segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

JUSTIÇA! — A História de Tamar -- JUSTICE! - TAMAR'S STORY

 


JUSTIÇA! — A História de Tamar

📖 Reflexões em Gênesis 38

— Quantas vezes somos rápidos para julgar e lentos para reconhecer os nossos próprios erros? 

— Será que temos honrado nossas responsabilidades espirituais, familiares e morais? 

— Estamos realmente dispostos a admitir, diante de Deus e das pessoas, quando erramos?

A Palavra do Senhor nos alerta claramente:

“Não julguem, para que vocês não sejam julgados.” (Mateus 7:1)

O próprio Jesus aprofunda esse ensino ao dizer que não adianta enxergarmos o cisco no olho do outro enquanto ignoramos a trave em nossos próprios olhos. E, diante da mulher apanhada em adultério, Ele declara:

“Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra.”

Essas palavras ecoam fortemente quando chegamos ao capítulo 38 do livro de Gênesis.


Um capítulo desconfortável, mas necessário

Gênesis 38 é um texto difícil. Ele nos confronta com injustiça, engano, omissão e imoralidade. Ainda assim, é Palavra de Deus e carrega lições profundas para nossa caminhada de fé.

Antes de avançar, faço um desafio:
👉 reserve alguns minutos e leia todo o capítulo 38 de Gênesis. Depois, volte a esta reflexão.

No versículo 26, encontramos uma das declarações mais impactantes do livro:

“Ela é mais justa do que eu.” (Gn 38:26)

Essa frase, dita por Judá a respeito de Tamar, muda completamente o rumo da história.


Contexto bíblico: entre José e Judá

Para compreender Gênesis 38, precisamos encaixá-lo entre os capítulos 37 e 39, que tratam da história de José.

  • No capítulo 37, José é vendido como escravo e levado ao Egito.
  • No capítulo 39, vemos sua integridade sendo provada em meio à tentação.

Enquanto José sofre injustamente, mas permanece fiel a Deus, o texto nos mostra Judá, tomando decisões erradas, desobedecendo ao Senhor e falhando em suas responsabilidades.

Judá se casa com uma cananeia, contrariando a orientação de Deus. Ele falha como pai, como líder espiritual, como sogro e como homem de palavra — apesar de ser filho de Jacó e herdeiro das promessas.


A vulnerabilidade de Tamar e a Lei do Levirato

Na antiguidade, a mulher vivia em extrema vulnerabilidade social. Não havia previdência, nem garantias de sustento. A segurança para a velhice estava nos filhos, especialmente nos filhos homens.

Por isso existia a Lei do Levirato, que determinava que, se um homem morresse sem deixar filhos, seu irmão deveria se casar com a viúva para garantir descendência e proteção à mulher.

É nesse contexto que a história de Tamar se desenrola.

  • O primeiro filho de Judá casa-se com Tamar, mas é perverso e desobediente ao Senhor; por isso, morre.
  • O segundo filho repete o mesmo erro e também morre.
  • O terceiro filho ainda era jovem, e Judá promete entregá-lo a Tamar no tempo certo — mas não cumpre.

Judá tinha total poder sobre o destino de Tamar, mas escolheu adiar, enganar e se omitir.


A justiça revelada

Sem alternativas e sem proteção, Tamar age estrategicamente. Disfarçada, Judá se relaciona com ela, acreditando tratar-se de uma prostituta. Tamar guarda consigo o selo, o cordão e o cajado de Judá — provas irrefutáveis.

Quando Judá descobre que Tamar está grávida, sua reação é dura e hipócrita:

“Ela deve morrer.”

Mas Tamar apresenta as provas. E então Judá é confrontado com a verdade. Diante de todos, ele declara:

“Ela é mais justa do que eu.”

Essa confissão pública revela algo essencial: Deus defende quem foi injustiçado, mesmo quando a sociedade se cala.


Lições para nós hoje

1. A fé precisa ser vivida no cotidiano

Não basta pertencer ao povo de Deus ou falar sobre Deus. Judá falhou porque não viveu os valores do Reino. Fé verdadeira se expressa em atitudes diárias.

2. Deus vê os invisíveis

Tamar era esquecida, sem voz e ignorada. Ainda assim, Deus estava vendo, ouvindo e agindo.

