quarta-feira, 19 de agosto de 2026

NÃO BASTA PARECER, TEM QUE SER! MENOS RELIGIOSIDADE, MAIS INTIMIDADE COM DEUS! - SALMO 50 -

 


NÃO BASTA PARECER, TEM QUE SER!

MENOS RELIGIOSIDADE, MAIS INTIMIDADE COM DEUS!

SALMO 50

 

Você já percebeu que uma pessoa pode estar em um ambiente de adoração, louvor e exaltação ao nome de Deus, cantar, orar, participar das atividades da igreja e, mesmo assim, estar completamente distante de Deus? É sobre isso que quero conversar com você hoje: mais intimidade com Deus e menos religiosidade. E, quando começamos a pensar sobre isso, chegamos ao Salmo 50.

Já percorremos um terço da nossa caminhada de 150 Dias Lendo o Livro de Salmos. Já lemos, refletimos e conversamos sobre cinquenta salmos. E, neste 50º dia, quero fazer uma pergunta muito pessoal: como está a sua intimidade com Deus? Como você tem caminhado com o Senhor?

O Salmo 50 nos leva a compreender que Deus não está interessado apenas em sacrifícios, ofertas ou práticas religiosas. Antes de qualquer sacrifício oferecido a Deus, existe uma vida que precisa estar consagrada a Ele, um coração que precisa estar diante da sua presença. Quando leio o Salmo 50, imediatamente me lembro de Romanos 12.1-2, quando Paulo nos apresenta a vida cristã como uma entrega completa a Deus:

“Portanto, irmãos, pelas misericórdias de Deus, peço que ofereçam o corpo de vocês como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o culto racional de vocês. E não vivam conforme os padrões deste mundo, mas deixem que Deus os transforme pela renovação da mente, para que possam experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12.1-2 — NAA

 

Não adianta colocar coisas no altar do Senhor se não estamos dispostos a colocar a própria vida. Não adianta oferecer aquilo que temos e continuar mantendo o coração distante. Deus deseja uma vida entregue, um coração disponível e uma caminhada verdadeira com Ele.

O Salmo 50 fala, portanto, de relacionamento e intimidade com Deus. Não basta conhecer doutrinas, conhecer os ritos religiosos ou manter determinados costumes. É preciso conhecer o próprio Deus e caminhar com Ele. E vou repetir essa palavra várias vezes: intimidade. Porque podemos desenvolver uma aparência religiosa e, ao mesmo tempo, manter o coração distante do Senhor.

O problema enfrentado no Salmo 50, no contexto do povo de Israel, não era simplesmente a existência dos sacrifícios. O próprio Deus havia estabelecido o sistema sacrificial. O problema era quando os sacrifícios se transformavam em uma prática exterior, enquanto o coração permanecia distante. O salmo é atribuído a Asafe, um importante músico e líder de louvor em Israel, associado ao ministério de música no período de Davi e à adoração no templo (1Crônicas 16.5; 1Crônicas 25.1-2).

Deus confronta a ideia de que Ele dependeria das ofertas do seu povo. Afinal, tudo pertence a Ele. O Senhor declara:

“Ofereça a Deus sacrifício de ações de graças e cumpra os seus votos para com o Altíssimo.” Salmo 50.14 — NAA

 

Perceba a profundidade dessa afirmação. Deus não está simplesmente pedindo mais uma cerimônia. Ele está chamando o seu povo para uma vida de gratidão e compromisso.

Ações de graças significam reconhecer que tudo o que temos e somos depende da graça de Deus. É compreender que Deus tem cuidado de nós por sua misericórdia, graça e amor. Gratidão não é apenas dizer “obrigado, Senhor”; é reconhecer, com a própria vida, que tudo vem dele.

E o salmo continua com uma das declarações mais bonitas desse texto:

“Invoque-me no dia da angústia; eu o livrarei, e você me glorificará.” Salmo 50.15 — NAA

Aqui encontramos um convite à intimidade. Invocar o Senhor é conversar com Deus. É abrir o coração diante dele. É dizer ao Senhor aquilo que não estamos entendendo, falar sobre aquilo que está doendo, pedir direção quando não sabemos qual caminho seguir e clamar quando estamos atravessando dias de angústia.

Deus não está dizendo: “No dia da angústia, esconda-se atrás da religiosidade.” Ele diz: “Invoque-me.” Converse comigo. Clame a mim. Dependa de mim. E eu o livrarei, e você me glorificará.

Isso muda completamente a nossa compreensão da fé. Intimidade com Deus não significa ausência de angústia. Significa que, mesmo na angústia, sabemos a quem podemos recorrer.

Quando chegamos ao Novo Testamento e olhamos para Jesus Cristo, encontramos o Senhor confrontando repetidamente uma religiosidade vazia. Jesus não condenava a Lei de Deus; ele confrontava uma espiritualidade de aparência, na qual as pessoas conheciam as regras, mas haviam perdido o coração daquilo que Deus desejava.

Em Mateus 23.27, Jesus diz aos escribas e fariseus:

“Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês são semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda impureza!” Mateus 23.27 — NAA

 

 

Que imagem forte! Por fora, tudo bonito. Por dentro, morte.

E aqui está uma pergunta que precisa alcançar o nosso coração: estou vivendo uma fé de aparência ou uma fé de intimidade com Deus?

As minhas atitudes demonstram que conheço o Senhor?

A maneira como trato as pessoas revela que estou caminhando com Cristo?

Minha vida demonstra aquilo que meus lábios professam?

Existe coerência entre o que digo na igreja e aquilo que vivo quando ninguém está olhando?

 

O Salmo 50 nos chama para uma vida verdadeira diante de Deus. Uma vida de gratidão, compromisso, obediência e intimidade.

