domingo, 21 de dezembro de 2025

HÁ ESCASSEZ NA TERRA! O QUE ESTAMOS FAZENDO? - There is scarcity on Earth! What are we doing?

 


HÁ ESCASSEZ NA TERRA!

O QUE ESTAMOS FAZENDO?

Como você tem lidado com a escassez?
Quando falamos de escassez, estamos apenas sofrendo seus efeitos ou também percebendo como ela se manifesta ao nosso redor?

No capítulo 43 de Gênesis, o texto bíblico começa afirmando: “A fome na terra continuava muito severa.” A narrativa nos apresenta, de forma direta, a escassez de alimento. Contudo, quero ampliar o nosso olhar: não existe apenas escassez de pão, mas também escassez de cuidado, de amor, de compaixão e de responsabilidade com o próximo.

Vivemos em pleno século XXI. Ainda assim, pessoas continuam morrendo de fome, crianças seguem desnutridas, famílias enfrentam necessidades básicas todos os dias. Diante dessa realidade, surge uma pergunta inevitável:

— O que nós, como seres humanos e como cristãos, temos feito?

Chegamos ao período das festas natalinas e, nesse tempo, muitas instituições se mobilizam para distribuir cestas básicas. Isso é importante, mas a fome não acontece apenas em datas específicas — ela é diária. A necessidade bate à porta todos os dias.

É nesse contexto que somos conduzidos à história de José. Um homem que passou pela cova, pela escravidão e pela prisão, mas que, no tempo certo de Deus, se tornou governador do Egito. E mesmo ocupando uma posição de poder, José permanece fiel ao Senhor. Sua fidelidade não é apenas declarada com palavras, mas revelada em atitudes.

Em Gênesis 43, a fome se agrava: o trigo acaba, as mesas ficam vazias, e a necessidade básica do alimento passa a dominar a vida das pessoas. A escassez obriga muitos a irem ao Egito em busca de sustento. Essa mesma escassez agora bate à porta da família de Jacó. Eles já haviam comprado mantimentos antes, mas novamente a mesa está vazia.

É interessante perceber esse contraste: enquanto na casa de Jacó havia insegurança e fome, na mesa de José havia fartura. Deus não permite que a escassez destrua Seus propósitos. Ao mesmo tempo, a escassez revela onde — e em quem — temos colocado a nossa confiança.

José permanece sendo um servo fiel. E aqui aprendemos uma verdade profunda: quem bate, esquece; quem apanha, jamais esquece. Mesmo assim, José acolhe seus irmãos. Eles não o reconhecem. Vários anos se passaram, e jamais imaginariam que aquele irmão vendido como escravo agora era o governador do Egito.

Eles veem um homem vestido como egípcio, falando como egípcio, mas que carrega no coração uma extraordinária experiência de perdão. José não oferece apenas alimento; ele oferece acolhimento, relacionamento e graça. Ele prepara um banquete, não apenas para matar a fome, mas para restaurar vínculos que haviam sido quebrados.

Esse relacionamento não surge por acaso. Foi Deus — o Eterno, o Todo-Poderoso — quem preparou José para viver esse momento.

Diante disso, quais lições aprendemos com Gênesis 43?

Primeira: Deus continua no controle de todas as coisas, mesmo em tempos de escassez.
Segunda: a fidelidade de hoje prepara as vitórias de amanhã. O que Deus deseja nos conceder são bênçãos sem medidas, vitórias que não conseguimos contar.

Antes da restauração completa da vida e dos relacionamentos de José, Deus cuidou dele no silêncio. E quando confiamos no Senhor, Ele prepara uma mesa, mesmo no meio do deserto.

Por isso, viva suas experiências com Deus. Não se esqueça: hoje é dia de provisão. Divida o que você tem, compartilhe aquilo que Deus colocou em suas mãos. Se você tem muito, abençoe muitos, porque tudo o que temos vem do Senhor — e tudo pertence a Ele.

Que o seu dia seja debaixo da graça e da bondade de Deus. Que nunca falte provisão em sua casa, e que não haja escassez no meio da sua família.

Fique com Deus.

