sábado, 21 de fevereiro de 2026

A COISA ESTÁ FEIA! — CADÊ A IGREJA? - - Things are bad! Where's the church?

 



A COISA ESTÁ FEIA!

 — CADÊ A IGREJA?

 

Um chamado à responsabilidade profética e ao compromisso com a nossa geração

Vivemos dias difíceis. A dor social se multiplica, as desigualdades se aprofundam e a sensação de abandono cresce em muitas comunidades. Diante disso, surge uma pergunta inevitável:

Qual é o papel da Igreja em tempos como estes?

Ao longo da história, a Igreja enfrentou perseguições, crises políticas e períodos de silêncio constrangedor. Em Atos dos Apóstolos, vemos um momento de intensa perseguição:

“Saulo ia de casa em casa, arrastava homens e mulheres e os jogava na cadeia. No entanto, os seguidores que tinham sido espalhados anunciavam a mensagem por toda parte.”
(Atos 8:3-4 — NTLH)

Mesmo pressionada, a Igreja não deixou de anunciar nem de agir.


 

Igreja e História: Lições que Não Podemos Ignorar

A história do Brasil registra momentos complexos, como o período iniciado em 1964. Houve apoio popular e institucional naquele momento, mas o que se seguiu revelou graves violações de direitos, censura e perseguições.

É fato que, em muitos momentos da história, parte da Igreja permaneceu silenciosa diante de injustiças. Outras vozes, porém, se levantaram. A história nos ensina que omissão também comunica algo.

A pergunta que fica é:

Qual será o nosso papel hoje?


 

Religião Vazia ou Compromisso Verdadeiro?

O profeta Isaías confrontou um povo religioso, mas distante da prática da justiça:

“Autoridades de Jerusalém, escutem o que o Senhor diz! Povo de Jerusalém, prestem atenção no ensinamento do nosso Deus!”
(Isaías 1:10 — NTLH)

Isaías denunciava uma fé cheia de rituais, mas vazia de compromisso com a justiça e com o próximo.

Não corremos o mesmo risco? Igrejas cheias aos domingos, mas ausentes nas dores da semana?


O Modelo de Jesus

Jesus assumiu claramente um papel social e restaurador. Ao ler o profeta Isaías na sinagoga, declarou:

“O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me escolheu para levar boas notícias aos pobres. Ele me enviou para anunciar liberdade aos presos, dar vista aos cegos, libertar os que estão sendo oprimidos e anunciar que chegou o tempo da salvação.”
(Lucas 4:18-19 — NTLH)

A missão de Cristo envolvia transformação espiritual — mas também dignidade, cuidado e restauração.


 

A Realidade Atual: Onde Está a Igreja?

Hoje enfrentamos desafios profundos:

  • Hospitais públicos sobrecarregados e atendimento precário.
  • Sistema prisional marcado por superlotação e desumanização.
  • Educação pública fragilizada, com desigualdades estruturais.
  • Idosos abandonados e invisibilizados.
  • Pessoas em situação de rua lutando pela sobrevivência.

A Igreja não pode se limitar ao discurso. Precisa ser presença.

A salvação é pela graça, mas quem experimenta essa graça demonstra compromisso com a justiça.

“Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam.”
(Mateus 7:12 — NTLH)


 

O Que é Ação Profética?

Ação profética não é gritar palavras de ordem.
É viver o Evangelho com coragem.

Os profetas do Antigo Testamento denunciavam injustiças e chamavam o povo ao arrependimento. Hoje, isso significa:

  • Defender a dignidade humana.
  • Cuidar dos vulneráveis.
  • Combater pequenas e grandes injustiças.
  • Ser presença ativa na comunidade.

Precisamos deixar de lado paixões partidárias que dividem e assumir o compromisso do Reino que transforma.


 

Há Esperança — E Ela Já Está em Movimento

Graças a Deus, há homens e mulheres — muitos anônimos — que têm vivido o Evangelho na prática:

  • Pessoas que resgatam dependentes químicos.
  • Igrejas que mantêm casas de acolhimento.
  • Voluntários que servem em instituições de longa permanência para idosos.
  • Capelanias que atuam nos presídios.
  • Grupos que distribuem alimento e dignidade nas madrugadas.

Esses testemunhos mostram que o Reino está em ação.