3. Deus redime histórias quebradas

De Tamar nascem Perez e Zerá. Perez está na genealogia de Davi e de Jesus Cristo. Deus transforma dor, pecado e injustiça em instrumentos do Seu plano redentor.

4. Arrependimento gera transformação

A declaração de Judá — “ela é mais justa do que eu” — marca o início de sua transformação. Mais adiante, em Gênesis 44, ele se mostra disposto a dar a própria vida por seu irmão Benjamim.


Conclusão: o Deus que restaura

O Deus do passado é o mesmo Deus do presente.
Ele vê o que é injusto.
Ele confronta o pecado.
Ele consola quem sofre.
E Ele restaura quem se arrepende.

As promessas de Deus não dependem da perfeição humana, mas da fidelidade divina. Onde há arrependimento, há transformação. E onde há transformação, o poder de Deus se manifesta.

Que caminhemos com o Senhor em humildade, verdade e obediência.
Que Deus abençoe ricamente a sua vida.
🙏

 

Cláudio Eduardo - pastor

 


domingo, 14 de dezembro de 2025

A História de Um Jovem Sonhador! The Story of A Young Dreamer

 


A  História de

Um Jovem Sonhador

📖 Reflexões em Gênesis 37

Hoje eu quero convidar você a refletir sobre a história de um jovem sonhador. Um adolescente que estava apenas começando a construir sua visão de mundo, de vida e de futuro, mas que já carregava em seu coração as promessas de Deus. Estamos falando de José, no início de sua jornada, conforme o capítulo 37 do livro de Gênesis.

José tinha apenas 17 anos. Era jovem, inexperiente em muitos aspectos, mas havia sido criado sob os valores da fé, da promessa e do cuidado de Deus. Ele não era apenas mais um filho de Jacó; era o filho da velhice, o preferido do pai. Isso lhe concedia certos privilégios — e também muitos problemas.

Para demonstrar seu amor, Jacó mandou fazer para José uma túnica especial, uma veste que simbolizava honra, distinção e favoritismo. Aquela túnica, porém, não trouxe proteção. Pelo contrário, despertou inveja, ciúmes e rejeição no coração de seus irmãos.

A Bíblia diz:

“Quando seus irmãos viram que o pai o amava mais do que a todos os outros filhos, odiaram-no e já não podiam falar com ele de forma pacífica.”
(Gênesis 37:4)


Sonhos que não geram aplausos

José começa a ter sonhos. E sonhos dados por Deus nem sempre produzem aplausos. Muitas vezes, produzem incompreensão, rejeição e oposição. Ao compartilhar aquilo que Deus estava revelando, José não foi celebrado; ele foi ainda mais odiado.

O problema não estava em José.
O problema não estava no sonho.

O problema estava:

  • no conflito familiar,
  • no ciúme mal resolvido,
  • na inveja,
  • na incapacidade de discernir os propósitos de Deus.

José não estava apenas sonhando; ele estava recebendo uma visão do Senhor sobre aquilo que Deus faria em sua vida. No entanto, pessoas dominadas pela inveja sempre interpretam mal aquilo que vem de Deus.


Inveja: um veneno silencioso

A Bíblia é clara ao afirmar:

“Seus irmãos tinham inveja dele; o pai, porém, guardava essas coisas no coração.”
(Gênesis 37:11)

A inveja destrói relacionamentos, corrói propósitos e distorce a maneira como enxergamos o outro e a vida. Ela foi extremamente prejudicial — não para José, mas para os irmãos. Enquanto Jacó silencia e reflete, os irmãos alimentam ódio e começam a planejar o mal.

A inveja sempre nos faz enxergar o outro como uma ameaça, nunca como alguém que Deus está levantando.


Da promessa ao poço

O conflito cresce. José recebe a missão de ir ao campo observar seus irmãos e depois voltar para relatar ao pai. Aquela simples obediência o leva ao fundo de um poço. A intenção inicial era matá-lo. A túnica seria manchada de sangue, o luto seria encenado, e a vida seguiria.

Mas Deus intervém.

