quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

UM ENCONTRO QUE TRAZ UM RENOVO! - A MEETING THAT BRINGS RENEWAL!

 


UM ENCONTRO QUE TRAZ UM RENOVO!

 

Talvez você tenha recebido muitos presentes, e isso é motivo de alegria. Mas quem recebe presente também é convidado a oferecer um presente. E aqui não falo apenas das trocas típicas das celebrações, mas do presente dos presentes: Jesus Cristo, Senhor e Salvador das nossas vidas. Ele é o presente enviado dos céus, dado por Deus à humanidade para nos trazer perdão, salvação e vida eterna.

 

Seguimos firmes na nossa Caminhada Bíblica, acompanhando a história de Jacó, José e de toda a família de Jacó — aquele homem que teve o seu nome transformado em Israel após uma experiência profunda com Deus. Um encontro que mudou sua identidade e marcou sua trajetória, e que continua produzindo frutos ao longo da história do povo de Deus.

 

Chegamos ao capítulo 46 de Gênesis, e nossa ênfase recai sobre os versículos que narram o reencontro entre José e Jacó. A Bíblia nos mostra que existem encontros que transformam destinos, encontros que mudam nossa visão da vida, de Deus, de nós mesmos e do propósito que carregamos. São encontros em que Deus cura feridas, restaura corações e renova a esperança.

 

O perdão do Senhor nos alcança e nos ensina a perdoar. O amor de Deus nos alcança e nos capacita a amar. Porque Deus é amor, e quando somos alcançados por esse amor, somos chamados a expressá-lo em nossas relações, como testemunho vivo da graça que recebemos.

 

Contextualizando a narrativa: Jacó recebe o convite para ir morar no Egito. O próprio Faraó envia carruagens, provisões e recursos. Diante dessa grande decisão, Jacó busca a direção do Senhor. Deus então lhe responde: “Pode ir, porque Eu estarei com você.” O Senhor reafirma Sua promessa: faria de Jacó uma grande nação, um povo que faria diferença no mundo.

 

José, por sua vez, escolhe a terra de Gósen para acolher sua família — um lugar de provisão, cuidado e proteção. O texto nos diz que Jacó envia Judá à frente, como mensageiro. É como se dissesse: “Avise que estamos chegando, mas não estamos sozinhos; estamos chegando sob a direção do Senhor.”

 

O reencontro entre Jacó e José, depois de mais de vinte anos — quando Jacó acreditava que seu filho estivesse morto — é profundamente comovente. A Bíblia relata um abraço marcado por lágrimas. Não lágrimas de dor, mas de alegria, de restauração, de cumprimento da promessa. São lágrimas que revelam o cuidado de Deus e a manifestação da Sua glória na história daquela família.

 

As lágrimas de José não são sinal de fraqueza, mas expressão de um coração restaurado. José tinha um lugar especial no coração de Jacó, pois era filho de Raquel, a mulher que ele amou profundamente. Foram anos de perda e silêncio, mas aquele momento não era para acusações nem para reviver feridas. Era tempo de graça. No abraço, Jacó declara: “Agora já posso morrer, pois os meus olhos te viram; você está vivo.”

 

Esse encontro vai muito além de uma simples viagem de Canaã para o Egito. Trata-se da restauração da identidade do povo de Deus. E essa identidade é reafirmada na orientação de José aos seus irmãos: quando o Faraó perguntasse quem eles eram, deveriam responder com clareza — “Somos pastores.” Não se tratava apenas de profissão, mas de identidade.

 

O povo do Egito não via com bons olhos os estrangeiros, e ali poderiam surgir discriminação e rejeição. Mesmo assim, José ensina algo fundamental: não negociem a identidade para sobreviver. Vocês são quem Deus diz que vocês são.

E essa palavra ecoa até nós hoje.

Qual é a sua identidade?

 

As Escrituras afirmam que somos cidadãos do céu. Vivemos nesta terra, mas pertencemos a um Reino eterno. Somos filhos de Deus, chamados a viver para a glória do Senhor e a anunciar que Jesus Cristo é Salvador e Senhor.