E o salmo termina com um alerta muito sério, mas também com uma promessa maravilhosa:

“Considerem, pois, nisto, vocês que se esquecem de Deus, para que eu não os despedace, sem haver quem os livre. Aquele que me oferece sacrifício de ações de graças, esse me glorificará; e ao que prepara o seu caminho, farei com que veja a salvação de Deus.” Salmo 50.22-23 — NAA

 

Observe a expressão: “vocês que se esquecem de Deus”.

É possível estar dentro de um ambiente religioso e, mesmo assim, esquecer-se de Deus. Podemos falar muito sobre igreja, sobre pessoas, sobre atividades, sobre programas, sobre doutrina e até sobre ministério, mas Deus pode acabar ficando do lado de fora da nossa própria experiência religiosa.

Podemos conhecer uma linguagem religiosa. Podemos usar expressões religiosas. Podemos participar de cultos e atividades. Podemos até conhecer muitos textos bíblicos. Mas a pergunta continua sendo: existe intimidade com Deus?

É exatamente aqui que Jesus Cristo entra no centro da nossa caminhada.

Em Jesus encontramos a verdadeira salvação. Em Jesus encontramos o caminho para uma adoração verdadeira. Em Jesus encontramos acesso ao Pai e somos chamados para uma vida de relacionamento com Deus.

Voltemos juntos à cruz. Quando Jesus entregou sua vida e declarou “Está consumado!”, o véu do templo se rasgou de alto a baixo (Mateus 27.50-51). Aquilo apontava para uma realidade extraordinária: por meio da obra de Cristo, temos acesso à presença de Deus.

Hebreus 10.19-22 explica essa nova realidade:

“Portanto, meus irmãos, tendo ousadia para entrar no Santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos abriu pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos com um coração sincero, em plena certeza de fé...” Hebreus 10.19-22 — NAA

 

E Paulo afirma:

“Porque há um só Deus e um só Mediador entre Deus e a humanidade, Cristo Jesus, homem.” 1Timóteo 2.5 — NAA

 

Que privilégio! Em Cristo, podemos nos aproximar de Deus. Não precisamos viver escondidos atrás de uma religiosidade de aparência. Podemos chegar diante do Pai com um coração sincero.

Por isso, quero terminar fazendo algumas perguntas bem simples, mas profundamente importantes.

Você já conversou com o Pai hoje?

Você já disse a Ele como está o seu coração?

Já contou a Deus aquilo que ninguém mais sabe?

Já pediu direção?

Já pediu perdão?

Já pediu forças para obedecer?

Já pediu ao Senhor que aumente a sua intimidade com Ele?

Talvez hoje seja o momento de parar por alguns minutos e simplesmente conversar com Deus.

Não apenas fazer uma oração decorada. Não apenas cumprir uma obrigação religiosa. Converse com o Pai.

O Salmo 50 nos lembra que Deus não quer apenas a nossa aparência religiosa. Ele deseja o nosso coração.

Não basta parecer. Tem que ser!

Menos religiosidade.
Mais intimidade.
Menos aparência.
Mais verdade.
Menos ritual vazio.
Mais relacionamento com Deus.
Menos palavras sobre Deus.
Mais caminhada com Deus.

 

Que a nossa fé não seja apenas algo que as pessoas veem, mas uma realidade que Deus conhece.

Viva na presença de Deus. Caminhe com Deus. Conheça a Deus. E permita que a sua vida revele que você realmente pertence a Ele.

 

Que Deus abençoe muito a sua vida.

 

Cláudio Eduardo M Costa

terça-feira, 18 de agosto de 2026

O QUE REALMENTE IMPORTA? — SALMO 49 —

 


O QUE REALMENTE IMPORTA?

SALMO 49

 

Você já parou para pensar em quanto tempo gastamos tentando conquistar coisas que, no fim, não podemos levar para a eternidade?

Essa é uma pergunta que nem sempre fazemos, porque vivemos em uma sociedade extremamente imediatista. Tudo parece girar em torno do aqui e agora: conquistar, acumular, possuir, crescer e alcançar cada vez mais.

Mas quero fazer outra pergunta:

Você acredita, de verdade, que existe vida após a morte e que existe vida eterna em Cristo Jesus?

Se você realmente acredita nisso, como está investindo na eternidade? De que maneira está vivendo neste mundo diante do presente que Deus lhe deu?

 

Vivemos em uma sociedade que valoriza o dinheiro, o patrimônio, o sucesso e a acumulação de bens. Muitas vezes, porém, aquilo que deveria ser apenas um recurso para a vida acaba se tornando o centro da própria vida. Tornamo-nos reféns daquilo que acumulamos. Tornamo-nos reféns do trabalho, trabalhando cada vez mais para ganhar mais dinheiro, conquistar mais coisas e aumentar nosso patrimônio. E, no final, precisamos perguntar: para quê?

 

O Salmo 49 nos chama à reflexão justamente sobre isso. É um salmo que fala sobre a brevidade da vida e nos lembra de que os nossos bens, o nosso dinheiro e o nosso patrimônio não podem comprar aquilo que somente Deus pode nos oferecer. Logo no início, o salmista declara:

“Os meus lábios falarão sabedoria, e o meu coração terá pensamentos profundos. Inclinarei os meus ouvidos a uma parábola, decifrarei o meu enigma ao som da harpa.” Salmo 49.3-4 — NAA

 

Não estamos diante de uma simples música ou de uma simples poesia. É um convite à reflexão. É como se o salmista dissesse: pare, pense e escute. A vida precisa ser examinada à luz de uma realidade maior do que aquilo que conseguimos enxergar.

 

Precisamos reconhecer que não somos eternos neste mundo. Estamos aqui de passagem, e tudo aquilo que acumulamos nesta vida ficará para trás. Por isso, o verdadeiro problema não está em possuir recursos, trabalhar ou conquistar bens. O problema começa quando os bens passam a possuir o nosso coração e quando colocamos neles a nossa segurança.

