O PERIGO DE SEGUIR DEUS APENAS
QUANDO É CONVENIENTE
Juízes 18
"Naquele tempo não havia
rei em Israel; cada um fazia o que achava certo." (Juízes 17.6; 21.25 –
NTLH)
Você
já percebeu como é fácil pedir a direção de Deus quando, na verdade, já
decidimos qual caminho queremos seguir?
Muitas
vezes, buscamos o Senhor não para conhecer a sua vontade, mas apenas para
receber uma confirmação das escolhas que já fizemos. Oramos esperando que Deus
concorde conosco, em vez de estarmos dispostos a obedecer ao que Ele deseja
para nossa vida.
Por
isso, antes de qualquer decisão, precisamos perguntar: "Senhor, qual é
a tua vontade?" Mais importante do que receber uma resposta favorável
é ter um coração disposto a obedecer.
Hoje
temos o privilégio de possuir a Palavra de Deus, do Gênesis ao Apocalipse. Nela
conhecemos quem Deus é, compreendemos o seu plano para a humanidade e
descobrimos como devemos viver para a sua glória.
Quando
uma pequena concessão contamina muita gente
Ao
chegarmos ao capítulo 18 de Juízes, percebemos que a história iniciada no
capítulo anterior continua.
O que
começou como um problema aparentemente particular na casa de Mica agora alcança
toda a tribo de Dã.
Esse é
um dos grandes alertas do capítulo.
Pequenos
pecados que não são confrontados tendem a crescer. Pequenas concessões
espirituais acabam influenciando famílias inteiras e, mais tarde, comunidades
inteiras.
A
idolatria de Mica parecia algo isolado. Muitos poderiam pensar: "Isso é um
problema apenas daquela família."
Mas
não era.
Pouco
tempo depois, toda a tribo de Dã seria contaminada pela mesma prática.
O
pecado nunca permanece pequeno quando deixamos de tratá-lo à luz da Palavra de
Deus.
Uma fé
construída na conveniência
A
tribo de Dã ainda não havia conquistado plenamente a herança que Deus lhe havia
dado.
Em vez
de enfrentar o desafio confiando no Senhor, enviou espias para procurar uma
cidade mais fácil de conquistar.
No
caminho, encontraram a casa de Mica e o levita que havia sido contratado como
sacerdote particular.
Em vez
de questionarem aquele sistema religioso completamente contrário à vontade de
Deus, pediram que o levita consultasse o Senhor em favor deles.
Eles
queriam uma resposta de Deus.
Mas
não estavam interessados em saber se estavam obedecendo à Palavra de Deus.
Mais
tarde, a situação torna-se ainda mais grave.
Os
homens de Dã roubam os ídolos de Mica, levam o sacerdote consigo e oferecem a
ele uma posição ainda mais importante.
Em vez
de servir ao Senhor, aquele levita aceita servir onde teria mais prestígio e
reconhecimento.
O
resultado aparece claramente nas Escrituras:
"Os
homens da tribo de Dã levantaram para si a imagem de escultura..."
(Juízes 18.30 – NTLH).
A
idolatria que estava dentro de uma única casa agora dominava uma tribo inteira.
Os
ídolos apenas mudaram de forma
Talvez
ninguém hoje construa imagens de prata como Mica fez.
Entretanto,
isso não significa que a idolatria tenha desaparecido.
Ela
apenas mudou de aparência.
Nos
dias atuais, muitos transformam o dinheiro em seu deus.
Outros
vivem para a carreira profissional.
Alguns
colocam sua identidade na própria imagem, no sucesso, no reconhecimento ou no
poder.
Há
também quem transforme estruturas religiosas em objeto de confiança.
Às
vezes, a preocupação deixa de ser Cristo e passa a ser "a minha
igreja", "o meu pastor", "o meu grupo", "a minha
tradição", como se a segurança espiritual estivesse nessas coisas e não no
Senhor.
A
verdadeira fé não está fundamentada em pessoas, instituições ou objetos.
Ela
está fundamentada na Palavra de Deus e em um relacionamento vivo com Jesus
Cristo.
O
Evangelho exige compromisso
O
apóstolo Paulo advertiu Timóteo:
"Pois
vai chegar o tempo em que as pessoas não vão querer ouvir a verdadeira
mensagem, mas seguirão os seus próprios desejos." (2
Timóteo 4.3 – NTLH)
Essa
advertência continua extremamente atual.
Vivemos
dias em que muitos desejam um evangelho confortável, sem arrependimento, sem
renúncia e sem compromisso.
Entretanto,
Jesus nunca prometeu um caminho fácil.
Ele
declarou:
"Se
alguém quer ser meu seguidor, esqueça os seus próprios interesses, esteja
pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhe."
(Marcos 8.34 – NTLH)
Seguir
Jesus significa permitir que Ele governe todas as áreas da nossa vida.
Não
seguimos Cristo apenas quando isso é conveniente.
Seguimos
porque Ele é o Senhor.
Uma
pergunta para o coração
Juízes
18 nos leva a fazer uma pergunta muito importante:
Minha
fé está sendo construída pela Palavra de Deus ou pelos meus próprios desejos?
Essa
pergunta merece uma resposta sincera.
Nossa
fé precisa estar fundamentada nas Escrituras e não nas opiniões da cultura, nas
emoções do momento ou nas conveniências pessoais.
Quanto
mais conhecemos a Deus, menos tentamos moldá-lo à nossa imagem.
Quanto
mais caminhamos com Cristo, mais somos transformados à imagem dele.
Conclusão
A
verdadeira fé não procura um Deus que concorde conosco.
Procura
um Deus que nos transforme.
Que
hoje escolhamos viver menos uma religiosidade baseada na conveniência e mais um
relacionamento profundo com o Senhor.
Que
nossa confiança esteja firmada em Cristo, e não em pessoas, sistemas religiosos
ou interesses pessoais.
Que o
Espírito Santo molde nosso coração para vivermos em obediência à Palavra de
Deus.
Que
Deus abençoe a sua vida e fortaleça sua caminhada com Cristo!
Cláudio
Eduardo M Costa