Cláudio Eduardo M. Costa
Pastor

sábado, 20 de dezembro de 2025

UMA HISTÓRIA DE MUITAS LUTAS E GRANDE VITÓRIA! A story of many struggles and a great victory!

 


UMA HISTÓRIA DE MUITAS LUTAS E GRANDE VITÓRIA!

José: um exemplo de integridade

 

Seguimos refletindo, aprendendo e sendo desafiados pela história de José. Quando olhamos atentamente para sua trajetória, percebemos que, desde antes do seu nascimento, Deus já tinha planos bem definidos para a sua vida. Essa verdade também se aplica a mim e a você: Deus continua tendo planos para as nossas vidas, e o nosso maior desafio é aprender a confiar n’Ele, mesmo quando não entendemos os caminhos.

 

A história de José começa em um contexto de dor e esperança. Sua mãe, Raquel, era estéril e carregava consigo vergonha e humilhação. No entanto, o texto bíblico, em Gênesis 30, nos diz que Deus se lembrou de Raquel e removeu a sua vergonha. Ela engravidou e deu à luz a José. Para Raquel e para Jacó, José não era apenas um filho, mas a resposta de Deus, a evidência do cuidado e da fidelidade do Senhor. Ele era o filho do amor, o filho da promessa.

José cresce em meio a privilégios familiares. Além de ser o mais novo naquele momento, era o filho querido do pai. Essa preferência, porém, desperta inveja e ressentimento em seus irmãos. O ponto de ruptura acontece quando José compartilha os sonhos que recebera de Deus. Aqueles sonhos, em vez de serem compreendidos, alimentaram um ódio tão profundo que levou seus próprios irmãos a vendê-lo como escravo.

 

José é levado pelos ismaelitas e vendido a Potifar, no Egito. Mesmo em condição de escravidão, sua postura se destaca. Ele trabalha com excelência, responsabilidade e temor a Deus. Tudo o que lhe era confiado prosperava, porque o Senhor estava com ele. José entendia que servir bem, mesmo em circunstâncias injustas, era uma forma de honrar a Deus.

 

Por causa de sua integridade, José enfrenta mais uma grande injustiça. A esposa de Potifar tenta envolvê-lo em pecado, mas ele se mantém fiel ao Senhor. Rejeitado por fazer o que é certo, acaba sendo acusado injustamente e lançado na prisão. Mais uma vez, José perde tudo — posição, liberdade e reputação.

 

Ainda assim, algo impressionante acontece: José não se entrega ao vitimismo. Ele não se deixa dominar pela revolta nem pela amargura. Na prisão, continua fiel, e Deus o faz prosperar ali também. José ganha a confiança do carcereiro e passa a cuidar dos outros presos. Mesmo na masmorra, ele entende que sua vida continua nas mãos de Deus.

 

Essa é uma das maiores lições da história de José: a fidelidade não depende das circunstâncias. Seja como escravo, prisioneiro ou governador, José permanece o mesmo — íntegro, temente a Deus e obediente à Sua vontade.

 

No tempo certo, Deus transforma a dor em honra. José sai da masmorra para o palácio. Torna-se governador do Egito, o segundo homem mais poderoso da nação, abaixo apenas do faraó. Ao interpretar os sonhos do faraó, José deixa claro que toda revelação vem do Senhor. Ele não busca glória para si; reconhece que é apenas instrumento nas mãos de Deus.

 

— Quantas vezes nós queremos reconhecimento por aquilo que só Deus pode fazer?

 

A história de José nos ensina humildade: toda honra pertence ao Senhor.

 

José constrói uma nova vida. Casa-se, tem dois filhos, Manassés e Efraim. Seus nomes revelam cura e restauração: Deus o fez esquecer as dores do passado e prosperar em terra estrangeira. Contudo, o passado bate à porta. No capítulo 42 de Gênesis, seus irmãos aparecem diante dele, sem reconhecê-lo. Os sonhos da juventude, antes motivo de ódio, agora se cumprem.

