quarta-feira, 2 de setembro de 2026

MOVIMENTO 9:35

 

APRESENTAÇÃO

 

O Movimento 9:35 tem como objetivo despertar e fortalecer a consciência dos cristãos acerca de sua responsabilidade na proclamação do Evangelho de Jesus Cristo. Sua inspiração está em Mateus 9.35-38, texto que apresenta Jesus percorrendo cidades e aldeias, ensinando, pregando o Evangelho do Reino e cuidando das pessoas. Ao contemplar as multidões, Jesus teve compaixão delas e, diante da grandeza da seara, chamou seus discípulos a orarem ao Senhor para que enviasse trabalhadores.

O texto de Mateus apresenta uma sequência que orienta a proposta do Movimento 9:35. Primeiro, Jesus vai ao encontro das pessoas; depois, ensina, anuncia o Evangelho e cuida delas; em seguida, vê a multidão com compaixão e, finalmente, chama seus discípulos a orar ao Senhor da seara. Essa sequência nos ajuda a compreender que a missão cristã não pode ser reduzida a palavras ou atividades religiosas. Ela envolve presença, compaixão, proclamação, oração e disposição para servir.

O Movimento 9:35 é uma iniciativa construída em parceria entre a Igreja Batista Arena de Deus e o Blog Humanizando Compaixão, com o propósito de contribuir para que cristãos e comunidades cristãs sejam despertados para a responsabilidade de viver e proclamar o Evangelho. Embora tenha origem nessa parceria, o Movimento 9:35 não pertence exclusivamente à Igreja Batista Arena de Deus nem ao Blog Humanizando Compaixão. Seu propósito é ser uma mobilização aberta a cristãos, igrejas e comunidades cristãs de diferentes denominações, cidades, países e contextos que desejem assumir o chamado de Jesus para a missão.

O Movimento 9:35 não pretende criar uma nova missão para a Igreja. Ele procura despertar a Igreja para a missão que Jesus Cristo já lhe confiou. Antes de retornar ao Pai, Jesus declarou aos seus discípulos: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” e, a partir dessa autoridade, ordenou que fossem e fizessem discípulos de todas as nações (Mateus 28.18-20). Também afirmou: “Vocês serão minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra” (Atos 1.8). A proclamação do Evangelho, portanto, não é responsabilidade exclusiva de pastores, missionários ou líderes. É uma responsabilidade de todo discípulo de Jesus Cristo.

Antes do início efetivo do Movimento 9:35, haverá um período de preparação e conscientização. Esse tempo antecederá o início do movimento e terá como propósito apresentar sua visão, ensinar seus fundamentos bíblicos, preparar os participantes e despertar a consciência missionária. Será também uma oportunidade para que cada pessoa compreenda o significado dos cinco nomes e se prepare para assumir um compromisso pessoal de oração, testemunho e convite.

O MOVIMENTO 9:35, entretanto, não é uma campanha com prazo determinado para terminar. Não se trata de um projeto limitado a um mês, a um ano, a uma igreja, a uma denominação ou a uma determinada região. O movimento começa agora como uma mobilização consciente e intencional, mas seu propósito é permanecer até a volta de Jesus Cristo. Enquanto a Igreja estiver neste mundo e houver pessoas que ainda precisam ouvir o Evangelho, permanece o chamado para testemunhar de Cristo.

Isso significa que o Movimento 9:35 começa em um momento definido, mas não possui um prazo humano para seu encerramento. Seu término está relacionado à esperança cristã da volta de Jesus. Cristo prometeu estar com seus discípulos “todos os dias até o fim dos tempos” (Mateus 28.20). Portanto, enquanto aguardamos sua volta, continuamos chamados a trabalhar na seara do Senhor. Jesus também declarou que o Evangelho do Reino seria anunciado a todas as nações e então viria o fim (Mateus 24.14).

O Movimento 9:35 também não possui limites geográficos. Ele pode ser vivido em uma pequena comunidade, em uma grande cidade, em uma igreja local, em uma família, em um ambiente de trabalho, em uma escola ou em qualquer lugar onde existem pessoas que ainda precisam ouvir sobre Jesus. A missão de Cristo alcança “até os confins da terra” (Atos 1.8). Por isso, o Movimento pode atravessar fronteiras, culturas, denominações e gerações.

 

CINCO NOMES: CINCO VIDAS DIANTE DE DEUS

Uma das práticas centrais do Movimento 9:35 será a escolha de cinco pessoas — amigos ou familiares que ainda não são cristãos ou que não professam a fé em Jesus Cristo. Cada participante será convidado a colocar esses cinco nomes diante do Senhor e interceder por eles de maneira intencional.

Os cinco nomes não representam simplesmente uma meta numérica. Representam cinco vidas. São pessoas com histórias, necessidades, dúvidas, dores, famílias e experiências diferentes. O objetivo é deixar de pensar na missão apenas de maneira genérica e começar a enxergar pessoas concretas que Deus colocou ao nosso redor.

Essa prática nasce da compaixão demonstrada por Jesus. “Ao ver as multidões, Jesus teve compaixão delas, porque estavam aflitas e exaustas, como ovelhas que não têm pastor” (Mateus 9.36). Antes de falar sobre trabalhadores, Jesus viu pessoas. O Movimento 9:35 deseja ensinar-nos a olhar para nossos amigos, familiares, vizinhos e conhecidos com esse mesmo senso de compaixão.

Os cinco nomes também não formam uma lista permanente. Eles precisam ser renovados ao longo da caminhada. Quando uma das pessoas toma uma decisão consciente de seguir a Cristo, seu nome deixa de ocupar uma das cinco vagas de intercessão missionária e passa a ser acompanhado em uma nova etapa de acolhimento, integração à comunidade cristã e discipulado (Mateus 28.19-20). Outra pessoa que ainda precisa ouvir o Evangelho poderá então ser incluída.

