sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

A VIDA É FEITA DE ESCOLHAS... 📖 Levítico 18

 


A VIDA É FEITA DE ESCOLHAS...

📖 Levítico 18


Todos os dias escolhemos que caminho seguir, que valores abraçar e que padrão de vida adotar. Que padrão temos escolhido viver? Padrões morais? Padrões espirituais? Como temos caminhado em meio a uma sociedade corrompida pelo pecado e que, muitas vezes, não quer saber de Deus?

 

Hoje refletimos em Levítico 18, um capítulo que revela a preocupação de Deus com todas as áreas da vida humana, inclusive com a sexualidade, mostrando princípios claros sobre como viver e o que evitar.

 

A Palavra do Senhor diz:

“O Senhor Deus mandou Moisés dizer aos israelitas o seguinte:
— Eu sou o Senhor, o Deus de vocês.
Não sigam os costumes do povo do Egito, onde vocês moravam, nem os costumes do povo de Canaã, a terra para onde eu estou levando vocês. Não vivam de acordo com as leis desses povos. Pelo contrário, obedeçam às minhas leis e guardem os meus mandamentos. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês. Se obedecerem às minhas leis e guardarem os meus mandamentos, vocês viverão. Eu sou o Senhor.”

(Levítico 18:1–5 – NTLH)

 

Logo no início do capítulo, Deus afirma: “Eu sou o Senhor, o Deus de vocês.”

Ele relembra ao povo quem Ele é e quem eles são. Deus conhece a história daquele povo, sabe de onde vieram (Egito) e para onde estão indo (Canaã). Porém, deixa claro que não deveriam viver segundo a promiscuidade do Egito, nem imitar os costumes de Canaã.

 

Deus estabelece um princípio eterno: o Seu povo não deve ser moldado pela cultura ao redor, mas pela Sua Palavra.

Hoje, não estamos debaixo da lei cerimonial descrita em Levítico. Entretanto, os princípios e valores de Deus permanecem. Ele continua sendo o Senhor. Ele continua chamando Seu povo à santidade, à obediência e a uma vida que reflita Seus propósitos.

 

Precisamos decidir quem irá conduzir nossa vida:
os padrões do mundo ou os princípios do Senhor?

 

Que possamos escolher:

  • A obediência em vez da rebeldia;
  • A santidade em vez da permissividade;
  • A fidelidade em vez da influência cultural;
  • Proteger nossa família e honrar o nome do Senhor.

 

Em Jesus Cristo, aprendemos sobre pureza, santidade, amor e misericórdia. Nele encontramos graça para viver de maneira que agrada a Deus.

 

Neste dia, faça a escolha certa.

Entre o Egito e Canaã, escolha obedecer ao Senhor.

Que Deus abençoe o seu dia.


Cláudio Eduardo M. Costa

 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

A CENTRALIDADE DA ADORAÇÃO... - Levítico 17 --- --- The Centrality of Worship... - Leviticus 17



A CENTRALIDADE DA ADORAÇÃO...

Levítico 17

 

O que é adoração para você?
Como você tem vivido o seu relacionamento com Deus?

 

Hoje, ao lermos Levítico 17, somos confrontados com uma verdade muito séria: a adoração precisa ter o centro correto.

 

Em Levítico 17:8-9 (NTLH), lemos:

“Diga a Arão, aos seus filhos e a todos os israelitas o seguinte: Qualquer israelita ou estrangeiro que mora no meio do povo que oferecer um sacrifício que deve ser completamente queimado ou qualquer outra oferta ao Senhor deverá levá-lo até a entrada da Tenda Sagrada. Se não fizer isso, será expulso do meio do povo.”

 

Deus estava ensinando ao povo que o sacrifício não poderia ser feito em qualquer lugar e de qualquer maneira. Não era segundo a vontade individual de cada pessoa. A adoração precisava acontecer no lugar determinado por Deus: a Tenda Sagrada.

 

A mensagem é clara:
Não se adora a Deus do jeito que queremos, mas do jeito que Ele estabelece.

A verdadeira adoração exige obediência.

