VIOLÊNCIA, TRAIÇÃO, MALDADE, MENTIRAS — O PIOR
DO SER HUMANO
Gênesis 34: quando a Bíblia expõe a realidade
sem filtros
Chegamos a um dos capítulos mais tristes da
Bíblia. Um capítulo que expõe não a essência do ser humano — criada à imagem de
Deus —, mas o pior do ser humano: violência, traição, maldade e mentira.
Quero conversar com você sobre Gênesis 34.
Neste capítulo, vemos um cenário que nos leva
a uma pergunta inevitável:
Fomos criados para isso?
A resposta é clara: não.
Fomos criados à imagem e semelhança do Criador,
chamados a viver em intimidade com Deus, com amor, honestidade e cuidado mútuo.
Esse sempre foi — e continua sendo — o plano de Deus.
Mas Gênesis 34 nos confronta com outra
realidade: a violência contra Diná, filha de Jacó.
A Bíblia não romantiza, não suaviza, não disfarça. Ela mostra a vida como ela
é. E, infelizmente, ainda hoje continuamos cercados pela violência,
especialmente contra mulheres — algo terrível e muito presente em nosso país.
Diná foi violentada.
E o homem que cometeu essa violência tenta “consertar” a situação propondo
casamento.
Como se fosse possível restaurar dignidade sobre uma base de abuso.
O capítulo então se desenrola com uma
sequência de atitudes igualmente erradas: vingança, mentira, abuso de algo
sagrado — a circuncisão — para enganar e destruir.
Uma tragédia puxando outra tragédia.
E um detalhe chama atenção: o nome de Deus não
aparece em todo o capítulo.
Quando Jacó fica sabendo do ocorrido, ele
permanece em silêncio. Talvez refletindo, talvez temendo, talvez esperando
entender o que fazer.
Mas seu silêncio se torna perigoso.
Seus filhos, ao chegarem do campo e ouvirem o
que aconteceu, são tomados pelo ódio e pela sede de vingança.
E diante do silêncio do pai, a vingança cresce.
Quantas vezes isso acontece ainda hoje?
O silêncio diante da injustiça alimenta a violência.
Os filhos de Jacó enganam os homens da cidade
se valendo da circuncisão, símbolo sagrado do pacto com Deus.
Os homens aceitam, ficam debilitados…
e então Simeão e Levi massacram a cidade inteira, escravizam mulheres e
crianças e saqueiam todos os bens.
É uma sucessão de destruição.
A violência inicial não justifica a violência final.
Nenhuma violência justifica outra.
O que aprendemos com isso?
1. Não fique em silêncio diante da injustiça.
Não seja omisso. Não normalize o mal.
Muitas vezes “gritar” é cuidar, proteger, denunciar, acolher.
2. Violência nunca resolve violência.
Ela apenas multiplica dor, destruição e sofrimento.
Precisamos, com sabedoria, vencer a violência com o amor que vem de Deus e com
as leis justas dos homens.
3. Todos têm direito de errar, mas precisam
assumir as consequências.
Não relativize o pecado. Não acoberte o erro.
Responsabilidade faz parte da restauração.
4. Cuidado com a vingança.
A vingança promete alívio, mas entrega tormento.
Ela gera um ciclo que nunca termina.
Diná já sofria profundamente — física e
emocionalmente.
Mas seus irmãos estavam preocupados com reputação, honra, nome da família…
e não com a cura dela.
Diná precisava ser acolhida, tratada, amada.
Mas em momento algum isso acontece por parte de seus irmãos.
Caminhe com Cristo
Somente Jesus Cristo pode curar um coração
ferido e interromper ciclos de dor.
Somente Ele transforma realidade de violência em história de restauração.
Então, se você vê violência ou injustiça ao
seu redor, não se cale.
Grite. Levante a voz.
E faça, com amor e sabedoria, o que estiver ao seu alcance para mudar essa
realidade.
Que Deus, em sua misericórdia, abençoe sua
vida e seu dia.
CLÁUDIO EDUARDO – PASTOR
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