Rubem tenta salvar José da morte. Porém, na sua ausência, José é vendido como escravo aos midianitas. Agora, aquele jovem sonhador se vê longe de casa, longe do pai, longe da túnica, longe da segurança — mas nunca longe do propósito de Deus.


Deus está no controle da história

O capítulo termina com uma afirmação poderosa:

“Enquanto isso, no Egito, os midianitas venderam José a Potifar, oficial de Faraó, comandante da guarda.”
(Gênesis 37:36)

Enquanto Jacó vivia um luto baseado em mentira, Deus estava escrevendo uma história de redenção. O que parecia tragédia era, na verdade, o caminho para o cumprimento dos sonhos.

Deus não havia perdido o controle. Ele estava conduzindo tudo.


E você, o que faz com os sonhos de Deus?

José sabia quem ele era. Sabia em quem cria. E decidiu seguir os propósitos do Senhor mesmo quando tudo parecia estar contra ele. Mesmo rejeitado. Mesmo traído. Mesmo vendido.

Talvez hoje você esteja se perguntando o que fazer com os sonhos que Deus colocou no seu coração. Talvez você esteja enfrentando oposição, incompreensão ou até rejeição.

Lembre-se:
➡️ Sonhos de Deus não morrem em poços.
➡️ Promessas de Deus não são anuladas por traições.
➡️ Processos difíceis não cancelam destinos eternos.

Persiga os sonhos de Deus. Viva aquilo que Ele tem para você. Porque, assim como na vida de José, Deus tem coisas grandiosas a fazer em você e através de você.

 

Cláudio Eduardo - pastor

sábado, 13 de dezembro de 2025

CHEGOU O MOMENTO DE SEPARAR! - The time has come for us to part ways!

 



CHEGOU O MOMENTO DE SEPARAR!

 

Chegamos ao capítulo de número 36 do livro de Gênesis, e hoje eu quero convidar você a observar com atenção a maneira como Deus trabalha no cumprimento das Suas promessas.

 

Deus fez uma promessa a Abraão, reafirmou essa promessa a Isaque e, agora, vemos essa promessa sendo novamente confirmada na vida de Jacó. Mas há algo muito importante nesse capítulo que, à primeira vista, pode passar despercebido.

 

Estamos diante de um texto que fala sobre os descendentes de Esaú. Muitos de nós não gostamos de ler genealogias na Bíblia, mas é fundamental lembrar: isso também é Palavra de Deus.

 

Quando o texto bíblico destaca os reis, príncipes e chefes que descendem de Esaú, ele está nos ensinando algo precioso: todos eles também são descendentes de Isaque e, consequentemente, de Abraão. Ou seja, a promessa feita por Deus a Abraão — de que sua descendência seria numerosa como as estrelas do céu e como a areia do mar — também alcança Esaú.

 

Deus não abençoou apenas Jacó. Deus também abençoou Esaú, por causa da fidelidade de Abraão.  Abraão permaneceu fiel e em intimidade com Deus. Isaque andou em obediência ao Senhor. E as bênçãos se estenderam às próximas gerações.


Separar não é romper

Nos versículos 6 e 7, o texto nos mostra que Esaú e Jacó se separam.
Mas agora a separação é completamente diferente daquela vivida no passado. Antes, Jacó fugia de Esaú por medo, por conflito, por ameaça de morte. Agora, eles se separam em paz.

 

A razão não é briga, nem discórdia, mas abundância. Ambos haviam sido muito abençoados. Tinham muitos rebanhos, muitos bens, e a terra já não comportava os dois juntos.

 

A Bíblia diz que Esaú tomou suas mulheres, seus filhos, seus bens e foi para outra terra, afastando-se de seu irmão Jacó.  Depois de anos de conflito, dor, engano e medo, vemos algo extraordinário:

👉 uma separação pacífica, madura e conduzida por Deus.

Eles não permanecem juntos, mas permanecem debaixo da promessa do Senhor.


Reconciliação não é dependência

Aqui aprendemos uma lição profunda:

Reconciliação não significa, obrigatoriamente, caminhar junto o tempo todo.

Reconciliação é:

  • viver em amor,
  • liberar perdão,
  • tirar do coração todo rancor, ódio, mágoa e angústia.