 

Levítico 17 enfatiza a centralidade do culto. Deus estava protegendo o povo contra a idolatria e contra uma espiritualidade desorganizada, onde cada um faria o que achasse melhor. A adoração precisava ser centralizada, reverente e exclusiva ao Senhor.

 

Hoje, não temos mais a Tenda Sagrada. Não oferecemos mais animais em sacrifício. Mas o princípio continua.

 

No Novo Testamento, Cristo se tornou o centro definitivo da nossa adoração.

O apóstolo Paulo declara em Romanos 11:36 (NTLH):

“Pois todas as coisas foram criadas por ele e para ele. A ele seja a glória para sempre! Amém!”

 

O sacrifício perfeito já foi realizado. Na cruz do Calvário, Jesus entregou sua vida de uma vez por todas. O sangue de Cristo foi derramado para nos purificar de todo pecado.

 

Como afirma Hebreus 9:26 (NTLH):

“Mas agora, no fim dos tempos, ele apareceu uma vez por todas para tirar os pecados por meio do sacrifício de si mesmo.”

 

Se antes o sacrifício era levado à Tenda, hoje tudo o que fazemos deve passar por Cristo.

Nossa adoração não é mais levar um animal ao altar, mas colocar a própria vida diante de Deus.

 

Romanos 12:1 (NTLH) nos ensina:

“Portanto, meus irmãos, por causa da grande misericórdia divina, peço que vocês se ofereçam completamente a Deus como um sacrifício vivo, dedicado ao seu serviço e agradável a ele. Esta é a verdadeira adoração que vocês devem oferecer a Deus.”

 

Levítico 17 continua falando conosco.

A nossa adoração não pode ser dispersa, superficial ou centrada em nós mesmos. Cristo é o nosso altar. Cristo é o nosso sacrifício. Cristo é o centro.

Que vivamos com reverência, respeito e amor ao Senhor.
Que nunca nos esqueçamos de que fomos comprados por um preço altíssimo — o precioso sangue de Jesus.

 

Que Cristo seja, todos os dias, o centro da nossa adoração.

 

Que Deus abençoe profundamente a sua vida e o seu dia.

 

Cláudio Eduardo M Costa

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

O DIA DO PERDÃO E O SACRIFÍCIO PERFEITO EM CRISTO... - Levítico 16 - - - - - The Day of Forgiveness and the Perfect Sacrifice in Christ Leviticus 16

 


O DIA DO PERDÃO E O SACRIFÍCIO PERFEITO EM CRISTO

Levítico 16

 

Hoje quero conversar com você sobre um momento extraordinário na história do povo de Israel: o Dia do Perdão, descrito em Levítico 16.

Antes de continuar, deixo um convite: se você ainda não está inscrito no meu canal no YouTube e no blog Humanizando Compaixão, inscreva-se. Será uma alegria ter você caminhando comigo na reflexão da Palavra de Deus.

 

O Dia do Perdão: Um Chamado ao Arrependimento

Levítico 16 nos apresenta o chamado Dia da Expiação. Era um dia solene, separado por Deus para que todo o povo de Israel reconhecesse sua condição pecadora, se humilhasse diante do Senhor e buscasse o Seu perdão.

A orientação era clara:

“No dia dez do sétimo mês vocês jejuarão e não farão nenhum trabalho, nem os israelitas de nascimento nem os estrangeiros que moram no meio de vocês.”
(Levítico 16:29 – NTLH)

Não era um momento individual isolado. Era um dia nacional. Um tempo de autoavaliação coletiva, de arrependimento, de humilhação e total dependência de Deus.

O povo deveria jejuar, parar suas atividades e reconhecer: o pecado nos separa de Deus, e precisamos do Seu perdão.

O Sentido Espiritual do Jejum

Quando penso nesse jejum ordenado por Deus, lembro-me dos ensinamentos de Jesus. Jejuar não é demonstrar tristeza exterior, mas buscar profundamente a presença de Deus.

Mesmo em meio às dores da vida, estar na presença do Senhor deve gerar esperança e alegria no coração.

