domingo, 20 de setembro de 2026

ATÉ QUANDO VOCÊS VÃO JULGAR INJUSTAMENTE? - SALMO 82 - - - How long will you judge unjustly? - Psalm 82 - - - ¿Hasta cuándo juzgaréis injustamente? - Salmo 82

 


ATÉ QUANDO VOCÊS VÃO JULGAR INJUSTAMENTE?

SALMO 82

“Até quando julgarão injustamente e tomarão partido pela causa dos ímpios?” — Salmo 82:2, NAA.

 

Até quando vocês vão julgar injustamente? A pergunta parece ter sido escrita para os nossos dias, mas está no Salmo 82. É o clamor de um povo diante da injustiça e, ao mesmo tempo, uma palavra de Deus confrontando aqueles que tinham responsabilidade de agir com justiça.

Basta olhar ao nosso redor para perceber uma sociedade marcada por violência, corrupção, exploração, drogas, guerras e tantas outras formas de sofrimento. Pessoas choram, famílias são destruídas, vidas são perdidas e muitos continuam sem voz. Diante dessa realidade, precisamos perguntar: o que estamos fazendo?

O Salmo 82 não apresenta apenas uma reflexão; ele nos confronta. A palavra dirigida ao povo de Israel também chega até nós, seguidores de Cristo. Precisamos levantar a voz em favor da justiça e fazer diferença onde Deus nos colocou.

Somos igreja do Senhor. Por isso, não podemos permanecer indiferentes diante daquilo que fere a dignidade humana. Precisamos anunciar o evangelho, mas também viver os valores do Reino de Deus em nossa sociedade.

O salmista pergunta: “Até quando julgarão injustamente e tomarão partido pela causa dos ímpios?” Deus vê quando alguém é favorecido injustamente. Vê quando os poderosos oprimem os fracos. Vê quando a verdade é ignorada. Mas também vê quem decide agir em favor de quem precisa de ajuda.

Essa é uma verdade fundamental do Salmo 82: a justiça não é apenas uma questão humana; é também uma questão diante de Deus.

E o chamado se torna ainda mais direto no versículo 3: “Defendam o direito dos fracos e dos órfãos; façam justiça aos aflitos e desamparados.” — Salmo 82:3, NAA.

Observe os verbos: defendam, façam justiça, socorram. Deus não nos chama apenas para observar. Ele nos chama para agir.

Talvez você pense: “Mas eu não sou advogado. Não sou juiz. Não trabalho na área da Justiça.” Mas defender direitos não é responsabilidade exclusiva de quem trabalha no sistema de Justiça. Somos cidadãos e, como seguidores de Jesus, somos chamados a refletir sua luz. Podemos defender quem não tem voz, acolher quem foi abandonado, socorrer quem precisa e usar os recursos que Deus colocou em nossas mãos para promover o bem.

A oração é indispensável. Precisamos pedir a Deus sabedoria, discernimento e coragem. Mas nossa oração também precisa nos colocar em movimento. Podemos orar: “Senhor, dá-nos ousadia para fazer aquilo que o Senhor nos chamou a fazer.”

E quando penso nisso, olho para Jesus.

Jesus conheceu a injustiça humana. Foi condenado sendo inocente. A multidão gritou: “Crucifica! Crucifica!” Pilatos, mesmo diante de sua responsabilidade, tentou se isentar. Na cruz, vemos a violência e a injustiça humanas, mas também contemplamos a profundidade do amor e da graça de Deus.

No Sermão do Monte, Jesus declarou: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.” — Mateus 5:6, NAA.

Jesus não apenas falou sobre amor; Ele amou. Não apenas ensinou misericórdia; Ele a praticou. Aproximou-se dos excluídos, acolheu os rejeitados, cuidou dos que sofriam e restaurou vidas.

Por isso, o Salmo 82 nos conduz a uma pergunta que não podemos evitar:

O que estamos fazendo neste mundo?

Não fomos chamados para viver uma fé indiferente. Fomos chamados para servir, acolher, proteger e agir. A igreja deve ser uma presença que anuncia a verdade, pratica a misericórdia e promove a dignidade humana.

Isso não significa agir com ódio, vingança ou divisão. Significa agir com verdade, sabedoria, coragem e amor, fundamentados na Palavra de Deus.

