O PRÍNCIPE DO EGITO – UMA MISSÃO: DEUS
CONDUZINDO A HISTÓRIA
(Êxodo 2)
Chegamos ao segundo dia do ano de 2026.
— Como estão os seus projetos?
— E os seus sonhos?
— De que maneira você tem
discernido o propósito de Deus para a sua vida neste novo ano?
Sabemos que o caminho inclui
desafios e lutas, mas também vitórias, porque o Deus que promete é fiel para
cumprir.
No capítulo 1 de Êxodo,
encerramos a leitura com uma decisão cruel do faraó, rei do Egito: todos os
meninos hebreus deveriam ser lançados no rio Nilo. O objetivo era enfraquecer o
povo de Israel, pois ele crescia, se fortalecia e se tornava cada vez mais
numeroso. A opressão aumentava, mas, paradoxalmente, quanto mais o povo era
afligido, mais crescia e se fortalecia.
Agora, no capítulo 2, esse
decreto já está em vigor. Crianças são lançadas ao rio para morrer afogadas ou
serem devoradas pelos crocodilos do Nilo. A intenção era clara: eliminar os
homens do povo de Deus.
Essa realidade nos faz
refletir. Ainda hoje, o inimigo atua de maneira semelhante, tentando destruir a
influência da família e do povo de Deus na sociedade. Contudo, o povo de Deus
continua sendo chamado para fazer a diferença, pois é mais forte do que qualquer
sistema contrário à vontade do Senhor.
O capítulo 2 de Êxodo começa
com uma história simples, mas profundamente poderosa: um homem e uma mulher da
tribo de Levi se casam. A mulher engravida e dá à luz um filho. O texto diz que
ela viu que o menino era “muito bonito” e o escondeu por três meses.
Essa expressão “muito bonito”
ecoa Gênesis 1, quando Deus contempla a sua criação e declara que tudo era
muito bom. Não se trata apenas de beleza física, mas de propósito divino. Deus
cria com intenção, com destino, com missão.
O nome da mãe de Moisés é
Joquebede. Ao olhar para o seu filho, ela percebe que havia algo mais: Deus
tinha um plano para aquela criança. No entanto, após três meses, já não era
possível escondê-lo. O choro, os movimentos e a própria rotina tornaram isso
inviável.
Chegou, então, o momento de
uma decisão: obedecer ao decreto do rei ou confiar plenamente em Deus.
Joquebede prepara um cesto de
junco, impermeabiliza-o e coloca o menino dentro, depositando-o no rio Nilo. Ao
mesmo tempo, de forma extraordinária, a filha de faraó desce ao rio para se
banhar. Ela vê o cesto, ouve o choro da criança e manda buscá-lo.
Ao abrir o cesto, algo
acontece: ela não se encanta apenas com o bebê, mas é tocada pela graça de
Deus. O texto diz que ela teve compaixão e reconheceu que se tratava de um
menino israelita.
Nesse momento, Miriam, irmã de
Moisés, se aproxima com sabedoria e pergunta se poderia chamar uma mulher
hebreia para amamentar a criança. Deus estava conduzindo cada detalhe. A
própria mãe de Moisés passa a cuidar do filho, agora sob proteção real.
Mesmo contrariando o decreto
do faraó, a filha do rei não apenas preserva a vida de Moisés, mas o adota como
filho. No versículo 10, ela lhe dá o nome de Moisés, dizendo: “Porque das águas
o tirei”.
Moisés cresce no palácio do
Egito, como príncipe, mas carrega dentro de si os valores e a identidade
do povo de Deus. Ainda quando criança, recebeu fundamentos que jamais seriam
apagados. Como diz a Escritura: “Ensina a criança no caminho em que deve
andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.”
Já adulto, Moisés presencia um
egípcio maltratando um hebreu. Impulsivamente, tenta resolver a situação com as
próprias mãos e acaba matando o egípcio. Ao perceber que seu ato foi
descoberto, sente medo e foge para a terra de Midiã.
Ali, sentado à beira de um
poço, Moisés vê as filhas de Jetro sendo expulsas por pastores. Mais uma vez, o
propósito de Deus se manifesta: Moisés se levanta, as defende e dá água aos
seus rebanhos.
Esse gesto muda o rumo da sua
história. Moisés é acolhido por Jetro, passa a viver em sua casa e se casa com
Zípora. Eles têm um filho, a quem Moisés chama de Gérson, dizendo: “Sou
peregrino em terra estrangeira.”
Ele compreendia que nem o
Egito nem Midiã eram o seu destino final. O seu lugar era o centro da vontade
de Deus, rumo à terra prometida.
O capítulo 2 termina com uma
declaração poderosa: Deus viu a aflição do seu povo, ouviu o seu clamor e se
compadeceu deles. A história não havia terminado — estava apenas começando.
Deus levanta pessoas para
cumprir propósitos eternos. Ele cuida da sua criação e não tolera a crueldade
contra aqueles que ama.
Que neste novo ano possamos
confiar plenamente no cuidado do Senhor, na sua graça e na sua fidelidade. Que
sigamos caminhando com Deus, aprofundando nossa intimidade com Ele por meio da
Sua Palavra, certos de que Ele tem coisas grandiosas para realizar em nós e
através de nós.
Que o seu dia seja ricamente
abençoado em Cristo Jesus.
Cláudio Eduardo
Pastor
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