O Dia do Perdão ensinava três grandes verdades:

  • O pecado nos separa de Deus.
  • O perdão exige sacrifício.
  • A reconciliação depende da iniciativa divina.

O próprio texto afirma:

“Nesse dia o sacerdote fará cerimônias para tirar os pecados de vocês, e vocês ficarão completamente puros diante do Senhor.”
(Levítico 16:30 – NTLH)

 

Uma Sombra que Apontava para Cristo

Ao ler Levítico 16, é impossível não olhar para Jesus.

O Dia do Perdão era uma sombra do que se cumpriria plenamente em Cristo. Todos os anos aquele ritual precisava ser repetido. O sumo sacerdote entrava no Lugar Santíssimo e oferecia o sangue de animais pelo pecado do povo.

Mas o Novo Testamento nos revela algo superior.

O autor de Hebreus nos ensina que Jesus é o nosso Sumo Sacerdote e que Ele não ofereceu sangue de animais, mas o Seu próprio sangue:

“Cristo, porém, veio como Grande Sacerdote das coisas boas que já estão aqui. (…) Ele entrou uma vez por todas no Lugar Santíssimo, não com o sangue de bodes e bezerros, mas com o seu próprio sangue, e conseguiu para nós a salvação eterna.”
(Hebreus 9:11-12 – NTLH)

O que era repetido todos os anos em Israel foi cumprido de uma vez por todas na cruz.

 

O Perdão Hoje

A lei apontava para Cristo. Em Jesus, vivemos a realidade do perdão completo e definitivo.

Se antes havia um dia específico para humilhação e arrependimento, hoje podemos, todos os dias, nos apresentar diante de Deus.

Como ensina a Palavra:

“Portanto, meus irmãos, por causa da grande misericórdia divina, peço que vocês se ofereçam completamente a Deus como um sacrifício vivo, dedicado ao seu serviço e agradável a ele.”
(Romanos 12:1 – NTLH)

E ainda:

“Por meio de Jesus Cristo, ofereçamos sempre a Deus um sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome.”
(Hebreus 13:15 – NTLH)

Hoje, o nosso sacrifício é a nossa vida inteira colocada no altar do Senhor.

 

Olhe para a Cruz

Quando penso no Dia do Perdão, olho para a cruz.

Ela está vazia.
Porque Jesus ressuscitou.

Era eu quem deveria estar ali. Era você. Mas Cristo tomou o nosso lugar. Ele se entregou, derramou Seu sangue e garantiu o perdão eterno para todo aquele que crê.

Por isso, reconheçamos diariamente os nossos pecados. Humilhemo-nos diante do Senhor. Confiemos no sacrifício perfeito, feito uma vez por todas, suficiente para todo o sempre.

Entreguemos nossas vidas a Ele. Confessemos que Jesus Cristo é Senhor. Vivamos experiências profundas e transformadoras na presença do Deus Eterno e Todo-Poderoso.

Que o seu dia seja muito, muitíssimo abençoado em Cristo Jesus.

 

 

Cláudio Eduardo M Costa

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

UMA VOZ REVOLUCIONÁRIA - O que é a Igreja? Ontem, Hoje e os Perigos do Poder... ----- A REVOLUTIONARY VOICE What is the Church? Yesterday, Today, and the Dangers of Power

 


UMA VOZ REVOLUCIONÁRIA

O que é a Igreja?

Ontem, Hoje e os Perigos do Poder

 

Quando perguntamos “O que é a Igreja?”, muitos pensam em prédios, instituições ou denominações. Nas Escrituras, a Igreja é o povo redimido por Deus, reunido em torno de Jesus Cristo, vivendo sob a autoridade da Sua Palavra e manifestando o Seu Reino na terra.

Antes de qualquer coisa, é importante esclarecer: ao usar a palavra Igreja neste texto, não estou me referindo a uma denominação específica, nem a uma instituição religiosa isolada, nem a uma estrutura organizacional em particular. Refiro-me à Igreja como o conjunto de homens e mulheres que seguem a Jesus Cristo — pessoas que confessam sua fé e vivem o Evangelho no cotidiano.