 

Chegamos então ao capítulo 43 de Gênesis. A fome continua severa em toda a terra, mas os celeiros do Egito estão cheios. Deus havia preparado José não apenas para abençoar o Egito, mas também as nações ao redor — inclusive sua própria família.

— O que aprendemos com tudo isso?

 

Aprendemos que podemos ser bênção nas mãos do Senhor, desde que vivamos os sonhos de Deus, e não apenas os nossos. Muitas vezes queremos que Deus realize nossos projetos pessoais, quando, na verdade, Ele nos convida a participar dos propósitos d’Ele. É Deus quem faz, é Deus quem realiza.

 

A vida de José nos mostra que Deus honra a fidelidade, sustenta o íntegro e cumpre todas as Suas promessas. Mesmo diante da maldade humana, Deus continua escrevendo histórias de redenção, graça e vitória.

 

Que essa história nos inspire a confiar mais, obedecer mais e viver para a glória de Deus. Ele continua operando milagres — na minha vida, na sua vida e na história de todos aqueles que escolhem andar com Ele.

 

Que Deus abençoe poderosamente a sua vida.

 

Cláudio Eduardo
Pastor

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

QUANDO O PASSADO NOS ENCONTRA... - WHEN THE PAST CATCHES UP...


 

QUANDO O PASSADO NOS ENCONTRA...

 

Estamos caminhando com José. A história dele começa bem antes do capítulo 42 do livro de Gênesis, e é importante recordar esse percurso para compreender o peso espiritual e emocional deste momento. Hoje, a ênfase não está apenas nos fatos, mas na experiência universal de quando o passado volta a nos encontrar — quando lembranças, dores e injustiças parecem bater à nossa porta. A grande pergunta é:

— Como reagimos quando isso acontece?

 

O capítulo 42 já nos apresenta esse cenário:

O passado de José retorna de forma inesperada e decisiva.

 

José tinha apenas 17 anos quando foi vendido por seus próprios irmãos aos ismaelitas e levado como escravo para o Egito. Lá, mesmo escravizado, trabalhou na casa de Potifar com fidelidade e excelência. No entanto, foi injustamente acusado pela esposa de Potifar e, acreditando em sua mulher, Potifar mandou José para a prisão.

 

Na cadeia, mais uma vez, a mão de Deus se manifestou. José ganhou destaque entre os prisioneiros e recebeu certa confiança do carcereiro. Ainda assim, continuava preso, esquecido numa masmorra. Foi ali que José interpretou o sonho do copeiro do rei e fez um pedido simples e humano:
Lembra-te de mim quando voltares a servir a Faraó.”

 

O copeiro, porém, esqueceu-se de José. Mas Deus não se esqueceu. Quando Faraó teve dois sonhos perturbadores, José foi chamado para interpretá-los. Em todas essas fases, vemos um homem que permanece fiel ao Senhor, confiante de que Deus está no controle, mesmo quando as circunstâncias parecem injustas e sem sentido.

 

Chegamos, então, ao capítulo 42. Mais uma vez, José é colocado à prova. Agora, porém, não se trata apenas de adversidade, mas de confronto direto com o passado. José, governador do Egito, encontra-se frente a frente com os irmãos que o venderam como escravo.

 

O texto diz:

“José era governador daquela terra; era ele quem vendia a todos os povos da terra. E os irmãos de José vieram e se prostraram com o rosto em terra diante dele.” (Gn 42.6)

 

José os reconheceu imediatamente, mas eles não o reconheceram. Então, José se lembrou dos sonhos que tivera — sonhos em que seus irmãos se curvavam diante dele. Agora, esses sonhos estavam se cumprindo.

 

Há um ditado popular que diz: “Quem bate, esquece; quem apanha, não se esquece.”

Os irmãos de José pareciam ter enterrado o passado ou, talvez, tentado apagá-lo da memória. Ao se apresentarem, disseram:
“Somos doze irmãos. O mais novo está com nosso pai, e um já não existe.”

Esse “um que já não existe” era José — que estava ali, vivo, poderoso e com autoridade suficiente para se vingar ou para perdoar.