Talvez você não consiga transformar toda a sociedade. Mas pode transformar o dia de alguém. Pode ouvir quem ninguém escuta. Pode ajudar quem precisa. Pode defender alguém que está sendo injustiçado. Pode acolher quem foi rejeitado.

 

Não fique de braços cruzados diante da dor.

O Salmo 82 nos chama à ação:

“Defendam o direito dos fracos e dos órfãos; façam justiça aos aflitos e desamparados.”

Que o Senhor nos dê coragem para viver uma fé que não apenas fala de justiça, mas pratica a justiça; que não apenas fala de compaixão, mas demonstra compaixão.

Uma igreja que se importa não fecha os olhos para a dor. Ela vê, escuta, acolhe e age.

 

Que o seu dia seja muito abençoado!

 

Cláudio Eduardo M Costa

sábado, 19 de setembro de 2026

ESCUTEM, LEMBREM DO SEU PASSADO E VIVAM O MELHOR DE DEUS! - SALMO 81 - - - Listen, remember your past, and live the best of God! Psalm 81 - - - - Escucha, recuerda tu pasado y vive según la voluntad de Dios. Salmo 81

 


ESCUTEM, LEMBREM DO SEU PASSADO E VIVAM O MELHOR DE DEUS!

SALMO 81

 

Como você trata o seu passado? E como tem vivido o seu presente? Você tem conseguido escutar as pessoas ou está tão cercado de ruídos que já não consegue ouvir aquilo que realmente importa?

E se parte do que estamos vivendo hoje estiver relacionada às escolhas que fizemos ontem? E se, em algum momento, deixamos de ouvir a voz de Deus e começamos a seguir apenas os nossos próprios caminhos?

Chegamos ao Salmo 81, um texto que começa com celebração e adoração, mas que, no decorrer da leitura, muda completamente de tom. O povo é chamado a cantar, mas Deus também o chama a escutar. A celebração dá lugar à reflexão, e a memória da fidelidade de Deus confronta a infidelidade do seu povo.

O Salmo nos conduz a três atitudes fundamentais: escutar, lembrar e obedecer.

 

ESCUTE A VOZ DE DEUS

A primeira palavra é escute.

Vivemos cercados por vozes. Notícias, redes sociais, opiniões, preocupações, cobranças, ansiedade e tantas outras informações disputam diariamente nossa atenção. Em meio a tantos ruídos, podemos perder a sensibilidade para ouvir Deus.

Por isso, precisamos voltar à Palavra.

Escute o que Deus diz por meio das Escrituras. Permita que o Espírito Santo conduza seu coração. Faça silêncio suficiente para perceber aquilo que o Senhor está ensinando.

No Salmo 81, Deus diz:

“Escute, meu povo, as minhas admoestações. Ó Israel, se ao menos você me escutasse!” 📖 Salmo 81:8 — NAA

Israel conhecia a ação de Deus. Havia experimentado a libertação do Egito, o cuidado no deserto e a presença do Senhor ao longo da sua história. Mas, em determinado momento, deixou de ouvir.

O problema não era a ausência de Deus.

O problema era a ausência de escuta.

 

LEMBRE-SE DA FIDELIDADE DE DEUS

Deus então conduz o povo de volta à memória. Ele lembra Israel de onde o havia tirado e de como havia ouvido o seu clamor.

Isso nos ensina algo precioso: a memória da fidelidade de Deus fortalece a nossa fé no presente.

Por isso, pare e pense: quantas portas Deus já abriu? Quantas vezes Ele sustentou você quando parecia não haver forças? Quantos livramentos você só percebeu depois? Quantas orações foram respondidas? Quantas vezes você pensou que não conseguiria e, ainda assim, Deus fez você chegar até aqui?

Talvez precisemos fazer uma pausa e contar as bênçãos.

Lembrar não significa viver preso ao passado. Significa reconhecer aquilo que Deus já fez e permitir que essa memória nos ajude a confiar nele diante do que ainda não conhecemos.

Quem se lembra da fidelidade de Deus encontra forças para enfrentar o presente.

 

NÃO BASTA CONHECER. É PRECISO OBEDECER.