A palavra igreja vem do termo grego ekklesia, que significa “assembleia chamada para fora”. Ou seja, a Igreja é formada por pessoas chamadas para fora do sistema do mundo, para viver uma nova vida em Cristo.


 

A Igreja no Primeiro Século: Fé, Unidade e Coragem

Ao olharmos para a Igreja descrita em Atos dos Apóstolos, encontramos uma comunidade viva, simples e profundamente comprometida com Deus:

“Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum.” (Atos 2:44 – NTLH)

Era uma igreja:

  • Perseguida, mas firme
  • Sem privilégios políticos
  • Sem templos monumentais
  • Sem cadeiras especiais

Não havia necessitados entre eles. Não havia acepção de pessoas. Não havia divisão por status social. A comunhão era real. A liderança era servidora. A autoridade era espiritual.

Seguir a Cristo era um ato revolucionário. Declarar “Jesus é Senhor” era confrontar o poder do Império.


 

Quando a Igreja se Aproxima Demais do Estado

Com o passar dos séculos, a Igreja atravessou perseguições, reformas, avivamentos — mas também enfrentou perigos quando passou a ser abraçada pelo poder político.

 

Roma: Da Perseguição à Oficialização

No início, o Império Romano perseguiu os cristãos. Porém, no século IV, com o imperador Constantino, o cristianismo deixou de ser perseguido e passou a ser tolerado e posteriormente favorecido pelo Estado.

O que começou como movimento espiritual tornou-se, em muitos aspectos, instituição associada ao poder imperial. A cruz passou a caminhar ao lado da espada. A fé, que antes era escolha pessoal e corajosa, tornou-se, em muitos casos, identidade cultural.

Quando a Igreja se mistura excessivamente com o poder estatal, corre o risco de perder sua voz profética.


 

As Cruzadas e o Uso da Fé como Justificativa de Guerra

Outro exemplo histórico são as Cruzadas medievais, quando expedições militares foram organizadas sob a justificativa religiosa de recuperar territórios considerados sagrados.

Embora o contexto histórico seja complexo, é inegável que atrocidades foram cometidas em nome da fé. Quando a Igreja assume linguagem de conquista territorial e violência, ela se distancia do Cristo que ensinou a amar os inimigos.

A espada jamais foi o instrumento do Reino de Deus.


 

O Nacionalismo Alemão no Século XX e a Resistência Cristã

Durante o regime de Adolf Hitler, na Alemanha do século XX, parte significativa das igrejas protestantes aderiu ao discurso nacionalista e antissemita promovido pelo Estado. Surgiu o movimento conhecido como “Cristãos Alemães”, que buscava alinhar o cristianismo à ideologia do regime.

Entretanto, houve resistência. A chamada Igreja Confessante foi um movimento dentro do protestantismo alemão que rejeitou a interferência do Estado na doutrina e na vida da Igreja. Em 1934, a Declaração de Barmen afirmou que Cristo — e não o Führer — era o único Senhor da Igreja.

Entre seus líderes estava Dietrich Bonhoeffer, pastor e teólogo que denunciou o totalitarismo, ajudou judeus perseguidos e acabou preso e executado pelo regime. Bonhoeffer compreendeu que uma igreja que não confronta a injustiça deixa de ser Igreja.

A lição é clara: quando a Igreja se cala por medo ou conveniência política, ela perde sua voz revolucionária.

Quando a Igreja deixa de confrontar o pecado por medo ou conveniência política, ela deixa de ser voz revolucionária e passa a ser eco do poder.


Outros Momentos de Alinhamento Perigoso

Ao longo da história, diferentes regimes políticos instrumentalizaram a religião para legitimar poder, controlar populações ou reforçar ideologias. Sempre que a Igreja troca sua missão espiritual por influência política, ela corre o risco de se tornar ferramenta do sistema que deveria confrontar.


 

A Lição Histórica

A história nos ensina que:

  • Quando a Igreja é perseguida, muitas vezes ela se purifica.
  • Quando é adotada pelo poder sem vigilância espiritual, corre risco de acomodação.
  • Quando troca a cruz pela influência política, perde autoridade moral.