Da mesma forma, quando uma pessoa da lista falecer, sua situação deverá ser recebida com respeito e sensibilidade, e seu nome poderá ser substituído por outra pessoa que ainda necessite ouvir a mensagem de Cristo. E, caso alguém manifeste de maneira clara que não deseja ouvir sobre Jesus naquele momento, sua decisão deve ser respeitada. Não haverá pressão, constrangimento ou insistência inadequada. Podemos continuar tratando essa pessoa com amor e respeito e, ao mesmo tempo, incluir outro nome na lista para que outra vida seja alcançada pelo testemunho cristão.

Assim, os cinco nomes permanecem em movimento. O objetivo não é permanecer para sempre com as mesmas cinco pessoas, mas manter continuamente cinco vidas diante de Deus e cinco oportunidades concretas de viver a missão.

9H35: UM MOMENTO DE ORAÇÃO

O horário das 9h35 será o lembrete diário de Mateus 9.35. Nesse momento, cada participante será convidado a parar, onde estiver, e apresentar seus cinco nomes ao Senhor. Pode ser em casa, no trabalho, na escola, durante uma viagem ou em qualquer outro lugar. O mais importante não é o local, mas a disposição de participar da missão por meio da oração.

Às 9h35, lembramos de Jesus percorrendo cidades e aldeias, ensinando, anunciando o Evangelho e cuidando das pessoas (Mateus 9.35). Lembramos de sua compaixão pelas multidões (Mateus 9.36). E lembramos de sua orientação: “Peçam ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara” (Mateus 9.38).

Mas essa oração também precisa alcançar quem está orando. Quando pedimos ao Senhor da seara que envie trabalhadores, precisamos estar dispostos a dizer: “Senhor, aqui estou. Envia-me a mim” (Isaías 6.8). O Movimento 9:35 deseja formar cristãos que não apenas peçam por trabalhadores, mas que estejam disponíveis para ser resposta da própria oração.

 

ORAR, TESTEMUNHAR E CONVIDAR

O Movimento 9:35 está fundamentado em três ações centrais: ORAR, TESTEMUNHAR e CONVIDAR.

ORAR significa apresentar intencionalmente os cinco nomes diante de Deus, pedindo que o Senhor prepare os corações, abra portas, remova obstáculos e levante trabalhadores para sua seara (Mateus 9.37-38). Também significa pedir que Deus transforme o nosso próprio coração, dando-nos compaixão, coragem, sabedoria e disposição para agir.

TESTEMUNHAR significa compartilhar aquilo que Jesus Cristo fez em nossa vida e apresentar, por palavras e atitudes, a esperança que encontramos nele. Jesus declarou: “Vocês serão minhas testemunhas” (Atos 1.8). Pedro orienta os cristãos a estarem preparados para explicar a razão da esperança que possuem, fazendo isso com mansidão e respeito (1 Pedro 3.15).

CONVIDAR significa ir além de simplesmente chamar alguém para participar de uma programação. No Movimento 9:35, convidar significa apresentar o Evangelho, anunciar Jesus Cristo e fazer o apelo cristão, oferecendo à pessoa a oportunidade de ouvir o chamado de Cristo e responder a ele. O convite aponta para Jesus e para a necessidade de uma resposta pessoal ao Evangelho.

Esse apelo deve ser realizado com amor, clareza, humildade e respeito. Não manipulamos pessoas, não pressionamos decisões e não utilizamos constrangimento emocional para produzir resultados. Nossa responsabilidade é anunciar fielmente o Evangelho e apresentar o chamado de Cristo. O convencimento e a transformação do coração pertencem ao Espírito Santo (João 16.8).

 

DO CONVITE AO DISCIPULADO

Quando uma pessoa responde positivamente ao Evangelho, o processo não termina. Começa uma nova caminhada. A pessoa precisa ser acolhida, conhecida, acompanhada e integrada à comunidade cristã. Jesus não ordenou simplesmente que fizéssemos decisões; ordenou que fizéssemos discípulos (Mateus 28.19-20).

Por isso, o Movimento 9:35 deseja estabelecer uma caminhada que vai da oração ao relacionamento, do relacionamento ao testemunho, do testemunho ao convite, do convite ao apelo cristão, do apelo à resposta a Cristo e da resposta ao acolhimento, discipulado e integração à comunidade cristã.

O propósito é que aquele que foi alcançado também possa se tornar um trabalhador na seara. Quem foi discipulado poderá discipular. Quem ouviu o Evangelho poderá testemunhar. Quem recebeu um convite poderá, no futuro, convidar outras pessoas. Dessa maneira, a missão se multiplica e novos trabalhadores são levantados.

 

UMA MISSÃO QUE CONTINUA ATÉ A VOLTA DE CRISTO

O Movimento 9:35 começa agora, mas não termina quando uma atividade é encerrada, quando um calendário chega ao fim ou quando uma determinada etapa é concluída. O que poderá terminar são campanhas específicas, encontros, materiais ou períodos de mobilização. O chamado para proclamar o Evangelho, porém, permanece.

Nossa expectativa é que o Movimento 9:35 desperte uma consciência que acompanhe o cristão durante toda a sua caminhada. Enquanto estivermos neste mundo, continuaremos sendo testemunhas de Cristo. Enquanto houver pessoas que ainda precisam ouvir, haverá oportunidade para anunciar. Enquanto aguardamos a volta do Senhor, continuaremos trabalhando na seara.

A missão terá seu cumprimento definitivo quando Cristo voltar. Até lá, permanecemos fiéis ao chamado recebido. “E eis que estou com vocês todos os dias até o fim dos tempos” (Mateus 28.20).

O Movimento 9:35, portanto, não é apenas uma campanha, não é apenas um projeto e não é propriedade de uma instituição. É uma mobilização fundamentada na Palavra de Deus e voltada para despertar cristãos para uma responsabilidade que receberam do próprio Cristo.

Começamos com cinco nomes. Oramos por cinco vidas. Procuramos oportunidades para testemunhar. Fazemos o convite e o apelo cristão. Acolhemos aqueles que respondem. Discipulamos os novos seguidores de Jesus. E, à medida que novos discípulos surgem, novos nomes são acrescentados e novos trabalhadores são levantados para a seara.

Cinco nomes. Uma oração. Uma missão.

E a nossa oração permanece:

“A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, peçam ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.”
Mateus 9.37-38 | NAA

 

 

Uma parceria do Ministério Humanizando Compaixão e da Igreja Batista Arena de Deus!