 

O Juízo e a Responsabilidade

Jesus nos deixou um alerta sério:

“Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quando vocês fizeram isso ao mais humilde dos meus irmãos, foi a mim que fizeram.”
(Mateus 25:40 — NTLH)

Nossa fé será evidenciada pelas nossas ações.

Estamos fazendo algo.
Mas será suficiente?


 

É Hora de Avançar

Não é tempo de recuar.
É tempo de ampliar.

Tempo de unir oração e ação.
Tempo de anunciar e servir.
Tempo de ser Igreja além das paredes.

 

Que sejamos ovelhas do Pastor por excelência — Jesus Cristo.

Que nos juntemos a Deus no cuidado com o próximo.

Porque a coisa está feia.

E o mundo precisa ver onde está a Igreja.


 

Cláudio Eduardo M Costa

PROTEGIDA PELA LEI: O VALOR DA MULHER NA PERSPECTIVA BÍBLICA. Levítico 12

 


PROTEGIDA PELA LEI: O VALOR DA MULHER NA PERSPECTIVA BÍBLICA

Levítico 12

 

Ao chegarmos ao capítulo 12 de Levítico, somos convidados a uma leitura atenta e cuidadosa. Sem observar o contexto histórico em que o texto foi escrito, corremos o risco de tirar conclusões precipitadas — especialmente quando o assunto é a dignidade da mulher.

Antes de qualquer análise, precisamos lembrar o fundamento bíblico da criação:

“Assim Deus criou os seres humanos; ele os criou parecidos com Deus. Ele os criou homem e mulher.”
(Gênesis 1:27 — NTLH)

Homens e mulheres foram criados à imagem de Deus. A dignidade da mulher não começa na cultura, mas na criação.


 

O Contexto de Levítico 12

Levítico 12 trata do período após o parto. O texto afirma:

“O Senhor Deus deu a Moisés as seguintes leis para o povo de Israel.”
(Levítico 12:1 — NTLH)

É importante perceber que a orientação é dada a todo o povo. A lei não é contra a mulher, mas a favor dela.

O capítulo diz:

“Quando uma mulher der à luz um filho, ficará impura sete dias…”
(Levítico 12:2 — NTLH)

E ainda:

“Depois disso, por causa da perda de sangue, ela ficará impura por mais trinta e três dias…”
(Levítico 12:4 — NTLH)

A palavra “impura”, nesse contexto, não significa pecado ou inferioridade espiritual. Trata-se de uma condição biológica ligada ao parto e ao sangramento. Em uma sociedade sem os recursos médicos e sanitários que temos hoje, essa legislação funcionava como proteção.


 

Proteção, Descanso e Dignidade

O que Deus estava fazendo em Levítico 12?

  • Estabelecendo um período de resguardo.
  • Protegendo a mulher de esforços excessivos.
  • Preservando sua saúde física e emocional.
  • Reduzindo riscos de infecção.
  • Garantindo tempo para vínculo com o recém-nascido.

Na antiguidade, a mortalidade materna e infantil era altíssima. O parto era um momento de grande vulnerabilidade. Deus, então, estabelece limites que asseguram cuidado e dignidade.

Em outras culturas antigas, nascimento, casamento e morte eram eventos marcantes e carregados de rituais. Em Israel, porém, esses momentos estavam sob a orientação de um Deus cuidador.

Levítico 12 revela um Deus atento aos detalhes do corpo e da vida da mulher.


 

Jesus: A Continuidade do Cuidado

Ao caminharmos pela narrativa bíblica, vemos que esse cuidado se manifesta plenamente na pessoa de Jesus.

Ele respeita sua mãe.
Ele acolhe a mulher acusada de adultério.
Ele restaura a mulher que sofria havia doze anos com uma hemorragia.

Jesus não marginaliza — Ele dignifica.

O mesmo Deus que estabelece proteção em Levítico 12 é o Deus que, em Cristo, reafirma o valor da mulher.


 

Igualdade em Cristo

O apóstolo Paulo declara:

“Pois vocês foram batizados para ficarem unidos com Cristo e assim se revestiram com as qualidades do próprio Cristo. Desse modo não existe diferença entre judeus e não judeus, entre escravos e pessoas livres, entre homens e mulheres; todos vocês são um só por estarem unidos com Cristo Jesus.”
(Gálatas 3:27-28 — NTLH)

Em Cristo, não há hierarquia de valor. Há unidade.