O Salmo 81 apresenta uma das declarações mais fortes:

“Mas o meu povo não escutou a minha voz; Israel não quis saber de mim.” 📖 Salmo 81:11 — NAA

Que palavra séria!

Israel tinha práticas religiosas. Havia culto, cânticos e celebração. Mas é possível manter uma rotina religiosa e, ainda assim, não estar disposto a ouvir Deus.

Não basta estar na igreja. Não basta servir. Não basta saber o que a Bíblia ensina.

É preciso obedecer.

Conhecimento sem prática não transforma nossa caminhada.

Por isso, depois de escutar e lembrar, vem a decisão: obedecer.

Obedecer significa parar de seguir apenas nossos próprios desejos e permitir que a Palavra de Deus oriente nossas escolhas.

 

JESUS NOS CHAMA A OUVIR E SEGUIR

Quando chegamos ao Novo Testamento, encontramos uma conexão profunda com o Salmo 81. Jesus declara:

“As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.” 📖 João 10:27 — NAA

Jesus não fala apenas de ouvir. Ele fala de ouvir e seguir.

Existe relacionamento.

Ele conhece suas ovelhas, e elas reconhecem sua voz.

Seguir Jesus significa colocar em prática aquilo que Ele ensinou. Significa amar, servir, perdoar, acolher, cuidar e viver de maneira que as pessoas possam perceber os valores do Reino de Deus por meio das nossas atitudes.

Nossa fé não pode ficar apenas nas palavras que pronunciamos no culto. Ela precisa aparecer na maneira como vivemos quando saímos da igreja e voltamos para a vida cotidiana.

 

ESCUTE. LEMBRE. OBEDEÇA.

Talvez Deus esteja chamando você hoje para uma decisão simples e profunda: abrir mais espaço na agenda para ouvi-lo.

Comece pela Palavra de Deus. Leia a Bíblia pela manhã. Antes que os ruídos do dia ocupem sua mente, permita que a voz de Deus seja a primeira a ser ouvida.

E faça algo muito simples: registre aquilo que Deus tem feito em sua vida. Anote livramentos, respostas de oração, portas abertas e pequenas bênçãos que muitas vezes passam despercebidas.

Conte as bênçãos. Não se esqueça de nenhuma delas.

Depois, pergunte:

“Senhor, o que o Senhor está me ensinando hoje?”

E, quando ouvir, obedeça.

O Salmo 81 não nos chama apenas a olhar para trás. Ele nos convida a usar a memória da fidelidade de Deus para viver o presente com fé e o futuro com confiança.

Escute a voz de Deus. Lembre-se da fidelidade de Deus. Obedeça à Palavra de Deus.

Talvez você esteja diante de uma decisão. Talvez esteja cansado. Talvez esteja pensando em desistir.

Pare.

Escute.

Lembre-se.

E siga Jesus.

Você não está sozinho.

Deus continua falando. Deus continua cuidando. Deus continua chamando.

A pergunta é:

Você está disposto a escutar?

Que hoje sua oração seja:

“Senhor, ajuda-me a ouvir a tua voz, lembrar da tua fidelidade e obedecer à tua Palavra.”

 

Que o seu dia seja abençoado em Cristo Jesus.

 

Cláudio Eduardo M. Costa

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

RESTAURA-NOS, Ó DEUS! SALMO 80 - - - - Restore us, O God! Psalm 80 - - - - ¡Restáuranos, oh Dios! Salmo 80

 


RESTAURA-NOS, Ó DEUS!

SALMO 80

 

Você já passou por alguma situação em que chegou à conclusão de que sua única oração deveria ser: “Restaura-me, ó Deus!”? Talvez você esteja vivendo um momento em que percebe que precisa ser restaurado. Existem momentos em nossa caminhada em que fraquejamos, momentos em que nossa fé é colocada à prova, momentos em que nos sentimos abandonados e até momentos em que nos tornamos autossuficientes, acreditando que não precisamos de ninguém — nem mesmo de Deus.

É nesse contexto de dependência que podemos nos aproximar do Salmo 80. Nele encontramos um povo clamando por restauração. A oração do salmista não nasce de uma situação confortável. Ela nasce da crise, da perda e da consciência de que somente Deus pode restaurar aquilo que foi destruído.