 

Carregamos algo precioso: a presença do Espírito Santo de Deus, que nos guia, orienta e acompanha. Assim como o Senhor prometeu a Jacó: “Eu estarei com vocês.” Ele continua fiel às Suas promessas.

 

Neste tempo em que celebramos o Natal, talvez não saibamos a data exata do nascimento de Jesus — e isso não é o mais importante. O essencial é que Jesus veio ao mundo, nasceu, viveu entre nós e deseja reinar em nossas vidas. Ele continua trazendo perdão, transformação e esperança.

 

Portanto, sigamos confiando no Senhor. Caminhemos com identidade, com fé e com coragem. Mesmo em meio às lágrimas, podemos declarar que o Deus da promessa permanece presente em nossa história. Onde Deus está, há segurança. Onde Deus está, há promessa.

 

Que o seu dia seja abençoado. Continue celebrando, pois Jesus Cristo nasceu, trouxe salvação e nos chama a viver para Ele.

 

Deus te abençoe.

 

Cláudio Eduardo M. Costa
Pastor



quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Pergunta para Deus! - Ask God!

 


Pergunta para Deus!

 

— Quando você está em dúvida, costuma perguntar a Deus o que fazer ou o que deixar de fazer?

É curioso perceber como, muitas vezes, na tentativa de aliviar a ansiedade ou confiando excessivamente em nossa própria capacidade, acabamos tomando decisões precipitadas, que mais tarde geram arrependimento.

 

A Palavra de Deus nos ensina que decisões importantes precisam ser levadas à presença do Senhor. E a história de Jacó nos ajuda muito a refletir sobre isso.

 


Uma decisão difícil diante de uma promessa

 

Jacó estava em Canaã, a terra da promessa. Sua família havia crescido significativamente — cerca de setenta pessoas. Ele já não era mais o jovem que havia fugido de seu irmão Esaú; agora era um homem próspero, com filhos, servos e bens.

 

José, seu filho amado, estava no Egito. Mais de vinte anos haviam se passado desde o dia em que Jacó acreditou que José estivesse morto. Agora, surge uma nova realidade: José está vivo, governa no Egito e convida toda a família para morar ali, em um tempo de fartura.

 

A pergunta que surge é profunda:
Permaneço em Canaã, a terra da promessa, ou desço ao Egito para reencontrar meu filho e garantir sustento à família?

 

Faraó envia carruagens e recursos para conduzir Jacó e sua família. A decisão não era simples. Havia promessas, afetos, medos e responsabilidades envolvidos.

 


Jacó faz o que todo servo de Deus deve fazer

 

Diante desse dilema, Jacó não age por impulso. Ele busca o Senhor.
Ao chegar a Berseba, oferece sacrifícios a Deus e clama por direção.

 

Deus, então, fala com Jacó por meio de uma visão noturna, conforme registrado em Gênesis 46:1–4. O Senhor o chama pelo nome e diz para que não tenha medo de descer ao Egito, pois ali Ele faria de Jacó uma grande nação. Mais do que isso: Deus afirma que iria com ele e que, no tempo certo, o faria voltar.

Que promessa extraordinária!

 


Deus conhece nossos medos, mesmo quando não os verbalizamos

 

Jacó não diz que estava com medo, mas Deus sabia.
O Senhor conhece nossos pensamentos, intenções e sentimentos mais profundos. Por isso, Ele diz: “Não tenha medo.”

 

Essa palavra não foi apenas para Jacó. Ela ecoa hoje para mim e para você.
Não tenha medo de obedecer. Não tenha medo de confiar. Não tenha medo de caminhar com Deus.

 

Mudanças, novos ciclos, decisões importantes e passos de fé sempre trazem insegurança. Mas Deus conhece nossos medos e nos convida a lançar sobre Ele toda a nossa ansiedade.

 


O Deus que envia é o Deus que acompanha

 

Deus não apenas disse a Jacó para ir ao Egito. Ele afirmou:
“Eu irei com você.”

 

Esse é um dos aspectos mais lindos dessa história. Deus não nos envia sozinhos. Ele vai conosco. Onde Deus está presente, há cuidado, sustento e direção.