É exatamente isso que aparece nos versos seguintes:

“Por que temerei nos dias maus, quando me cercar a iniquidade dos que me perseguem, dos que confiam nos seus bens e se gloriam na sua muita riqueza?” Salmo 49.5-6 — NAA

 

O salmista está olhando para pessoas que depositam sua confiança naquilo que possuem. E aqui encontramos uma lição muito importante: Existe uma diferença enorme entre ter recursos e colocar nos recursos a nossa segurança.

 

O dinheiro pode ser útil. O trabalho é importante. Os bens podem trazer conforto e podem ser usados para abençoar outras pessoas. Mas nenhum deles pode ocupar o lugar de Deus. Quando colocamos nossa segurança naquilo que possuímos, esquecemos que tudo nesta vida é passageiro.

O Salmo 49 aprofunda ainda mais essa reflexão:

“Ao irmão, verdadeiramente, ninguém o pode remir, nem pagar por ele a Deus o seu resgate — pois a redenção da alma deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre —, para que continue a viver perpetuamente e não venha a morrer.” Salmo 49.7-9 — NAA

 

Existem coisas que o dinheiro simplesmente não consegue comprar. A salvação não pode ser comprada. A vida eterna não pode ser adquirida com patrimônio. O perdão dos pecados não está à venda.

E é justamente aqui que o Salmo 49 nos conduz à mensagem do evangelho. Aquilo que nenhum dinheiro poderia comprar, Deus nos ofereceu gratuitamente em Cristo Jesus.

Jesus também falou diretamente sobre essa questão. No Sermão do Monte, ensinando a multidão, ele disse:

“Não acumulem tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde os ladrões escavam e roubam; mas ajuntem tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não corroem e onde os ladrões não escavam, nem roubam. Porque, onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração.” Mateus 6.19-21 — NAA

 

Jesus não está ensinando a desprezar o trabalho ou os recursos financeiros. Ele está colocando cada coisa em seu devido lugar. O problema não é aquilo que temos; é quando aquilo que temos passa a determinar quem somos e onde colocamos nossa confiança.

Por isso, precisamos perguntar: quem tem prioridade na sua vida? O que você tem ou quem você é em Cristo? Deus ou o seu próprio eu e o desejo insaciável de possuir cada vez mais?

Jesus deixa clara a prioridade:

“Busquem, pois, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas lhes serão acrescentadas.” Mateus 6.33 — NAA

 

O Reino de Deus precisa ocupar o primeiro lugar. Antes de perguntar quanto vamos ganhar, precisamos perguntar como podemos viver para Deus. Antes de pensar no que vamos acumular, precisamos pensar no que estamos construindo para a eternidade. Antes de cuidar apenas do nosso patrimônio, precisamos cuidar do nosso coração.

Jesus também fez uma pergunta que atravessa os séculos e continua profundamente atual:

“Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” Marcos 8.36 — NAA

 

Essa pergunta nos faz parar. Podemos conquistar muito e, ainda assim, perder o essencial. Podemos ter uma casa, um carro, dinheiro, reconhecimento, sucesso e muitas realizações, mas nada disso pode substituir a presença de Deus em nossa vida.

O que realmente importa?

 

Não é quanto eu tenho. Não é quanto conquistei. Não é o tamanho do meu patrimônio. Não é o reconhecimento que recebo das pessoas. A pergunta mais importante é: Quem é Jesus para mim? Quem é Deus na minha vida?

É isso que realmente importa.

 

O Salmo 49 nos mostra a brevidade da vida e nos lembra de que não adianta acumular coisas nesta terra se o coração estiver distante de Deus. Tudo aquilo que hoje parece tão importante um dia ficará para trás. Mas a mensagem do salmo encontra sua resposta plena em Cristo.

O salmista mostra que os nossos recursos não podem comprar a redenção. O evangelho nos mostra que Jesus Cristo pagou o preço que nós jamais poderíamos pagar. Na cruz do Calvário, Cristo ofereceu a própria vida para nos reconciliar com Deus.

O apóstolo Pedro afirma:

“Sabendo que não foi mediante coisas perecíveis, como prata ou ouro, que vocês foram resgatados da vida inútil que seus pais lhes legaram, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem defeito e sem mácula.” 1 Pedro 1.18-19 — NAA

 

Que verdade extraordinária! Não fomos resgatados por prata ou ouro, mas pelo precioso sangue de Jesus Cristo.

Nossa maior riqueza não está naquilo que temos em nossas mãos, mas em ter Jesus Cristo como Senhor e Salvador da nossa vida. O dinheiro pode comprar uma casa, mas não pode comprar um lar de paz. Pode comprar medicamentos, mas não pode garantir a vida. Pode comprar conforto, mas não pode comprar esperança eterna. Pode adquirir muitas coisas, mas não pode comprar a salvação.

A salvação é graça. É presente de Deus. É fruto da misericórdia demonstrada em Cristo.

 

Por isso, o Salmo 49 nos convida a reorganizar nossas prioridades. Trabalhe, mas não viva para trabalhar. Tenha bens, mas não permita que os bens tenham o seu coração. Planeje o futuro, mas não se esqueça da eternidade. Conquiste, mas não perca a sua alma tentando conquistar.

E, acima de tudo, coloque Deus em primeiro lugar.

 

Comece o seu dia conversando com Ele. Abra a Palavra e ouça o que Deus deseja dizer ao seu coração. Examine suas prioridades. Pergunte a si mesmo onde está o seu tesouro, porque, como Jesus ensinou, onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração.

 

No final das contas, o que realmente importa não é aquilo que conseguimos acumular, mas aquilo que fazemos com a vida que Deus nos deu.

 

Que o Senhor nos ajude a viver com os olhos na eternidade, o coração em Cristo e os pés firmados nesta caminhada.

O verdadeiro tesouro não é aquilo que podemos guardar nesta terra. É Cristo, que ninguém pode nos tirar.

 

Que Deus abençoe poderosamente o seu dia!

