HÁ ESCASSEZ NA TERRA!
O QUE
ESTAMOS FAZENDO?
— Como você tem lidado com a escassez?
— Quando falamos de escassez, estamos apenas sofrendo seus efeitos ou
também percebendo como ela se manifesta ao nosso redor?
No capítulo 43 de Gênesis, o
texto bíblico começa afirmando: “A fome na terra continuava muito
severa.” A narrativa nos apresenta, de forma direta, a escassez de
alimento. Contudo, quero ampliar o nosso olhar: não existe apenas escassez de
pão, mas também escassez de cuidado, de amor, de compaixão e de
responsabilidade com o próximo.
Vivemos em pleno século XXI.
Ainda assim, pessoas continuam morrendo de fome, crianças seguem desnutridas,
famílias enfrentam necessidades básicas todos os dias. Diante dessa realidade,
surge uma pergunta inevitável:
— O que nós, como seres
humanos e como cristãos, temos feito?
Chegamos ao período das
festas natalinas e, nesse tempo, muitas instituições se mobilizam para
distribuir cestas básicas. Isso é importante, mas a fome não acontece apenas em
datas específicas — ela é diária. A necessidade bate à porta todos os dias.
É nesse contexto que somos
conduzidos à história de José. Um homem que passou pela cova, pela escravidão e
pela prisão, mas que, no tempo certo de Deus, se tornou governador do Egito. E
mesmo ocupando uma posição de poder, José permanece fiel ao Senhor. Sua
fidelidade não é apenas declarada com palavras, mas revelada em atitudes.
Em Gênesis 43, a fome se
agrava: o trigo acaba, as mesas ficam vazias, e a necessidade básica do
alimento passa a dominar a vida das pessoas. A escassez obriga muitos a irem ao
Egito em busca de sustento. Essa mesma escassez agora bate à porta da família
de Jacó. Eles já haviam comprado mantimentos antes, mas novamente a mesa está
vazia.
É interessante perceber esse
contraste: enquanto na casa de Jacó havia insegurança e fome, na mesa de José
havia fartura. Deus não permite que a escassez destrua Seus propósitos. Ao
mesmo tempo, a escassez revela onde — e em quem — temos colocado a nossa
confiança.
José permanece sendo um
servo fiel. E aqui aprendemos uma verdade profunda: quem bate, esquece; quem
apanha, jamais esquece. Mesmo assim, José acolhe seus irmãos. Eles não o
reconhecem. Vários anos se passaram, e jamais imaginariam que aquele irmão
vendido como escravo agora era o governador do Egito.
Eles veem um homem vestido
como egípcio, falando como egípcio, mas que carrega no coração uma
extraordinária experiência de perdão. José não oferece apenas alimento; ele
oferece acolhimento, relacionamento e graça. Ele prepara um banquete, não
apenas para matar a fome, mas para restaurar vínculos que haviam sido
quebrados.
Esse relacionamento não
surge por acaso. Foi Deus — o Eterno, o Todo-Poderoso — quem preparou José para
viver esse momento.
Diante disso, quais lições
aprendemos com Gênesis 43?
Primeira: Deus continua no controle de todas as coisas,
mesmo em tempos de escassez.
Segunda: a fidelidade de hoje prepara as vitórias de amanhã. O que Deus
deseja nos conceder são bênçãos sem medidas, vitórias que não conseguimos
contar.
Antes da restauração
completa da vida e dos relacionamentos de José, Deus cuidou dele no silêncio. E
quando confiamos no Senhor, Ele prepara uma mesa, mesmo no meio do deserto.
Por isso, viva suas
experiências com Deus. Não se esqueça: hoje é dia de provisão. Divida o
que você tem, compartilhe aquilo que Deus colocou em suas mãos. Se você tem
muito, abençoe muitos, porque tudo o que temos vem do Senhor — e tudo pertence
a Ele.
Que o seu dia seja debaixo
da graça e da bondade de Deus. Que nunca falte provisão em sua casa, e que não
haja escassez no meio da sua família.
Fique com Deus.
Cláudio Eduardo M. Costa
Pastor
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