 

Aplicações para os Nossos Dias

Levítico 12 nos ensina que:

  • O tempo da mulher deve ser respeitado.
  • Sua saúde física e emocional deve ser protegida.
  • Nenhuma forma de opressão ou desvalorização pode ser tolerada — nem na sociedade, nem dentro da igreja.

Deus estabelece limites para preservar a vida, a intimidade e a integridade.

O Deus santo é também um Deus cuidador.

Que possamos aprender com as Escrituras a honrar, valorizar e proteger aquilo que Deus criou com dignidade.

Que Deus abençoe o seu dia.


 

Cláudio Eduardo M. Costa
Pastor

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

“NÃO É SOBRE COMIDA — É SOBRE IDENTIDADE!” - Levítico 11 - "It's Not About Food — It's About Identity!" Leviticus 11

 


“NÃO É SOBRE COMIDA

— É SOBRE IDENTIDADE!”

Levítico 11

 

Você já parou para pensar que Deus se importa até mesmo com o que comemos — ou deixamos de comer?

 

À primeira vista, Levítico 11 parece tratar apenas de regras alimentares. Porém, o propósito do texto vai muito além da saúde física. O capítulo revela que Deus estava ensinando Seu povo a viver de forma diferente, destacando que a santidade é uma questão de identidade e pertencimento.

 

Santidade é identidade, não aparência

Santidade não é apenas aparência externa.
Não é somente a forma de se vestir, falar ou frequentar a igreja aos domingos.

Santidade é a identidade que carregamos no dia a dia. É a partir dessa identidade que decidimos:

  • Como nos vestir
  • O que comer
  • O que falar
  • Como agir

Quando penso em santidade, penso no Deus que é santo e que nos chama para uma experiência real com Ele.

 

O contexto de Levítico 11

O povo de Israel estava no deserto, em processo de formação espiritual e nacional. Deus institui distinções entre animais puros e impuros não apenas por razões alimentares, mas para marcar a identidade do Seu povo e afastá-lo das práticas pagãs do Egito e das outras nações.

A dieta era um lembrete diário: vocês pertencem a Mim.

A própria Palavra afirma:

“Não se tornem impuros nem fiquem imundos por causa desses animais.”
(Levítico 11:43 — NTLH)

“Eu sou o Senhor, o Deus de vocês; dediquem-se a mim e sejam santos, porque eu sou santo.”
(Levítico 11:44 — NTLH)

“Eu sou o Senhor, que os tirei do Egito para ser o Deus de vocês. Portanto, sejam santos, porque eu sou santo.”
(Levítico 11:45 — NTLH)

Deus estava separando Israel das nações pagãs e ensinando algo profundo:
A santidade se vive no cotidiano, não apenas nos momentos de culto, oferta ou celebração.


 

E hoje? Precisamos seguir essa dieta?

No Novo Testamento, Jesus amplia a compreensão da santidade. Ele declara:

“Não é o que entra pela boca que faz com que alguém fique impuro; mas o que sai da boca é que faz com que fique impuro.”
(Mateus 15:11 — NTLH)

Jesus ensina que a boca fala do que o coração está cheio. A santidade não se limita ao exterior; ela começa no interior.

Depois da ascensão de Cristo, Deus também ensina a Pedro que o evangelho não está restrito a um povo específico. Em uma visão, Pedro vê um lençol cheio de animais considerados impuros e ouve:

“Não chame de impuro aquilo que Deus purificou.”
(Atos 10:15 — NTLH)

Atos 10 revela que a salvação agora alcança todas as pessoas. A santidade deixa de estar associada a uma dieta alimentar e passa a estar relacionada a um coração transformado por Cristo.


Aplicações para nós hoje

1.    Guarde o seu coração.
O que você tem alimentado na sua mente e no seu interior?

2.    Cuide das suas palavras.
Elas revelam quem você realmente é.

3.    Viva em obediência diária.
Santidade é constância, não evento.

Os princípios continuam os mesmos:

“Sejam santos, porque eu sou santo.”
(Levítico 11:44 — NTLH)

A pergunta não é apenas se você começou uma dieta alimentar.
A pergunta é:

👉 Você já começou a sua dieta espiritual?
👉 O que você tem permitido entrar no seu coração?