A Igreja não foi chamada para dominar Estados, mas para transformar pessoas.


 

Problemas Contemporâneos

Hoje, no século XXI, os desafios continuam.

1. Hierarquia como Dominação

Jesus ensinou, em Evangelho de Mateus 20:26:

“Entre vocês não deve ser assim; pelo contrário, quem quiser ser importante que sirva os outros.” (NTLH)

Porém, quando a liderança se torna autoritária, distante e intocável, a Igreja deixa o modelo de serviço e assume o modelo de poder.


2. Espaços VIP e Aceitação por Status

A Igreja do primeiro século não fazia distinção entre ricos e pobres. Hoje, em alguns contextos, vemos privilégios para quem contribui mais ou tem maior influência social.

Em Carta de Tiago 2:1 está escrito:

“Vocês que creem em nosso Senhor Jesus Cristo não devem tratar as pessoas de modo diferente por causa da aparência delas.” (NTLH)

Não existe Evangelho VIP. Não existe cadeira especial aos pés da cruz.


3. Prosperidade como Moeda de Troca

Outro grande desvio é transformar fé em negociação. A ideia de que ofertas garantem prosperidade automática cria uma espiritualidade comercial.

Na primeira Carta a Timóteo 6:5-6 lemos:

“Eles pensam que a religião é um meio de enriquecer. É claro que a religião é uma fonte de grandes riquezas, mas somente para quem está satisfeito com o que tem.” (NTLH)

Deus não é investidor. Ele é Senhor. A bênção maior não é financeira — é espiritual.


 

Igreja: Instituição ou Movimento?

A Igreja nasceu como movimento espiritual. Tornou-se instituição ao longo da história, o que não é necessariamente errado. Estrutura é necessária. Organização é importante.

Mas quando a estrutura substitui o Espírito, quando o poder substitui o serviço e quando o status substitui o amor, perdemos nossa essência.

Cristo declarou no Evangelho de Mateus 16:18:

“Eu construirei a minha Igreja, e nem a morte poderá vencê-la.” (NTLH)

A Igreja pertence a Ele — não ao Estado, não ao mercado, não a líderes humanos.


 

Conclusão: Somos Ainda Uma Voz Revolucionária?

A Igreja do século XXI precisa recuperar:

  • A coragem do primeiro século
  • A comunhão verdadeira
  • A liderança servidora
  • A independência espiritual diante do poder político
  • A centralidade absoluta em Cristo

Ser Igreja é ser contracultural.
É amar quando o mundo odeia.
É servir quando o mundo domina.
É permanecer fiel quando o poder seduz.

Se a carapuça couber, que tenhamos coragem de mudar.

Porque a Igreja não precisa de mais aparência.
Precisa de mais autenticidade.
Não precisa de mais palco.
Precisa de mais cruz.

A pergunta final é simples, mas profunda:

Estamos sendo uma voz revolucionária ou apenas uma instituição acomodada?

Que a Igreja de hoje não seja lembrada por seu poder político ou riqueza material, mas por sua fidelidade ao Senhor Jesus Cristo e por sua coragem de viver o Evangelho em qualquer tempo da história.

 

Cláudio Eduardo M Costa

UM DEUS QUE CUIDA DE CADA DETALHE... - Levítico 15 ----- A God who takes care of every detail... - Leviticus 15

 


UM DEUS QUE CUIDA DE CADA DETALHE...

Levítico 15

 

Você já parou para pensar em um Deus que se preocupa com todos os detalhes da sua vida?

Quero refletir com você sobre o capítulo 15 do livro de Levítico. Muitas vezes tentamos separar a vida espiritual das demais áreas da nossa existência. Criamos compartimentos: “isso é espiritual”, “isso é pessoal”, “isso é físico”. Porém, Levítico 15 nos mostra que Deus se importa com tudo — absolutamente tudo.

Esse é um capítulo que muitas pessoas evitam ler, porque trata da intimidade do homem e da mulher, de fluxos corporais e de questões físicas. Mas, na verdade, ele revela algo profundo: Deus se importa com o corpo, com a saúde, com a comunidade e com a santidade.


