OFERTA DE GRATIDÃO:
UMA ENTREGA QUE HONRA A DEUS
Levítico 7
Como
está a sua leitura no livro de Levítico?
A
medida que avançamos, percebemos o quanto esse livro é rico em ensinamentos
sobre o nosso relacionamento com Deus. Levítico não é apenas um conjunto de
regras antigas, mas uma revelação profunda do caráter santo, cuidadoso e
relacional do Senhor.
No
capítulo 7, chegamos a instruções importantes sobre as ofertas pela culpa,
ofertas pelo pecado e, de maneira especial, sobre as ofertas
pacíficas de gratidão. Deus também reafirma a proibição de consumir gordura
e sangue dos animais sacrificados e estabelece orientações claras sobre o sustento
dos sacerdotes e de suas famílias.
Por
isso, o convite permanece: leia todo o capítulo 7 de Levítico e peça ao
Espírito Santo sabedoria e discernimento. Crescer na intimidade com Deus passa,
necessariamente, por conhecermos melhor quem Ele é e como Ele deseja se
relacionar conosco.
Gratidão
que se transforma em oferta
Ao observar
levítico 7, aprendemos que gratidão não é apenas um sentimento — é uma
atitude que se expressa em entrega. A oferta de gratidão envolvia
sacrifício, participação e intenção do coração.
“Esta
é a lei da oferta de paz, que o povo de Israel apresentará ao Senhor.”
(Levítico 7.11 – NTLH)
Nas
ofertas de gratidão, havia:
- Um animal sacrificado
- Pães sem fermento
- Pães achatados
- E até pães com fermento
Isso
nos ensina algo fundamental: Deus não observa apenas o que oferecemos, mas a
motivação com que ofertamos. A gratidão verdadeira se revela quando
entregamos o nosso melhor ao Senhor — não sobras, não restos, mas aquilo que
honra a Ele.
Na
realidade, mais do que “dar”, nós devolvemos. A Bíblia nos lembra que
tudo pertence a Deus e que somos apenas administradores daquilo que Ele coloca
em nossas mãos.
Deus
estabelece ordem para preservar a comunhão
É
importante notar que, em Levítico, as orientações não surgem de ideias humanas.
Repetidamente lemos que o Senhor falou a Moisés. As leis tinham como
propósito trazer ordem, disciplina e preservar um relacionamento saudável entre
Deus e o Seu povo.
Outro
detalhe significativo é que a carne do sacrifício da oferta de gratidão deveria
ser consumida no mesmo dia:
“A
carne do sacrifício da oferta de gratidão deverá ser comida no dia em que for
oferecida; não se poderá guardar nada para o dia seguinte.”
(Levítico 7.15 – NTLH)
Isso
nos ensina que:
- Não deveria haver desperdício
- Não deveria haver acumulação
- A gratidão era celebrada em comunhão
A
oferta de paz e gratidão não era um ato isolado, mas uma celebração
comunitária. O povo se reunia para adorar ao Senhor, reconhecendo Suas
bênçãos e Seu cuidado.
Gratidão
que sustenta o serviço de Deus
Levítico
7 também nos mostra que parte dessas ofertas servia para o sustento dos
sacerdotes e de suas famílias. Aqueles que serviam continuamente no altar
viviam do altar.
Isso
nos lembra que a oferta que agrada a Deus:
- Honra o Senhor
- Sustenta o ministério
- Cuida de pessoas
O
apóstolo Paulo reforça esse princípio ao ensinar:
“Cada
um deve dar conforme resolveu no coração, não com tristeza nem por obrigação,
pois Deus ama quem dá com alegria.”
(2 Coríntios 9.7 – NTLH)
Conclusão:
uma pergunta que permanece
Levítico
7 nos conduz a uma reflexão pessoal e sincera:
- Como tenho expressado minha gratidão a
Deus?
- Minha oferta reflete o reconhecimento de
quem Deus é?
- Tenho cuidado com o ministério e com as
pessoas que Deus colocou ao meu redor?
A
oferta que agrada a Deus nasce de um coração grato, alegre e consciente de que
tudo vem dEle.
Que a
alegria do Senhor esteja presente na sua vida hoje, em Cristo Jesus.
Cláudio
Eduardo M. Costa
Pastor
Nenhum comentário:
Postar um comentário