O ALTAR NÃO EXCLUI NINGUÉM:
A Surpreendente Mensagem de Levítico 1
Com
certa frequência, o Antigo Testamento — especialmente o Pentateuco e os livros
históricos — é injustamente desprezado. Muitos dizem: “É um conjunto de
genealogias e normas difíceis de entender.” Outros afirmam preferir os
Salmos, os Evangelhos ou as cartas de Paulo.
No
entanto, a Bíblia não é um conjunto de partes desconectadas. Ela é uma
unidade viva, inspirada por Deus, e constitui a nossa regra de fé e
prática. Para compreendermos plenamente o caráter de Deus e o seu plano
redentor, precisamos olhar para toda a Escritura.
Estamos
iniciando uma série no livro de Levítico, e ali encontraremos uma beleza
profunda: ensinamentos sobre santidade, amor a Deus, amor ao
próximo, justiça, ética e adoração. Hoje, convido você
a caminhar comigo pelo capítulo 1, refletindo sobre um tema essencial: a
equidade da oferta apresentada diante do Senhor.
Todos
Somos Iguais Diante de Deus
Ao
observarmos Levítico 1, percebemos como Deus enxerga o ser humano. Diante do
Senhor, todos têm o mesmo valor. Não importa o nível de conhecimento, a
formação acadêmica, a condição social, o gênero ou a situação econômica.
Perante Deus, não há hierarquia de valor.
📖 Levítico 1:1 (NTLH)
“O
Senhor Deus chamou Moisés e da Tenda da Congregação lhe disse o seguinte.”
Deus
se revela e estabelece orientações claras para o holocausto. Logo no início,
aprendemos que a adoração nasce da iniciativa divina e não da posição social
humana.
Um
Sacrifício Voluntário e Sem Exclusão
O
sacrifício deveria ser voluntário — ninguém poderia ser obrigado a
ofertar.
📖 Levítico 1:3 (NTLH)
“Se
alguém oferecer um holocausto de gado, deverá apresentar um animal macho, sem
defeito.”
Além
disso, o sacrifício deveria ser sem defeito, pois era oferecido ao
Senhor como algo precioso. Porém, algo extraordinário se destaca: Deus não
exige o mesmo tipo de oferta de todas as pessoas.
- Quem possuía mais recursos oferecia um
boi;
📖 Levítico 1:10 (NTLH) - Quem tinha menos poderia oferecer uma
ovelha ou um cabrito;
- E o pobre não era excluído da adoração:
📖 Levítico 1:14 (NTLH)
“Se
alguém oferecer um holocausto de aves ao Senhor, deverá oferecer uma rolinha ou
um pombinho.”
O
valor do animal variava, mas o princípio permanecia o mesmo.
📖 Levítico 1:9 (NTLH)
“É uma
oferta queimada, de cheiro agradável ao Senhor.”
Equidade
na Adoração
Aqui
aprendemos uma lição poderosa: o pobre não é inferior em sua adoração, e
o rico não é mais aceito por oferecer mais. Deus não avalia a oferta
pelo valor material, mas pelo coração que a apresenta.
Ninguém
fica de fora do altar por causa de limitações financeiras. Cada pessoa é
chamada a oferecer o melhor que tem, não o melhor do outro. Deus
valoriza a intenção, e não a ostentação. O sacrifício aponta para a graça,
não para o mérito humano.
Do
Antigo ao Novo Testamento
Todos
os sacrifícios de Levítico apontam para Jesus Cristo, o Cordeiro
perfeito que se entregou por nós na cruz.
O
próprio Jesus ensinou essa verdade ao observar a oferta da viúva pobre:
📖 Marcos 12:43–44
(NTLH)
“Esta
viúva pobre deu mais do que todos os outros… ela deu tudo o que tinha.”
Ele
também mostrou que Deus vê o coração ao contar a parábola do fariseu e do
cobrador de impostos:
📖 Lucas 18:14 (NTLH)
“Pois
quem se engrandece será humilhado, mas quem se humilha será engrandecido.”
No
Novo Testamento, já não oferecemos animais, mas somos chamados a uma entrega
ainda mais profunda.
📖 Hebreus 13:15
(NTLH)
“Por
meio de Jesus, ofereçamos sempre a Deus um sacrifício de louvor.”
E o
apóstolo Paulo nos exorta:
📖 Romanos 12:1–2
(NTLH)
“Ofereçam
o seu próprio corpo como um sacrifício vivo… Não vivam conforme os padrões
deste mundo.”
Conclusão
Levítico
1 nos ensina que a adoração verdadeira é marcada pela equidade, pela graça
e pela entrega sincera. Em Cristo, o sacrifício perfeito, todos fomos
alcançados pela misericórdia de Deus.
Que
hoje possamos oferecer ao Senhor o nosso melhor — uma vida inteira
colocada no altar, para a glória do seu nome.
Seguimos
juntos aprendendo sobre santidade, amor e justiça no livro de Levítico.
Compartilhe, reflita e caminhe conosco.
Cláudio
Eduardo M. Costa
Pastor