O Salmo 80 apresenta a imagem de Israel como uma videira que Deus trouxe do Egito e plantou na terra. O salmista recorda a história desse povo: Deus o libertou da escravidão, conduziu-o pelo deserto, cuidou dele e o estabeleceu na terra prometida. Ao longo da história de Israel, o povo experimentou períodos de crescimento, prosperidade e estabilidade, mas também momentos de afastamento de Deus, conflitos e derrotas.

É importante perceber que o Salmo 80 não é simplesmente uma narrativa histórica. É, sobretudo, uma oração. O salmista olha para a realidade que está vivendo e clama para que Deus volte a manifestar sua misericórdia.

Por três vezes aparece o pedido de restauração. No versículo 3, encontramos: “Restaura-nos, ó Deus; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos” (Salmo 80:3 — NAA). A mesma súplica reaparece no versículo 7 e, novamente, no versículo 19. É como se o povo estivesse dizendo: “Senhor, precisamos de Ti. Precisamos novamente da tua presença. Precisamos ser restaurados.”

 

A VIDEIRA QUE DEUS PLANTOU

Uma das imagens mais bonitas do Salmo 80 é justamente a da videira. O salmista declara que Deus trouxe uma videira do Egito, expulsou as nações e a plantou (Salmo 80:8 — NAA).

A imagem comunica cuidado, propósito e crescimento. Deus não apenas tirou Israel do Egito; Deus o conduziu, protegeu e estabeleceu. A videira cresceu porque havia sido plantada e cuidada por Deus.

Mas existe uma realidade dolorosa nessa história: aquilo que Deus plantou também poderia se afastar dele.

E quantas vezes isso acontece conosco?

Deus nos alcança, nos abençoa, abre portas, cuida de nós, sustenta nossa caminhada e nos permite crescer. Mas, com o passar do tempo, podemos começar a nos distanciar.

O trabalho ocupa nosso tempo.

Os estudos ocupam nossa mente.

As responsabilidades ocupam nossa agenda.

As redes sociais ocupam nossa atenção.

As preocupações ocupam nosso coração.

E, pouco a pouco, podemos continuar vivendo, trabalhando e realizando muitas coisas, enquanto nossa intimidade com Deus vai diminuindo.

Talvez o problema não seja que deixamos de acreditar em Deus. Talvez o problema seja que começamos a viver como se conseguíssemos viver sem Ele.

 

QUANDO PRECISAMOS SER RESTAURADOS

Por isso, a oração do Salmo 80 precisa se tornar uma oração pessoal:

“Restaura-nos, Senhor!”

Restaura a nossa fé.

Restaura o nosso amor.

Restaura a nossa alegria.

Restaura nossa disposição para servir.

Restaura nossos relacionamentos.

Restaura nossa comunhão contigo.

Mas existe algo importante: restauração não significa simplesmente voltar ao ponto em que estávamos antes. Muitas vezes, Deus usa os momentos de crise para nos levar a uma compreensão mais profunda de quem Ele é e de quem somos diante dele.

A restauração começa quando reconhecemos nossa dependência de Deus.

É preciso ter um coração disponível para ouvir a voz do Senhor, receber sua Palavra e permitir que Ele transforme nossa maneira de viver.

 

RESTAURAÇÃO TAMBÉM É APRENDER A AMAR

Existe outra dimensão da restauração que não podemos ignorar.

Precisamos restaurar o amor.

Servimos a Deus quando cuidamos de pessoas.

Servimos a Deus quando amamos pessoas.

Servimos ao Senhor quando nossa fé deixa de ser apenas um discurso e se transforma em atitudes concretas de cuidado, compaixão e serviço.

Uma vida conectada com Deus começa a produzir frutos na maneira como tratamos aqueles que estão ao nosso redor.

Não podemos dizer que queremos ser restaurados por Deus e continuar indiferentes à dor do outro.

A restauração que Deus realiza em nós também precisa alcançar nossos relacionamentos.

Precisamos recuperar a alegria de viver.

A alegria de servir.

A alegria de estar na presença de Deus.

A alegria de olhar para o próximo e enxergar nele alguém criado à imagem de Deus.

 

JESUS, A VIDEIRA VERDADEIRA

Quando olho para a imagem da videira no Salmo 80, imediatamente penso em Jesus.