 

Nosso coração não foi criado para abrigar ressentimentos. Nós fomos criados à imagem e à semelhança do Criador, e a Palavra nos ensina que Deus é amor. O amor de Deus nos constrange e nos chama a viver relações saudáveis, mesmo quando isso significa seguir caminhos diferentes.


Ciclos que se encerram, promessas que continuam

Jacó e Esaú precisaram se separar — não por causa de briga, mas por direção de Deus.

Aquela terra agora estava ligada à promessa feita a Jacó. Canaã foi prometida a Abraão, reafirmada a Isaque e, agora, confiada a Jacó. Esaú encerra um ciclo. Jacó inicia outro.

Deus estava dizendo a Esaú: “Aqui termina o seu tempo.”
E a Jacó: “Agora começa um novo ciclo, com novos desafios e coisas grandiosas que farei em você e por meio de você.”


 

Que lição tiramos disso?

1.  Nem toda separação significa briga.

2.  Nem todo distanciamento é fracasso.

3.  Reconciliação é viver em paz, ainda que não seja lado a lado.

4.  As promessas do Senhor não falham.

Jacó toma posse da promessa, mas sua concretização plena acontece séculos depois, quando o povo de Israel sai do Egito, atravessa o mar, enfrenta o deserto e experimenta o agir poderoso de Deus.

Isso nos ensina a confiar no tempo do Senhor.


 

Confie nas promessas de Deus. Viva debaixo delas. Caminhe em amor, em paz e em reconciliação.

 

E lembre-se:


nem toda separação precisa ser marcada por dor e conflito. Às vezes, ela é apenas Deus conduzindo cada um para o lugar certo.

Que o seu dia seja profundamente abençoado.

 

Cláudio Eduardo M. Costa

Pastor

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

LEVANTANDO UM ALTAR PARA DEUS - Build an altar to God.

 


LEVANTANDO UM ALTAR PARA DEUS

 

— Você sabe identificar os marcos espirituais da sua vida?
— E, quando tudo ao seu redor parece confuso, qual é a sua reação?
Você foge ou busca ouvir a voz de Deus?

 

Hoje eu quero convidar você a caminhar comigo pelo capítulo 35 de Gênesis. Mas antes, precisamos de um pouco de contexto. Nos capítulos anteriores, vemos Jacó estabelecido em um território. Mas, de repente, tudo desmorona: sua filha Diná sofre violência, e seus filhos, em resposta, matam os homens daquela cidade.

A confusão está armada.

Agora o medo toma conta.
A angústia cresce.

Jacó pensa: “Será que alguém virá contra mim e minha família para vingar o que meus filhos fizeram?”

E então — como sempre — Deus intervém.

Deus aparece e chama Jacó para um novo propósito.
A vida de Jacó é marcada por encontros profundos com o Deus verdadeiro.
E, mais uma vez, o Senhor o chama para recomeçar.
E recomeçar é sempre possível.

E sabe para onde Deus o envia?
Para Betel.

Lembra de Betel?

O lugar da visão da escada, anjos subindo e descendo…
O lugar onde Deus prometeu estar com ele e guardá-lo.

Agora, Deus o chama de volta ao primeiro altar, ao primeiro encontro, ao primeiro amor.

 

E é interessante notar: em Gênesis 35, Deus manda Jacó levantar um altar.
Não é um pedido comum.
Mas antes de erguer o altar, há algo que precisa ser feito.

Deus diz:

“Levante-se, vá para Betel e habite ali. Faça ali um altar ao Deus que lhe apareceu quando você fugiu do seu irmão Esaú.”
(Gênesis 35:1)

 

Jacó vai voltar ao lugar onde foi fortalecido.
E isso nos ensina algo precioso:
Quando estamos cansados, confusos ou desanimados, precisamos voltar ao lugar onde encontramos Deus pela primeira vez.

Talvez você já tenha pensado em desistir da caminhada cristã.
Talvez se sinta cansado.
Mas aposentadoria espiritual só existe no céu.
Ainda há muito a ser feito.
Nossa luta é contra o mal e pela salvação daqueles que se perdem.

 

Deus Não Aponta o Dedo — Ele Restaura

Se olharmos para o capítulo 34, veremos erros de todos os lados:
Jacó se cala, seus filhos agem com violência…
Mas quando Deus aparece, Ele não diz:

“Está vendo? Eu avisei!”
“Isso está acontecendo por culpa de vocês!”