 

Nesse ponto, o texto nos conduz a uma reflexão profunda. José tinha em suas mãos a oportunidade de retribuir o mal com o mal. Mas escolheu um caminho diferente. Ele demonstrou que a presença de Deus transforma feridas em instrumentos de redenção. José decidiu não agir movido pela dor, mas pela vontade do Senhor.

 

Aqui está a grande pergunta para nós:
Se você estivesse no lugar de José, qual seria a sua atitude?

— Ajudaria quem te feriu profundamente ou fecharia a porta?

 

O coração dos irmãos de José estava tomado pelo medo. Já o coração de José estava alinhado com o propósito de Deus. Ele desejava rever o irmão mais novo e, acima de tudo, reencontrar o pai. O passado bateu à porta — não para destruir, mas para abrir uma oportunidade de perdão, restauração e testemunho.

 

O passado pode nos alcançar para nos aprisionar… ou para nos libertar. Em Deus, ele se torna uma ponte para mostrar que vale a pena confiar, adorar e servir ao Senhor.

 

Amanhã continuaremos refletindo sobre esse relacionamento entre José e seus irmãos. Mas hoje, fica o desafio:

— O que você faria se estivesse no lugar de José?

 

Que você seja bênção nas mãos do Senhor, assim como José foi bênção no Egito e na vida de sua família.

 

Fica com Deus. Deus te abençoe.

 

Cláudio Eduardo M. Costa
Pastor



quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

DA MASMORRA PARA O PALÁCIO! (Deus muda a história de José) - FROM THE DUNGEON TO THE PALACE!

 


DA MASMORRA PARA O PALÁCIO!

(Deus muda a história de José)  

Gênesis 41

— Você já se sentiu desvalorizado?

Talvez no ambiente de trabalho, na igreja ou até mesmo dentro da própria família. A história de José nos mostra que esse sentimento não é novo — e que ele não define o fim da nossa trajetória.

 

José tinha sonhos dados por Deus. Ele compartilhou esses sonhos com sua família, especialmente com seus irmãos, mas ninguém acreditou. Ao invés de apoio, recebeu rejeição. Foi vendido como escravo e levado para o Egito. Lá, mesmo sendo íntegro, foi caluniado na casa de Potifar e, injustamente, lançado na prisão.

 

Fidelidade que revela Deus

Mesmo na prisão, José não perdeu sua identidade. Onde ele estava, Deus se manifestava. Tudo o que José fazia prosperava, e as pessoas percebiam que havia algo diferente nele. José revelava, com sua vida, quem era o Deus em quem cria.

 

Ele não apenas falava de Deus — ele vivia sua fé.

 

Sua relação com o Senhor era visível para todos ao seu redor.

E aqui está uma lição poderosa para nós: os planos de Deus não são anulados pelas circunstâncias. Aquilo que Deus projetou para José continuava de pé. E da mesma forma, os planos de Deus para a sua vida também permanecem.

 

O tempo do preparo

Chegamos então ao capítulo 41 de Gênesis. Faraó tem sonhos perturbadores, e nenhum dos sábios do Egito consegue interpretá-los. É nesse momento que o copeiro se lembra de José — aquele jovem hebreu que, na prisão, revelou sonhos com clareza e verdade.

José é chamado às pressas. O texto bíblico destaca que ele se barbeou, trocou de roupas e foi imediatamente à presença de Faraó. Em poucos instantes, ele sai da masmorra para estar diante do homem mais poderoso do Egito.

 

E então lemos em Gênesis 41:37–41:

“O conselho agradou a Faraó e a todos os seus oficiais. Então Faraó perguntou aos seus oficiais:

  — Será que poderíamos achar alguém melhor do que José, um homem em quem está o Espírito de Deus?

Depois, Faraó disse a José:

  — Visto que Deus revelou tudo isto a você, não há ninguém tão ajuizado e sábio como você. Você será o administrador da minha casa, e todo o meu povo obedecerá à sua palavra. Somente no trono eu serei maior do que você.

E Faraó disse mais a José:

  — Eis que eu o constituo autoridade sobre toda a terra do Egito”.