No Evangelho de João, Jesus declara:

“Eu sou a videira verdadeira.”  João 15:1 — NAA

Essa afirmação nos conduz ao centro da vida cristã.

A primeira etapa da restauração é estar ligado à Videira.

Jesus não disse apenas que era uma videira. Ele declarou ser a videira verdadeira.

Isso significa que nossa vida precisa estar conectada a Cristo.

Quando permanecemos nele, encontramos a fonte da nossa vida espiritual. É dele que recebemos força para crescer, perseverar e produzir frutos.

Talvez você esteja tentando restaurar sua vida sozinho.

Talvez esteja tentando consertar seus relacionamentos sozinho.

Talvez esteja tentando recuperar sua alegria sozinho.

Mas o Salmo 80 nos convida a começar de outro lugar:

“Restaura-nos, ó Deus.”

E Jesus nos lembra:

“Eu sou a videira verdadeira.”

A restauração começa em uma vida novamente conectada a Cristo.

 

VOCÊ É AMADO POR DEUS

Existe ainda uma verdade que precisamos guardar no coração: você é amado por Deus.

Você não precisa conquistar o amor de Deus por meio do seu desempenho.

Você não precisa provar que é importante.

Você já foi alcançado pela graça.

Quando olhamos para Cristo e para a cruz, percebemos a dimensão desse amor. Deus não ficou indiferente à nossa condição. Em Jesus, vemos a manifestação da graça e do amor de Deus.

A Primeira Carta de João afirma:

“Nós amamos porque ele nos amou primeiro.” 1 João 4:19 — NAA

Que verdade maravilhosa!

Nós somos amados e, por isso, somos chamados a amar.

Quando compreendemos quem somos diante de Deus, também começamos a olhar para as pessoas de uma maneira diferente.

 

O QUE PRECISA SER RESTAURADO EM VOCÊ?

Agora quero fazer uma pergunta muito pessoal: qual área da sua vida precisa ser restaurada? Talvez seja sua comunhão com Deus, sua fé, seu casamento, um relacionamento familiar, sua alegria ou sua disposição para servir. Talvez seja simplesmente o desejo de voltar a sentir prazer na presença do Senhor.

Não tenha medo de reconhecer sua necessidade. O salmista não teve medo de clamar. Ele não escondeu sua fragilidade. Ele olhou para sua realidade e disse: “Restaura-nos, ó Deus!” (Salmo 80:3 — NAA). Essa também pode ser a sua oração hoje.

 

RESTAURA, SENHOR!

Talvez hoje você precise fazer uma pausa, desligar um pouco o barulho, deixar de lado as preocupações e abrir o coração diante de Deus. Talvez tudo o que você consiga dizer seja: “Senhor, restaura-me.” Restaura o meu amor por Ti. Restaura o meu amor pelas pessoas. Restaura minha alegria. Restaura minha esperança. Restaura aquilo que foi quebrado dentro de mim. Ensina-me novamente a permanecer em Cristo.

Quando estamos ligados à Videira verdadeira, podemos continuar crescendo, produzindo frutos e vivendo de acordo com o propósito de Deus. Jesus declarou: “Eu sou a videira verdadeira” (João 15:1 — NAA). Permanecer em Cristo é reconhecer que não somos autossuficientes e que precisamos diariamente da presença, da graça e do cuidado de Deus.

O Salmo 80 nos lembra que a restauração começa quando reconhecemos que precisamos de Deus. Por isso, não tenha vergonha de clamar. Não tenha medo de reconhecer sua necessidade. Não tente carregar tudo sozinho. Volte para a presença do Senhor. Permaneça em Cristo. E permita que Deus restaure aquilo que precisa ser restaurado.

Que hoje a sua oração seja simples e profunda: “RESTAURA-NOS, Ó DEUS!”

Que Deus restaure sua fé, sua esperança, seus relacionamentos e seu amor. E que sua vida, ligada à Videira verdadeira, produza frutos que abençoem outras vidas.

Que Deus, em sua graça e misericórdia, abençoe grandemente o seu dia.

 

PARA REFLETIR

Qual área da minha vida precisa ser restaurada por Deus?

