CUIDADO
COM O FOGO ESTRANHO!
Levítico
10
Estamos
na Caminhada Bíblica e hoje refletimos sobre um dos textos mais solenes
das Escrituras: Levítico 10. É um capítulo que nos ensina que não
precisamos inventar nada diante de Deus. Ele já nos mostrou como deseja ser
adorado.
O
contexto da glória à tragédia
No
capítulo anterior, Levítico 9, vemos um momento extraordinário. O culto
foi realizado conforme as orientações do Senhor, e a Sua glória se manifestou
diante do povo:
“Moisés
e Arão entraram na Tenda Sagrada. Quando saíram, abençoaram o povo. Então a
glória do Senhor apareceu a todo o povo, e saiu fogo da presença do Senhor e
queimou completamente o animal e a gordura que estavam sobre o altar. Quando o
povo viu isso, gritou de alegria e se ajoelhou, encostando o rosto no chão.”
(Levítico
9:23-24 — NTLH)
Era a
confirmação de que Deus havia recebido o culto.
Porém,
logo em seguida, no capítulo 10, ocorre algo trágico.
O erro
de Nadabe e Abiú
“Nadabe
e Abiú, filhos de Arão, pegaram cada um o seu incensário, puseram neles brasas
e incenso e ofereceram ao Senhor um fogo que ele não havia mandado. Então saiu
fogo da presença do Senhor e os queimou, e eles morreram ali diante do Senhor.”
(Levítico 10:1-2 — NTLH)
A
Bíblia não explica as motivações deles. Não sabemos se foi descuido, orgulho ou
negligência. O texto afirma apenas que ofereceram “um fogo que ele não havia
mandado”.
Eles
não eram ignorantes. Tinham sido consagrados, instruídos e haviam presenciado a
manifestação da glória de Deus. Eram líderes preparados para servir com
santidade. Justamente por isso, a gravidade do ato é ainda maior: sabiam o
que fazer e como fazer — e decidiram agir de outra forma.
A
santidade de Deus não mudou
Após o
ocorrido, Moisés declara:
“Foi
isto o que o Senhor disse: ‘Mostrarei a minha santidade por meio daqueles que
chegam perto de mim e serei honrado diante de todo o povo.’”
(Levítico 10:3 — NTLH)
Deus
continua santo. O altar continua santo. A presença de Deus continua sendo lugar
de temor, reverência e adoração.
Mais
adiante, o próprio Senhor reforça esse chamado:
“Sejam
santos, pois eu sou santo.”
(Levítico
11:44 — NTLH)
A
santidade não é opcional para quem se aproxima de Deus.
O
perigo de “inventar” na presença de Deus
O
“fogo estranho” representa tudo aquilo que fazemos sem direção divina,
mesmo que pareça espiritual. É possível servir, cantar, pregar e até liderar —
mas agir fora da vontade revelada de Deus.
Fazer
para Deus sem ouvir Deus é substituir obediência por iniciativa humana.
É oferecer algo que Ele não pediu.
É tentar agradar com criatividade quando Ele já nos deu instruções claras.
— Quantas
vezes, em nossa caminhada, deixamos nossa vontade se sobrepor à vontade do
Senhor?
O
altar hoje
O Novo
Testamento amplia essa compreensão:
“Portanto,
meus irmãos, por causa da grande misericórdia divina, peço que vocês se
ofereçam completamente a Deus como um sacrifício vivo, dedicado ao seu serviço
e agradável a ele. Esta é a verdadeira adoração que vocês devem oferecer a
Deus.”
(Romanos
12:1 — NTLH)
E
ainda:
“Será
que vocês não sabem que o corpo de vocês é o templo do Espírito Santo, que vive
em vocês e lhes foi dado por Deus?”
(1
Coríntios 6:19 — NTLH)
Hoje,
o altar não é apenas externo. Nós somos o altar. Nossa vida é a oferta.
Nossa obediência é o sacrifício.
Conclusão
Não
precisamos inventar.
Não precisamos inovar naquilo que Deus já estabeleceu.
Ele merece o melhor — mas o melhor segundo a Sua Palavra.
Que a
nossa adoração seja sincera.
Que o nosso serviço seja obediente.
Que a nossa vida reflita a santidade daquele que nos chamou.
Cuidado
com o fogo estranho.
Cláudio
Eduardo M Costa
Pastor
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