 

Nada foi perda, tudo foi preparo

José tinha 17 anos quando foi vendido como escravo. Agora, cerca de 13 anos depois, ele se torna governador do Egito. À primeira vista, alguém poderia dizer que ele “perdeu” 13 anos da sua vida. Mas, na verdade, foram 13 anos de preparo.

 

Na prisão e nas adversidades, José aprendeu:

  • obediência a Deus;
  • administração;
  • autocontrole;
  • fidelidade em tempos difíceis.

 

Foi a verdadeira universidade da vida, conduzida pelo próprio Deus.

 

Fartura, escassez e sabedoria

Como governador, José orienta o Egito a se preparar para os tempos difíceis. Nos anos de fartura, o povo deveria ajuntar; nos anos de escassez, haveria provisão suficiente para todos. Deus usa José não apenas para salvar uma nação, mas para preservar vidas com dignidade.

O mais impressionante é que Faraó não vê apenas o homem José. Ele enxerga alguém cheio do Espírito de Deus. Em uma terra idólatra, o Deus de Israel passa a ser reconhecido como o Deus que governa todas as coisas.

 

Manassés e Efraim: cura do passado e prosperidade no presente

No Egito, José se casa e tem dois filhos. Ao primeiro, dá o nome de Manassés, que significa:

“Deus me fez esquecer todo o meu sofrimento.”

 

  Quantas vezes precisamos aprender isso?

Muitas vezes, as bênçãos já nos cercam, mas continuamos presos às dores do passado. Deus nos chama a sermos curados daquilo que já passou.

 

O segundo filho se chama Efraim, que significa:

“Deus me fez prosperar na terra da minha aflição.”

Que nomes poderosos! Esquecer o sofrimento e viver a prosperidade que Deus concede — mesmo em lugares onde antes só havia dor.

 

Uma aplicação para nós

José começou como escravo e terminou como governador.   O que Deus pode fazer com alguém que permanece fiel?

  Onde Deus pode te colocar?

 

Aprendamos com José. Aprendamos com os nomes Manassés e Efraim. Deixemos o passado para trás e abracemos o presente que Deus está colocando em nossas mãos.

 

Respiramos, nos alimentamos, temos família, vivemos experiências profundas com o Senhor. Tudo isso é graça. Mas há um chamado claro: entrega total a Deus.

 

Somente assim poderemos viver plenamente aquilo que Ele preparou para nós.

 

Que Deus te abençoe poderosamente neste dia.


Cláudio Eduardo M. Costa
Pastor

 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

LEMBRE-SE DE MIM! - REMEMBER ME!

 


LEMBRE-SE DE MIM!

Gênesis 40

 

Você já se sentiu esquecido por alguém?
Ou já aconteceu de você ajudar uma pessoa, fazer o bem, estender a mão… e, depois, essa pessoa simplesmente se esquecer de você?

 

Hoje continuamos refletindo sobre a vida de José, em nossa leitura do livro de Gênesis. Chegamos ao capítulo 40, e faço um convite especial: reserve alguns minutos e leia todo o capítulo. Ele é profundamente marcante e cheio de lições para a nossa caminhada com Deus.

 

Mesmo ainda preso, José não está amargurado, abatido ou distante do Senhor. Pelo contrário, o texto nos mostra que Deus continuava com ele, e José continuava sensível às pessoas ao seu redor. Na prisão, ele observa que o padeiro e o copeiro de Faraó também estavam detidos e percebe que ambos estavam tristes, perturbados. José se aproxima e pergunta com empatia:
“Por que vocês estão com semblante triste hoje?”

Eles então compartilham seus sonhos, e José deixa algo muito claro:
👉 “As interpretações pertencem a Deus.”

José reconhece que o dom não é dele, mas vem do Senhor.

 

A interpretação traz dois destinos muito diferentes. Para o padeiro, uma notícia dura e trágica. Para o copeiro, a promessa de restauração: ele seria perdoado por Faraó, voltaria ao seu cargo e recuperaria sua posição de honra na corte.

É nesse contexto que encontramos um dos pedidos mais simples e humanos de José. No versículo 14, ele diz ao copeiro:

“Porém, lembre-se de mim quando tudo lhe correr bem.”