 

 

TEXTOS BÍBLICOS PARA VIVER A MISSÃO

ORAR • TESTEMUNHAR • CONVIDAR • ACOLHER • DISCIPULAR • ENVIAR

 

1. ORAR — Buscar o Senhor da seara

  • Mateus 9.35-38 — Jesus vê a multidão, compadece-se e chama a Igreja à oração.
  • Lucas 10.1-2 — “Peçam ao Senhor da seara que mande trabalhadores.”
  • Atos 1.14 — A Igreja persevera unida em oração.
  • Atos 4.23-31 — A Igreja ora por coragem para anunciar a Palavra.
  • Colossenses 4.2-4 — Perseverar na oração e pedir oportunidades para anunciar Cristo.
  • 1Timóteo 2.1-4 — Orar por todas as pessoas e pelo desejo de Deus de que sejam salvas.

 

2. TESTEMUNHAR — Contar o que Cristo fez

  • Mateus 5.13-16 — Ser sal e luz no mundo.
  • Marcos 5.18-20 — Contar o que o Senhor fez.
  • João 1.40-46 — “Venha e veja.”
  • João 4.28-30, 39-42 — A mulher samaritana testemunha sobre Jesus.
  • Atos 1.8 — “Vocês serão minhas testemunhas.”
  • Atos 4.19-20 — Não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos.
  • 1Pedro 3.15-16 — Estar preparados para responder sobre a esperança que existe em nós.

 

3. CONVIDAR — Apelar para que as pessoas conheçam e sigam a Cristo

  • João 1.43-46 — Filipe convida Natanael: “Venha e veja.”
  • João 4.28-30 — A mulher samaritana chama as pessoas para encontrarem Jesus.
  • Lucas 14.15-24 — O convite para participar do banquete.
  • Mateus 11.28-30 — Jesus chama os cansados e sobrecarregados.
  • Apocalipse 3.20 — O chamado de Cristo para abrir a porta.
  • Apocalipse 22.17 — “Quem tem sede venha.”

 

4. ACOLHER — Receber pessoas com o amor de Cristo

  • Mateus 25.35-40 — Receber e cuidar do próximo como expressão do serviço a Cristo.
  • Lucas 19.1-10 — Jesus se aproxima de Zaqueu e transforma sua vida.
  • Romanos 12.9-13 — Praticar a hospitalidade e o amor genuíno.
  • Romanos 15.5-7 — Acolher uns aos outros como Cristo nos acolheu.
  • Hebreus 13.1-2 — Permanecer no amor fraternal e praticar a hospitalidade.
  • 1Pedro 4.8-10 — Servir uns aos outros com amor.

 

5. DISCIPULAR — Acompanhar quem começa a seguir Jesus

  • Mateus 28.18-20 — Fazer discípulos e ensiná-los a obedecer a Cristo.
  • Mateus 4.18-22 — Jesus chama seus primeiros discípulos.
  • Lucas 9.23-24 — O chamado para seguir Jesus.
  • Atos 2.37-47 — Uma comunidade que persevera na doutrina, comunhão, oração e vida compartilhada.
  • Colossenses 2.6-7 — Continuar vivendo em Cristo e crescendo nele.
  • 2Timóteo 2.1-2 — Transmitir aquilo que recebemos a pessoas capazes de ensinar outras.
  • Efésios 4.11-16 — A Igreja cresce e amadurece à medida que cada membro participa da edificação do corpo.

 

6. ENVIAR — Participar da missão de Deus

  • Mateus 28.18-20 — A Grande Comissão.
  • João 20.21 — “Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês.”
  • Atos 1.8 — Testemunhas de Cristo até os confins da terra.
  • Atos 8.26-40 — Filipe é conduzido pelo Espírito para encontrar o etíope.
  • Atos 13.1-4 — A Igreja de Antioquia ora, ouve o Espírito Santo e envia Barnabé e Saulo.
  • Romanos 10.13-15 — A necessidade de pessoas que anunciem o Evangelho.
  • Filipenses 4.10-20 — A participação da Igreja no sustento da missão.
  • Apocalipse 7.9-10 — Pessoas de todas as nações, tribos, povos e línguas diante do Cordeiro.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

BÍBLIA. Bíblia Sagrada. Nova Almeida Atualizada (NAA). Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

BÍBLIA. Bíblia de Estudo da Reforma. São Paulo: Cultura Cristã; Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

BÍBLIA. Bíblia de Estudo NTLH. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

BÍBLIA. Bíblia Sagrada. Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH). Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

BROADMAN. Comentário Bíblico Broadman. Rio de Janeiro: Junta de Educação Religiosa e Publicações (JUERP), 1986.

DODD, Charles Harold. Segundo as Escrituras. São Paulo: ASTE, 1979.

MILLER, Steve. Liderança Espiritual Segundo Spurgeon. São Paulo: Editora Vida, 2004.

REESE, Edward (Org.). A Bíblia em Ordem Cronológica: Nova Versão Internacional. Tradução de Judson Canto. São Paulo: Editora Vida, 2003.

SPURGEON, Charles Haddon. Esboços Bíblicos: de Gênesis a Apocalipse. São Paulo: Shedd Publicações, 2002.

STOTT, John. Estudantes da Palavra: Engajados com as Escrituras para Impactar o Mundo. São Paulo: ABU Editora, 2020.


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SOBRE O AUTOR

Cláudio Eduardo de Macedo Costa

Cláudio Eduardo de Macedo Costa é pastor, servo de Cristo, escritor e missionário, dedicado há mais de três décadas ao ministério cristão, à formação de pessoas e à proclamação do Evangelho.

Sua trajetória ministerial foi construída em diferentes contextos do Brasil, envolvendo atividades pastorais, educacionais e sociais. Ao longo de sua caminhada, exerceu funções de liderança e cuidado, entre elas a coordenação do Lar Batista do Idoso, no Rio de Janeiro, e a presidência do conselho do Lar Batista Jannel Dolly, em Manaus. Também participou da fundação do Colégio Batista Betânia, em Gravatá, Pernambuco.

