sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

RESPONDENDO COM GRAÇA À MURMURAÇÃO Êxodo 16 - Responding with grace to murmuring Exodus 16

 


RESPONDENDO COM GRAÇA À MURMURAÇÃO

Êxodo 16

 

— Você já reparou como nós, seres humanos, esquecemos rápido demais as coisas boas que nos acontecem?

Muitas vezes guardamos no coração as dores, as frustrações e as marcas do processo, mas esquecemos com facilidade os livramentos e as bênçãos do Senhor.

 

A verdade é que temos o hábito de reclamar.

Se está calor, reclamamos do calor.
Se faz frio, reclamamos do frio.
Se chove, reclamamos da chuva.
Se falta chuva, reclamamos da seca.

Que tal fazermos um desafio diante de Deus?
Quarenta dias sem reclamar. Você consegue?

 

A reclamação, infelizmente, faz parte do nosso cotidiano. Quando murmuramos, revelamos que não estamos aceitando o que Deus está nos permitindo viver. E, muitas vezes, somos injustos com o Senhor e também com as pessoas ao nosso redor.

 

 

No capítulo 16 de Êxodo, encontramos o povo de Israel vivendo exatamente isso: um tempo de murmuração.

Eles haviam sido libertos da escravidão do Egito.
Atravessaram o Mar Vermelho em terra seca.
Presenciaram a glória de Deus.
Eram guiados por uma nuvem durante o dia e por uma coluna de fogo à noite.

Eles sabiam que Deus estava à frente deles, conduzindo cada passo. Ainda assim, começaram a reclamar.

 

A murmuração não foi direcionada diretamente a Deus, mas a Moisés — afinal, é mais fácil reclamar com alguém de carne e osso. E então disseram:

“Seria melhor que o Senhor tivesse nos matado no Egito! Lá nós nos sentávamos perto das panelas de carne e tínhamos comida à vontade. Mas vocês nos trouxeram a este deserto para matar de fome toda esta multidão.” (Êxodo 16:3 – NTLH)

 

O corpo havia sido liberto, mas a mente ainda permanecia presa ao Egito.

— Quantas vezes isso também acontece conosco?

Deus nos liberta do pecado, mas o coração ainda sente saudade do “Egito” que nos escravizava.

 

Mesmo diante da murmuração, a resposta de Deus não foi juízo — foi graça.

Deus respondeu com provisão.
Deus respondeu com fidelidade.
Deus respondeu com amor.

O maná caiu do céu. O pão diário veio como expressão do cuidado do Senhor. Não veio porque o povo fez voto. Não veio porque prometeram fidelidade. Veio porque Deus é fiel, mesmo quando nós somos infiéis.

 

Era provisão diária. Cada dia o povo recolhia o suficiente. Quem tentou acumular mais do que precisava, perdeu. Quem colheu menos, não teve falta. Era uma lição clara: dependência, confiança e obediência.

 

O deserto, portanto, não era morada. Era processo.

Deus não nos chama para permanecer no deserto, mas para atravessá-lo rumo à promessa. Canaã já estava preparada.

 

E o próprio texto encerra com uma declaração poderosa:

“Os israelitas comeram maná durante quarenta anos, até chegarem a uma terra habitada; comeram maná até chegarem à fronteira da terra de Canaã.”(Êxodo 16:35 – NTLH)

 

Que possamos aprender com o povo — e principalmente com Deus.
Nada de murmuração.
A provisão vem do Senhor.
E a terra da promessa continua sendo o melhor de Deus para a nossa vida.

Fique com Deus.

 

Cláudio Eduardo M Costa
Pastor





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