DEPOIS DO LIVRAMENTO É TEMPO DE LOUVOR!
Êxodo 15
— O
que fazemos depois que atravessamos uma fase difícil e experimentamos o
livramento do Senhor?
—Você já viveu um momento de grande aperto, Deus te socorreu… e, passado o
perigo, a vida seguiu normalmente, sem que houvesse um tempo sincero de
gratidão?
A
gratidão não é um detalhe da vida cristã — ela é parte essencial da nossa intimidade
com Deus. Precisamos ser gratos não apenas pelo resultado, mas por todo o
processo: pelas lutas, pelo crescimento e pela intimidade que Deus constrói
conosco ao longo do caminho.
O
contexto do louvor em Êxodo 15
O povo
de Israel havia vivido anos de escravidão no Egito. Vieram as dez pragas, o
confronto com Faraó e, por fim, a libertação. Porém, logo após a saída, eles se
viram encurralados: o mar à frente e o exército egípcio atrás.
Humanamente,
não havia saída. Voltar ao Egito significava voltar à escravidão — uma forma de
morte. Avançar em direção ao mar também parecia morte. Mas Deus interveio: o
mar se abriu e o povo atravessou a pé enxuto. Logo depois, viram seus inimigos
sendo derrotados nas águas, deixando claro que o poder pertence ao Senhor.
É
nesse cenário que surge Êxodo 15: não como um capítulo de queixa, mas como um cântico
de louvor.
Um
louvor que nasce da memória do livramento
“Então
Moisés e os israelitas cantaram esta canção ao Senhor:
‘Cantarei ao Senhor, pois ele é glorioso; lançou no mar o cavalo e o cavaleiro.
O Senhor é a minha força e o meu poder; ele me salvou. Ele é o meu Deus, e eu o
louvarei; é o Deus do meu pai, e eu anunciarei a sua grandeza.’”
(Êxodo 15:1–2, NTLH)
Observe
a profundidade desse louvor. Eles reconhecem quem Deus é, o que Ele fez e a sua
presença constante entre eles. O louvor nasce da memória: quem se lembra do que
Deus fez não consegue ficar em silêncio.
Isso
nos leva a algumas perguntas importantes:
- Quem é Deus para você?
- Como tem sido o seu relacionamento com
Ele?
- Você tem se lembrado das obras do Senhor
na sua história?
Quando
compreendemos quem Deus é para nós — Salvador, defensor, sustento e Pai — o
louvor deixa de ser um simples ritual e se transforma em relacionamento vivo e
íntimo com Ele.
Depois
do louvor, a caminhada continua
O
capítulo 15 não termina no cântico. Logo após o momento de celebração, o povo
segue viagem e chega a um lugar chamado Mara, onde as águas eram amargas.
“Então
Moisés clamou ao Senhor, e o Senhor lhe mostrou um pedaço de madeira. Moisés
jogou a madeira na água, e a água ficou doce.”
(Êxodo
15:25, NTLH)
Deus
transforma o amargo em doce. Ele mostra que continua presente não apenas nos
grandes milagres, mas também nos desafios do caminho.
Mais
adiante, eles chegam a Elim:
“Depois
os israelitas chegaram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta
palmeiras, e acamparam ali, perto da água.”
(Êxodo 15:27, NTLH)
O
processo continua, mas Deus já havia preparado fontes, descanso e provisão no
meio da jornada.
O Deus
que salva é o Deus que cura
No
encerramento do capítulo, o Senhor faz uma promessa ao seu povo:
“Se
vocês prestarem atenção no que eu digo, se fizerem o que é certo e obedecerem
aos meus mandamentos, eu não os castigarei com nenhuma das doenças que mandei
contra os egípcios. Pois eu sou o Senhor, aquele que cura vocês.”
(Êxodo
15:26, NTLH)
O
mesmo Deus que livra, é o Deus que cura. O mesmo Deus que abre o mar, é o Deus
que sustenta no caminho.
Conclusão
Êxodo
15 é um convite claro: quem foi alcançado pelo livramento deve responder com
louvor.
Temos
processos a enfrentar, sim. Mas também temos fontes preparadas por Deus ao
longo do caminho. Não podemos permitir que o coração se torne ingrato ou
distraído diante das bênçãos recebidas.
Louve
a Deus hoje:
- Pelo milagre da vida;
- Pelo milagre da cruz;
- Pelo cuidado diário que Ele tem com você.
Que o
nosso coração nunca se acostume com a graça, mas permaneça sempre sensível e
agradecido.
Cláudio
Eduardo M Costa
Pastor
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