Que possamos buscar uma vida de santidade verdadeira, fundamentada na Palavra e vivida na presença de Deus.

Fique com Deus neste dia.


 

Cláudio Eduardo M Costa
Pastor

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

ENTRE DIREITOS E DEVERES: O BRASIL QUE PRECISAMOS RECONSTRUIR!


 

ENTRE DIREITOS E DEVERES:

O BRASIL QUE PRECISAMOS RECONSTRUIR!

 

Há algum tempo venho acompanhando com preocupação o cenário moral e ético da nossa nação.

Nasci em 1963. Sou egresso do sistema público de ensino, tenho formação superior e conheço as cinco regiões do Brasil, tendo morado em três delas, em diferentes estados da federação. Não sou filiado nem defensor de qualquer modelo político-partidário. Minha posição não é ideológica; é cidadã.

Ao longo dessas décadas, conheci um povo sofrido, mas cheio de esperança e trabalhador. Um povo forte, resiliente, que mesmo diante de crises econômicas, tragédias naturais e dificuldades estruturais, encontra forças para recomeçar.

Chuvas, enchentes e secas fazem parte da natureza. Mas as mazelas que afligem o Brasil vão além disso. Corrupção, falta de educação cívica, desinformação, desrespeito às instituições e ao próximo têm corroído valores fundamentais da nossa sociedade.

As cenas recentes de violência, intolerância e desrespeito mostram que precisamos urgentemente rever conceitos. Vivemos em uma democracia. As instituições devem ser respeitadas pelo que representam — independentemente de quem as ocupe temporariamente. A liberdade que hoje desfrutamos foi conquistada com luta, sacrifício e, em muitos casos, com vidas.

É preocupante perceber o desconhecimento generalizado sobre as responsabilidades dos governos federal, estadual e municipal. Quando não sabemos quais são nossos direitos e deveres, não conseguimos defendê-los — nem os cobrar adequadamente.

A criminalidade organizada se fortaleceu em várias regiões do país. Em muitos lugares, o cidadão se sente refém da insegurança. Ideologias frequentemente se sobrepõem ao bem-estar coletivo. Comunidades carentes, por vezes abandonadas pelo poder público, acabam recorrendo a estruturas paralelas para suprir necessidades básicas.

Essa realidade gera desânimo. Surge a pergunta:
Onde buscar esperança?
O que podemos fazer?

O problema não está concentrado em uma única cidade ou Estado. De Norte a Sul, de Leste a Oeste, o povo brasileiro clama por dignidade, segurança e respeito.

Precisamos resgatar valores institucionais. Valorizar a educação. Fortalecer a saúde pública. Defender o princípio de que aquilo que é público pertence a todos — e não pode servir aos interesses de poucos.

Respeito deve ser a palavra de ordem.

Como cristão — se você também for — recordo as palavras de Jesus:

“Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam.”
(Mateus 7:12)

A transformação começa nas pequenas atitudes: não furar filas, não sonegar impostos, não compactuar com pequenos atos de corrupção. A mudança estrutural nasce da responsabilidade individual.

A democracia pressupõe liberdade. Mas liberdade não é sinônimo de desordem. Não é licença para invadir, constranger ou violar o espaço do outro.

Você é livre para discordar.
Mas lembre-se:

A sua liberdade não lhe dá o direito de invadir a minha privacidade.


 

Cláudio Eduardo M Costa
Alguém que acredita que, apesar das decepções, o Brasil pode — e vai — dar a volta por cima.

CUIDADO COM O FOGO ESTRANHO! Levítico 10

 


CUIDADO COM O FOGO ESTRANHO!

Levítico 10

 

Estamos na Caminhada Bíblica e hoje refletimos sobre um dos textos mais solenes das Escrituras: Levítico 10. É um capítulo que nos ensina que não precisamos inventar nada diante de Deus. Ele já nos mostrou como deseja ser adorado.

 

O contexto da glória à tragédia

No capítulo anterior, Levítico 9, vemos um momento extraordinário. O culto foi realizado conforme as orientações do Senhor, e a Sua glória se manifestou diante do povo:

“Moisés e Arão entraram na Tenda Sagrada. Quando saíram, abençoaram o povo. Então a glória do Senhor apareceu a todo o povo, e saiu fogo da presença do Senhor e queimou completamente o animal e a gordura que estavam sobre o altar. Quando o povo viu isso, gritou de alegria e se ajoelhou, encostando o rosto no chão.”
(Levítico 9:23-24 — NTLH)

Era a confirmação de que Deus havia recebido o culto.