Sua formação teológica foi realizada no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, em 1993, e posteriormente na PUC-Rio, onde concluiu formação na área de Narrativas Digitais. É graduando em Direito pela Universidade Estácio de Sá e concluiu a pós-graduação em Direito 4.0 — Direito Digital, Proteção de Dados e Cibersegurança, pela PUC-PR.

Como escritor e comunicador cristão, desenvolve conteúdos voltados à reflexão bíblica, à compaixão, ao discipulado e à missão. É autor de EU ME IMPORTO! — A COMPAIXÃO NO CONTEXTO CRISTÃO, obra que expressa uma das marcas de seu ministério: o desejo de aproximar a fé cristã das necessidades concretas das pessoas.

É também coordenador do Projeto Caminhada Bíblica e do Blog Humanizando Compaixão, iniciativas voltadas à disseminação da Palavra de Deus, à formação cristã e ao despertar para uma fé que se transforma em cuidado, compaixão e serviço.

Sua atuação missionária está especialmente ligada à Igreja Batista Arena de Deus, em Angoche, na província de Nampula, Moçambique. Nesse contexto, participa de um trabalho de evangelização, discipulado, educação cristã e cuidado com crianças, adolescentes e adultos, buscando contribuir para a formação de uma igreja comprometida com a Palavra de Deus e com a missão de Cristo.

É nesse contexto de fé, compaixão e compromisso missionário que nasce o Movimento 9:35, uma iniciativa desenvolvida em parceria entre o Ministério Humanizando Compaixão e a Igreja Batista Arena de Deus. Inspirado em Mateus 9.35-38, o movimento procura despertar cristãos para a responsabilidade de viver e proclamar o Evangelho, colocando a oração, o testemunho, o convite, o acolhimento, o discipulado e o envio no centro da caminhada cristã.

Para Cláudio Eduardo, a missão não é apenas uma atividade da Igreja, mas uma expressão natural de uma vida alcançada pela graça de Cristo. Seu desejo é que cada cristão compreenda que pode participar da missão onde estiver, olhando para as pessoas com compaixão e respondendo ao chamado do Senhor da seara.

Pastor, servo de Cristo e coordenador do Projeto Caminhada Bíblica e do Blog Humanizando Compaixão.

 

RECONHECENDO O PERIGO... - SALMO 64 -

 


RECONHECENDO O PERIGO...

SALMO 64

 

Você já percebeu que vivemos cercados pelo perigo? O tempo inteiro. Em alguns momentos do passado, talvez pensássemos no perigo como alguém armado provocando violência. Hoje, porém, muitos perigos entram dentro das nossas casas por meio das telas, dos celulares e das redes sociais. Mentiras são publicadas, informações falsas são compartilhadas e palavras são utilizadas para destruir a reputação e a vida de uma pessoa. Por isso, precisamos ter muito cuidado com aquilo que falamos, com aquilo que publicamos e, principalmente, com aquilo que compartilhamos. Pensando nisso, quero convidar você a caminhar comigo hoje pelo Salmo de número 64.

Neste salmo, Davi está enfrentando oposição, acusações, maledicência e palavras que procuram prejudicá-lo. Ele se encontra diante de pessoas que tramam contra ele e usam suas palavras como armas. E, diante de tudo isso, Davi recorre a Deus. Ele busca no Senhor proteção, segurança e direção para a sua vida. Vamos olhar para o primeiro versículo: “Ouve, ó Deus, a minha voz nas minhas queixas; preserva a minha vida do temor do inimigo.” (Salmo 64:1 — NAA). Observe que Davi reconhece o problema. Ele não está minimizando a situação. Ele sabe que existe uma ameaça e reconhece que o medo está tentando tomar conta do seu coração. Mas, em vez de permitir que o medo governe a sua vida, ele leva suas queixas e seus temores para Deus.

Isso é muito importante para nós. Existem momentos em que precisamos reconhecer o perigo. Precisamos perceber aquilo que está acontecendo ao nosso redor. Precisamos ter discernimento. Mas reconhecer o perigo não significa viver dominado pelo medo. Davi reconhece a ameaça, mas também reconhece que pode buscar segurança no Senhor. Em Deus encontramos a proteção de que precisamos. Deus é o nosso refúgio. Deus é a nossa segurança. E quando colocamos nossa confiança nele, aprendemos a enfrentar as circunstâncias com prudência e fé.

Quando começo a trazer o Salmo 64 para os nossos dias, percebo como essa mensagem é atual. Uma postagem com uma notícia falsa, um comentário feito sem responsabilidade, uma mensagem compartilhada sem qualquer verificação, uma acusação, uma exposição pública ou uma mentira podem causar enormes prejuízos. Por isso, precisamos ter cuidado com o que falamos, com o que publicamos e com aquilo que espalhamos. Antes de compartilhar alguma coisa, precisamos perguntar: isso é verdadeiro? Isso é necessário? Isso vai edificar alguém?

Uma palavra pode construir, mas também pode destruir. Uma palavra pode restaurar, mas também pode ferir profundamente. Por isso, quero convidar você a ser um canal de bênção. Vamos espalhar esperança. Vamos falar de amor. Vamos falar de Deus. Vamos usar nossas palavras para construir e não para destruir. Afinal, Jesus nos ensinou que aquilo que sai da nossa boca revela aquilo que está dentro do nosso coração: “Porque a boca fala do que está cheio o coração.” (Mateus 12:34 — NAA). Que desafio para nós! Em um mundo em que todos querem falar, precisamos aprender também a ouvir, refletir e ter responsabilidade com aquilo que dizemos.

E, pensando em tudo isso, eu olho para Jesus Cristo. Jesus também foi vítima de acusações, mentiras e testemunhos falsos. Ele foi julgado injustamente, condenado sem culpa e levado à cruz. Entretanto, aquilo que parecia uma grande derrota estava inserido no propósito redentor de Deus: o Justo entregando a sua vida pelos injustos. A Bíblia nos ensina: “Mas ele foi traspassado por causa das nossas transgressões e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos sarados.” (Isaías 53:5 — NAA). Jesus levou sobre si os nossos pecados e a nossa culpa. Ele morreu, foi sepultado e, ao terceiro dia, ressuscitou. Como Paulo afirma: “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.” (1 Coríntios 15:3-4 — NAA). A ressurreição de Jesus nos mostra que o mal, a injustiça e a própria morte não tiveram a palavra final.