Nada disso.

Deus chama Jacó para restaurar, não para condenar.
Ele apresenta um novo caminho, um novo momento, um novo ciclo para a família.

E aqui há uma lição importante:
Se um irmão falha, acolha.
Não seja cúmplice do pecado, mas também não seja instrumento de destruição.
Todos somos pecadores.

E a Bíblia deixa isso claro: se alguém diz que não tem pecado, faz de Deus um mentiroso.

 

Para Levantar o Altar, é Preciso Limpeza

O altar não pode ser levantado de qualquer maneira.
Jacó agora é líder de uma família grande, e Deus lhe dá uma ordem:

  • Tire os ídolos
  • Purifiquem-se
  • Troquem de roupas

É uma limpeza espiritual.

E cuidado: idolatria não é apenas imagem de barro ou metal.
Idolatria pode ser:

  • o trabalho
  • o dinheiro
  • um relacionamento
  • até a própria família

Tudo que ocupa o lugar de Deus se torna um ídolo.

Deus deve ser sempre a prioridade.

 

Assim, Deus diz:

“Joguem fora os deuses estranhos, purifiquem-se e troquem de roupa.”

 

Da mesma forma, para que haja restauração e renovo em nós, é preciso limpar o coração.
O coração é o templo onde o altar está sendo erguido.

Não pode haver:

  • ressentimentos
  • pecados escondidos
  • relacionamentos que nos afastam do Senhor

Erguer o altar exige:

  • arrependimento
  • santidade
  • entrega total

 

O Altar em Betel é a Renovação da Promessa, Jacó chega a Betel e levanta o altar.
Ali, ele declara:

“Este é o Deus que me respondeu no dia da minha angústia
e tem estado comigo todo este tempo.”

Ele provavelmente relembrou ao povo a experiência da escada, reafirmando a fidelidade de Deus.

E então, Deus renova a promessa:

“Seu nome não será mais Jacó, mas Israel.”
“Eu sou o Deus Todo-Poderoso. Seja fecundo e multiplique-se…”
“A terra que dei a Abraão e a Isaque darei a você e à sua descendência.”
(Gênesis 35:10–12)

 

É Hora de Levantar o Altar

Então, vamos ao altar do Senhor.
Limpe o coração.
Abandone os ídolos.
Viva intensamente na presença de Deus.

Que Betel seja, hoje, o lugar do seu reencontro com Deus —
o lugar onde tudo recomeça,
onde o coração se alinha,
onde a promessa se renova.

 

Cláudio Eduardo - pastor

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

VIOLÊNCIA, TRAIÇÃO, MALDADE, MENTIRAS — O PIOR DO SER HUMANO - Violence, betrayal, wickedness, lies — the worst of humanity.

 




VIOLÊNCIA, TRAIÇÃO, MALDADE, MENTIRAS — O PIOR DO SER HUMANO

 

Gênesis 34: quando a Bíblia expõe a realidade sem filtros

 

Chegamos a um dos capítulos mais tristes da Bíblia. Um capítulo que expõe não a essência do ser humano — criada à imagem de Deus —, mas o pior do ser humano: violência, traição, maldade e mentira.

 

Quero conversar com você sobre Gênesis 34.

Neste capítulo, vemos um cenário que nos leva a uma pergunta inevitável:
Fomos criados para isso?
A resposta é clara: não.

 

Fomos criados à imagem e semelhança do Criador, chamados a viver em intimidade com Deus, com amor, honestidade e cuidado mútuo. Esse sempre foi — e continua sendo — o plano de Deus.

 

Mas Gênesis 34 nos confronta com outra realidade: a violência contra Diná, filha de Jacó.


A Bíblia não romantiza, não suaviza, não disfarça. Ela mostra a vida como ela é. E, infelizmente, ainda hoje continuamos cercados pela violência, especialmente contra mulheres — algo terrível e muito presente em nosso país.

 

Diná foi violentada.
E o homem que cometeu essa violência tenta “consertar” a situação propondo casamento.
Como se fosse possível restaurar dignidade sobre uma base de abuso.