Porém, logo em seguida, no capítulo 10, ocorre algo trágico.

 

O erro de Nadabe e Abiú

“Nadabe e Abiú, filhos de Arão, pegaram cada um o seu incensário, puseram neles brasas e incenso e ofereceram ao Senhor um fogo que ele não havia mandado. Então saiu fogo da presença do Senhor e os queimou, e eles morreram ali diante do Senhor.”
(Levítico 10:1-2 — NTLH)

A Bíblia não explica as motivações deles. Não sabemos se foi descuido, orgulho ou negligência. O texto afirma apenas que ofereceram “um fogo que ele não havia mandado”.

Eles não eram ignorantes. Tinham sido consagrados, instruídos e haviam presenciado a manifestação da glória de Deus. Eram líderes preparados para servir com santidade. Justamente por isso, a gravidade do ato é ainda maior: sabiam o que fazer e como fazer — e decidiram agir de outra forma.

 

A santidade de Deus não mudou

Após o ocorrido, Moisés declara:

Foi isto o que o Senhor disse: ‘Mostrarei a minha santidade por meio daqueles que chegam perto de mim e serei honrado diante de todo o povo.’”
(Levítico 10:3 — NTLH)

Deus continua santo. O altar continua santo. A presença de Deus continua sendo lugar de temor, reverência e adoração.

Mais adiante, o próprio Senhor reforça esse chamado:

“Sejam santos, pois eu sou santo.”
(Levítico 11:44 — NTLH)

A santidade não é opcional para quem se aproxima de Deus.

 

O perigo de “inventar” na presença de Deus

O “fogo estranho” representa tudo aquilo que fazemos sem direção divina, mesmo que pareça espiritual. É possível servir, cantar, pregar e até liderar — mas agir fora da vontade revelada de Deus.

Fazer para Deus sem ouvir Deus é substituir obediência por iniciativa humana.
É oferecer algo que Ele não pediu.
É tentar agradar com criatividade quando Ele já nos deu instruções claras.

Quantas vezes, em nossa caminhada, deixamos nossa vontade se sobrepor à vontade do Senhor?

 

O altar hoje

O Novo Testamento amplia essa compreensão:

“Portanto, meus irmãos, por causa da grande misericórdia divina, peço que vocês se ofereçam completamente a Deus como um sacrifício vivo, dedicado ao seu serviço e agradável a ele. Esta é a verdadeira adoração que vocês devem oferecer a Deus.”
(Romanos 12:1 — NTLH)

E ainda:

“Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é o templo do Espírito Santo, que vive em vocês e lhes foi dado por Deus?”
(1 Coríntios 6:19 — NTLH)

Hoje, o altar não é apenas externo. Nós somos o altar. Nossa vida é a oferta. Nossa obediência é o sacrifício.

 

Conclusão

Não precisamos inventar.
Não precisamos inovar naquilo que Deus já estabeleceu.
Ele merece o melhor — mas o melhor segundo a Sua Palavra.

Que a nossa adoração seja sincera.
Que o nosso serviço seja obediente.
Que a nossa vida reflita a santidade daquele que nos chamou.

Cuidado com o fogo estranho.


 

Cláudio Eduardo M Costa
Pastor

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

SOU CONTRA A DITADURA

 


SOU CONTRA A DITADURA

 

Os valores do cristianismo têm me ensinado a ser livre — e, sobretudo, a respeitar a liberdade do outro.
“Liberdade” é uma palavra muito repetida nos últimos dias, mas que também tem me causado certo incômodo. Afinal, muitos não compreendem que liberdade não é ausência de limites.

O exercício da liberdade não pode ferir o próximo. A frase popular “Incomodado que se mude!” é totalmente incompatível com a vida em sociedade. Sociedade é um grupo humano que convive no mesmo tempo e espaço, seguindo regras comuns. Não estamos sós. Vivemos em interdependência, e isso exige responsabilidade e respeito.

Infelizmente, atravessamos um tempo marcado por egoísmo, isolacionismo, arrogância e inconsequência. Precisamos vigiar para não sermos engolidos por essa maré de deseducação e deselegância.