 

O Propósito da Orientação

No versículo 31, encontramos o objetivo dessas instruções. Diz assim na versão NTLH:

“Essas leis são para livrar os israelitas das suas impurezas, a fim de que não morram por tornarem impura a Tenda Sagrada que fica no meio do acampamento.”
(Levítico 15:31 – NTLH)

Perceba: Deus estava no meio do seu povo. A Tenda Sagrada representava a presença dEle no acampamento. Portanto, a santidade não era algo isolado do cotidiano — ela envolvia toda a vida.

Santidade não é apenas o que acontece na congregação durante o culto. Santidade envolve:

  • Nosso dia a dia
  • Nossa fala
  • Nosso corpo
  • Nossas atitudes
  • Nossa responsabilidade com os outros

 

Deus e a Saúde Coletiva

Levítico 15 também revela princípios de saúde pública. Em uma época em que não havia os recursos médicos que temos hoje, Deus já estabelecia medidas que evitavam contaminação e protegiam a comunidade.

Havia orientação sobre isolamento temporário, higiene e cuidado com aquilo que poderia transmitir doenças. Isso não era vergonha. Não era punição. Era proteção.

Hoje, aplicamos esse princípio quando:

  • Procuramos atendimento médico
  • Evitamos expor outras pessoas a doenças contagiosas
  • Cuidamos da nossa saúde física e emocional

Responsabilidade comunitária é princípio bíblico.


 

Deus Não Envergonha o Corpo

É importante entender que Deus não estava envergonhando o corpo humano. Ele não estava criando constrangimento. Ele estava ensinando responsabilidade, respeito e consciência.

Em culturas antigas, muitos aspectos do corpo eram cercados de superstição. Em Israel, Deus transforma essas questões em ensino, cuidado e santidade.

Nada de superstição. Nada de misticismo exagerado.
Tudo tratado com seriedade, equilíbrio e reverência.


 

Deus Caminha Conosco Hoje

No deserto, Deus estava no meio do povo. Hoje, compreendemos algo ainda mais profundo: Deus caminha conosco diariamente.

Ele conhece nossas dores, nossas alegrias, nossos pensamentos. Ele não ignora nossas fragilidades. Ele se envolve em todas as áreas da nossa vida — física, emocional e espiritual.

Levítico 15 nos ensina que:

  • Deus se importa com o corpo
  • Deus se importa com a comunidade
  • Deus se importa com a santidade
  • Deus se importa com cada detalhe

 

Aplicação para os Nossos Dias

Se você precisa de cura em alguma área da sua vida, leve isso diante do Senhor. Busque na Palavra direção. Mas também procure ajuda na medicina, na psicologia, na ciência.

Deus usa meios. Deus usa profissionais. Deus usa conhecimento.

Espiritualidade verdadeira não ignora a realidade; ela integra fé e responsabilidade.

O Deus de Levítico 15 continua sendo o mesmo Deus hoje: um Deus que cuida de cada detalhe.

Que você viva essa consciência diariamente — sabendo que nada na sua vida é pequeno demais para não importar a Deus.

Que Ele abençoe você e sua família.


 

Cláudio Eduardo M Costa
Pastor

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

UMA OFERTA QUE CABE NO CORAÇÃO... - Levítico 14

 


UMA OFERTA QUE CABE NO CORAÇÃO

Levítico 14

 

Você já ouviu a frase: “Eu não tenho nada para oferecer”?

Muitas vezes, na igreja, quando se fala de um desafio ou de um novo projeto, essa expressão aparece. Em alguns contextos, recorre-se até as estratégias de marketing ou a discursos de convencimento para incentivar as pessoas a ofertarem. Há ainda quem defenda a ideia de que, se você ofertar, Deus vai necessariamente recompensá-lo com bênçãos materiais.

Mas, ao caminhar pelas páginas da Bíblia, aprendemos que a oferta precisa caber no coração.

