A OBRA
DE DEUS NÃO SE FAZ DE QUALQUER JEITO
Êxodo 37
— Você
já percebeu que, quando fazemos algo que consideramos realmente importante, nós
caprichamos?
Damos
atenção aos detalhes, cuidamos do acabamento, buscamos qualidade e não fazemos
de qualquer jeito. Quando algo tem valor para nós, naturalmente queremos que
seja feito com excelência.
Ao
lermos Êxodo 37, aprendemos exatamente isso: o que significa servir a
Deus com excelência — ou melhor, trabalhar com Deus naquilo que Ele está
realizando.
Neste
capítulo, nada é feito de forma improvisada ou descuidada. Tudo segue um padrão
claro: ouro puro, madeira de acácia cuidadosamente preparada, medidas
exatas e obediência total ao Senhor. A Palavra descreve a construção
dos móveis do Tabernáculo — a arca, a mesa, o candelabro — todos feitos por
Bezalel e pelos artesãos que Deus escolheu e capacitou para essa missão.
O que
chama a atenção é que nada ali é simples ou fácil, mas também não existe o
“mais ou menos”. Não há improviso, pressa ou descaso. Eles não fizeram do jeito
que acharam melhor ou mais bonito. Fizeram exatamente como o Senhor havia
ordenado.
“Bezalel
fez a arca da aliança de madeira de acácia; a arca media um metro e dez de
comprimento por sessenta e seis centímetros de largura e sessenta e seis de
altura. Ele a revestiu de ouro puro por
dentro e por fora e pôs em toda a volta um remate de ouro”. (Êxodo 37.1–2 NTLH)
A
excelência do material e da mão de obra revela uma verdade espiritual profunda:
Deus merece o nosso melhor. O melhor para Deus não é o resto, não é a
sobra, nem algo feito às pressas.
Esse
texto também nos ensina que excelência não é apenas qualidade externa. Ali
havia obediência:
- Obediência na escolha dos materiais
- Obediência nas medidas
- Obediência no modelo
- Obediência em cada detalhe
Foi o
próprio Deus quem fez o projeto. Os artesãos foram apenas instrumentos em Suas
mãos. A obra não era sobre criatividade humana, mas sobre fidelidade ao que
Deus havia determinado. Aquilo representava a presença de Deus no meio do
povo.
Hoje,
Deus não nos pede que construamos uma arca, um candelabro ou um altar físico. A
própria Escritura nos ensina que, quando temos um encontro verdadeiro com Jesus
Cristo, nós nos tornamos o templo do Espírito Santo (cf. 1 Coríntios
6.19, NTLH). O altar agora somos nós.
Mesmo
assim, o chamado continua o mesmo: servir ao Senhor com excelência.
Se
você canta, faça isso com dedicação.
Se você ensina, estude e ensine com zelo.
Se você trabalha, trabalhe com integridade.
E
lembre-se: servir a Deus não acontece apenas dentro da igreja. Servimos ao
Senhor 24 horas por dia, em todas as áreas da nossa vida.
O
apóstolo Paulo resume esse chamado de forma clara e profunda:
“Portanto,
meus irmãos, por causa da grande misericórdia divina, peço que vocês se
ofereçam completamente a Deus como um sacrifício vivo, dedicado ao seu serviço
e agradável a ele. Esta é a verdadeira adoração que vocês devem oferecer a Deus”. (Romanos
12.1 NTLH)
Que
aprendamos com Êxodo 37 a servir ao Senhor com excelência — nos detalhes, na
qualidade e, acima de tudo, na obediência. Deus continua sendo digno do nosso
melhor.
Cláudio
Eduardo M. Costa
Pastor
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