

Mas o Salmo 120 apresenta uma segunda questão muito importante. No versículo 2, o salmista faz um pedido de livramento:

"Senhor, livra-me dos lábios mentirosos, da língua enganadora." (Salmo 120:2 — NAA).

Que pedido necessário! O salmista está enfrentando uma realidade marcada pela falsidade, por palavras enganosas e por pessoas que utilizam a mentira para alcançar seus próprios objetivos.

E como essa mensagem continua atual!

Vivemos em uma sociedade na qual as informações circulam em uma velocidade impressionante. As redes sociais ampliaram nossas possibilidades de comunicação, mas também facilitaram a produção e a divulgação de informações falsas, acusações sem fundamento e conteúdos manipulados.

Precisamos desenvolver filtros para avaliar aquilo que recebemos. Antes de compartilhar uma notícia, precisamos perguntar: essa informação é verdadeira? Qual é a sua origem? Existe alguma intenção de manipular, prejudicar ou destruir a reputação de alguém?

Não estamos falando simplesmente da falta de conhecimento ou da ausência de informação. Estamos falando da falsidade deliberada, da utilização consciente de palavras e informações enganosas para alcançar determinados objetivos.

As chamadas fakes news são um exemplo contemporâneo desse problema. Muitas vezes, são produzidas ou compartilhadas intencionalmente para manipular opiniões, provocar conflitos, destruir relacionamentos e ferir pessoas.

Por isso, precisamos fazer nossa a oração do salmista: Senhor, livra-nos dos lábios mentirosos e das línguas enganadoras! Livra-nos da falsidade que nos cerca e dá-nos discernimento para reconhecer aquilo que não corresponde à verdade.

A manipulação da informação é um dos grandes desafios da sociedade contemporânea. E a Palavra de Deus nos ensina que nossas palavras precisam estar comprometidas com a verdade.

Existe aqui uma segunda lição que precisamos guardar: não permita que a falsidade dos outros determine a sua maneira de viver.

Mesmo quando somos vítimas de injustiças, precisamos permanecer comprometidos com Deus, com sua Palavra e com a verdade.

Existe uma terceira lição que merece nossa atenção: somos chamados para a paz!

Nos versículos 6 e 7, o salmista revela sua tristeza por viver entre pessoas que não desejam a paz. Ele declara:

"Já há tempo demais que habito com aqueles que odeiam a paz. Sou pela paz; quando, porém, eu falo, eles teimam pela guerra." (Salmo 120:6-7 — NAA).

Que contraste! O salmista deseja a paz, mas está cercado por pessoas que insistem no conflito.

Essa realidade também está presente em nossos dias. Existem pessoas que alimentam divisões, transformam diferenças em motivos para hostilidade e utilizam as palavras como instrumentos de agressão.

Entretanto, o Deus a quem servimos é o Deus da paz. Somos chamados a viver em amor, respeito, reconciliação e cuidado uns com os outros.

Isso não significa que precisamos pensar da mesma maneira em todas as situações. Temos o direito de apresentar opiniões diferentes, de discordar e de defender nossas convicções. Mas não temos o direito de transformar nossas diferenças em motivos para odiar, humilhar ou destruir outras pessoas.

Podemos pensar diferente sem deixar de amar. Podemos discordar sem transformar o relacionamento em uma guerra.

O profeta Jeremias apresenta uma orientação extraordinária para essa realidade. Em Jeremias 29:7, encontramos uma palavra dirigida aos israelitas que estavam vivendo no exílio, na Babilônia. Mesmo em uma terra estranha, enfrentando circunstâncias difíceis, eles receberam uma orientação do Senhor:

"Procurem a paz da cidade para onde eu os deportei e orem por ela ao Senhor; porque na sua paz vocês terão paz." (Jeremias 29:7 — NAA).

Observe a profundidade desse ensinamento! O povo de Israel estava longe de sua terra, vivendo em uma sociedade diferente daquela à qual pertencia. Ainda assim, Deus os orientou a buscar a paz daquela cidade e a orar por ela.