 

Cláudio Eduardo M Costa

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

ATÉ QUANDO, SENHOR? - SALMO 79 - - - How long, Lord? - Psalm 79 - - - - ¿Hasta cuándo, Señor? - Salmo 79

 


ATÉ QUANDO, SENHOR?

SALMO 79

 

Você já olhou para uma situação acontecendo ao seu redor e sentiu vontade de gritar: “Até quando, Senhor? Até quando vamos ter que suportar tudo isso? Até quando o mal vai parecer estar se sobrepondo ao bem? Até quando veremos pessoas sofrendo, sendo humilhadas e tendo sua dignidade desrespeitada?”

Essa é uma pergunta profundamente humana. E é também uma pergunta bíblica.

Hoje, na nossa caminhada pelos 150 dias lendo o livro de Salmos, chegamos ao Salmo 79. Encontramos aqui uma oração que nasce em meio à destruição, à dor, ao sofrimento e à perplexidade. Jerusalém foi devastada, o lugar de adoração foi profanado e o povo experimentou uma das maiores tragédias de sua história. O Salmo 79 pertence justamente ao conjunto de cânticos que expressam o lamento diante da destruição e da violência.

Não é uma oração feita em um ambiente tranquilo. É uma oração feita quando tudo parece estar desmoronando.

 

QUANDO A DOR NOS FAZ PERGUNTAR: ATÉ QUANDO?

O ser humano não foi criado para viver em permanente estado de dor, violência e ruptura. A narrativa bíblica apresenta a humanidade como criada à imagem e semelhança de Deus, chamada para viver em relacionamento com o Criador e com o próximo.

Quando olhamos para a história de Israel, percebemos que o afastamento de Deus, a idolatria e a injustiça tiveram consequências profundas. Os livros históricos e proféticos relacionam a queda de Jerusalém ao longo processo de infidelidade do povo à aliança com Deus. A destruição da cidade e do templo não aconteceu em um vazio histórico ou espiritual.

Por isso, o Salmo 79 também nos convida a olhar para nossas próprias escolhas.

Nós temos escolhas. Temos caminhos.

E a Palavra de Deus continua nos chamando a escolher o caminho da obediência, a ouvir a voz do Senhor e a cultivar intimidade com Deus.

Precisamos perguntar: como estamos vivendo? Para onde estamos caminhando? O que estamos fazendo com a vida que Deus nos deu?

 

JERUSALÉM EM RUÍNAS

O salmista começa descrevendo uma realidade devastadora. A cidade que representava a identidade nacional e religiosa de Israel estava destruída. O templo, centro da adoração, havia sido profanado.

Jerusalém, que tantas vezes havia sido apresentada como símbolo de uma cidade estabelecida, agora estava marcada pela destruição.

É impossível ler esse Salmo sem perceber a profundidade da dor. E talvez seja justamente por isso que ele continue falando conosco.

Quando olhamos para o mundo à nossa volta, encontramos sofrimento, violência, injustiça, pobreza, desigualdade, conflitos e pessoas cuja dignidade é diariamente ferida.

Também podemos olhar para o nosso próprio país e perceber quanto precisamos recuperar valores fundamentais para a convivência humana: respeito, responsabilidade, justiça, verdade, compaixão e dignidade.

Em tempos de tanta polarização, não precisamos transformar a fé em instrumento de disputa. Precisamos recuperar a capacidade de olhar para o outro como alguém criado à imagem de Deus.

Precisamos de mais humanidade.

Precisamos de mais compaixão.

Precisamos aprender novamente a discordar sem desumanizar.

E precisamos lembrar que nenhuma estrutura humana ocupa o lugar de Deus.

 

“NÃO NOS LEVE EM CONTA AS MALDADES DOS NOSSOS ANTEPASSADOS”

No versículo 8, encontramos uma oração profundamente significativa:

“Não nos leve em conta as maldades dos nossos antepassados.”  Salmo 79:8 — NAA

O salmista reconhece que existe uma história por trás daquela tragédia.

Existem erros cometidos anteriormente.

Existem escolhas que produziram consequências.

Mas agora o povo está diante de Deus clamando por misericórdia.

Existe aqui uma lição importante: não podemos mudar o passado, mas podemos decidir o que faremos a partir de agora.

Não precisamos repetir os mesmos erros.

Não precisamos perpetuar ciclos de violência.