 

José não pediu vingança.
Não pediu dinheiro.
Não pediu privilégios.

Ele pediu apenas: “Lembre-se de mim.”

 

José confiava em Deus, mas também entendia que pessoas podem ser instrumentos nas mãos do Senhor. Da mesma forma que alguém pode ser instrumento de Deus para nos abençoar, nós também podemos ser usados por Ele para abençoar outros.

 

Infelizmente, acontece algo triste. Quando o copeiro é restaurado e volta ao palácio, ele se esquece de José. Aquele pedido simples é ignorado. José permanece preso.

Quantas vezes, em momentos assim, somos tentados a pensar:
“Será que Deus se esqueceu de mim?”
No meio da dor, da espera e das dificuldades, essa pergunta pode ecoar no coração.

Mas a Palavra nos ensina algo muito importante:
👉 Deus nunca se esquece de nós.

 

O problema não é o esquecimento de Deus — muitas vezes, é o tempo da espera. Quando olhamos para José na prisão, entendemos que Deus estava trabalhando profundamente em seu caráter. Não estou dizendo que todo sofrimento tem esse propósito, mas, no caso de José, aquele tempo foi essencial para prepará-lo para algo muito maior: governar o Egito.

 

Foram dois anos de espera. Dois anos em que José poderia ter se tornado amargo, revoltado, endurecido. Humanamente falando, quem não ficaria indignado? Quem não pensaria: “Que injustiça!”
Mas José continuou servindo, cuidando de pessoas e confiando em Deus.

 

O texto bíblico diz no versículo 23:

“O copeiro-chefe não se lembrou de José; antes, se esqueceu dele.”

Que triste é a ingratidão. Que doloroso é não reconhecer quem nos fez o bem. Ainda assim, José não perde sua essência.

 

Quando olhamos para todo o capítulo 40 de Gênesis, fica um alerta para nós:
talvez você esteja enfrentando dificuldades, lutas, sofrimento e ache que Deus se esqueceu de você.

Não.
Deus não se esquece dos Seus filhos.
Ele não se atrasa.
Ele não falha.
Ele cuida.

O salmista declara no Salmo 23:

“Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo.”

 

A prisão não era o fim da história de José.
Era apenas o caminho para o palácio.

 

Enquanto José esperava, Deus estava trabalhando.
E enquanto você espera, Deus também está trabalhando.

 

Aprendamos a esperar com paciência no Senhor, confiando que Ele tem algo maravilhoso preparado para a nossa vida. Caminhemos com esperança, olhando para o Deus eterno a quem servimos.

Que o bom Deus abençoe ricamente a sua vida e a vida da sua família.

 

Cláudio Eduardo
Pastor

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

DEUS ESTÁ COM VOCÊ! Mesmo quando tudo parece injusto! - God is with you! Even when everything seems unfair!

 


DEUS ESTÁ COM VOCÊ!

Mesmo quando tudo parece injusto!

 

— Você já teve a sensação de estar fazendo tudo certo, mas, ainda assim, as circunstâncias parecem injustas contra você?

— Já se sentiu no lugar errado, vivendo algo que não planejou nem escolheu?

 

Hoje eu quero continuar conversando com você sobre a história de José, agora no Egito. Estamos juntos na Caminhada Bíblica, e a nossa leitura de hoje é Gênesis 39.

 

José: fiel em meio à injustiça

Contextualizando, José foi vendido como escravo. Os midianitas que o levaram ao Egito o venderam a Potifar, uma autoridade da corte egípcia. De repente, José não está mais no seio da família, não é mais o filho protegido do pai, não tem privilégios nem reconhecimento. Agora ele trabalha cuidando do que pertence a outros, sem garantias, sem aplausos, sem justiça humana.

Humanamente falando, tudo parece perdido. Mas há algo essencial que José não perdeu: sua intimidade com Deus.

A Bíblia afirma que “Potifar viu que o Senhor estava com José”. Tudo o que José fazia prosperava, porque a presença de Deus era visível em sua vida. Deus estava cuidando dele, mesmo quando as circunstâncias diziam o contrário.