E isso nos leva novamente ao Salmo 64. Davi começa falando sobre medo, inimigos e ameaças, mas termina falando sobre alegria e confiança. O verso 10 diz: “O justo se alegra no Senhor e nele confia; e se gloriam todos os retos de coração.” (Salmo 64:10 — NAA). Que mudança extraordinária! Davi começa olhando para o perigo, mas termina olhando para Deus. A alegria dele não está na ausência de problemas. A alegria está na confiança no Senhor.

Isso também é muito importante para nós. A nossa fé não significa que nunca teremos problemas. Jesus nunca prometeu uma vida sem dificuldades. Pelo contrário, ele deixou isso muito claro: “No mundo, vocês passam por aflições; mas tenham coragem: eu venci o mundo.” (João 16:33 — NAA). Jesus não prometeu que estaríamos livres das aflições. Ele prometeu algo muito maior: a sua presença e a certeza da vitória.

Por isso, confiar em Deus não significa ignorar o perigo. Confiar em Deus não significa ser ingênuo. Confiar em Deus significa agir com prudência, responsabilidade e fé. Precisamos proteger nossa família. Precisamos cuidar das pessoas que estão sob nossa responsabilidade. Precisamos ter cuidado com aquilo que consumimos nas redes sociais. Precisamos verificar informações antes de compartilhá-las. Precisamos pensar antes de falar. E precisamos, acima de tudo, colocar nossa confiança no Senhor.

Talvez hoje você esteja enfrentando alguma situação que provoca medo. Talvez alguém esteja falando coisas injustas a seu respeito. Talvez você esteja preocupado com sua família, com seu trabalho ou com alguma situação que parece estar fora do seu controle. Reconheça o perigo, mas não permita que o medo governe o seu coração. Leve isso para Deus. E, ao mesmo tempo, faça a sua parte com sabedoria.

Não permita que alguém destrua a sua paz com palavras maldosas. Mas também não permita que as suas próprias palavras destruam a vida de outra pessoa. Que sejamos pessoas que promovem vida, esperança, verdade e reconciliação.

O desafio do Salmo 64 para nós é muito simples: reconhecer o perigo sem viver dominados pelo medo; reconhecer as ameaças sem abandonar a confiança em Deus. Que possamos olhar para o mundo com discernimento, para as pessoas com amor e para Deus com confiança.

Porque os perigos existem. As palavras podem ferir. As mentiras podem circular. As circunstâncias podem mudar. Mas Deus continua sendo Deus. E, em Cristo, temos a certeza de que a nossa esperança não está nas circunstâncias, mas naquele que venceu o mundo.

Por isso, hoje, eu quero deixar uma pergunta para você: o que está tentando produzir medo no seu coração? Leve isso para Deus. Reconheça o perigo, seja prudente, cuide daqueles que Deus colocou ao seu redor, mas não permita que o medo determine o rumo da sua vida.

Que possamos terminar como Davi terminou: “O justo se alegra no Senhor e nele confia.” (Salmo 64:10 — NAA). Que a nossa alegria esteja no Senhor. Que a nossa segurança esteja no Senhor. Que a nossa esperança esteja em Cristo. E que as nossas palavras sejam utilizadas para construir, abençoar e anunciar o amor de Deus.

Que o seu dia seja um dia de vitória na presença do Senhor!

 

Cláudio Eduardo M Costa

terça-feira, 1 de setembro de 2026

SALMO 63 — SETEMBRO CHEGOU... QUANDO A ALMA TEM SEDE DE DEUS!

 


SALMO 63 — SETEMBRO CHEGOU...

QUANDO A ALMA TEM SEDE DE DEUS!

 

Setembro chegou! Como estão as suas expectativas para este novo mês? Você já agradeceu a Deus porque chegamos ao nono mês de 2026? Já parou para conversar com o Senhor e dizer: “Deus, quero colocar este novo mês nas suas mãos. Quero colocar diante de você os meus sonhos, os meus projetos e os meus planos. Mais do que viver os meus sonhos, quero viver os seus sonhos para a minha vida”? Talvez seja importante começar setembro assim: agradecendo a Deus pelo cuidado, pela provisão e por tudo o que ele tem feito até aqui. Afinal, já atravessamos oito meses deste ano. Quantas coisas aconteceram! Quantas lutas enfrentamos! Quantas respostas recebemos! Quantas vezes Deus nos sustentou sem sequer percebermos!

E agora chegamos ao Salmo de número 63. Neste salmo existe uma pergunta que me incomoda e que espero que também incomode você: do que a minha alma está sentindo falta? Do que a minha alma tem sede?

O Salmo 63 nos apresenta Davi no deserto de Judá. E quando pensamos em deserto, pensamos imediatamente em calor, aridez, cansaço e, principalmente, falta de água. A água é essencial para a vida. O nosso corpo precisa dela para sobreviver. No entanto, é justamente em um ambiente de extrema necessidade que Davi escreve uma das mais belas declarações de amor e dependência de Deus encontradas nos Salmos.

Davi está no deserto, mas não começa reclamando. Não começa falando da dificuldade. Não começa pedindo água. Ele começa adorando ao Senhor.

Vamos ler o primeiro versículo?

“Ó Deus, tu és o meu Deus; eu te busco ansiosamente. A minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, numa terra seca e exausta, sem água.” Salmo 63:1 — NAA

Perceba a profundidade dessa declaração. Davi está dizendo: “Senhor, a minha relação contigo é mais importante do que qualquer outra coisa. A minha intimidade contigo é mais importante do que as minhas necessidades imediatas”.

Isso é muito forte!

Davi está sentindo sede, está no deserto, está enfrentando dificuldades, mas a sua maior necessidade é Deus.

E aqui existe uma pergunta importante para nós neste início de setembro: qual é a maior necessidade da nossa alma?