 

Deus considera a realidade de cada pessoa

Em Levítico 14, encontramos orientações sobre as ofertas que deveriam ser apresentadas pelas pessoas que haviam sido curadas de doenças de pele ou que tiveram suas casas purificadas. Deus estabelece critérios claros, mas também demonstra algo extraordinário: Ele ajusta a oferta à realidade de cada pessoa.

Veja o que diz o texto:

“Mas, se o homem for pobre e não puder pagar tudo isso, então apresentará ao Senhor como oferta pela culpa um cordeiro para ser apresentado ao Senhor como oferta especial, a fim de conseguir o perdão dos seus pecados; e também três litros da melhor farinha misturada com azeite, para oferta de cereais, e um copo de azeite. Ele oferecerá também duas rolinhas ou dois pombinhos, conforme as suas posses; um será para oferta pelo pecado, e o outro para oferta que será completamente queimada.”
(Levítico 14:21-22 – NTLH)

 

Deus não impõe um peso impossível. Ele convida. Ele considera a condição do rico e do pobre. Todos são chamados a adorar, mas cada um segundo aquilo que possui.

A oferta não é apenas um ritual; é uma expressão de gratidão, de reconhecimento e de participação na obra do Senhor.

 

Deus olha para o coração

Esse princípio aparece novamente no Novo Testamento. No Evangelho de Marcos 12, Jesus observa as pessoas depositando suas ofertas no cofre do templo. Então acontece algo marcante:

“Jesus chamou os seus discípulos e disse: — Eu afirmo a vocês que esta viúva pobre deu mais do que todos os outros que puseram dinheiro na caixa de ofertas. Porque os outros deram do que estava sobrando. Porém ela, que é tão pobre, deu tudo o que tinha para viver.”
(Marcos 12:43-44 – NTLH)

 

A generosidade daquela viúva não foi medida pelo valor monetário, mas pela disposição do seu coração. Ela não deu do que sobrava; deu do que era essencial. Sua oferta cabia no coração — e por isso foi grande aos olhos de Deus.

 

Nem imposição, nem ostentação

A Bíblia nos ensina que:

  • Ninguém é tão pobre que não possa oferecer algo a Deus.
  • Ninguém é tão rico que possa se considerar indispensável no Reino.

Há pessoas que, por terem muitos recursos financeiros, pensam que podem controlar a congregação. Isso é um grande engano. No Reino de Deus, liderança não se compra, autoridade não se negocia, e espiritualidade não se mede pelo valor da contribuição.

Deus não pede o que você não tem. Ele pede fidelidade com aquilo que você possui.

 

Sempre temos algo a oferecer

Ofertar não se resume a dinheiro. Podemos oferecer:

  • Nosso tempo
  • Nosso serviço
  • Nossos dons
  • Nossa capacidade de aconselhar
  • Nosso cuidado com as pessoas
  • Nossa disposição para evangelizar

Sempre há algo que pode ser colocado no altar do Senhor.

A pergunta certa não é: “Quanto você tem?”
Mas sim: “O que você está disposto a entregar?”

Porque quando a oferta cabe no coração, ela também chega ao céu.

Coloque o seu coração na obra do Senhor.
Que Deus abençoe você e sua família.


 

Cláudio Eduardo M Costa
Pastor

domingo, 22 de fevereiro de 2026

INFÂNCIA ROUBADA: O SILÊNCIO QUE PRECISA SER QUEBRADO... (Stolen childhood: The silence that needs to be broken..)

 


INFÂNCIA ROUBADA: O SILÊNCIO QUE PRECISA SER QUEBRADO...

(Stolen childhood: The silence that needs to be broken..)

“Eles entraram na casa e encontraram o menino com Maria, a sua mãe. Então se ajoelharam diante dele e o adoraram. Depois abriram as suas malas e lhe deram presentes: ouro, incenso e mirra.” (Mateus 2:11 — NTLH)


 

O Brasil e Suas Crianças

O Brasil deveria estar chorando por suas crianças.

Quando imaginávamos que o século XXI traria mais respeito, dignidade e proteção à infância, percebemos que ainda enfrentamos desafios alarmantes. É verdade que nosso país possui leis importantes na defesa dos direitos da criança e do adolescente. O problema não está apenas na legislação, mas na sua aplicação efetiva e na construção de uma sociedade verdadeiramente justa e responsável.