Isso nos ensina que não podemos esperar que todas as circunstâncias sejam favoráveis para assumir nosso compromisso com a paz. Mesmo em ambientes difíceis, somos chamados a trabalhar pelo bem das pessoas e das comunidades onde vivemos.

E quando penso nessa responsabilidade, lembro-me também das palavras do profeta Isaías. Em Isaías 2:3-4, encontramos uma visão extraordinária: as nações aprendendo os caminhos do Senhor e transformando suas espadas em relhas de arado e suas lanças em podadeiras.

É uma imagem maravilhosa! Instrumentos utilizados para destruir sendo transformados em instrumentos para produzir vida. A guerra dando lugar à paz. A violência cedendo espaço à construção de um futuro melhor.

Que visão precisamos recuperar em nossos relacionamentos!

Não fomos chamados para alimentar conflitos, espalhar falsidades ou promover divisões. Fomos chamados para compartilhar o amor de Cristo, viver a verdade e construir caminhos de reconciliação.

Lembro-me de um antigo hino do Cantor Cristão que expressa essa realidade ao nos apresentar como peregrinos e embaixadores do Reino de Deus. Somos representantes de uma mensagem de reconciliação. Em 2 Coríntios 5:18-20, o apóstolo Paulo nos ensina que Deus nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos confiou o ministério da reconciliação.

Essa é a nossa missão!

Quem experimentou a reconciliação com Deus por meio de Jesus Cristo é chamado a compartilhar esse amor com as pessoas ao seu redor.

O Senhor nos ouve na angústia, nos ensina a rejeitar a falsidade e nos convoca a viver pela paz.

Que nossas palavras não destruam reputações, mas construam relacionamentos. Que nossas atitudes não alimentem guerras, mas promovam a reconciliação. Que nossa presença seja uma oportunidade de manifestar o amor de Cristo.

Não podemos controlar todas as circunstâncias ao nosso redor, mas podemos escolher como vamos nos relacionar com as pessoas que Deus coloca em nosso caminho.

 

CLÁUDIO EDUARDO M COSTA

domingo, 1 de novembro de 2026

DEUS CONTINUA CUIDANDO DE NÓS! — SALMO 119:153-176 —



DEUS CONTINUA CUIDANDO DE NÓS!

SALMO 119:153-176 — NAA

01 DE NOVEMBRO DE 2026

Olá! Outubro ficou para trás e novembro chegou!

Parece que o tempo está correndo cada vez mais depressa. E quero começar nossa conversa de hoje com uma pergunta: se você pudesse escolher apenas uma coisa para levar consigo neste mês de novembro, o que escolheria? Mais dinheiro, saúde, segurança, boas notícias ou esperança?

Estamos vivendo dias em que muitas pessoas estão perdendo a esperança e sendo dominadas pelo medo. As incertezas parecem aumentar, as preocupações se multiplicam e, muitas vezes, temos a impressão de que estamos perdendo o controle da própria vida.

Somos uma geração extremamente acelerada, que vive correndo, mas nem sempre sabe para onde está indo. Existem cobranças, metas a serem alcançadas, resultados que precisam ser apresentados e expectativas que parecem nunca terminar. É uma pressão muito grande sobre a humanidade!

Espero que isso não esteja acontecendo com você. E, se estiver, desejo que encontre sua vida firmada na esperança que temos em Cristo Jesus.

Por isso, quero convidar você a começar novembro agradecendo a Deus. Agradeça pelo mês de outubro, pelas conquistas, mas também pelas dificuldades, pelos problemas e pelas incompreensões. Agradeça porque, mesmo nos momentos mais difíceis, você não esteve sozinho nessa caminhada.

Deus esteve presente, cuidando de você!

Agora, novembro está diante de nós e podemos começar este novo mês com esperança. Afinal, quando depositamos nossa confiança em Deus, temos uma certeza: independentemente das circunstâncias, não estamos sozinhos. Caminhamos com o Senhor, que nos sustenta e fortalece quando nossas forças parecem estar chegando ao fim.

A Bíblia nos ensina que a esperança não nos decepciona, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo (Romanos 5:5 — NAA).