 

Jacó obedece, desce ao Egito e vê o cumprimento das promessas de Deus não apenas em sua vida, mas também na vida de sua descendência. Aquela família de cerca de setenta pessoas se tornaria, no futuro, uma grande nação.

 


As promessas que atravessam gerações

 

Ao refletirmos sobre essa história, especialmente neste tempo de Natal, somos lembrados de que as promessas de Deus atravessam gerações.

Da descendência de Abraão, Isaque e Jacó vem Jesus Cristo, o Salvador.

Quando olhamos para o povo de Israel no Egito e para a libertação que viria depois, já enxergamos ali a sombra do Cordeiro de Deus, que um dia daria Sua vida para salvar a humanidade.

 


Confie, obedeça e caminhe com Deus

Assim como Deus fez promessas a Jacó, Ele continua fazendo promessas ao Seu povo hoje.
Precisamos buscá-Lo na Palavra, ouvir Sua voz e confiar em Sua direção.

Deus fala.
Deus confirma.
Deus acompanha.

O Deus em quem cremos é o Deus que cria, promete e cumpre.

 


Uma mensagem para o Natal

 

Ao celebrar o Natal, lembre-se de convidar o aniversariante — Jesus Cristo, o Senhor — para estar no centro da sua casa, da sua família e das suas decisões.

Não tenha medo de obedecer à voz do Senhor.
Caminhe com Deus.
Confie em Suas promessas.

 

Feliz Natal!
Que o Senhor abençoe poderosamente a sua vida e a sua família.

 

Cláudio Eduardo M Costa

pastor

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

O PERDÃO TRAZ CURA! Forgiveness brings healing!

 

O PERDÃO TRAZ CURA!

 

Quero começar refletindo com você sobre como Deus age em nossa vida por meio do perdão. Muitas vezes, carregamos dentro de nós sentimentos que nos fazem muito mal: rancor, ódio, mágoa e amargura. Tudo isso adoece a alma. No entanto, o amor de Deus tem um poder extraordinário de cura, porque fomos alcançados pelo perdão do Senhor. E, da mesma forma que o perdão de Deus nos alcançou, quando o liberamos, ele também gera cura em nossa vida.

 

Hoje estamos lendo o livro de Gênesis, no capítulo 45, e continuamos refletindo sobre a história de José. José foi rejeitado, traído por seus próprios irmãos, vendido como escravo, lançado na prisão e sofreu durante anos. Mesmo assim, Deus esteve presente em cada etapa da sua jornada. O Senhor permaneceu fiel e manifestou Sua graça salvadora na vida de José.

 

Depois de todo esse processo, chega o momento em que José precisa se revelar aos seus irmãos. Ele já havia percebido mudanças profundas: arrependimento, amadurecimento e transformação no coração deles. Então, José declara: “Eu sou José”. A Bíblia nos diz que ele começou a chorar, e seu choro foi tão intenso que todos ouviram. Mas aquele não era um choro de vingança; era um choro de cura. Era o choro de alguém que foi tratado por Deus antes de ser usado por Ele, alguém que compreendeu profundamente o significado do perdão.

 

José então libera perdão sobre seus irmãos. Ele os abraça, chora com eles e demonstra amor. O texto nos convida a observar essa cena poderosa de reconciliação, descrita nos versículos 12 a 15 do capítulo 45: José se lança ao pescoço de Benjamin, chora, beija todos os seus irmãos e, finalmente, eles voltam a conversar. Que imagem linda de restauração, graça e perdão!

 

Os irmãos de José jamais imaginaram o que Deus estava preparando para eles. José, por sua vez, decidiu deixar o passado para trás, viver o presente e olhar para o futuro. Ele precisava de cura, e essa cura veio por meio do perdão. Seus irmãos ficaram paralisados pelo medo, mas José não os julgou; ele ofereceu graça. José escolheu perdoar.