 

O capítulo então se desenrola com uma sequência de atitudes igualmente erradas: vingança, mentira, abuso de algo sagrado — a circuncisão — para enganar e destruir.


Uma tragédia puxando outra tragédia.

 

E um detalhe chama atenção: o nome de Deus não aparece em todo o capítulo.

 

Quando Jacó fica sabendo do ocorrido, ele permanece em silêncio. Talvez refletindo, talvez temendo, talvez esperando entender o que fazer.
Mas seu silêncio se torna perigoso.

 

Seus filhos, ao chegarem do campo e ouvirem o que aconteceu, são tomados pelo ódio e pela sede de vingança.
E diante do silêncio do pai, a vingança cresce.

Quantas vezes isso acontece ainda hoje?


O silêncio diante da injustiça alimenta a violência.

 

Os filhos de Jacó enganam os homens da cidade se valendo da circuncisão, símbolo sagrado do pacto com Deus.
Os homens aceitam, ficam debilitados…
e então Simeão e Levi massacram a cidade inteira, escravizam mulheres e crianças e saqueiam todos os bens.

É uma sucessão de destruição.
A violência inicial não justifica a violência final.
Nenhuma violência justifica outra.

 

O que aprendemos com isso?

1. Não fique em silêncio diante da injustiça.
Não seja omisso. Não normalize o mal.
Muitas vezes “gritar” é cuidar, proteger, denunciar, acolher.

 

2. Violência nunca resolve violência.
Ela apenas multiplica dor, destruição e sofrimento.
Precisamos, com sabedoria, vencer a violência com o amor que vem de Deus e com as leis justas dos homens.

 

3. Todos têm direito de errar, mas precisam assumir as consequências.
Não relativize o pecado. Não acoberte o erro.
Responsabilidade faz parte da restauração.

 

4. Cuidado com a vingança.
A vingança promete alívio, mas entrega tormento.
Ela gera um ciclo que nunca termina.

Diná já sofria profundamente — física e emocionalmente.
Mas seus irmãos estavam preocupados com reputação, honra, nome da família…
e não com a cura dela.

 

Diná precisava ser acolhida, tratada, amada.
Mas em momento algum isso acontece por parte de seus irmãos.

 

Caminhe com Cristo

Somente Jesus Cristo pode curar um coração ferido e interromper ciclos de dor.
Somente Ele transforma realidade de violência em história de restauração.

Então, se você vê violência ou injustiça ao seu redor, não se cale.
Grite. Levante a voz.
E faça, com amor e sabedoria, o que estiver ao seu alcance para mudar essa realidade.

Que Deus, em sua misericórdia, abençoe sua vida e seu dia.

 

CLÁUDIO EDUARDO – PASTOR


quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

REENCONTRO COM O PASSADO! — O ENCONTRO DE JACÓ E ESAÚ. REUNION WITH THE PAST! — THE MEETING OF JACOB AND ESAU.

 


REENCONTRO COM O PASSADO!

— O ENCONTRO DE JACÓ E ESAÚ.


Você já imaginou o peso de carregar mágoas, ressentimentos, medos e angústias por mais de vinte anos?

 

É exatamente esse o cenário que encontramos na vida de Jacó. Continuamos acompanhando sua trajetória, e agora chegamos a um dos momentos mais sensíveis e profundos da sua história:

o reencontro com seu passado — um passado marcado pela dor, engano e fuga.

 

Jacó enganou o seu irmão, enganou o seu pai, fugiu da casa de seus pais para viver com o tio Labão e, depois de mais de duas décadas, está voltando para casa. Ele retorna marcado pela experiência de uma noite extraordinária, na qual lutou com o Senhor e teve seu nome transformado de Jacó para Israel. Agora, seguindo adiante, ele se aproxima do encontro que poderia mudar tudo: o encontro com Esaú.

 

Estamos em Gênesis 33.

 

Ao chegar aqui, percebemos que Jacó viveu anos sob o peso da culpa e do medo. A sensação de que seu passado poderia bater à porta a qualquer momento o acompanhou por um longo tempo. Mas o Senhor havia mandado que ele voltasse. E Jacó obedeceu — não por coragem natural, mas porque confiou nas promessas de Deus e se submeteu completamente à Sua direção.