Pensando nisso, estamos chegando ao final da leitura do Salmo 119. Meu convite é que você leia os versículos 153 a 176 e permita que essa oração também se transforme em uma expressão da sua fé.

Vamos valorizar a Palavra de Deus! Vamos buscar intimidade com o Senhor por meio das Escrituras. Que a Bíblia seja nossa referência de fé, nosso fundamento para as escolhas e nossa orientação para a vida diária.

O salmista apresenta uma oração marcada pela confiança na misericórdia de Deus.

Observe o que encontramos no versículo 156:

“Muitas, Senhor, são as tuas misericórdias; vivifica-me, segundo os teus juízos.” (Salmo 119:156 — NAA).

O salmista reconhece a grandeza das misericórdias do Senhor e pede que Deus preserve sua vida.

Essa declaração nos faz lembrar o profeta Jeremias, que, em meio a um cenário de sofrimento e destruição, reconheceu que as misericórdias do Senhor não têm fim e se renovam a cada manhã (Lamentações 3:22-23 — NAA).

Que ensinamento precioso!

Muitas vezes, passamos tanto tempo reclamando daquilo que nos falta que nos esquecemos de reconhecer o Deus que está ao nosso lado, cuidando de nós.

Que tal começar novembro com uma oração semelhante à do salmista?

Obrigado, Senhor, pelas tuas muitas misericórdias! Obrigado porque tua fidelidade não depende das circunstâncias e porque posso continuar caminhando contigo!

Vamos observar também o versículo 162:

“Alegro-me nas tuas promessas, como quem acha grandes despojos.” (Salmo 119:162 — NAA).

A alegria do salmista está nas promessas do Senhor. Ele encontra na Palavra um tesouro de valor extraordinário.

Em nossos dias, tantas pessoas procuram a felicidade nas conquistas materiais, no reconhecimento, no sucesso profissional e na aprovação dos outros. Entretanto, o salmista nos ensina que existe uma alegria muito mais profunda: aquela que nasce de uma vida de relacionamento e confiança em Deus.

É extraordinário caminhar com o Senhor e descobrir, diariamente, a riqueza de suas promessas!

Mas o versículo 165 também tem algo muito importante a nos ensinar:

“Grande paz têm os que amam a tua lei; para eles não há nada que os faça tropeçar.” (Salmo 119:165 — NAA).

Que declaração maravilhosa!

O amor não pode ficar restrito ao sentimento. O verdadeiro amor também se manifesta em atitudes, escolhas e compromissos.

A própria Bíblia nos ensina que Deus demonstrou seu amor por nós enviando Cristo para morrer em nosso favor, quando ainda éramos pecadores (Romanos 5:8 — NAA).

Quando o salmista declara seu amor pela Lei do Senhor e afirma encontrar nela grande paz, está expressando uma relação de confiança, compromisso e obediência.

Não basta conhecer o que a Palavra de Deus ensina. Precisamos transformar esse conhecimento em atitudes práticas na nossa caminhada cristã.

É preciso perdoar, amar, acolher, respeitar, servir e testemunhar. A Palavra precisa sair das páginas da Bíblia e alcançar nossas escolhas, nossos relacionamentos e nossa maneira de viver.

Por isso, ao encerrarmos outubro e começarmos novembro, quero convidar você a colocar esperança na sua mala!

A esperança não nos decepciona, porque está fundamentada no amor de Deus (Romanos 5:5 — NAA).

Faça da Palavra de Deus uma lâmpada para os seus pés e uma luz para o seu caminho (Salmo 119:105 — NAA). Guarde seus ensinamentos no coração e permita que o Senhor conduza seus passos.

E, para concluir nossa reflexão, quero destacar o versículo 175. Encontramos aqui um pedido muito significativo para minha vida e para a sua:

“Que eu possa viver para te louvar; e que os teus juízos me ajudem.” (Salmo 119:175 — NAA).

Observe que o salmista não está preocupado simplesmente em prolongar seus dias. Seu desejo é continuar vivendo para louvar ao Senhor!

Que propósito extraordinário!

Temos uma oportunidade maravilhosa de viver cada dia na presença de Deus, reconhecendo sua bondade e testemunhando seu amor às pessoas que estão ao nosso redor.