 

Ao refletir sobre essa experiência, surge uma pergunta inevitável: de que maneira temos enxergado o mundo à nossa volta? Como temos interpretado as bênçãos, as dificuldades, as dores e as alegrias da vida? José disse aos seus irmãos: “Agora, pois, não fiquem tristes nem irritados contra vocês mesmos, porque foi para a preservação de vidas que Deus me enviou adiante de vocês.” Ele não romantizou o sofrimento, nem negou a dor. José reconheceu a soberania de Deus acima de todo o mal.

 

Ele entendeu que Deus é poderoso para redimir uma história, ajustar caminhos e transformar aquilo que foi usado para ferir em instrumento de salvação. Por isso, não desperdice seu tempo guardando mágoas. Não viva olhando apenas para o retrovisor da vida. Olhe para o para-brisa: à frente há novos caminhos, novos propósitos e novas oportunidades que Deus deseja revelar.

 

Você consegue perdoar quem te feriu?

Consegue enxergar a ação de Deus em todas as circunstâncias, sejam elas boas ou ruins?

 

José nos ensina que os planos de Deus não ficam presos ao passado nem à dor. O plano de Deus passa pelo perdão.

 

O próprio Jesus nos ensinou isso ao dizer: “Perdoa-nos os nossos pecados, assim como temos perdoado aqueles que nos ofenderam.” Muitas vezes desejamos intensamente o perdão de Deus, mas esquecemos que esse perdão deve ser vivido e praticado.

 

Estamos próximos do final de mais um ano. Este é um tempo oportuno para avaliação, reflexão e decisão. Se há alguém que você precisa perdoar, perdoe. O maior beneficiado quando liberamos o perdão somos nós mesmos. José escreveu sua história com Deus e nos deixou um exemplo extraordinário: ele conseguiu amar e perdoar aqueles que o venderam como escravo.

Isso nos faz lembrar o quanto Deus nos ama. Ele se fez homem na pessoa de Jesus Cristo, e o próprio Jesus, na cruz, clamou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” Se hoje sabemos o que estamos fazendo, confessemos nossos pecados ao Senhor e supliquemos Seu perdão, lembrando sempre: não há espaço para a falta de perdão no coração de um cristão.

 

Que o seu dia seja repleto da presença do Senhor. Aproveite cada oportunidade que Deus lhe concede. Que o Deus eterno, todo-poderoso, abençoe a sua vida e a sua família.

 

Cláudio Eduardo M. Costa
Pastor

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

POR QUE VOCÊS PAGARAM O BEM COM O MAL? Why did you repay good with evil?

 


POR QUE VOCÊS PAGARAM

O BEM COM O MAL?

(Gênesis 44)

É uma grande alegria quando podemos não apenas estudar a Palavra de Deus, mas também compartilhá-la com outras pessoas. Estamos caminhando pelo livro de Gênesis, nessa jornada com o Deus que cria, promete e cumpre.

Há alguns dias temos refletido sobre a história de José — não apenas sobre ele e seus irmãos, mas, sobretudo, sobre a maneira extraordinária como Deus trabalhou em sua vida. Foram treze anos marcados por escravidão e prisão até que José se apresentasse diante de Faraó para interpretar o seu sonho. Agora, passados mais de vinte anos desde sua venda como escravo, seus irmãos chegam ao Egito em busca de mantimento, pois a escassez era grande, muito grande.

Eles não reconhecem José. Não percebem que aquele homem poderoso, governador do Egito, é o irmão que um dia rejeitaram.

Chegamos, então, ao capítulo 44, um texto profundo, emocionante e confrontador. Aqui, Deus não está apenas conduzindo os acontecimentos para revelar José aos seus irmãos; Ele está provando o coração de cada um deles.

Nos versículos iniciais, lemos que José ordena ao administrador de sua casa que encha os sacos de mantimento, devolva o dinheiro e coloque o seu cálice de prata no saco do mais novo, Benjamim. Logo depois, ao mandar seus irmãos de volta, José envia o administrador atrás deles com a pergunta incisiva:
“Por que vocês pagaram o bem com o mal?”

É importante observar que os irmãos de José não sabiam de nada do que estava acontecendo. Tudo fazia parte do plano de José. Ele desejava ensinar uma última e decisiva lição àqueles homens que, no passado, o venderam como escravo e desejaram sua morte. Agora, ironicamente, eles dependiam da misericórdia daquele a quem haviam ferido.