 

A presença de Deus muda tudo

José não prosperou porque estava no lugar certo, mas porque andava com Deus. Ele não permitiu que a injustiça apagasse sua fé, nem que o sofrimento anulasse o propósito do Senhor. Mesmo longe da promessa, ele permaneceu fiel.

Quantas vezes nós paramos por tão pouco? Quantas vezes ficamos paralisados diante das dificuldades? A história de José nos ensina que, se Deus está com você, continue em frente. As promessas do Senhor nunca falham.

 

Excelência como expressão de fé

Mesmo sendo escravo, José trabalhou com excelência. Ele não fazia as coisas de qualquer maneira, porque entendia que tudo o que fazia, fazia para o Senhor. Suas atitudes revelavam o Deus a quem ele servia.

 

Essa é uma pergunta que precisa ecoar em nosso coração:
A presença de Deus é visível na sua vida?
— Aquilo que você faz revela que você serve ao Senhor?

 

A Palavra nos ensina que, quando Deus está com alguém, outras pessoas também são abençoadas. A casa de Potifar prosperou por causa de José. Mais tarde, até mesmo a prisão foi abençoada por causa dele.

 

Nem a prisão impede o agir de Deus

Injustamente acusado pela mulher de Potifar, José é lançado na prisão. Mas nem ali a presença de Deus o abandona. Na prisão, José continua sendo bênção, continua servindo, continua fazendo diferença.

Pessoas cheias da presença de Deus transformam ambientes. Eu fico imaginando José adorando ao Senhor na prisão, e outros presos reconhecendo que havia algo diferente nele. A prisão não anulou a promessa, o sofrimento não afastou José de Deus, e a injustiça não silenciou o propósito.

 

Deus continua trabalhando

Talvez, aos olhos humanos, José tivesse “chegado ao fundo do poço”. Mas José não tinha desgraça na vida — ele tinha a graça de Deus. Deus estava trabalhando, mesmo quando ninguém percebia.

Por isso, não despreze o lugar onde Deus está te colocando, mesmo que pareça pequeno, provisório ou injusto. Deus não dorme. Ele continua trabalhando.

 

Para refletir e viver

Talvez você esteja enfrentando tempos difíceis, decisões complexas ou injustiças profundas. A mensagem de hoje é clara:

Viva a promessa, independentemente do lugar onde você esteja.
Seja uma bênção. Sirva com excelência. Confie no Senhor.

 

Nenhuma prisão pode impedir o agir de Deus. Permaneça fiel. Quando Deus está com alguém, tudo o que essa pessoa faz prospera, porque é o Senhor quem faz prosperar.

 

Vamos seguir com Deus. O Deus do livro de Gênesis é o Deus que cria, promete e cumpre.

 

Que o Senhor, em sua misericórdia, abençoe a sua vida e a sua família.

 

Cláudio Eduardo M. Costa
Pastor

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

JUSTIÇA! — A História de Tamar -- JUSTICE! - TAMAR'S STORY

 


JUSTIÇA! — A História de Tamar

📖 Reflexões em Gênesis 38

— Quantas vezes somos rápidos para julgar e lentos para reconhecer os nossos próprios erros? 

— Será que temos honrado nossas responsabilidades espirituais, familiares e morais? 

— Estamos realmente dispostos a admitir, diante de Deus e das pessoas, quando erramos?

A Palavra do Senhor nos alerta claramente:

“Não julguem, para que vocês não sejam julgados.” (Mateus 7:1)

O próprio Jesus aprofunda esse ensino ao dizer que não adianta enxergarmos o cisco no olho do outro enquanto ignoramos a trave em nossos próprios olhos. E, diante da mulher apanhada em adultério, Ele declara:

“Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra.”

Essas palavras ecoam fortemente quando chegamos ao capítulo 38 do livro de Gênesis.


Um capítulo desconfortável, mas necessário

Gênesis 38 é um texto difícil. Ele nos confronta com injustiça, engano, omissão e imoralidade. Ainda assim, é Palavra de Deus e carrega lições profundas para nossa caminhada de fé.