Aproveite este dia! Louve ao Senhor! Faça deste novo mês uma oportunidade de demonstrar, por meio de suas atitudes, que você é um discípulo de Jesus Cristo.

Que novembro seja um mês em que vivamos pela fé, sirvamos ao Senhor com amor, permaneçamos firmes na Palavra de Deus e sejamos instrumentos de bênção na vida das pessoas.

E então, vamos nessa?

 

Já preparou sua mala de novembro? Já está pronto para essa nova caminhada?

 

Não se esqueça de colocar nela a gratidão, a fé, a obediência e, principalmente, a esperança que encontramos em Jesus Cristo.

Outubro ficou para trás. Novembro começou. Mas uma certeza permanece: DEUS CONTINUA CUIDANDO DE NÓS!

 

Um novembro muito abençoado para você!

 

CLÁUDIO EDUARDO M COSTA

HUMANIZANDO COMPAIXÃO 

sábado, 31 de outubro de 2026

NÃO PODEMOS NEGLIGENCIAR! Tenho respeito pela história! 31 DE OUTUBRO DE 2026 — 509 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE

 


NÃO PODEMOS NEGLIGENCIAR!

Tenho respeito pela história!

31 DE OUTUBRO DE 2026 — 509 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE

 

“Por isso é preciso que prestemos maior atenção ao que temos ouvido, para que jamais nos desviemos. Porque, se a mensagem transmitida por anjos provou a sua firmeza, e toda transgressão e desobediência recebeu a devida punição, como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? Esta salvação, primeiramente anunciada pelo Senhor, foi-nos confirmada pelos que a ouviram.” Hebreus 2:1-3 — NVI

 

Em 31 de outubro de 2026, lembramos os 509 anos da Reforma Protestante. Em 1517, na cidade de Wittenberg, na Alemanha, Martinho Lutero tornou públicas suas 95 teses, questionando práticas e ensinamentos da Igreja de seu tempo, especialmente os abusos relacionados à comercialização das indulgências e à compreensão da salvação.

Lutero não iniciou seu movimento com a intenção de simplesmente criar uma nova instituição religiosa. Seu propósito inicial era promover um debate teológico e provocar uma reflexão sobre os caminhos que a Igreja estava seguindo. Ele estava incomodado com os desvios que identificava e desejava que os ensinamentos e as práticas cristãs fossem examinados à luz das Escrituras.

Martinho Lutero tornou-se uma das vozes mais importantes de um movimento que não nasceu de uma única pessoa. Outros homens e mulheres, antes e depois dele, também se levantaram em defesa do Evangelho e da autoridade da Palavra de Deus.

Precisamos reconhecer e respeitar a contribuição de milhares de pessoas anônimas que lutaram pela preservação, tradução, divulgação e fidelidade às Escrituras. É triste perceber que, em nossos dias, existem pessoas que se identificam como cristãs, mas desconhecem a história daqueles que as antecederam e, consequentemente, não valorizam os desafios enfrentados para que tivéssemos acesso à Bíblia.

Entre os nomes que marcaram diferentes momentos e expressões dos movimentos de reforma estão Jan Hus (1369-1415), Martinho Lutero (1483-1546), Ulrico Zuínglio (1484-1531), Johannes Bugenhagen (1485-1558), Thomas Müntzer (1489-1525), Martin Bucer (1491-1551), Philipp Melanchthon (1497-1560), Johannes Brenz (1499-1570) e João Calvino (1509-1564).

É importante lembrar que nem todos pertenceram ao mesmo movimento ou concordavam entre si em questões doutrinárias. Jan Hus, por exemplo, foi um precursor da Reforma, enquanto Thomas Müntzer seguiu caminhos teológicos diferentes dos de Lutero. Entretanto, esses nomes ajudam a compreender a diversidade e a complexidade dos movimentos de reforma que marcaram a história do cristianismo.

Havia divergências doutrinárias entre esses homens, mas uma verdade fundamental permanece no centro da fé cristã: somente Cristo é o caminho de acesso ao Pai. Ele é o único mediador entre Deus e os seres humanos.

“Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus.” (1 Timóteo 2:5 — NVI).

O movimento histórico que teve como marco 31 de outubro de 1517 não produziu apenas mudanças religiosas. A Reforma e os movimentos associados a ela contribuíram para profundas transformações na sociedade europeia, especialmente na educação, na alfabetização, na produção e circulação de livros, na valorização das línguas nacionais e nas relações entre Igreja, Estado e sociedade.

Não podemos, entretanto, atribuir à Reforma, isoladamente, todas as transformações políticas, econômicas e sociais que ocorreram naquele período. A história é mais complexa e envolve diferentes movimentos e acontecimentos.

Erros aconteceram, e não foram poucos! Errar é uma demonstração de nossa humanidade e falibilidade. Entretanto, não podemos deixar de reconhecer homens e mulheres que, mesmo diante da perseguição e da possibilidade do martírio, permaneceram firmes em suas convicções.

É triste olhar para trás e perceber que, desde os tempos de Jesus, dos patriarcas e dos profetas, sempre houve pessoas dispostas a distorcer a Palavra do Deus Eterno.

A Palavra de Deus, porém, permanece viva e eficaz. Ela transforma homens e mulheres, confronta nossas escolhas e nos conduz ao conhecimento de Deus.

 

AS CINCO SOLAS: FUNDAMENTOS QUE NÃO PODEMOS ESQUECER

A tradição protestante passou a sintetizar importantes convicções da Reforma em cinco expressões latinas, conhecidas como as cinco solas:

SOLA SCRIPTURA — Somente a Escritura.

SOLUS CHRISTUS — Somente Cristo.

SOLA GRATIA — Somente a graça.

SOLA FIDE — Somente a fé.

SOLI DEO GLORIA — Glória somente a Deus.

Somente a Escritura, somente Cristo, somente a graça, somente a fé e glória somente a Deus!

Essas expressões resumem convicções fundamentais da fé protestante. São verdades que precisam continuar orientando a vida da Igreja, porque, muitas vezes, estamos perigosamente distantes desses princípios.

 

OLHANDO PARA A CRUZ, PRECISAMOS EXAMINAR NOSSO POSICIONAMENTO

No Evangelho de Marcos, capítulo 15, encontramos o relato do julgamento, da humilhação, da crucificação e da morte de Jesus Cristo.

Quando leio essa passagem, algumas perguntas surgem em minha mente:

  • Eu me comportaria como os líderes religiosos daquela época?
  • Minha atitude seria semelhante à do povo que escolheu Barrabás?
  • Estaria disponível, como Simão de Cirene, para carregar uma cruz que não era minha?
  • Seria como o centurião que, diante daquela cena terrível, reconheceu que Jesus era o Filho de Deus?

 

Ainda parece ecoar em meus ouvidos o grito da multidão:

“Crucifica-o!” (Marcos 15:13 — NVI).

E imediatamente outras perguntas aparecem:

  • Onde estavam os discípulos de Jesus?
  • Onde estava a multidão que havia sido alimentada depois de ouvir seus ensinamentos?
  • Bartimeu, que clamava: “Filho de Davi, tem misericórdia de mim!”, onde estava?
  • E as pessoas que haviam sido curadas e libertas?
  • Onde estava a multidão que, dias antes, proclamava hosanas ao que vinha em nome do Senhor?

É muito fácil julgar os personagens daquela história. Entretanto, precisamos olhar para nós mesmos e perguntar qual tem sido nosso posicionamento diante das injustiças, dos desvios doutrinários e das heresias que nos cercam.

Existe uma frase frequentemente atribuída a Martin Luther King Jr. que nos provoca a reflexão:

“O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons.”

Independentemente da autoria dessa frase, sua provocação permanece atual: não podemos nos calar diante da injustiça, da exploração da fé e da distorção do Evangelho.

 

A REFORMA E OS DESAFIOS DA IGREJA NO SÉCULO XXI

Julgar os personagens históricos é relativamente fácil. Difícil é examinar nossa própria realidade e reconhecer os desafios que enfrentamos como povo de Deus e Igreja de Cristo.