Quando são trazidos de volta, o desespero toma conta deles. A pergunta que paira no ar é inevitável:
👉 Eles abandonariam Benjamim no Egito ou demonstrariam que haviam mudado?

É nesse momento que a atitude de Judá nos chama profundamente a atenção. O mesmo Judá que antes consentiu na venda de José agora se levanta, se oferece como substituto do irmão e assume a culpa. Ele deseja proteger Benjamim a qualquer custo e demonstra preocupação genuína com a dor de Jacó, seu pai, que já sofrera demais com a perda de José — e que agora corria o risco de perder também Benjamim, ambos filhos de Raquel.

Judá mudou.
Mudou de atitude. Mudou de comportamento. Seu coração havia sido transformado.

Isso nos leva a uma reflexão inevitável:
Quando enfrentamos dificuldades e somos pressionados pelas circunstâncias, nós mudamos?
Crescemos espiritualmente ou voltamos a velhos pecados?
Somos capazes de assumir responsabilidades?
Estamos dispostos a abrir mão do conforto pelo bem do outro?

Gênesis 44 nos apresenta um retrato claro do arrependimento verdadeiro. Mostra-nos um Deus que trabalha no coração das pessoas, muitas vezes sem que elas percebam. José não está sendo cruel; ele está sendo instrumento nas mãos do Senhor para restaurar uma família quebrada.

Por isso, a pergunta final é pessoal e direta:
👉 Como está o seu relacionamento com a sua família?
👉 De que maneira você tem enxergado o mundo à sua volta?
👉 Você tem se permitido ser instrumento nas mãos de Deus?

Este capítulo nos ensina que Deus transforma o coração de homens e mulheres para que, dia após dia, cresçam em santidade diante d’Ele. Se há algum pecado, alguma área endurecida em seu coração, coloque-se hoje diante do Senhor. Viva a experiência libertadora do arrependimento e permita que Deus trabalhe em sua vida, assim como trabalhou na vida de José, de seus irmãos e, de maneira tão clara, na vida de Judá.

Que não permitamos que nada prejudique nossa comunhão e nossa intimidade com o Deus eterno e todo-poderoso. Nossa vida é o altar do Senhor, lugar de adoração, exaltação e entrega Àquele que é digno de toda honra, toda glória e todo louvor.

Como nos lembra o apóstolo Paulo: “Vocês não sabem que são templo do Espírito Santo?”
Portanto, vamos remover tudo aquilo que nos afasta de Deus e das pessoas, e buscar viver em unidade e amor, pois é para isso que fomos chamados.

Que o bom Deus abençoe poderosamente a sua vida e a sua família.


Cláudio Eduardo M. Costa
Pastor

domingo, 21 de dezembro de 2025

HÁ ESCASSEZ NA TERRA! O QUE ESTAMOS FAZENDO? - There is scarcity on Earth! What are we doing?

 


HÁ ESCASSEZ NA TERRA!

O QUE ESTAMOS FAZENDO?

Como você tem lidado com a escassez?
Quando falamos de escassez, estamos apenas sofrendo seus efeitos ou também percebendo como ela se manifesta ao nosso redor?

No capítulo 43 de Gênesis, o texto bíblico começa afirmando: “A fome na terra continuava muito severa.” A narrativa nos apresenta, de forma direta, a escassez de alimento. Contudo, quero ampliar o nosso olhar: não existe apenas escassez de pão, mas também escassez de cuidado, de amor, de compaixão e de responsabilidade com o próximo.

Vivemos em pleno século XXI. Ainda assim, pessoas continuam morrendo de fome, crianças seguem desnutridas, famílias enfrentam necessidades básicas todos os dias. Diante dessa realidade, surge uma pergunta inevitável:

— O que nós, como seres humanos e como cristãos, temos feito?

Chegamos ao período das festas natalinas e, nesse tempo, muitas instituições se mobilizam para distribuir cestas básicas. Isso é importante, mas a fome não acontece apenas em datas específicas — ela é diária. A necessidade bate à porta todos os dias.