 

O que esperava por ele? Será que enfrentaria confronto, vingança, rejeição… ou experimentaria o milagre da reconciliação? Jacó não sabia. Mas, ainda assim, escolheu obedecer. E é nessa hora da verdade que o texto bíblico revela uma surpresa divina e maravilhosa.

 

Jacó ergueu os olhos e viu Esaú vindo ao seu encontro com quatrocentos homens — um verdadeiro exército marchando contra um homem acompanhado apenas de sua família e servos. Diante disso, Jacó organiza sua família com cuidado e se adianta. A cada passo, ele se inclina ao chão, sete vezes, em profundo respeito, humildade e arrependimento. Era como se cada inclinação dissesse: “Perdoe-me. Eu mudei. Deus transformou minha vida.”

 

Jacó queria mostrar que já não era aquele jovem enganador que um dia fugira de casa. Desde o encontro em Betel, quando viu a escada e ouviu a promessa do Senhor, ele vinha sendo moldado, trabalhado, restaurado. Agora, esteja o que estiver por vir, ele enfrenta o passado de frente.

 

E então o milagre acontece.

 

O texto diz que Esaú correu ao encontro de Jacó, o abraçou, o beijou — e juntos eles choraram. Foi um choro de alívio, de perdão, de libertação. O que havia sido quebrado no passado, Deus estava reconstruindo. Onde havia feridas, agora havia cura. Onde houve medo, agora nascia paz. O Senhor transformou aquele encontro em um cenário de reconciliação e graça.

 

Depois desse abraço que muda destinos, Jacó apresenta sua família e reconhece, diante do irmão, o quanto Deus o abençoara. Ele oferece presentes a Esaú — não como pagamento pelo mal cometido, mas como expressão de gratidão e reconciliação. Esaú primeiro se recusa, dizendo que também era abençoado, mas Jacó insiste, afirmando que ver o rosto do irmão era como ver o rosto de Deus, tamanha foi a misericórdia com que foi recebido. Por fim, Esaú aceita.

 

Depois do encontro, Jacó segue para Siquém, onde levanta um altar ao Senhor. Era o símbolo de um novo ciclo. Aquela fase carregada de mágoa, angústia e medo havia terminado. Agora, ele não era mais Jacó — era Israel. E Israel reconhecia que Deus estivera presente em cada passo, sustentando-o, confrontando-o, moldando-o e restaurando-o.

 

A história de Jacó nos ensina muito. Sua jornada foi cheia de erros, mas também de encontros profundos com Deus. Foi uma caminhada de transformação, intimidade, busca e santidade. E isso nos lembra que precisamos, todos os dias, voltar ao altar — não um altar feito de pedras, mas o altar do nosso coração, porque nós somos templo do Espírito Santo.

 

Assim como Paulo ensina em Romanos 12, devemos nos apresentar a Deus como sacrifício vivo — entregues, dependentes e disponíveis para que Ele continue moldando nossa história.

 

Não tenha medo de mudar. Não tenha medo de obedecer. Não tenha medo de enfrentar o que dói. O mesmo Deus que conduziu Jacó, que restaurou sua alma e transformou sua história, é o Deus que continua restaurando vidas hoje. Cure o que ficou para trás. Viva o presente na presença do Senhor. E caminhe em direção ao futuro glorioso que Ele já preparou para você.

 

Que Deus abençoe profundamente a sua vida.

 

Cláudio Eduardo - pastor


terça-feira, 9 de dezembro de 2025

ENCONTRO COM DEUS, MUITA LUTA, MUDANÇA DE NOME E DE ATITUDES! — Jacó no Vale de Jaboque -- ENCOUNTER WITH GOD, MUCH STRUGGLE, CHANGE OF NAME AND ATTITUDES! — Jacob in the Valley of Jabbok

 


ENCONTRO COM DEUS, MUITA LUTA,

MUDANÇA DE NOME E DE ATITUDES!

— Jacó no Vale de Jaboque

 

O capítulo 32 de Gênesis é um dos mais marcantes da vida de Jacó. Emoção, medo, ansiedade, confronto e transformação espiritual se misturam numa narrativa intensa e profundamente humana. Ao acompanhar esse capítulo, percebemos como Deus trabalha no íntimo da alma, especialmente quando precisamos enfrentar quem fomos, quem somos e quem Ele deseja que sejamos.