Em pleno século XXI, precisamos refletir sobre algumas questões fundamentais.

 

1. A COMERCIALIZAÇÃO DA FÉ

Os reformadores questionaram os abusos relacionados à comercialização das indulgências e às práticas que distorciam a compreensão da graça e do perdão de Deus.

Como é triste observar, em nossos dias, pessoas explorando a fé, a fragilidade e a falta de conhecimento bíblico de outras pessoas.

Promessas de prosperidade, bênçãos comercializadas e discursos que transformam a relação com Deus em uma espécie de negociação financeira continuam encontrando espaço em ambientes religiosos.

A graça de Deus não está à venda! A salvação não é mercadoria, e a fé cristã não pode ser transformada em negócio.

 

2. A NEGLIGÊNCIA COM A PALAVRA DE DEUS

Os reformadores defenderam a importância de tornar as Escrituras acessíveis às pessoas, inclusive por meio de traduções nas línguas que elas compreendiam.

Hoje temos a Bíblia impressa, aplicativos, plataformas digitais e inúmeros recursos tecnológicos. Nunca tivemos tantas possibilidades de acesso à Palavra de Deus.

Entretanto, precisamos perguntar: estamos realmente lendo a Bíblia?

Estamos estudando, meditando e praticando seus ensinamentos?

É contraditório vivermos em uma época de tanta facilidade de acesso às Escrituras e, ao mesmo tempo, encontrarmos cristãos que pouco conhecem o conteúdo da própria fé.

Não basta possuir uma Bíblia. Precisamos permitir que sua mensagem transforme nossa maneira de pensar, agir e viver.

 

3. CRISTO PRECISA CONTINUAR SENDO O CENTRO

Os reformadores enfatizaram que Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e os seres humanos. Ele é o fundamento da nossa salvação.

Entretanto, fico imaginando o que Jesus diria daqueles que criam atalhos, exigências humanas e fardos religiosos para dificultar o acesso das pessoas a Deus.

Não precisamos de intermediários que ocupem o lugar de Cristo. Não precisamos de fórmulas humanas que substituam a graça. Precisamos anunciar Jesus, ensinar seus princípios e viver seus ensinamentos.

 

4. O SACERDÓCIO UNIVERSAL DOS CRISTÃOS

Outro princípio importante da tradição protestante é o sacerdócio de todos os cristãos.

Isso não significa que a Igreja não tenha ministérios, pastores ou diferentes responsabilidades. Significa que todos os que pertencem a Cristo têm acesso a Deus por meio dele, sem depender de uma classe sacerdotal que monopolize essa relação.

Quando Jesus morreu, aconteceu algo extraordinário:

“E o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo.” (Marcos 15:38 — NVI).

O véu rasgado aponta para a obra de Cristo e para o novo acesso a Deus que temos por meio dele.

Como me preocupa observar líderes que se apresentam como detentores de poderes espirituais exclusivos, criando cortinas, dependências e obstáculos para dificultar o acesso do povo à presença de Deus.

A Igreja precisa conduzir pessoas a Cristo, e não criar dependências de homens.

 

QUEM ESTAVA JUNTO À CRUZ?

Olhando para o Cristo crucificado, observo uma multidão dividida, discípulos amedrontados, líderes religiosos hostis, autoridades preocupadas com seus próprios interesses e pessoas que, mesmo diante da morte, permaneceram ao lado de Jesus.

Também encontramos exemplos que precisam ser lembrados.

Maria, mãe de Jesus, e outras mulheres: permaneceram próximas ao Mestre. Aprendemos que amizade e compromisso precisam estar presentes em todos os momentos: nas festas e no luto, nas alegrias e nas tristezas.

João, o discípulo: o Evangelho de João registra sua presença junto à cruz. Ali, Jesus confia sua mãe aos cuidados do discípulo (João 19:25-27). Uma demonstração de cuidado, responsabilidade e amor.

Os dois criminosos crucificados: um deles reconhece sua condição e demonstra arrependimento, recebendo de Jesus a promessa do paraíso (Lucas 23:39-43). O outro permanece em sua atitude de zombaria.