Não precisamos reproduzir a intolerância.

Não precisamos ensinar às próximas gerações a cultura do ódio, da vingança e da desumanização.

Podemos escolher outro caminho.

Podemos buscar reconciliação.

Podemos praticar justiça.

Podemos exercer misericórdia.

Podemos voltar para Deus.

 

“AJUDA-NOS, Ó DEUS E SALVADOR NOSSO”

Então chegamos ao versículo 9, um dos grandes centros da oração:

“Ajuda-nos, ó Deus e Salvador nosso, pela glória do teu nome; livra-nos e perdoa os nossos pecados, por amor do teu nome.” Salmo 79:9 — NAA

Observe a profundidade desse pedido.

O salmista não está simplesmente dizendo:

“Senhor, mude as nossas circunstâncias.”

Ele está dizendo:

“Senhor, perdoa-nos.”

“Senhor, salva-nos.”

“Senhor, ajuda-nos.”

Existe uma percepção de que a verdadeira restauração não é apenas reconstruir paredes, cidades ou estruturas.

É preciso restaurar o relacionamento com Deus.

Essa é uma das grandes mensagens do Salmo 79.

Podemos desejar mudanças ao nosso redor e, ao mesmo tempo, precisar de mudanças dentro de nós.

Podemos pedir uma sociedade melhor e continuar precisando de um coração transformado.

Podemos reclamar da falta de justiça e, ao mesmo tempo, precisar perguntar se estamos praticando justiça nas pequenas coisas da nossa própria vida.

 

A RESPOSTA DE DEUS

E aqui a nossa leitura do Salmo encontra a história de Jesus.

Quando olhamos para toda a narrativa bíblica, percebemos que Deus não ficou indiferente à condição humana. A resposta de Deus à nossa necessidade de perdão e reconciliação encontra sua expressão plena em Jesus Cristo.

Jesus veio anunciar o Reino de Deus.

Jesus ensinou sobre justiça.

Jesus ensinou sobre amor.

Jesus acolheu os desprezados.

Jesus aproximou-se dos que sofriam.

Jesus ensinou seus discípulos a servir.

Jesus confrontou a hipocrisia.

Jesus revelou a graça de Deus.

E, na cruz, entregou a própria vida por nós.

Por isso, quando o salmista clama:

“Ajuda-nos, ó Deus e Salvador nosso”, nós podemos olhar para Cristo e reconhecer a grandeza da graça de Deus.

A salvação vem do Senhor.

 

ESTAMOS VIVENDO COMO JESUS NOS ENSINOU?

Talvez essa seja uma das perguntas mais importantes que o Salmo 79 nos deixa.

O que estamos fazendo com tudo aquilo que Jesus ensinou?

Jesus nos ensinou a amar o próximo.

Estamos amando?

Jesus nos ensinou a servir.

Estamos servindo?

Jesus nos ensinou a perdoar.

Estamos perdoando?

Jesus nos ensinou a cuidar dos pequenos e vulneráveis.

Estamos cuidando?

Jesus nos ensinou a buscar primeiro o Reino de Deus.

Estamos colocando o Reino em primeiro lugar?

É muito fácil olhar para a sociedade e dizer:

“Senhor, até quando?”

Mas talvez Deus também esteja nos perguntando:

“E você? O que está fazendo com a missão que coloquei em suas mãos?”

 

NO MEIO DA DOR, AINDA PODEMOS ORAR

O primeiro grande aprendizado do Salmo 79 é este:

No meio da dor, você pode orar.

Você pode dizer:

“Até quando, Senhor?”

A Bíblia não nos ensina a esconder nossa dor.

O salmista não finge que está tudo bem.

Ele não transforma sofrimento em discurso religioso superficial.

Ele olha para a realidade e clama.

Isso é muito importante.

Há momentos em que nossa oração não será uma oração bonita.

Será uma oração de lágrimas.

Será uma oração de perguntas.

Será uma oração de quem simplesmente consegue dizer:

“Senhor, ajuda-me!”

E Deus continua sendo Deus também nesses momentos.

 

NOSSA ESPERANÇA ESTÁ NO SENHOR

O Salmo 79 não nos autoriza a abandonar a esperança. Pelo contrário.

A oração nasce justamente porque o salmista ainda acredita que Deus pode agir.

