DA MASMORRA PARA O PALÁCIO!
(Deus muda a história de José)
Gênesis
41
— Você
já se sentiu desvalorizado?
Talvez
no ambiente de trabalho, na igreja ou até mesmo dentro da própria família. A
história de José nos mostra que esse sentimento não é novo — e que ele não
define o fim da nossa trajetória.
José
tinha sonhos dados por Deus. Ele compartilhou esses sonhos com sua família,
especialmente com seus irmãos, mas ninguém acreditou. Ao invés de apoio,
recebeu rejeição. Foi vendido como escravo e levado para o Egito. Lá, mesmo
sendo íntegro, foi caluniado na casa de Potifar e, injustamente, lançado na
prisão.
Fidelidade
que revela Deus
Mesmo
na prisão, José não perdeu sua identidade. Onde ele estava, Deus se
manifestava. Tudo o que José fazia prosperava, e as pessoas percebiam que havia
algo diferente nele. José revelava, com sua vida, quem era o Deus em quem cria.
Ele
não apenas falava de Deus — ele vivia sua fé.
Sua
relação com o Senhor era visível para todos ao seu redor.
E aqui
está uma lição poderosa para nós: os planos de Deus não são anulados pelas
circunstâncias. Aquilo que Deus projetou para José continuava de pé. E da mesma
forma, os planos de Deus para a sua vida também permanecem.
O
tempo do preparo
Chegamos
então ao capítulo 41 de Gênesis. Faraó tem sonhos perturbadores, e nenhum dos
sábios do Egito consegue interpretá-los. É nesse momento que o copeiro se
lembra de José — aquele jovem hebreu que, na prisão, revelou sonhos com clareza
e verdade.
José é
chamado às pressas. O texto bíblico destaca que ele se barbeou, trocou de
roupas e foi imediatamente à presença de Faraó. Em poucos instantes, ele sai da
masmorra para estar diante do homem mais poderoso do Egito.
E
então lemos em Gênesis 41:37–41:
“O
conselho agradou a Faraó e a todos os seus oficiais. Então Faraó perguntou aos
seus oficiais:
— Será que poderíamos achar alguém melhor do
que José, um homem em quem está o Espírito de Deus?
Depois,
Faraó disse a José:
— Visto que Deus revelou tudo isto a você,
não há ninguém tão ajuizado e sábio como você. Você será o administrador da
minha casa, e todo o meu povo obedecerá à sua palavra. Somente no trono eu
serei maior do que você.
E
Faraó disse mais a José:
— Eis que eu o constituo autoridade sobre
toda a terra do Egito”.
Nada
foi perda, tudo foi preparo
José
tinha 17 anos quando foi vendido como escravo. Agora, cerca de 13 anos depois,
ele se torna governador do Egito. À primeira vista, alguém poderia dizer que
ele “perdeu” 13 anos da sua vida. Mas, na verdade, foram 13 anos de preparo.
Na
prisão e nas adversidades, José aprendeu:
- obediência a Deus;
- administração;
- autocontrole;
- fidelidade em tempos difíceis.
Foi a
verdadeira universidade da vida, conduzida pelo próprio Deus.
Fartura,
escassez e sabedoria
Como
governador, José orienta o Egito a se preparar para os tempos difíceis. Nos
anos de fartura, o povo deveria ajuntar; nos anos de escassez, haveria provisão
suficiente para todos. Deus usa José não apenas para salvar uma nação, mas para
preservar vidas com dignidade.
O mais
impressionante é que Faraó não vê apenas o homem José. Ele enxerga alguém cheio
do Espírito de Deus. Em uma terra idólatra, o Deus de Israel passa a ser
reconhecido como o Deus que governa todas as coisas.
Manassés
e Efraim: cura do passado e prosperidade no presente
No
Egito, José se casa e tem dois filhos. Ao primeiro, dá o nome de Manassés,
que significa:
“Deus
me fez esquecer todo o meu sofrimento.”
— Quantas vezes precisamos
aprender isso?
Muitas
vezes, as bênçãos já nos cercam, mas continuamos presos às dores do passado.
Deus nos chama a sermos curados daquilo que já passou.
O
segundo filho se chama Efraim, que significa:
“Deus
me fez prosperar na terra da minha aflição.”
Que
nomes poderosos! Esquecer o sofrimento e viver a prosperidade que Deus concede
— mesmo em lugares onde antes só havia dor.
Uma
aplicação para nós
José
começou como escravo e terminou como governador. — O que Deus pode fazer com alguém que
permanece fiel?
— Onde Deus pode te colocar?
Aprendamos
com José. Aprendamos com os nomes Manassés e Efraim. Deixemos o passado para
trás e abracemos o presente que Deus está colocando em nossas mãos.
Respiramos,
nos alimentamos, temos família, vivemos experiências profundas com o Senhor.
Tudo isso é graça. Mas há um chamado claro: entrega total a Deus.
Somente
assim poderemos viver plenamente aquilo que Ele preparou para nós.
Que
Deus te abençoe poderosamente neste dia.
Cláudio
Eduardo M. Costa
Pastor
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