É o vizinho que ignora o horário de silêncio e acredita que todos devem ouvir sua seleção musical.
É o motorista que usa o acostamento no congestionamento, julgando-se mais importante que os demais.
São pessoas que furam filas sem qualquer consideração por quem está aguardando.

A sociedade precisa reavaliar seus princípios e valores.


O que entendo por “ditadura”

Faço esse preâmbulo para declarar que sou contra todo tipo de ditadura.

Quando utilizo essa palavra, não me refiro apenas ao conceito técnico-político, mas ao sentido comum de opressão, tirania, violência ou qualquer forma de imposição que cerceie a liberdade do outro por meios injustos.

Para mim, neste contexto, ditadura é o cerceamento da liberdade por ferramentas espúrias, seja por abuso de poder, corrupção, manipulação ou negligência institucional.

Podemos observar traços disso em diversas áreas da sociedade.


A saúde pública

Como exemplo, cito o Sistema Único de Saúde (SUS), que é uma conquista importante do povo brasileiro, mas que sofre com má gestão e corrupção em várias esferas. Recursos que deveriam garantir atendimento digno muitas vezes são desviados, deixando a população refém de estruturas precárias e de governantes irresponsáveis.

O problema não está no princípio do sistema, mas na falta de compromisso ético na sua administração.


A crise na educação

Hoje, porém, desejo enfatizar a situação da educação pública no Brasil.

Sabemos que:

  • A educação básica é responsabilidade dos municípios;
  • O ensino médio, dos estados;
  • O ensino superior público, majoritariamente, da esfera federal.

Apesar de profissionais dedicados e vocacionados, o sistema educacional enfrenta sucateamento, baixos salários e condições inadequadas de trabalho. Muitas escolas públicas, que deveriam ser centros de formação intelectual, diálogo e construção de cidadania, acabam funcionando como depósitos de crianças e adolescentes sem perspectiva.

Falo como alguém que é fruto da escola pública. Minha formação básica, média e técnica foi sustentada pelos impostos pagos pelo povo brasileiro. Sou profundamente grato aos professores que, independentemente das circunstâncias, deram o seu melhor.

Não podemos aceitar um modelo de abandono e desmonte do ensino público. Questões ideológicas devem ser debatidas em fóruns competentes, mas crianças e adolescentes precisam ser respeitados como indivíduos em formação, não como instrumentos de disputa política.


A ditadura da imbecilidade

Sou contra a ditadura da imbecilidade — uma política que não valoriza a educação, que transforma alunos em números para captação de recursos e que permite que crianças cheguem ao quinto ano sem saber ler adequadamente.

Um povo sem educação é facilmente dominado.

Há quase três mil anos, um rei pediu sabedoria a Deus. Independentemente da fé de cada um, a história registra o período de Salomão como um dos mais prósperos de Israel. Ele declarou:

“Ensine a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele.”
(Provérbios 22:6)

Que lutemos por uma educação básica de qualidade. Que freemos a irresponsabilidade com nossas crianças — e, consequentemente, com o nosso povo.


Sou grato a Deus por ter colocado em minha caminhada professoras e professores que me ensinaram a sonhar e a não temer desafios.



Cláudio Eduardo M Costa
Filho de pais que não concluíram o ensino fundamental — pobres no aspecto econômico, mas ricos em valores; pessoas dignas que acreditavam na honestidade e na força do trabalho.

QUANDO A GLÓRIA DO SENHOR SE MANIFESTA... Levítico 9 ------- WHEN THE GLORY OF THE LORD IS MANIFESTED... Leviticus 9

 




QUANDO A GLÓRIA DO SENHOR SE MANIFESTA...

Levítico 9

 

Existem experiências que marcam profundamente a nossa vida. São momentos que não se apagam com o tempo, porque carregam significado, presença e transformação.
Você consegue se lembrar de quando teve um encontro real e verdadeiro com Jesus Cristo?

Ao avançarmos na nossa caminhada bíblica pelo livro de Levítico, somos convidados a contemplar um desses momentos inesquecíveis. Em Levítico 9, encontramos o primeiro sacrifício oferecido por Arão e seus filhos após a consagração sacerdotal. Depois de sete dias de preparação e obediência, chega o tempo de colocar em prática tudo aquilo que Deus havia cuidadosamente estabelecido.