Talvez estejamos preocupados com dinheiro. Talvez estejamos pensando em uma promoção no trabalho. Talvez estejamos planejando uma viagem, uma mudança, um novo projeto ou alguma conquista pessoal. Tudo isso pode fazer parte da nossa caminhada. Mas existe uma necessidade que é maior do que todas as outras: a necessidade de Deus.

Ao longo destes primeiros oito meses de 2026, talvez você também tenha vivido experiências de deserto. Talvez tenha enfrentado momentos de solidão, dificuldades financeiras, problemas familiares, frustrações, perdas ou situações que você não conseguiu compreender.

Mas quero lembrar você de uma coisa: você não está sozinho no deserto. Deus está com você.

O deserto também pode ser um lugar de aprendizado. Pode ser um lugar em que descobrimos que os nossos recursos são limitados e que precisamos depender mais profundamente do Senhor. Pode ser um lugar em que aprendemos a perceber o cuidado de Deus de uma maneira que talvez não percebêssemos quando tudo estava bem.

Por isso, que a oração de Davi também seja a nossa oração:

“A minha alma tem sede de ti.”

Continuando no Salmo 63, Davi afirma:

“Assim, eu te contemplo no santuário, para ver a tua força e a tua glória.” Salmo 63:2 — NAA

Olhe que coisa maravilhosa! Davi está no deserto, mas consegue contemplar a Deus. O ambiente é seco, mas a sua fé não está seca. O cenário é difícil, mas ele continua enxergando a força e a glória do Senhor.

Isso nos ensina algo precioso: o deserto não impede a presença de Deus.

Não existe circunstância que possa impedir Deus de estar presente na nossa vida. Podemos atravessar lugares difíceis, podemos enfrentar dias complicados, podemos não entender o que está acontecendo, mas Deus continua sendo Deus.

É justamente nesses momentos que precisamos cultivar intimidade com o Senhor.

E quando penso em intimidade com Deus, não consigo deixar de olhar para Jesus Cristo. Jesus veio para nos reconciliar com o Pai e nos conduzir a um relacionamento vivo com Deus. Na cruz, quando completou sua obra, Jesus declarou:

“Está consumado!” João 19:30 — NAA

A obra de Cristo abriu para nós o caminho da reconciliação com Deus. Por meio de Jesus, podemos nos aproximar do Pai com confiança.

E isso nos leva novamente à questão da sede.

Em João 4, encontramos Jesus conversando com uma mulher samaritana junto a um poço. Ela havia ido buscar água, mas Jesus começa a tratar de uma sede muito mais profunda, a sede da alma.

Jesus disse:

“Quem beber desta água voltará a ter sede, mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede.” João 4:13-14 — NAA

Jesus estava apontando para uma realidade espiritual muito maior. A água daquele poço poderia saciar a sede física por algum tempo, mas Cristo oferece aquilo que nenhuma conquista, nenhum relacionamento, nenhum dinheiro e nenhuma experiência deste mundo podem proporcionar: uma vida reconciliada e satisfeita em Deus.

E agora eu quero voltar para setembro.

O mês começou.

Quais são os seus projetos?

O que você espera conquistar?

Talvez você queira ganhar mais dinheiro. Talvez esteja buscando uma promoção no trabalho. Talvez queira viajar com a família. Talvez esteja planejando começar alguma coisa nova.

Tudo isso pode ser legítimo.

Mas quero fazer uma pergunta diferente:

Qual é o seu maior desejo para setembro?

Será que podemos fazer a escolha de Davi?

“Senhor, neste mês eu quero estar mais perto de você. Eu quero buscar mais a sua presença. Quero conhecer mais a sua Palavra. Quero orar mais. Quero desenvolver uma intimidade maior contigo. Quero viver experiências profundas com esse Deus maravilhoso que, mesmo no meu deserto, continua caminhando comigo.”

Essa deveria ser uma das nossas maiores prioridades.

Davi continua sua oração e, no versículo 8, declara:

“A minha alma se apega a ti; a tua mão direita me sustenta.” Salmo 63:8 — NAA

Que imagem bonita!

Davi não está apenas dizendo que conhece Deus. Ele afirma que a sua alma se apega a Deus.

Isso fala de relacionamento.

Isso fala de dependência.

Isso fala de intimidade.

E talvez aqui exista uma decisão que precisamos tomar neste novo mês: não soltar a mão de Deus.

Às vezes, somos como crianças que estão sendo conduzidas pela mão do pai, mas querem se soltar para fazer tudo do seu próprio jeito. Queremos controlar tudo, decidir tudo e seguir os nossos próprios caminhos.

Mas Davi nos ensina o contrário: “A tua mão direita me sustenta.”

Não precisamos viver tentando sustentar tudo sozinhos. Precisamos aprender a ser sustentados pelo Senhor.

E mais uma vez encontramos essa mesma verdade nas palavras de Jesus. Em João 15, ele usa a imagem da videira para falar sobre relacionamento e dependência:

“Eu sou a videira, vocês são os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim vocês não podem fazer nada.” João 15:5 — NAA

Perceba: Jesus não está dizendo apenas que precisamos visitá-lo de vez em quando. Ele fala sobre permanecer.

Permanecer significa continuar ligado.

Permanecer significa desenvolver relacionamento.

Permanecer significa depender.

Permanecer significa reconhecer que a nossa vida espiritual não pode existir separada de Cristo.

Por isso, neste setembro, não quero apenas que você tenha um mês cheio de atividades. Quero que você tenha um mês cheio da presença de Deus.

Davi continua falando sobre a proteção do Senhor e declara:

“Porque tu tens sido o meu auxílio, à sombra das tuas asas eu canto de alegria.” Salmo 63:7 — NAA

Mais uma vez, estamos diante de uma linguagem poética. Davi está no deserto, cercado por dificuldades, mas encontra segurança na presença de Deus.

Ele não está dizendo que não existem problemas.

Ele está dizendo que existe um Deus maior do que os problemas.

Que verdade maravilhosa para começarmos setembro!

Talvez você não saiba o que este mês vai trazer.

Talvez existam desafios que você ainda nem conhece.

Talvez algumas respostas que você espera ainda não tenham chegado.

