O
MELHOR ACORDO!
Hoje
quero te convidar a refletir comigo sobre algo que faz parte da vida de todos
nós: os acordos que precisamos fazer ao longo da caminhada. Sempre que
penso em acordos, imagino duas pessoas negociando — e, normalmente, ambas
desejando sair ganhando. O “melhor acordo” seria aquele em que todos saem
beneficiados… mas, na prática, isso é raro.
Agora,
quero te levar comigo para uma jornada na Palavra de Deus, no livro de Gênesis.
Estamos lendo o capítulo 30, e ali encontramos um Deus que cria, promete e
cumpre suas promessas. Nesse trecho, destacamos a dor de Raquel, que era
estéril e não conseguia dar filhos a Jacó.
Tente
imaginar o coração dessa mulher: a vergonha, as tristezas, as decepções que
carregava. Mas, acima de tudo isso, havia um olhar — o olhar de Deus.
Deus tinha uma promessa para a vida de Raquel, e o texto diz que Ele “se
lembrou” dela. O Senhor a contemplou, e então ela engravidou de José. A alegria
tomou conta daquela família, e Raquel reconheceu: “O Senhor tirou de mim o
meu vexame. Que Ele ainda me dê outro filho.”
Nesse
ambiente de celebração, Jacó toma uma decisão importante. Ele diz que não pode
mais permanecer ali, porque Deus o estava chamando de volta para a terra de
onde ele veio — um retorno necessário para ajustar pontos de sua história,
realinhar sua família e viver o cumprimento das promessas divinas.
Jacó
procura Labão — seu sogro e também seu patrão — e diz:
— “Dá-me
minhas mulheres, meus filhos, minhas posses, e deixai-me partir. Eu preciso
seguir o caminho que Deus preparou para mim.”
Labão
responde:
— “Ah,
não! Tenho visto que Deus me abençoou por sua causa. Fique comigo. Diga qual é
o seu salário e eu lhe pagarei.”
Quem
não gostaria de ouvir isso do patrão? “Diga quanto quer ganhar!”
Deus
tinha algo maior para Jacó. Aquele lugar não era o destino final; era apenas
uma etapa. Rebeca havia dito, muitos anos antes, que Jacó ficaria ali “por
alguns dias”, até que a fúria de Esaú passasse. Esses “dias” se transformaram
em anos. Nesse período, Jacó prosperou, formou família, tornou-se um homem rico,
muito rico, antes de tudo, pela graça e promessa de Deus; mas também rico em
bens, rebanhos e pessoas que trabalhavam com ele.
Agora,
porém, chegara o momento: era hora de voltar para Canaã, a terra
escolhida pelo Senhor, de onde viria Aquele que seria conhecido entre todas as
nações — Cristo.
Vamos
ler juntos Gênesis 30:22–28:
“Então
Deus lembrou-se de Raquel; ouviu-a e a tornou fecunda. Ela concebeu, deu à luz
um filho e disse: ‘Deus tirou de mim o meu vexame.’ E ao menino deu o nome de
José, dizendo: ‘Que o Senhor me dê ainda outro filho.’
Depois que Raquel deu à luz José, Jacó disse a Labão: ‘Deixe-me voltar à minha
terra. Dê-me minhas mulheres e meus filhos, pelas quais te servi, e partirei;
tu sabes bem como te servi.’
Labão
lhe respondeu: ‘Se me é possível fazer-te um favor, peço-te que fiques comigo,
pois tenho aprendido que o Senhor me abençoou por tua causa.’
E
acrescentou: ‘Diz-me qual é o teu salário, e eu te pagarei.’”
Esse
diálogo nos ensina algo profundo: na jornada da vida, chegamos a
encruzilhadas onde precisamos escolher. Às vezes, aquilo que parece mais
vantajoso financeiramente não é, de fato, a melhor escolha.
Por
isso, o convite que deixo a você hoje é este:
Diga
ao Senhor: “Pai, eu não quero apenas o que é mais vantajoso. Eu quero a Tua
vontade na minha vida.”
Não
busque apenas riqueza material — que a traça corrói, o tempo consome e o mundo
destrói. Busque ser rico da graça, da bondade, da presença e das promessas
de Deus.
Que
seu valor não esteja no que você tem, mas no que você é: filhos
e filhas do Deus Altíssimo.
Viva
este dia na presença do Senhor. Que o seu “melhor acordo” seja sempre aquele
firmado debaixo da vontade e da graça do Deus Eterno, o nosso Pai.
Que
Deus abençoe a sua vida, a sua família, os seus sonhos e seus propósitos —
desde que tudo esteja colocado diante da vontade dEle.
Cláudio
Eduardo – pastor
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