É nesse contexto que somos conduzidos à história de José. Um homem que passou pela cova, pela escravidão e pela prisão, mas que, no tempo certo de Deus, se tornou governador do Egito. E mesmo ocupando uma posição de poder, José permanece fiel ao Senhor. Sua fidelidade não é apenas declarada com palavras, mas revelada em atitudes.

Em Gênesis 43, a fome se agrava: o trigo acaba, as mesas ficam vazias, e a necessidade básica do alimento passa a dominar a vida das pessoas. A escassez obriga muitos a irem ao Egito em busca de sustento. Essa mesma escassez agora bate à porta da família de Jacó. Eles já haviam comprado mantimentos antes, mas novamente a mesa está vazia.

É interessante perceber esse contraste: enquanto na casa de Jacó havia insegurança e fome, na mesa de José havia fartura. Deus não permite que a escassez destrua Seus propósitos. Ao mesmo tempo, a escassez revela onde — e em quem — temos colocado a nossa confiança.

José permanece sendo um servo fiel. E aqui aprendemos uma verdade profunda: quem bate, esquece; quem apanha, jamais esquece. Mesmo assim, José acolhe seus irmãos. Eles não o reconhecem. Vários anos se passaram, e jamais imaginariam que aquele irmão vendido como escravo agora era o governador do Egito.

Eles veem um homem vestido como egípcio, falando como egípcio, mas que carrega no coração uma extraordinária experiência de perdão. José não oferece apenas alimento; ele oferece acolhimento, relacionamento e graça. Ele prepara um banquete, não apenas para matar a fome, mas para restaurar vínculos que haviam sido quebrados.

Esse relacionamento não surge por acaso. Foi Deus — o Eterno, o Todo-Poderoso — quem preparou José para viver esse momento.

Diante disso, quais lições aprendemos com Gênesis 43?

Primeira: Deus continua no controle de todas as coisas, mesmo em tempos de escassez.
Segunda: a fidelidade de hoje prepara as vitórias de amanhã. O que Deus deseja nos conceder são bênçãos sem medidas, vitórias que não conseguimos contar.

Antes da restauração completa da vida e dos relacionamentos de José, Deus cuidou dele no silêncio. E quando confiamos no Senhor, Ele prepara uma mesa, mesmo no meio do deserto.

Por isso, viva suas experiências com Deus. Não se esqueça: hoje é dia de provisão. Divida o que você tem, compartilhe aquilo que Deus colocou em suas mãos. Se você tem muito, abençoe muitos, porque tudo o que temos vem do Senhor — e tudo pertence a Ele.

Que o seu dia seja debaixo da graça e da bondade de Deus. Que nunca falte provisão em sua casa, e que não haja escassez no meio da sua família.

Fique com Deus.

Cláudio Eduardo M. Costa
Pastor

sábado, 20 de dezembro de 2025

UMA HISTÓRIA DE MUITAS LUTAS E GRANDE VITÓRIA! A story of many struggles and a great victory!

 


UMA HISTÓRIA DE MUITAS LUTAS E GRANDE VITÓRIA!

José: um exemplo de integridade

 

Seguimos refletindo, aprendendo e sendo desafiados pela história de José. Quando olhamos atentamente para sua trajetória, percebemos que, desde antes do seu nascimento, Deus já tinha planos bem definidos para a sua vida. Essa verdade também se aplica a mim e a você: Deus continua tendo planos para as nossas vidas, e o nosso maior desafio é aprender a confiar n’Ele, mesmo quando não entendemos os caminhos.

 

A história de José começa em um contexto de dor e esperança. Sua mãe, Raquel, era estéril e carregava consigo vergonha e humilhação. No entanto, o texto bíblico, em Gênesis 30, nos diz que Deus se lembrou de Raquel e removeu a sua vergonha. Ela engravidou e deu à luz a José. Para Raquel e para Jacó, José não era apenas um filho, mas a resposta de Deus, a evidência do cuidado e da fidelidade do Senhor. Ele era o filho do amor, o filho da promessa.