Antes de avançar, faço um desafio:
👉 reserve alguns minutos e leia todo o capítulo 38 de Gênesis. Depois, volte a esta reflexão.

No versículo 26, encontramos uma das declarações mais impactantes do livro:

“Ela é mais justa do que eu.” (Gn 38:26)

Essa frase, dita por Judá a respeito de Tamar, muda completamente o rumo da história.


Contexto bíblico: entre José e Judá

Para compreender Gênesis 38, precisamos encaixá-lo entre os capítulos 37 e 39, que tratam da história de José.

  • No capítulo 37, José é vendido como escravo e levado ao Egito.
  • No capítulo 39, vemos sua integridade sendo provada em meio à tentação.

Enquanto José sofre injustamente, mas permanece fiel a Deus, o texto nos mostra Judá, tomando decisões erradas, desobedecendo ao Senhor e falhando em suas responsabilidades.

Judá se casa com uma cananeia, contrariando a orientação de Deus. Ele falha como pai, como líder espiritual, como sogro e como homem de palavra — apesar de ser filho de Jacó e herdeiro das promessas.


A vulnerabilidade de Tamar e a Lei do Levirato

Na antiguidade, a mulher vivia em extrema vulnerabilidade social. Não havia previdência, nem garantias de sustento. A segurança para a velhice estava nos filhos, especialmente nos filhos homens.

Por isso existia a Lei do Levirato, que determinava que, se um homem morresse sem deixar filhos, seu irmão deveria se casar com a viúva para garantir descendência e proteção à mulher.

É nesse contexto que a história de Tamar se desenrola.

  • O primeiro filho de Judá casa-se com Tamar, mas é perverso e desobediente ao Senhor; por isso, morre.
  • O segundo filho repete o mesmo erro e também morre.
  • O terceiro filho ainda era jovem, e Judá promete entregá-lo a Tamar no tempo certo — mas não cumpre.

Judá tinha total poder sobre o destino de Tamar, mas escolheu adiar, enganar e se omitir.


A justiça revelada

Sem alternativas e sem proteção, Tamar age estrategicamente. Disfarçada, Judá se relaciona com ela, acreditando tratar-se de uma prostituta. Tamar guarda consigo o selo, o cordão e o cajado de Judá — provas irrefutáveis.

Quando Judá descobre que Tamar está grávida, sua reação é dura e hipócrita:

“Ela deve morrer.”

Mas Tamar apresenta as provas. E então Judá é confrontado com a verdade. Diante de todos, ele declara:

“Ela é mais justa do que eu.”

Essa confissão pública revela algo essencial: Deus defende quem foi injustiçado, mesmo quando a sociedade se cala.


Lições para nós hoje

1. A fé precisa ser vivida no cotidiano

Não basta pertencer ao povo de Deus ou falar sobre Deus. Judá falhou porque não viveu os valores do Reino. Fé verdadeira se expressa em atitudes diárias.

2. Deus vê os invisíveis

Tamar era esquecida, sem voz e ignorada. Ainda assim, Deus estava vendo, ouvindo e agindo.

3. Deus redime histórias quebradas

De Tamar nascem Perez e Zerá. Perez está na genealogia de Davi e de Jesus Cristo. Deus transforma dor, pecado e injustiça em instrumentos do Seu plano redentor.

4. Arrependimento gera transformação

A declaração de Judá — “ela é mais justa do que eu” — marca o início de sua transformação. Mais adiante, em Gênesis 44, ele se mostra disposto a dar a própria vida por seu irmão Benjamim.


Conclusão: o Deus que restaura

O Deus do passado é o mesmo Deus do presente.
Ele vê o que é injusto.
Ele confronta o pecado.
Ele consola quem sofre.
E Ele restaura quem se arrepende.

As promessas de Deus não dependem da perfeição humana, mas da fidelidade divina. Onde há arrependimento, há transformação. E onde há transformação, o poder de Deus se manifesta.

Que caminhemos com o Senhor em humildade, verdade e obediência.
Que Deus abençoe ricamente a sua vida.
🙏

 

Cláudio Eduardo - pastor

 


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