Talvez existam portas que você gostaria que Deus abrisse.

Mas existe algo que você já pode decidir hoje: buscar a presença de Deus.

Não sabemos tudo o que setembro trará, mas sabemos quem estará conosco.

Não sabemos quais serão as batalhas, mas sabemos quem é o nosso auxílio.

Não sabemos como todas as coisas acontecerão, mas sabemos em quem podemos confiar.

Por isso, quero convidar você a começar este mês como Davi começou aquele momento no deserto: buscando a Deus.

Que a sua alma tenha sede da Palavra.

Que a sua alma tenha sede de oração.

Que a sua alma tenha sede de comunhão.

Que a sua alma tenha sede de Jesus.

Não procure Deus apenas quando precisar de uma solução. Busque-o porque ele é Deus. Busque-o porque a presença dele é o nosso maior tesouro.

Talvez você esteja começando setembro cansado. Talvez esteja carregando preocupações que ninguém conhece. Talvez esteja entrando neste novo mês com muitas perguntas.

Então, pare por alguns minutos.

Respire.

Ore.

Abra a Bíblia.

Converse com Deus.

E diga: “Senhor, a minha alma tem sede de ti.”

Que essa seja a nossa oração neste primeiro dia de setembro.

Que este novo mês não seja apenas uma mudança no calendário, mas uma oportunidade de aprofundarmos nossa intimidade com Deus.

Que setembro seja um mês de desafios, mas também de crescimento.

Que seja um mês de trabalho, mas também de descanso na presença do Senhor.

Que seja um mês de projetos, mas também de dependência de Deus.

Que seja um mês em que possamos olhar para trás e reconhecer quantas vezes o Senhor nos sustentou.

E, quando chegarmos ao final de setembro, que possamos dizer: “Deus esteve comigo em cada passo.”

Enquanto continuamos nossa jornada pelos Salmos, lembre-se: quando a alma tem sede, o mundo oferece muitas fontes, mas somente Deus pode satisfazer profundamente o nosso coração.

Comece setembro buscando aquele que é a verdadeira fonte.

Jesus Cristo.

Que Deus abençoe o seu setembro.

Que a presença do Senhor acompanhe você em cada dia deste novo mês.

E que a oração do Salmo 63 também seja a nossa:

“Ó Deus, tu és o meu Deus; eu te busco ansiosamente. A minha alma tem sede de ti.” Salmo 63:1 — NAA

 

Cláudio Eduardo M Costa

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

DEUS CONTINUA NO CONTROLE! - SALMO 62 -

 


DEUS CONTINUA NO CONTROLE!

SALMO 62

 

Quando você não consegue controlar as coisas que estão acontecendo, qual é a sua atitude? Você entra em desespero? Para? Começa a reclamar? É sobre isso e muito mais que quero conversar com você hoje. Estamos lendo o Salmo de número 62 e, neste salmo, encontramos Davi refletindo sobre a confiança em Deus em meio às circunstâncias que ele não consegue controlar. Quando olho para o Salmo 62, lembro-me de quando comecei a dirigir, quando estava aprendendo a conduzir um carro. Meu instrutor me disse algo que nunca esqueci: “Você não tem controle sobre o que os outros motoristas fazem. Por isso, faça a sua parte, mas mantenha os olhos atentos ao que está acontecendo ao seu redor.” Essa orientação também pode nos ensinar algo importante sobre a vida. Eu não tenho controle sobre o que as outras pessoas fazem. Não tenho controle sobre todas as circunstâncias. Não consigo determinar tudo o que acontecerá amanhã. Mas posso cuidar da maneira como reajo, posso cuidar do meu coração e, acima de tudo, posso cultivar a minha intimidade com Deus.

Logo no primeiro versículo do Salmo 62, Davi declara: “Somente em Deus a minha alma encontra descanso; dele vem a minha salvação.” (Salmo 62:1 — NAA). A palavra “somente” não significa que Davi esteja desprezando a ajuda de outras pessoas ou defendendo uma espécie de autossuficiência. Pelo contrário, ele está reconhecendo que a sua segurança definitiva está em Deus. É dele que vem a salvação. No contexto imediato do salmo, Davi está vivendo um período de oposição e conflitos, mas essa declaração também nos conduz à grande verdade da salvação que encontramos em Cristo Jesus. O amor de Deus, a misericórdia do Senhor e a sua graça alcançam a humanidade e nos mostram que a nossa esperança definitiva não está em nós mesmos, mas em Deus.

Existem dias em que as coisas ficam difíceis. Notícias ruins, dificuldades financeiras, problemas no trabalho, conflitos familiares, perdas, frustrações e tantas outras situações podem nos levar ao desgaste, à tristeza e, muitas vezes, ao desespero. Mas o Salmo 62 nos apresenta um convite para parar, respirar e voltar o coração para Deus. É um convite para uma experiência de intimidade com o Senhor.

No versículo 2, Davi continua: “Somente ele é a minha rocha, a minha salvação e o meu alto refúgio; não serei muito abalado.” (Salmo 62:2 — NAA). Preste atenção: Davi não está dizendo que, com Deus, viverá uma experiência sem problemas. Ele não está afirmando que nunca enfrentará dificuldades, perdas ou tempestades. Pelo contrário, ele sabe que elas existem. O que Davi afirma é que, mesmo em meio a todas essas situações, ele não será destruído, porque a sua confiança está no Senhor.

Essa é uma verdade que precisamos recuperar em nossos dias. Ter fé não significa viver sem problemas. Ter fé significa saber em quem confiar quando os problemas chegam. A presença de Deus não significa ausência de tempestades; significa que não precisamos atravessar as tempestades sozinhos.

Continuando no versículo 5, aprendemos algo ainda mais profundo: não temos controle sobre tudo, mas podemos escolher onde colocar a nossa esperança. Davi diz: “Somente em Deus, ó minha alma, espere silenciosa, porque dele vem a minha esperança.” (Salmo 62:5 — NAA).

Observe a expressão: “espere silenciosa”.