José cresce em meio a privilégios familiares. Além de ser o mais novo naquele momento, era o filho querido do pai. Essa preferência, porém, desperta inveja e ressentimento em seus irmãos. O ponto de ruptura acontece quando José compartilha os sonhos que recebera de Deus. Aqueles sonhos, em vez de serem compreendidos, alimentaram um ódio tão profundo que levou seus próprios irmãos a vendê-lo como escravo.

 

José é levado pelos ismaelitas e vendido a Potifar, no Egito. Mesmo em condição de escravidão, sua postura se destaca. Ele trabalha com excelência, responsabilidade e temor a Deus. Tudo o que lhe era confiado prosperava, porque o Senhor estava com ele. José entendia que servir bem, mesmo em circunstâncias injustas, era uma forma de honrar a Deus.

 

Por causa de sua integridade, José enfrenta mais uma grande injustiça. A esposa de Potifar tenta envolvê-lo em pecado, mas ele se mantém fiel ao Senhor. Rejeitado por fazer o que é certo, acaba sendo acusado injustamente e lançado na prisão. Mais uma vez, José perde tudo — posição, liberdade e reputação.

 

Ainda assim, algo impressionante acontece: José não se entrega ao vitimismo. Ele não se deixa dominar pela revolta nem pela amargura. Na prisão, continua fiel, e Deus o faz prosperar ali também. José ganha a confiança do carcereiro e passa a cuidar dos outros presos. Mesmo na masmorra, ele entende que sua vida continua nas mãos de Deus.

 

Essa é uma das maiores lições da história de José: a fidelidade não depende das circunstâncias. Seja como escravo, prisioneiro ou governador, José permanece o mesmo — íntegro, temente a Deus e obediente à Sua vontade.

 

No tempo certo, Deus transforma a dor em honra. José sai da masmorra para o palácio. Torna-se governador do Egito, o segundo homem mais poderoso da nação, abaixo apenas do faraó. Ao interpretar os sonhos do faraó, José deixa claro que toda revelação vem do Senhor. Ele não busca glória para si; reconhece que é apenas instrumento nas mãos de Deus.

 

— Quantas vezes nós queremos reconhecimento por aquilo que só Deus pode fazer?

 

A história de José nos ensina humildade: toda honra pertence ao Senhor.

 

José constrói uma nova vida. Casa-se, tem dois filhos, Manassés e Efraim. Seus nomes revelam cura e restauração: Deus o fez esquecer as dores do passado e prosperar em terra estrangeira. Contudo, o passado bate à porta. No capítulo 42 de Gênesis, seus irmãos aparecem diante dele, sem reconhecê-lo. Os sonhos da juventude, antes motivo de ódio, agora se cumprem.

 

Chegamos então ao capítulo 43 de Gênesis. A fome continua severa em toda a terra, mas os celeiros do Egito estão cheios. Deus havia preparado José não apenas para abençoar o Egito, mas também as nações ao redor — inclusive sua própria família.

— O que aprendemos com tudo isso?

 

Aprendemos que podemos ser bênção nas mãos do Senhor, desde que vivamos os sonhos de Deus, e não apenas os nossos. Muitas vezes queremos que Deus realize nossos projetos pessoais, quando, na verdade, Ele nos convida a participar dos propósitos d’Ele. É Deus quem faz, é Deus quem realiza.

 

A vida de José nos mostra que Deus honra a fidelidade, sustenta o íntegro e cumpre todas as Suas promessas. Mesmo diante da maldade humana, Deus continua escrevendo histórias de redenção, graça e vitória.

 

Que essa história nos inspire a confiar mais, obedecer mais e viver para a glória de Deus. Ele continua operando milagres — na minha vida, na sua vida e na história de todos aqueles que escolhem andar com Ele.

 

Que Deus abençoe poderosamente a sua vida.

 

Cláudio Eduardo
Pastor

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

QUANDO O PASSADO NOS ENCONTRA... - WHEN THE PAST CATCHES UP...


 

QUANDO O PASSADO NOS ENCONTRA...

 

Estamos caminhando com José. A história dele começa bem antes do capítulo 42 do livro de Gênesis, e é importante recordar esse percurso para compreender o peso espiritual e emocional deste momento. Hoje, a ênfase não está apenas nos fatos, mas na experiência universal de quando o passado volta a nos encontrar — quando lembranças, dores e injustiças parecem bater à nossa porta. A grande pergunta é:

— Como reagimos quando isso acontece?