Após séculos marcados por exploração infantil — trabalho degradante, altos índices de analfabetismo, tráfico, abuso e abandono — o mundo começou a despertar para a urgência de proteger a infância. No Brasil, o Dia das Crianças foi oficializado por decreto presidencial em 5 de novembro de 1924, estabelecendo o 12 de outubro como data comemorativa.

Temos também o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em vigor desde 1990, que completará 36 anos em 2026. Trata-se de uma legislação moderna e abrangente. Contudo, leis só produzem transformação quando são conhecidas, aplicadas e respeitadas.

A exploração infantil ainda existe.
Muitas crianças têm a inocência roubada.
Muitas se tornam apenas números nas estatísticas da violência e da dor.


 

Perguntas que Precisam Ser Feitas

Algumas perguntas nos inquietam:

  • Que mundo estamos deixando para as próximas gerações?
  • Como estamos enxergando as crianças nos contextos político, social, espiritual e familiar?
  • Que princípios e valores estamos transmitindo?
  • Onde está a Igreja, levantando sua voz e agindo contra toda forma de violência infantil?

O silêncio também comunica. E, muitas vezes, ele protege o agressor e abandona a vítima.


 

Crianças: Consumo ou Dignidade?

Com o passar do tempo, o Dia das Crianças tornou-se uma das datas mais fortes do calendário comercial. Brinquedos, promoções e festas movimentam o mercado. Não há problema em presentear. O problema surge quando o consumo substitui o compromisso.

As crianças esquecidas e marginalizadas não precisam apenas de bonecas e bolas. Elas precisam ser vistas, ouvidas e reconhecidas como seres humanos em formação, portadores de dignidade e potencial.

Toda criança tem direitos.
Toda criança precisa de proteção.
Toda criança necessita de cuidado físico, emocional e espiritual.


 

Um Olhar Para Belém

Ao pensar nas crianças, volto meus pensamentos à Palestina do primeiro século. Em uma pequena cidade sob o domínio do Império Romano, um jovem casal cuidava de seu filho recém-nascido.

O nome da criança era Jesus — também chamado Emanuel.

Visitantes vieram de longe. Trouxeram presentes preciosos: ouro, incenso e mirra.

Esses presentes tinham valor material e simbólico. Representavam reconhecimento, honra e propósito. O Rei dos reis foi reconhecido ainda na infância.

Mas é importante lembrar: Jesus também foi uma criança ameaçada. Precisou fugir com seus pais para escapar da violência de Herodes (Mateus 2). Desde cedo, sua vida foi marcada pela vulnerabilidade — como tantas crianças em nossos dias.


 

Que Presente Daremos?

Diante dessa realidade, precisamos perguntar:

Que presente estamos oferecendo às crianças do nosso tempo?

Precisamos:

  • Chorar pelas vidas ceifadas pela violência.
  • Clamar por justiça contra aqueles que roubam a infância.
  • Exigir políticas públicas eficazes e proteção real às crianças.
  • Construir uma sociedade que valorize o ser humano acima do consumo.
  • Ensinar valores sólidos dentro de casa e nas comunidades de fé.

A Igreja precisa olhar para Jesus e aprender com Ele o valor da criança no Reino de Deus.

“Deixem que as crianças venham a mim e não as proíbam; pois o Reino do Céu é das pessoas que são como estas crianças.”
(Mateus 19:14 — NTLH)


 

Um Chamado à Responsabilidade

As crianças não são apenas o futuro — elas são o presente.

Cuidar delas é investir em uma geração saudável, digna e preparada para construir uma sociedade melhor.

Que sejamos instrumentos nas mãos de Deus para proteger, ensinar e amar nossas crianças.

Que o presente que ofereçamos não seja apenas material, mas um legado de fé, dignidade, justiça e esperança.


 

Cláudio Eduardo M Costa

A VIDA É FEITA DE ESCOLHAS... 📖 Levítico 18

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