Esse capítulo é especialmente belo porque revela que a glória de Deus não se manifesta no improviso, mas na obediência, na submissão à Sua vontade, na organização espiritual e no planejamento divino. Nada foi feito de forma precipitada ou humana. Cada detalhe foi conduzido pelo próprio Senhor, para que aquele momento fosse marcante tanto para o povo quanto para a família sacerdotal.

Levítico 9 nos ensina que, quando Deus dirige o culto, prepara o altar e orienta o Seu povo, a glória do Senhor se manifesta de forma visível e transformadora.

 


 

Um culto organizado por Deus

Esse é o primeiro sacrifício do povo de Israel após a religião estar devidamente organizada. Deus já havia definido:

  • como seria a Tenda Sagrada,
  • quais tipos de sacrifícios seriam oferecidos,
  • e os critérios para o exercício do sacerdócio.

Agora, chega o momento em que tudo isso se torna realidade.

A Bíblia diz:

“Passaram os sete dias da ordenação, e no dia seguinte Moisés chamou Arão, os seus filhos e as autoridades do povo.”
(Levítico 9.1 – NTLH)

Estar na presença de Deus sempre deve ser algo grandioso. E o texto mostra a participação de toda a comunidade:

“O povo trouxe até a entrada da Tenda Sagrada tudo o que Moisés havia mandado, e todos se reuniram ali na presença do Senhor.”
(Levítico 9.5 – NTLH)

Aqui vemos obediência coletiva, organização espiritual e um povo reunido com um único propósito: ver a glória de Deus.


 

A glória vem depois da obediência

Então Moisés declara algo fundamental:

“O Senhor Deus mandou que vocês fizessem isso a fim de que a glória dele apareça a vocês.”
(Levítico 9.6 – NTLH)

Essa afirmação nos ensina uma verdade essencial:
👉 a obediência vem antes do milagre.
👉 a submissão ao Senhor precede a manifestação da glória.

A glória não veio primeiro. Primeiro veio a obediência.

Ao imaginar aquela cena no deserto, percebemos que Deus age onde há ordem, reverência e submissão à Sua Palavra. O altar foi preparado, o sacrifício foi oferecido e o povo estava reunido, esperando no Senhor.

Não houve artifícios humanos.
Não houve manipulação emocional.
Foi um momento profundamente espiritual, consciente e reverente.


 

O fogo que vem do céu

Após o sacrifício, algo extraordinário acontece:

“A glória do Senhor apareceu a todo o povo.”
(Levítico 9.23 – NTLH)

E logo em seguida:

“De repente, saiu fogo da presença do Senhor e devorou a oferta queimada e a gordura que estavam no altar.”
(Levítico 9.24 – NTLH)

O fogo não veio dos homens.
Não foi fruto de artimanhas ou efeitos externos.
👉 O fogo veio de Deus.

O altar foi aprovado pelo céu. Diante disso, o povo gritou de alegria, ajoelhou-se e adorou ao Senhor.


 

E nós, hoje?

Essa passagem nos leva a uma reflexão necessária:
Como temos lidado com o culto, com a celebração, com o sacrifício e com a oferta em nossos dias?

Temos permitido que Deus:

  • planeje a celebração?
  • organize o culto?
  • manifeste Sua glória entre nós?

Ou temos confiado mais em estratégias humanas do que na direção do Senhor?

O Novo Testamento nos lembra qual é o sacrifício que agrada a Deus hoje:

“Por isso, por meio de Jesus Cristo, ofereçamos sempre a Deus o sacrifício de louvor, isto é, a oferta que vem dos lábios que confessam a sua fé nele. Não deixem de fazer o bem e de ajudar uns aos outros, pois são esses os sacrifícios que agradam a Deus.”
(Hebreus 13.15–16 – NTLH)


 

Conclusão

Levítico 9 nos ensina que organização, obediência e reverência abrem espaço para a manifestação da glória de Deus.

E fica a pergunta final:
👉 Você se lembra da primeira vez em que celebrou, de verdade, um culto ao Deus eterno e Todo-Poderoso?

Que nossas celebrações continuem sendo marcadas não por artifícios humanos, mas pela presença viva do Senhor.


 

Cláudio Eduardo M. Costa
Pastor

 

A COISA ESTÁ FEIA! — CADÊ A IGREJA? - - Things are bad! Where's the church?

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