 

Cláudio Eduardo M Costa

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

DEUS ESTÁ COMIGO EM TODO TEMPO... - SALMO 48 -

 


DEUS ESTÁ COMIGO EM TODO TEMPO...

SALMO 48

 

Você já precisou seguir por um caminho sem saber exatamente onde iria chegar? E quando finalmente alcançou o destino, descobriu que a realidade era muito maior e mais bonita do que aquilo que havia imaginado?

Às vezes, começamos uma caminhada sem conhecer o lugar para onde estamos indo e, quando chegamos, somos surpreendidos pela beleza, pela grandeza e por tudo aquilo que encontramos. É uma experiência que nos ajuda a compreender a maneira como o Salmo 48 apresenta a cidade de Deus.

Quando falamos sobre a cidade de Deus, estamos falando, na perspectiva do salmista, do lugar associado à presença e à habitação do Senhor. É importante lembrar que Deus não está limitado a um determinado espaço. Ele é Espírito, e Jesus nos ensinou: “Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (João 4.24 — NAA). No contexto do Salmo 48, porém, Jerusalém, o monte Sião e o templo eram símbolos muito importantes da presença de Deus no meio do seu povo.

Naquele momento da história, havia uma compreensão muito forte de que Deus habitava no meio de Israel, especialmente relacionada à Arca da Aliança e ao templo. Mas, quando chegamos ao Novo Testamento, encontramos uma revelação ainda mais profunda: em Jesus Cristo, Deus veio habitar entre nós. Jesus é Emanuel, Deus conosco (Mateus 1.23 — NAA). E, por meio de Cristo, compreendemos que Deus não está distante. Ele está presente no meio do seu povo e também está conosco em todos os momentos.

É nesse contexto que o salmista declara:

“Grande é o Senhor e mui digno de ser louvado, na cidade do nosso Deus, seu santo monte. Alto e belo, alegria de toda a terra, é o monte Sião, para os lados do Norte, a cidade do grande Rei. Nos palácios dela, Deus se faz conhecer como alto refúgio.” Salmo 48.1-3 — NAA

Ao me deparar com essas palavras, vejo um começo extraordinário para esse Salmo. O salmista poderia começar falando dos problemas, das dificuldades, das perseguições ou das circunstâncias que estavam ao seu redor. Poderia começar falando daquilo que estava dando errado. Mas não. Ele começa falando sobre Deus.

“Grande é o Senhor e mui digno de ser louvado.”

Isso nos ensina algo muito importante: antes de olhar para o tamanho dos nossos problemas, precisamos olhar para a grandeza do nosso Deus.

Como você tem olhado para Deus na sua vida? Você consegue perceber a presença dele em todos os momentos e em todas as circunstâncias? Você tem louvado ao Senhor não apenas quando tudo vai bem, mas também quando enfrenta dias difíceis?

Quando nos concentramos excessivamente nos problemas, eles parecem crescer diante dos nossos olhos. O medo aumenta, a ansiedade cresce, a incerteza toma espaço e, pouco a pouco, podemos começar a enxergar a dificuldade como se ela fosse maior do que o próprio Deus.

Não se esqueça disso:

antes de olhar para o tamanho do problema, lembre-se da grandeza do Deus que está cuidando de você.

A dificuldade pode ser grande. A crise pode ser grande. A dor pode ser profunda. Mas Deus continua sendo maior. O problema não mudou quem Deus é. A crise não diminuiu o poder de Deus. A nossa circunstância não alterou a soberania do Senhor.

E quando olho para a cidade de Deus, também sou conduzido para uma esperança que ultrapassa esta vida. A Bíblia fala da Nova Jerusalém, da cidade santa, onde Deus habitará com o seu povo. Ali, a dor não terá a palavra final. A morte não terá a palavra final. O próprio Senhor enxugará dos olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem luto, nem choro, nem dor (Apocalipse 21.2-4 — NAA).

Que esperança maravilhosa! Um dia estaremos para sempre com o Senhor.

Mas o Salmo 48 também afirma que, nos palácios da cidade, “Deus se faz conhecer como alto refúgio”. Essa expressão fala profundamente ao nosso coração. Na presença de Deus, mesmo em meio às dificuldades, encontramos abrigo. Temos onde nos refugiar, onde ser acolhidos, fortalecidos e cuidados.

Por isso, não podemos nos afastar do Senhor justamente quando mais precisamos dele. Quando a tempestade chegar, corra para Deus. Quando não souber o que fazer, aproxime-se de Deus. Quando o caminho parecer difícil, permaneça com Deus.

E aqui encontramos uma conexão preciosa com Jesus Cristo.

O Salmo 48 apresenta Deus como aquele que está presente no meio do seu povo. No Evangelho, essa verdade ganha uma dimensão extraordinária: Jesus é Emanuel, Deus conosco (Mateus 1.23 — NAA).

Jesus conhece as nossas dores. Ele foi perseguido, rejeitado, humilhado e experimentou a fome, o sofrimento e a dor. Ele foi crucificado, morreu e, ao terceiro dia, ressuscitou vitorioso. Por isso, quando caminhamos com Jesus, não estamos seguindo alguém que desconhece as nossas lutas. Estamos seguindo aquele que venceu a morte e nos oferece a esperança da vida eterna.

Lembra da pergunta que fiz no começo sobre caminhar por um caminho sem saber exatamente onde ele vai terminar?

Agora quero falar de um caminho cujo destino nós podemos conhecer.

Jesus declarou:

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” João 14.6 — NAA

Jesus não está apenas mostrando um caminho. Jesus é o caminho.

E nós precisamos decidir se vamos caminhar com ele ou se vamos tentar atravessar a vida sozinhos, enfrentando cada dificuldade com as nossas próprias forças. A Bíblia não promete que quem segue Jesus nunca terá problemas. Mas ela nos oferece uma certeza maravilhosa: não precisamos enfrentar a caminhada sozinhos.