Ele olha para a destruição, mas continua olhando para Deus.

E essa é uma diferença fundamental.

A realidade pode ser difícil, mas Deus continua sendo Deus.

Governos passam.

Estruturas mudam.

Pessoas mudam.

Circunstâncias mudam.

Mas nossa esperança não pode estar fundamentada exclusivamente em estruturas humanas.

Nossa esperança está no Senhor.

Por isso, diante daquilo que nos angustia, precisamos orar.

Orar pelo nosso país.

Orar pelas famílias.

Orar pelos que sofrem.

Orar pelos que exercem autoridade.

Orar pelos que pensam diferente de nós.

Orar pela Igreja.

E, principalmente, orar para que Deus transforme primeiro o nosso próprio coração.

 

UMA IGREJA QUE HUMANIZA

Talvez aqui esteja uma das grandes contribuições que podemos oferecer ao nosso tempo. Uma Igreja que se importa. Uma Igreja que não apenas fala sobre justiça, mas pratica justiça. Uma Igreja que não apenas fala sobre amor, mas ama. Uma Igreja que não apenas denuncia a desumanização, mas humaniza suas relações. Uma Igreja que não apenas pergunta “até quando, Senhor?”, mas também pergunta:

“Senhor, o que posso fazer enquanto espero a tua intervenção?”

A nossa esperança está em Deus.

Mas a nossa atitude precisa acontecer aqui e agora.

Deus pode usar nossa vida para levar consolo a alguém.

Pode usar nossas mãos para servir.

Pode usar nossa voz para anunciar o Evangelho.

Pode usar nossa presença para acolher.

Pode usar nossa compaixão para restaurar dignidade.

 

ATÉ QUANDO, SENHOR?

Talvez você esteja vivendo hoje o seu próprio Salmo 79.

Talvez exista uma situação que você não consegue resolver.

Talvez você esteja olhando para sua família e perguntando:

“Até quando?”

Talvez seja uma situação profissional.

Uma injustiça.

Uma preocupação com o futuro.

Uma dor que ninguém conhece.

Ou talvez você esteja simplesmente olhando para o mundo e perguntando:

“Até quando, Senhor?”

Hoje, leve essa pergunta para Deus.

Mas não pare nela.

Depois de perguntar “até quando?”, faça também outra pergunta:

“Senhor, o que o Senhor deseja fazer em mim e através de mim enquanto espero?”

Essa pode ser uma oração transformadora.

 

VAMOS À LUTA, POVO DE DEUS!

O Salmo 79 nos ensina que podemos lamentar sem perder a fé. Podemos chorar sem abandonar a esperança. Podemos reconhecer a realidade sem deixar de confiar em Deus. Podemos olhar para um mundo ferido e decidir ser instrumentos de cura. Podemos olhar para uma sociedade marcada pela desumanização e escolher viver a compaixão. Podemos olhar para a injustiça e escolher praticar a justiça. Podemos olhar para o sofrimento e escolher servir. E podemos olhar para Cristo e lembrar:

Deus não ficou indiferente à nossa condição.

Por isso, povo de Deus, vamos à luta!

Não uma luta contra pessoas.

Mas uma luta pela vida.

Pela dignidade.

Pela verdade.

Pela justiça.

Pelo amor.

Pelo Evangelho.

Onde você estiver, seja um instrumento de bênção nas mãos do Senhor.

E quando seu coração perguntar:

“Até quando, Senhor?”

Continue orando.

Continue servindo.

Continue confiando.

Porque a nossa esperança continua no Deus que salva.

Que Deus, em sua misericórdia, abençoe grandemente o seu dia.

📖 Leia hoje o Salmo 79.

Estamos caminhando juntos nos 150 dias lendo o livro de Salmos.

Um Salmo por dia. Um encontro com Deus.

 

PARA REFLETIR

O que precisa ser restaurado primeiro: a realidade ao meu redor ou o meu coração diante de Deus?

 

Cláudio Eduardo M Costa

ATÉ QUANDO VOCÊS VÃO JULGAR INJUSTAMENTE? - SALMO 82 - - - How long will you judge unjustly? - Psalm 82 - - - ¿Hasta cuándo juzgaréis injustamente? - Salmo 82

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