Vivemos em um mundo de muito barulho. Redes sociais, opiniões, discussões, críticas, acusações e respostas imediatas. Alguém nos ofende e queremos responder imediatamente. Alguém publica alguma coisa e sentimos necessidade de comentar. Uma notícia aparece e rapidamente queremos tomar posição. É muito barulho ao nosso redor.

Mas o salmista nos apresenta outro caminho: espere silenciosamente em Deus.

Isso não significa passividade diante da vida. Significa aprender a aquietar o coração para ouvir o Senhor. Existem momentos em que precisamos diminuir o barulho exterior para perceber aquilo que Deus está fazendo em nosso interior. É momento de intimidade. É momento de oração. É momento de confiar.

Davi nos ensina que existem momentos em que o nosso coração precisa ser disciplinado a esperar em Deus. As tempestades são reais. E qualquer pessoa que prometa uma vida cristã sem problemas, sem aflições e sem tempestades não está apresentando a realidade ensinada pelas Escrituras. Jesus nunca prometeu uma vida sem dificuldades. Ele prometeu a sua presença.

E, quando penso em tempestades, lembro-me de uma passagem do Evangelho de Marcos. Os discípulos estavam atravessando o mar com Jesus quando uma grande tempestade começou. O barco era sacudido pelas ondas, enquanto Jesus estava dormindo.

Assustados, os discípulos acordaram Jesus e disseram: “Mestre, não lhe importa que pereçamos?” (Marcos 4:38 — NAA).

Então Jesus se levantou e, com autoridade, repreendeu o vento e disse ao mar: “Acalme-se! Fique quieto!” (Marcos 4:39 — NAA). O vento cessou, e houve grande calmaria.

Essa passagem nos ensina algo maravilhoso. Jesus não prometeu aos discípulos que eles jamais enfrentariam uma tempestade. Na verdade, eles estavam justamente no meio de uma. Mas Jesus estava dentro do barco.

Talvez essa seja uma das maiores verdades que precisamos guardar no coração: Jesus não prometeu que nunca passaríamos por tempestades, mas prometeu estar conosco.

Jesus é a nossa segurança. Ele é a nossa Rocha. E o Salmo 62 reafirma essa confiança quando Davi declara no versículo 6: “Somente ele é a minha rocha e a minha salvação; ele é a minha fortaleza; não serei abalado.” (Salmo 62:6 — NAA).

Olhe para a segurança dessas palavras! Davi não está confiando na sua própria força. Ele está confiando em Deus.

E agora eu quero fazer uma pergunta para você: onde está a sua vida firmada hoje?

Você está construindo sua vida sobre a Rocha, com a certeza de que Jesus está com você, ou ainda está procurando segurança em alternativas que não podem sustentar a sua vida?

Essa pergunta me faz lembrar um dos ensinamentos de Jesus no final do Sermão do Monte. Ele fala sobre duas construções: uma casa edificada sobre a areia e outra construída sobre a rocha.

Jesus afirma: “E todo aquele que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha.” (Mateus 7:24 — NAA).

As duas casas enfrentaram tempestades. As duas foram atingidas pela chuva, pelos rios e pelos ventos. A diferença não estava na ausência da tempestade. A diferença estava no fundamento.

A casa construída sobre a rocha permaneceu.

É isso que o Salmo 62 está nos ensinando. Não podemos controlar todas as circunstâncias, mas podemos escolher onde fundamentar a nossa vida.

Então, o que vamos fazer?

Vamos olhar para o Senhor ou entrar em desespero?

Vamos colocar nossas dores e nossos problemas nas mãos de Deus ou tentar carregar tudo sozinhos?

Vamos alimentar a ansiedade ou aprender a esperar silenciosamente no Senhor?

Paulo, escrevendo aos cristãos de Filipos, apresenta uma orientação preciosa: “Não fiquem preocupados com coisa alguma, mas, em tudo, sejam conhecidos diante de Deus os pedidos de vocês, pela oração e pela súplica, com ações de graças.” (Filipenses 4:6 — NAA).

E ele continua: “E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:7 — NAA).

Que promessa maravilhosa!

Paulo não está dizendo que todos os problemas desaparecerão imediatamente. Ele está mostrando que, quando levamos nossas preocupações a Deus, podemos experimentar uma paz que ultrapassa aquilo que conseguimos compreender.

Essa paz não depende de termos todas as respostas. Ela nasce da confiança naquele que continua no controle.

E o Salmo 62 chega a uma declaração poderosa no versículo 11: “Uma vez falou Deus, duas vezes ouvi isto: que o poder pertence a Deus.” (Salmo 62:11 — NAA).

O poder pertence a Deus.

Não pertence às circunstâncias.

Não pertence às pessoas.

Não pertence ao dinheiro.

Não pertence às nossas próprias forças.

O poder pertence a Deus!

Por isso, quando você não conseguir controlar o que está acontecendo, lembre-se de que existe alguém que continua no controle.

Quando as circunstâncias mudarem, Deus continuará sendo Deus.

Quando as pessoas falharem, Deus continuará fiel.

Quando os recursos forem insuficientes, Deus continuará sendo a nossa fonte.

Quando o coração estiver inquieto, podemos esperar silenciosamente no Senhor.

Talvez hoje você esteja vivendo uma situação que parece grande demais. Talvez esteja tentando controlar algo que simplesmente não está em suas mãos. Talvez o seu coração esteja cansado de lutar contra aquilo que você não consegue mudar.

Então, pare por um momento.

Aquieta o seu coração.

Ore.

Entregue ao Senhor aquilo que está além do seu controle.

E declare com fé:

“Somente em Deus a minha alma encontra descanso.”

Você não precisa controlar tudo.

Você precisa confiar naquele que continua no controle.

Que a paz de Deus, o poder do Senhor, a sua graça e a sua misericórdia estejam sobre a sua vida neste dia.

E que a mensagem do Salmo 62 se torne uma verdade viva em nosso coração:

DEUS CONTINUA NO CONTROLE!

 

Cláudio Eduardo M Costa

MOVIMENTO 9:35

  APRESENTAÇÃO   O Movimento 9:35 tem como objetivo despertar e fortalecer a consciência dos cristãos acerca de sua responsabilidade ...