 

O capítulo 42 já nos apresenta esse cenário:

O passado de José retorna de forma inesperada e decisiva.

 

José tinha apenas 17 anos quando foi vendido por seus próprios irmãos aos ismaelitas e levado como escravo para o Egito. Lá, mesmo escravizado, trabalhou na casa de Potifar com fidelidade e excelência. No entanto, foi injustamente acusado pela esposa de Potifar e, acreditando em sua mulher, Potifar mandou José para a prisão.

 

Na cadeia, mais uma vez, a mão de Deus se manifestou. José ganhou destaque entre os prisioneiros e recebeu certa confiança do carcereiro. Ainda assim, continuava preso, esquecido numa masmorra. Foi ali que José interpretou o sonho do copeiro do rei e fez um pedido simples e humano:
Lembra-te de mim quando voltares a servir a Faraó.”

 

O copeiro, porém, esqueceu-se de José. Mas Deus não se esqueceu. Quando Faraó teve dois sonhos perturbadores, José foi chamado para interpretá-los. Em todas essas fases, vemos um homem que permanece fiel ao Senhor, confiante de que Deus está no controle, mesmo quando as circunstâncias parecem injustas e sem sentido.

 

Chegamos, então, ao capítulo 42. Mais uma vez, José é colocado à prova. Agora, porém, não se trata apenas de adversidade, mas de confronto direto com o passado. José, governador do Egito, encontra-se frente a frente com os irmãos que o venderam como escravo.

 

O texto diz:

“José era governador daquela terra; era ele quem vendia a todos os povos da terra. E os irmãos de José vieram e se prostraram com o rosto em terra diante dele.” (Gn 42.6)

 

José os reconheceu imediatamente, mas eles não o reconheceram. Então, José se lembrou dos sonhos que tivera — sonhos em que seus irmãos se curvavam diante dele. Agora, esses sonhos estavam se cumprindo.

 

Há um ditado popular que diz: “Quem bate, esquece; quem apanha, não se esquece.”

Os irmãos de José pareciam ter enterrado o passado ou, talvez, tentado apagá-lo da memória. Ao se apresentarem, disseram:
“Somos doze irmãos. O mais novo está com nosso pai, e um já não existe.”

Esse “um que já não existe” era José — que estava ali, vivo, poderoso e com autoridade suficiente para se vingar ou para perdoar.

 

Nesse ponto, o texto nos conduz a uma reflexão profunda. José tinha em suas mãos a oportunidade de retribuir o mal com o mal. Mas escolheu um caminho diferente. Ele demonstrou que a presença de Deus transforma feridas em instrumentos de redenção. José decidiu não agir movido pela dor, mas pela vontade do Senhor.

 

Aqui está a grande pergunta para nós:
Se você estivesse no lugar de José, qual seria a sua atitude?

— Ajudaria quem te feriu profundamente ou fecharia a porta?

 

O coração dos irmãos de José estava tomado pelo medo. Já o coração de José estava alinhado com o propósito de Deus. Ele desejava rever o irmão mais novo e, acima de tudo, reencontrar o pai. O passado bateu à porta — não para destruir, mas para abrir uma oportunidade de perdão, restauração e testemunho.

 

O passado pode nos alcançar para nos aprisionar… ou para nos libertar. Em Deus, ele se torna uma ponte para mostrar que vale a pena confiar, adorar e servir ao Senhor.

 

Amanhã continuaremos refletindo sobre esse relacionamento entre José e seus irmãos. Mas hoje, fica o desafio:

— O que você faria se estivesse no lugar de José?

 

Que você seja bênção nas mãos do Senhor, assim como José foi bênção no Egito e na vida de sua família.

 

Fica com Deus. Deus te abençoe.

 

Cláudio Eduardo M. Costa
Pastor



OFERTAS QUE NASCEM DO CORAÇÃO! — Êxodo 25 — Offerings that come from the heart! — Exodus 25

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