A História de
Um
Jovem Sonhador
📖 Reflexões em Gênesis 37
Hoje eu quero convidar você a
refletir sobre a história de um jovem sonhador. Um adolescente que
estava apenas começando a construir sua visão de mundo, de vida e de futuro,
mas que já carregava em seu coração as promessas de Deus. Estamos falando de José,
no início de sua jornada, conforme o capítulo 37 do livro de Gênesis.
José tinha apenas 17 anos.
Era jovem, inexperiente em muitos aspectos, mas havia sido criado sob os
valores da fé, da promessa e do cuidado de Deus. Ele não era apenas mais um
filho de Jacó; era o filho da velhice, o preferido do pai. Isso lhe concedia
certos privilégios — e também muitos problemas.
Para demonstrar seu amor, Jacó
mandou fazer para José uma túnica especial, uma veste que simbolizava honra,
distinção e favoritismo. Aquela túnica, porém, não trouxe proteção. Pelo
contrário, despertou inveja, ciúmes e rejeição no coração de seus
irmãos.
A Bíblia diz:
“Quando seus irmãos viram que
o pai o amava mais do que a todos os outros filhos, odiaram-no e já não podiam
falar com ele de forma pacífica.”
(Gênesis 37:4)
Sonhos que não geram aplausos
José começa a ter sonhos. E
sonhos dados por Deus nem sempre produzem aplausos. Muitas vezes, produzem
incompreensão, rejeição e oposição. Ao compartilhar aquilo que Deus estava
revelando, José não foi celebrado; ele foi ainda mais odiado.
O problema não estava em José.
O problema não estava no sonho.
O problema estava:
- no conflito familiar,
- no ciúme mal resolvido,
- na inveja,
- na incapacidade de discernir os propósitos
de Deus.
José não estava apenas
sonhando; ele estava recebendo uma visão do Senhor sobre aquilo que Deus
faria em sua vida. No entanto, pessoas dominadas pela inveja sempre interpretam
mal aquilo que vem de Deus.
Inveja: um veneno silencioso
A Bíblia é clara ao afirmar:
“Seus irmãos tinham inveja
dele; o pai, porém, guardava essas coisas no coração.”
(Gênesis 37:11)
A inveja destrói
relacionamentos, corrói propósitos e distorce a maneira como enxergamos o outro
e a vida. Ela foi extremamente prejudicial — não para José, mas para os irmãos.
Enquanto Jacó silencia e reflete, os irmãos alimentam ódio e começam a planejar
o mal.
A inveja sempre nos faz
enxergar o outro como uma ameaça, nunca como alguém que Deus está levantando.
Da promessa ao poço
O conflito cresce. José recebe
a missão de ir ao campo observar seus irmãos e depois voltar para relatar ao
pai. Aquela simples obediência o leva ao fundo de um poço. A intenção inicial
era matá-lo. A túnica seria manchada de sangue, o luto seria encenado, e a vida
seguiria.
Mas Deus intervém.
Rubem tenta salvar José da
morte. Porém, na sua ausência, José é vendido como escravo aos midianitas.
Agora, aquele jovem sonhador se vê longe de casa, longe do pai, longe da
túnica, longe da segurança — mas nunca longe do propósito de Deus.
Deus está no controle da
história
O capítulo termina com uma
afirmação poderosa:
“Enquanto isso, no Egito, os
midianitas venderam José a Potifar, oficial de Faraó, comandante da guarda.”
(Gênesis 37:36)
Enquanto Jacó vivia um luto
baseado em mentira, Deus estava escrevendo uma história de redenção. O que
parecia tragédia era, na verdade, o caminho para o cumprimento dos sonhos.
Deus não havia perdido o
controle. Ele estava conduzindo tudo.
E você, o que faz com os
sonhos de Deus?
José sabia quem ele era. Sabia
em quem cria. E decidiu seguir os propósitos do Senhor mesmo quando tudo
parecia estar contra ele. Mesmo rejeitado. Mesmo traído. Mesmo vendido.
Talvez hoje você esteja se
perguntando o que fazer com os sonhos que Deus colocou no seu coração. Talvez
você esteja enfrentando oposição, incompreensão ou até rejeição.
Lembre-se:
➡️ Sonhos de Deus não morrem
em poços.
➡️ Promessas de Deus não são
anuladas por traições.
➡️ Processos difíceis não
cancelam destinos eternos.
Persiga os sonhos de Deus.
Viva aquilo que Ele tem para você. Porque, assim como na vida de José, Deus
tem coisas grandiosas a fazer em você e através de você.
Cláudio Eduardo - pastor
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