O Salmo 48 termina com uma declaração que resume essa confiança:

“Que este é Deus, o nosso Deus para todo o sempre; ele será nosso guia até a morte.” Salmo 48.14 — NAA

“Ele será nosso guia até a morte.”

E essa expressão não termina a nossa esperança. Para quem está em Cristo, a morte não é o fim da história. Jesus é o caminho que nos conduz à vida eterna e à presença de Deus.

Por isso, hoje eu quero deixar algumas perguntas para você:

 Em quem você está confiando para conduzir a sua vida?

Os seus problemas parecem maiores do que o seu Deus?

Como você tem enxergado as circunstâncias ao seu redor?

Lembre-se: Deus é o nosso Deus para todo o sempre. Ele é o nosso refúgio. Ele é o nosso guia. E, em Jesus Cristo, ele caminha conosco.

Continue caminhando com Jesus. Permita que as pessoas percebam, através da sua vida, que Cristo está presente em você. E, mesmo diante das dificuldades, declare com fé:

“Grande é o Senhor! Magnífico é o nosso Deus!”

Que Deus abençoe ricamente o seu dia e que, em todos os momentos da sua caminhada, você se lembre desta verdade:

DEUS ESTÁ COMIGO EM TODO TEMPO.

 

 Cláudio Eduardo M Costa

domingo, 16 de agosto de 2026

DEUS CONTINUA SENDO REI... - SALMO 47 -

 


DEUS CONTINUA SENDO REI...

SALMO 47

 

Você já parou para pensar em quem está realmente no controle da sua vida? Essa é uma pergunta importante, porque muitas vezes não queremos assumir a responsabilidade por aquilo que fazemos. Quando sofremos, colocamos a culpa no mal. Quando um projeto dá certo, quando conquistamos alguma coisa ou quando alcançamos um objetivo, atribuímos o resultado ao nosso próprio mérito. Mas será que temos refletido de verdade sobre quem governa a nossa vida?

Vivemos em um mundo em que, muitas vezes, as pessoas querem colocar em Deus a responsabilidade pelas atitudes humanas. Fazemos escolhas, tomamos decisões, seguimos determinados caminhos e, quando as consequências não são as que esperávamos, procuramos alguém para responsabilizar. Às vezes culpamos Deus; outras vezes, o inimigo; outras vezes, as circunstâncias. Mas o Salmo 47 nos convida a olhar para uma verdade que não pode ser ignorada: Deus continua sendo Rei.

O livro de Salmos expressa adoração, comunhão e intimidade com Deus por meio da poesia, das orações, dos cânticos e das experiências humanas. Quando ao chegarmos no Salmo 47, somos convidados a um louvor consciente, inteligente e cheio de significado. Não se trata apenas de cantar. Trata-se de reconhecer quem Deus é e qual lugar Ele ocupa em nossa vida.

O salmista começa dizendo: “Batem palmas, todos os povos; aclamem a Deus com vozes de júbilo. Pois o Senhor Altíssimo é tremendo, é o grande Rei de toda a terra.” (Salmo 47.1-2 — NAA).

Observe a força dessas palavras: “todos os povos”. Não existe aqui um grupo selecionado exclusivamente para adorar a Deus. Todos os povos são convidados a reconhecer a grandeza do Senhor. Todos são chamados a adorá-lo, a se aproximar dele e a reconhecer que o Senhor é o grande Rei de toda a terra.

E isso também nos lembra da nossa responsabilidade. Nós não estamos neste mundo por acaso. Fomos criados por Deus e recebemos dele uma missão. Somos chamados a anunciar as grandezas do Deus eterno e todo-poderoso. Jesus nos deu a responsabilidade de fazer discípulos e anunciar o evangelho. Por isso, quando o salmista diz: “Batem palmas, todos os povos”, precisamos também perguntar: como esses povos ouvirão se não houver quem anuncie?

É responsabilidade minha. É responsabilidade sua. Precisamos anunciar a grandeza do Senhor, falar sobre o amor de Deus e proclamar que o Rei dos reis governa sobre toda a terra.

Deus nos criou com capacidade de fazer escolhas. E muitas vezes sofremos justamente por causa das escolhas que fazemos. Algumas decisões produzem consequências dolorosas. Outras vezes, sofremos porque seguimos aquilo que outras pessoas fazem sem avaliar para onde estamos indo. Mas uma coisa não muda: Deus continua sendo o Rei.

Deus não deixou de ser Deus porque você está enfrentando problemas. Deus não deixou de ser Deus porque o mundo está em crise. Deus não deixou de ser Deus porque alguma coisa não aconteceu como você esperava. Deus continua sendo o grande Rei.

Talvez você esteja olhando para o futuro e pensando: “Eu não sei como isso vai terminar.” Tudo bem. Você realmente não sabe o que acontecerá amanhã. Nenhum de nós conhece todos os acontecimentos que estão à nossa frente. Mas existe uma coisa que podemos saber: o mesmo Deus que é Rei hoje continuará sendo Rei amanhã.

E quando olhamos para Jesus Cristo, Rei dos reis e Senhor dos senhores, percebemos que muitas vezes permitimos que o medo, as dificuldades e os problemas governem a nossa vida. Ficamos aprisionados pelo passado, dominados pelas preocupações do presente e assustados com aquilo que imaginamos sobre o futuro. Mas existe uma autoridade maior do que todas as autoridades deste mundo: o Senhor nosso Deus.

Por meio de Jesus Cristo, temos acesso a Deus. Podemos falar com o Rei dos reis e Senhor dos senhores e, pela graça, temos o privilégio de chamá-lo de Pai. O Evangelho de João declara: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome.” (João 1.12 — NAA).

Que privilégio extraordinário! Somos filhos do Rei. Não precisamos viver como pessoas abandonadas, sem direção ou sem esperança. Podemos viver neste mundo reconhecendo que pertencemos ao Senhor e permitindo que o Rei dos reis governe a nossa vida.

