quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

VIOLÊNCIA, TRAIÇÃO, MALDADE, MENTIRAS — O PIOR DO SER HUMANO - Violence, betrayal, wickedness, lies — the worst of humanity.

 




VIOLÊNCIA, TRAIÇÃO, MALDADE, MENTIRAS — O PIOR DO SER HUMANO

 

Gênesis 34: quando a Bíblia expõe a realidade sem filtros

 

Chegamos a um dos capítulos mais tristes da Bíblia. Um capítulo que expõe não a essência do ser humano — criada à imagem de Deus —, mas o pior do ser humano: violência, traição, maldade e mentira.

 

Quero conversar com você sobre Gênesis 34.

Neste capítulo, vemos um cenário que nos leva a uma pergunta inevitável:
Fomos criados para isso?
A resposta é clara: não.

 

Fomos criados à imagem e semelhança do Criador, chamados a viver em intimidade com Deus, com amor, honestidade e cuidado mútuo. Esse sempre foi — e continua sendo — o plano de Deus.

 

Mas Gênesis 34 nos confronta com outra realidade: a violência contra Diná, filha de Jacó.


A Bíblia não romantiza, não suaviza, não disfarça. Ela mostra a vida como ela é. E, infelizmente, ainda hoje continuamos cercados pela violência, especialmente contra mulheres — algo terrível e muito presente em nosso país.

 

Diná foi violentada.
E o homem que cometeu essa violência tenta “consertar” a situação propondo casamento.
Como se fosse possível restaurar dignidade sobre uma base de abuso.

 

O capítulo então se desenrola com uma sequência de atitudes igualmente erradas: vingança, mentira, abuso de algo sagrado — a circuncisão — para enganar e destruir.


Uma tragédia puxando outra tragédia.

 

E um detalhe chama atenção: o nome de Deus não aparece em todo o capítulo.

 

Quando Jacó fica sabendo do ocorrido, ele permanece em silêncio. Talvez refletindo, talvez temendo, talvez esperando entender o que fazer.
Mas seu silêncio se torna perigoso.

 

Seus filhos, ao chegarem do campo e ouvirem o que aconteceu, são tomados pelo ódio e pela sede de vingança.
E diante do silêncio do pai, a vingança cresce.

Quantas vezes isso acontece ainda hoje?


O silêncio diante da injustiça alimenta a violência.

 

Os filhos de Jacó enganam os homens da cidade se valendo da circuncisão, símbolo sagrado do pacto com Deus.
Os homens aceitam, ficam debilitados…
e então Simeão e Levi massacram a cidade inteira, escravizam mulheres e crianças e saqueiam todos os bens.

É uma sucessão de destruição.
A violência inicial não justifica a violência final.
Nenhuma violência justifica outra.

 

O que aprendemos com isso?

1. Não fique em silêncio diante da injustiça.
Não seja omisso. Não normalize o mal.
Muitas vezes “gritar” é cuidar, proteger, denunciar, acolher.

 

2. Violência nunca resolve violência.
Ela apenas multiplica dor, destruição e sofrimento.
Precisamos, com sabedoria, vencer a violência com o amor que vem de Deus e com as leis justas dos homens.

 

3. Todos têm direito de errar, mas precisam assumir as consequências.
Não relativize o pecado. Não acoberte o erro.
Responsabilidade faz parte da restauração.

 

4. Cuidado com a vingança.
A vingança promete alívio, mas entrega tormento.
Ela gera um ciclo que nunca termina.

Diná já sofria profundamente — física e emocionalmente.
Mas seus irmãos estavam preocupados com reputação, honra, nome da família…
e não com a cura dela.

 

Diná precisava ser acolhida, tratada, amada.
Mas em momento algum isso acontece por parte de seus irmãos.

 

Caminhe com Cristo

Somente Jesus Cristo pode curar um coração ferido e interromper ciclos de dor.
Somente Ele transforma realidade de violência em história de restauração.

Então, se você vê violência ou injustiça ao seu redor, não se cale.
Grite. Levante a voz.
E faça, com amor e sabedoria, o que estiver ao seu alcance para mudar essa realidade.

Que Deus, em sua misericórdia, abençoe sua vida e seu dia.

 

CLÁUDIO EDUARDO – PASTOR


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