Os transeuntes e aqueles que zombavam: pessoas que encontravam naquela tragédia uma oportunidade de humilhar e debochar de Jesus.

Os soldados romanos: responsáveis pela execução da sentença. E, diante da maneira como Jesus morreu, o centurião declarou:

“Quando o centurião que estava em frente de Jesus ouviu o seu brado e viu como ele morreu, disse: ‘Realmente este homem era o Filho de Deus!’” (Marcos 15:39 — NVI).

Que declaração extraordinária!

José de Arimateia: não podemos esquecer sua coragem.

Naquele contexto, os corpos dos crucificados poderiam permanecer expostos, submetidos à humilhação mesmo depois da morte. José de Arimateia tomou uma atitude de respeito e dignidade para com Jesus.

 

O Evangelho de Marcos registra:

“José de Arimateia, membro de destaque do Sinédrio, que também esperava o Reino de Deus, dirigiu-se corajosamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus.” (Marcos 15:43 — NVI).

José de Arimateia assumiu publicamente sua responsabilidade diante de Jesus. O Evangelho de Mateus também o identifica como discípulo de Cristo (Mateus 27:57).

Chegou a hora da verdade! Não bastava ser simpatizante. Era necessário demonstrar compromisso. E foi isso que José de Arimateia fez.

 

NÃO PRECISAMOS INVENTAR UMA NOVA PALAVRA. PRECISAMOS VOLTAR À PALAVRA!

Alguns afirmam que precisamos de uma nova Reforma. Quando penso em reforma, lembro-me de consertar aquilo que está quebrado, deteriorado ou comprometido.

Entretanto, não podemos confundir a necessidade de mudanças institucionais com a necessidade de transformar a própria mensagem do Evangelho.

O que precisamos é de um retorno à Palavra de Deus, sem artifícios, sem manipulações e sem relativismo que comprometa a verdade das Escrituras.

Precisamos enfatizar a chamada de todos os cristãos para serem discípulos do Cristo ressurreto.

Precisamos olhar novamente para a cruz e compreender que seguir Jesus exige compromisso, fidelidade e disposição para permanecer ao seu lado.

As mulheres que acompanharam Jesus até a crucificação nos ensinam sobre fidelidade. José de Arimateia nos ensina sobre coragem. O centurião nos provoca a reconhecer quem verdadeiramente estava diante dele.

E nós?

Que tipo de cristãos estamos sendo?

Que tipo de Igreja estamos construindo?

Estamos defendendo a verdade do Evangelho ou permanecendo em silêncio diante de suas distorções?

Estamos conduzindo pessoas a Cristo ou criando obstáculos para que elas cheguem até ele?

Estamos valorizando a Palavra de Deus ou permitindo que ela ocupe um lugar secundário em nossas agendas?

 

UMA PERGUNTA PARA NOSSA REFLEXÃO

Neste 31 de outubro de 2026, quando lembramos os 509 anos da Reforma Protestante, quero concluir com uma pergunta que não deve ser dirigida apenas às instituições religiosas, aos líderes ou aos personagens históricos.

QUE TIPO DE IGREJA ESTAMOS SENDO?

Precisamos lembrar que a Igreja não se resume a uma instituição, a um prédio ou a uma estrutura administrativa. A Igreja é o povo de Deus, o corpo de Cristo, constituído por pessoas como eu e você.

Não podemos negligenciar nossa história.

Não podemos negligenciar a Palavra de Deus.

Não podemos negligenciar a graça que recebemos em Cristo.

Não podemos negligenciar nossa responsabilidade como discípulos de Jesus.

Que as cinco solas não sejam apenas expressões históricas repetidas em celebrações. Que sejam convicções que orientem nossa fé, nossas escolhas, nossa pregação e nossa maneira de viver.

SOMENTE A ESCRITURA!

SOMENTE CRISTO!

SOMENTE A GRAÇA!

SOMENTE A FÉ!

GLÓRIA SOMENTE A DEUS!

A Ele, o Deus Eterno, toda honra e toda glória!

 

CLÁUDIO EDUARDO M COSTA
Pastor | Humanizando Compaixão

 

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