Mas reconhecer o reinado de Deus significa mais do que cantar sobre Ele. Significa entregar a Ele as nossas escolhas, os nossos projetos, os nossos relacionamentos, os nossos sonhos e o nosso futuro. Significa dizer: “Senhor, estou pronto para obedecer. Estou pronto para viver a tua vontade. Estou pronto para caminhar contigo.”

É muito fácil dizer que Deus é Rei quando cantamos na igreja. O verdadeiro desafio é reconhecer o seu reinado quando precisamos tomar decisões, quando somos contrariados, quando enfrentamos dificuldades e quando precisamos escolher entre a nossa vontade e a vontade de Deus.

Por isso, o louvor do Salmo 47 não fica restrito às nossas canções. Podemos louvar a Deus com aquilo que fazemos, com as nossas atitudes, com o nosso comportamento, com a maneira como tratamos as pessoas e com a forma como conduzimos a nossa vida.

Então, hoje, faça uma pergunta a si mesmo: quem está governando a minha vida? Sou eu? São as minhas vontades? São os meus medos? São as circunstâncias? Ou Deus realmente ocupa o lugar de Rei?

O convite do Salmo 47 continua atual: bata palmas, celebre, adore e reconheça a grandeza do Senhor. Mas faça isso não apenas com os seus lábios. Faça isso com a sua vida.

Deus continua sendo Rei.

O mundo pode estar em crise. O futuro pode parecer incerto. As circunstâncias podem mudar. Pessoas podem decepcionar. Os nossos planos podem não acontecer como imaginamos. Mas Deus continua no trono.

E se Deus continua sendo Rei, podemos seguir caminhando com confiança.

Reconheça o Rei. Confie no Rei. Obedeça ao Rei. Adore o Rei.

E que a nossa vida seja uma expressão diária desse louvor.

Um dia muito abençoado para você e para sua família.

 

 

Cláudio Eduardo M Costa

sábado, 15 de agosto de 2026

QUANDO O CHÃO PARECE SUMIR... - SALMO 46 -

 


QUANDO O CHÃO PARECE SUMIR...

SALMO 46

 

Você já teve a sensação de que o chão estava sumindo debaixo dos seus pés? Que tudo estava tremendo ou que o mundo ao seu redor estava desabando? Não estou falando necessariamente de um terremoto no sentido literal. Às vezes, porém, parece que estamos no meio de uma grande tempestade, em um mar turbulento ou enfrentando um verdadeiro terremoto em nossa vida. Uma notícia ruim, um relacionamento que terminou, um problema financeiro, uma dificuldade no ambiente de trabalho, problemas familiares, uma enfermidade, uma perda ou tantas outras situações podem fazer com que aquilo que parecia seguro comece a tremer diante dos nossos olhos.

Estamos lendo o Salmo 46, e esse salmo nos mostra como devemos nos comportar quando estamos no meio do terremoto da vida. Mais do que isso, ele nos ensina a quem devemos buscar por ajuda e onde encontrar o nosso auxílio. O salmista começa com uma declaração poderosa: “Deus é o nosso refúgio e a nossa força, socorro bem presente nas tribulações.” (Salmo 46.1 — NAA). Quando leio esse salmo, posso quase recitá-lo juntamente com o salmista, porque ele começa nos lembrando de uma verdade fundamental: Deus é o nosso refúgio, a nossa força e o nosso socorro.

Vivemos em um tempo em que muitas vezes é apresentado um evangelho de facilidades, com promessas de prosperidade, propósitos para enriquecer e uma ideia equivocada de que quem tem fé suficiente não enfrentará problemas. Mas a Bíblia, em nenhum lugar, nos garante uma vida sem dificuldades. Pelo contrário, as Escrituras nos apresentam doenças, aflições, perseguições, perdas, crises, lágrimas e momentos de profunda dor. Entretanto, em meio a tudo isso, encontramos uma grande garantia: não estamos sozinhos neste mundo. Deus está ao nosso lado. Deus é o nosso socorro. Deus é a nossa força. Deus é o nosso auxílio.

O salmista continua dizendo: “Por isso, não temeremos, ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares.” (Salmo 46.2 — NAA). Que imagem forte! A terra se transtornando, os montes se abalando e tudo aquilo que parecia firme sendo sacudido. É uma linguagem poética para descrever uma situação de absoluto caos. Mas quantos problemas enfrentamos na vida que também nos fazem dizer: “Eu perdi o meu chão.” “Estou no meio de uma grande tempestade.” “Para onde vou olhar?” “A quem vou recorrer?”

O salmista nos mostra que existem terremotos que não aparecem nos noticiários. Existem terremotos que enfrentamos silenciosamente. Podemos estar sorrindo na igreja, convivendo normalmente com nossa família, trabalhando, estudando na escola ou na faculdade e conversando com nossos amigos, mas, por dentro, podemos estar vivendo uma grande agonia. Existem dores que ninguém vê, lágrimas que ninguém percebe e batalhas que travamos em silêncio. E então surge uma pergunta importante: o que vou fazer quando o terremoto acontecer? Como vou agir quando tudo ao meu redor parecer desmoronar?

A primeira coisa que o salmista me ensina é que eu não estou sozinho. Você não está sozinho enfrentando os seus problemas. O salmista declara: “O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.” (Salmo 46.7 — NAA). Lembre-se disso. Diga para você mesmo. Declare isso em meio à sua luta: “Eu não estou sozinho nesta batalha. Deus está ao meu lado.” Talvez você esteja passando por um terremoto que ninguém conhece. Talvez as pessoas não saibam o que está acontecendo dentro de você. Talvez você esteja enfrentando uma batalha silenciosa. Mas Deus sabe. Deus está conosco.

Essa verdade nos conduz diretamente para Jesus Cristo. A religião, muitas vezes, pode apresentar uma imagem de Deus como alguém distante, como se Deus estivesse no céu e nós tivéssemos sido deixados à nossa própria sorte aqui neste mundo. Mas não é assim. Deus está conosco. Antes mesmo do nascimento de Jesus, o anjo anunciou a Maria o cumprimento da promessa profética: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus conosco.” (Mateus 1.23 — NAA).

Jesus Cristo é Deus conosco. Ele entrou na nossa história. Conheceu o abandono, a perseguição, a rejeição e a dor. Sentiu fome, cansaço e sofrimento. Foi crucificado em nosso lugar e ressuscitou, trazendo-nos esperança e vitória. Quando olhamos para Jesus, aprendemos que a vida cristã não significa ausência de dificuldades. Significa que não enfrentaremos as dificuldades sozinhos.

Jesus deixou isso muito claro aos seus discípulos quando afirmou: “Estas coisas tenho dito a vocês para que tenham paz em mim. No mundo, vocês passam por aflições; mas tenham coragem: eu venci o mundo.” (João 16.33 — NAA). Que promessa maravilhosa! Jesus não disse: “Vocês não terão aflições.” Ele disse: “No mundo, vocês passam por aflições.” Mas acrescentou: “Tenham coragem: eu venci o mundo.” Cristo está conosco mesmo quando passamos pelas dificuldades. Cristo está conosco em todas as circunstâncias. A presença de Jesus não significa que nunca enfrentaremos tempestades; significa que não estaremos sozinhos dentro delas.

O Salmo 46 também nos apresenta outra atitude importante. Às vezes, no meio do problema, ficamos tão concentrados naquilo que está acontecendo que não conseguimos enxergar a solução. Ficamos tão envolvidos com a tempestade que não conseguimos perceber a presença de Deus. Às vezes achamos que estamos sozinhos. E vou contar um segredo para você: muitas vezes, podemos estar sozinhos no meio da multidão porque não conseguimos enxergar a multidão que está ao nosso lado.

A Palavra de Deus também nos lembra: “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra.” (Salmo 34.7 — NAA). Deus cuida dos seus filhos. Por isso, quando estivermos passando por momentos difíceis, precisamos levantar os nossos olhos e lembrar quem Deus é e tudo aquilo que Ele já fez. Precisamos lembrar de onde Deus já nos colocou, das portas que Ele abriu, das situações das quais Ele já nos livrou e das vezes em que pensamos que não conseguiríamos continuar, mas Deus nos sustentou.

O salmista nos convida: “Venham contemplar as obras do Senhor, que tem feito desolações na terra.” (Salmo 46.8 — NAA). Precisamos contemplar as obras do Senhor. Precisamos olhar para aquilo que Deus já fez e reconhecer a grandeza do seu poder. E, ao contemplarmos as obras de Deus, também somos chamados a anunciar a sua grandeza. Os problemas existem. O mal existe. Passamos por dificuldades, tribulações, perdas, crises e momentos de dor. Mas não estamos sozinhos.

É justamente nesse contexto que chegamos a uma das declarações mais conhecidas do Salmo 46: “Aquietem-se e saibam que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra.” (Salmo 46.10 — NAA). Que palavra poderosa! Aquietem-se. Pare. Respire. Não permita que o desespero controle o seu coração. Nem sempre podemos controlar aquilo que acontece ao nosso redor, mas podemos confiar naquele que continua no controle.

Às vezes queremos resolver tudo imediatamente. Queremos respostas, explicações e desejamos saber como tudo vai terminar. Mas Deus nos diz: “Aquietem-se e saibam que eu sou Deus.” Fique quieto. Tenha paciência. Confie. Deus está ao nosso lado. Aquietar-se não significa desistir. Não significa ignorar o problema ou fingir que ele não existe. Significa reconhecer que, acima da nossa capacidade de compreender e controlar todas as coisas, existe um Deus soberano que continua cuidando de nós.

Talvez hoje você esteja vivendo um terremoto que ninguém consegue enxergar. Talvez o seu chão esteja tremendo. Talvez você esteja enfrentando uma tempestade dentro de casa, no trabalho, nos relacionamentos, nas finanças ou dentro do próprio coração. Talvez você tenha chegado a um momento em que não sabe mais para onde olhar. Mas o Salmo 46 nos lembra: Deus é o nosso refúgio. Deus é a nossa força. Deus é o nosso socorro. Deus está conosco.

Por isso, quando o chão parecer desaparecer debaixo dos nossos pés, podemos permanecer firmes, porque a nossa segurança não está na estabilidade das circunstâncias. A nossa segurança está em Deus. As circunstâncias mudam. As pessoas mudam. Os cenários mudam. Aquilo que hoje parece sólido pode amanhã estar abalado. Mas Deus permanece.

E quando tudo estiver tremendo ao nosso redor, podemos declarar novamente as palavras do salmista: “O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.” (Salmo 46.11 — NAA).

Talvez você não consiga mudar a situação hoje. Talvez não consiga entender por que determinadas coisas estão acontecendo. Talvez ainda existam perguntas sem respostas. Mas você pode escolher onde colocar a sua confiança.

Aquieta o seu coração. Deus continua sendo Deus.

Quando o chão parecer sumir, lembre-se de que existe um refúgio seguro.

Você não está sozinho.

Deus está conosco.

 

Cláudio Eduardo M Costa

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

CONVIDADO PARA A FESTA... - SALMO 45 -

 


CONVIDADO PARA A FESTA...

SALMO 45

 

Você já se imaginou sendo convidado para participar de uma festa de casamento em que o noivo é um rei? É sobre isso e muito mais que quero conversar com você hoje. Estamos lendo o Salmo de número 45. Este salmo foi escrito como um cântico, como um louvor para a festa de um rei, uma celebração de casamento real.

A festa do casamento de um rei. Por isso, podemos apresentar o Salmo 45 como um cântico real, olhando para o rei e para todo aquele momento de alegria, celebração e expectativa.

Mas o Salmo 45 nos apresenta uma dimensão muito maior do que a celebração de um casamento. É um salmo messiânico, e esse salmo aponta para Jesus Cristo, Rei dos reis e Senhor dos senhores. Quando lemos esse salmo e olhamos para Jesus, encontramos nele uma aplicação que o Novo Testamento confirma de maneira muito especial.

Por isso, costumo dizer que a Bíblia interpreta a própria Bíblia. Quando olho para a Palavra de Deus, preciso considerar todo o contexto e olhar para a Bíblia como um todo para compreender o que ela está me dizendo e o que ela quer me ensinar. Pensando nisso, o Salmo 45.1 começa assim: “De boas palavras transborda o meu coração; ao Rei consagro o que compus” (Salmo 45.1, NAA).

Ou seja, o salmista está dizendo que consagra ao rei a sua composição, o seu poema, aquilo que está escrevendo. Suas palavras nascem de um coração que transborda e são oferecidas ao rei como uma expressão de honra e louvor.

Quando continuamos caminhando por esse salmo, chegamos ao versículo 6 e encontramos uma declaração extraordinária: “O seu trono, ó Deus, é para todo o sempre; cetro de justiça é o cetro do seu reino” (Salmo 45.6, NAA).

 

Essa é uma declaração que aponta para uma realidade muito maior. O autor da Carta aos Hebreus cita esse versículo em Hebreus 1.8, aplicando-o ao Filho. Ali, encontramos uma das mais belas conexões entre o Antigo e o Novo Testamento. O Salmo 45 apresenta o Rei, e Hebreus nos mostra essa realidade cumprida em Jesus Cristo.

Perceba, então: o salmo apresenta o rei. O Novo Testamento identifica em Jesus o cumprimento pleno dessa realidade. Jesus é o Rei. Jesus é aquele cujo reino é marcado pela justiça. Jesus é aquele cujo trono permanece para sempre.

Mas o Salmo 45 também nos fala de uma noiva. Uma noiva vestida com beleza, honra e esplendor, apresentada diante do rei (Salmo 45.9-15). Quando olho para essa imagem, fico pensando: como aplicar essa figura à realidade de Jesus Cristo?

Mas você já sabe a resposta. A Igreja do Senhor é apresentada no Novo Testamento como a noiva de Cristo. Ou seja, essa celebração de bodas e casamento nos envolve. Nós não somos apenas convidados para observar de longe; somos chamados a viver essa realidade como Igreja do Senhor.

 

O apóstolo Paulo, escrevendo aos Efésios e falando sobre a relação entre marido e mulher, utiliza exatamente essa imagem para falar de Cristo e da Igreja. Ele diz: “Maridos, que cada um de vocês ame a sua esposa, como também Cristo amou a igreja e se entregou por ela” (Efésios 5.25, NAA).

Que imagem linda! Olhar para a Igreja como a noiva que pertence ao Senhor Jesus Cristo. Paulo continua dizendo que Cristo deseja santificar a Igreja e apresentá-la a si mesmo gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e sem defeito (Efésios 5.26-27, NAA).

Em Apocalipse 19.7, falando sobre a grande celebração das bodas do Cordeiro, encontramos outro convite extraordinário: “Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque chegou a hora das bodas do Cordeiro, e a noiva dele já se preparou” (Apocalipse 19.7, NAA).

Aqui, olhamos para o Salmo 45 e vemos o rei; vemos também a sua noiva. Quando caminhamos pelas Escrituras, compreendemos que Cristo é o Rei e que a Igreja é a sua noiva, chamada para viver eternamente com ele.

E isso muda completamente a nossa visão de mundo e também a nossa expectativa em relação ao futuro. Nós fomos chamados para viver uma experiência real com Jesus Cristo, deixando que ele reine em nossa vida. E, quando Jesus reina em nossa vida, isso necessariamente produz transformação.

Quando Cristo reina em nós, passamos a fazer diferença no mundo que está à nossa volta. Nossa maneira de viver, de amar, de servir, de perdoar e de tratar as pessoas precisa revelar que pertencemos ao Rei.

Por isso, fica a pergunta: olhando para a noiva apresentada no Salmo 45, com sua beleza, sua honra e sua preparação, como estamos nos comportando como Igreja, como Igreja do Senhor Jesus? O Rei é Cristo, e a noiva somos nós, a Igreja de Cristo. Estamos vivendo como uma Igreja que espera pelo seu Rei? Estamos preparados para essa festa, para essa belíssima festa de casamento?

 

Não se esqueça: na cruz, Jesus Cristo declarou: “Está consumado!” (João 19.30, NAA). A obra que ele veio realizar foi consumada. E, por meio de sua morte e ressurreição, recebemos o convite para fazer parte daquilo que Deus está realizando em Cristo.

Esse convite não é apenas para um momento de celebração. É um convite para uma nova vida. É um convite para pertencer a Cristo. É um convite para fazer parte da sua Igreja. É um convite para aguardar com esperança o grande dia das bodas do Cordeiro.

O Salmo 45 nos aponta para Jesus. O Salmo 45 nos apresenta o Rei. O Salmo 45 também nos faz pensar sobre a noiva que aguarda a chegada do seu Rei.

Por isso, o Salmo 45 nos convida a vivermos em santidade, em pureza e em justiça, porque é para isso e por isso que estamos aqui. Somos a Igreja que espera pelo Rei. Somos a noiva que aguarda o grande dia.

Que a nossa vida esteja preparada. Que o nosso coração permaneça fiel. Que Jesus reine em nós hoje, enquanto aguardamos o dia em que estaremos para sempre com ele.

 

Você está preparado para a festa?

Que o bom Deus, na sua grande misericórdia, abençoe a nossa vida.

 

Cláudio Eduardo M Costa

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