 

Anjos no Caminho: A Presença de Deus Antes da Tempestade

O texto começa dizendo:

“Também Jacó seguiu o seu caminho, e anjos de Deus foram encontrar-se com ele. Quando Jacó os viu, disse:

— Este é o acampamento de Deus.

E deu àquele lugar o nome de Maanaim.” (Gn 32:1–2)

 

É impossível ignorar a força desse início. Antes de qualquer luta, antes de qualquer reencontro difícil, Deus se revela. Ele envia sinais da Sua presença. Ele cerca Jacó de anjos, lembrando-o — e lembrando a nós — que nunca caminhamos sozinhos.

E aqui surge uma reflexão necessária: os sinais da presença de Deus têm acompanhado sua caminhada? A Bíblia diz que “o anjo do Senhor se acampa ao redor dos que o temem e os livra”.

— Quantas vezes, mesmo sem perceber, Deus já te guardou, te orientou e te fortaleceu?

 

O Medo do Passado: O Encontro com Esaú

Depois dessa visão, Jacó continua sua viagem para reencontrar Esaú — seu irmão com quem rompera de forma dolorosa e perigosa. Jacó está cheio de dúvidas, inseguro, ansioso. Ele sabe que deixou para trás uma história mal resolvida, marcada por engano, disputa e ameaça de morte.

Agora, vinte anos depois, ele retorna. E com o retorno vêm o medo, as lembranças, o peso da consciência e a incerteza sobre o futuro. O conforto de Padã-Arã ficou para trás; Deus o chamou para voltar à terra da promessa, e esse retorno exige coragem.

 

Jacó ora:

E Jacó orou:

  — Deus de meu pai Abraão e Deus de meu pai Isaque, ó Senhor, que me disseste: "Volte para a sua terra e para a sua parentela, e eu farei bem a você", sou indigno de todas as misericórdias e de toda a fidelidade que tens usado para com o teu servo. Pois com apenas o meu cajado atravessei este Jordão; já agora sou dois grupos. Livra-me das mãos de meu irmão Esaú, porque temo que ele venha e ataque a mim e às mães com os filhos.   (Gn 32:9–11)

 

Nessa oração, Jacó reconhece quem Deus é, reconhece quem ele mesmo é e admite sua total dependência do Senhor.

 

A Luta no Vale: Quando Deus Confronta e Cura

Chegamos então ao momento central do capítulo: Jacó luta com Deus. O texto relata uma luta física, longa, que atravessa a madrugada. Embora o relato descreva o adversário como “um homem”, o próprio Jacó reconhece no final que teve um encontro direto com o Senhor.

É uma luta que simboliza todas as lutas internas de Jacó: culpas, medos, impulsos, identidades, velhos hábitos. E é também a luta que cada um de nós enfrenta quando Deus escolhe transformar nossa história de dentro para fora.

 

Ao final daquela madrugada intensa, o homem diz a Jacó para deixá-lo ir. Mas Jacó responde com firmeza:

“Não te deixarei ir, se não me abençoares.”

 

Essa frase carrega força espiritual. Jacó, tão acostumado a fugir, agora se agarra. Ele não solta Deus. Ele clama, insiste, busca — e é nesse clamor perseverante que Deus opera a grande mudança.

 

Quando Deus Muda o Nome, Ele Muda Tudo

O Senhor responde mudando o nome de Jacó:

“Seu nome não será mais Jacó, mas Israel.”

Jacó, “o enganador”, torna-se Israel, “aquele que luta com Deus”.

Não é apenas um novo nome; é um novo caráter, uma nova identidade, um novo propósito.

Sempre que Deus muda o nome de alguém na Bíblia, Ele está apontando para uma mudança profunda: missão, destino, visão, essência.

 

E aqui surge uma pergunta pessoal e poderosa:
Se Deus mudasse seu nome hoje, qual nome Ele escolheria para refletir o propósito dEle para você?

 

Para Concluir: Não Solte Deus

Jacó saiu mancando daquele encontro, mas saiu transformado. Às vezes Deus toca em nossa fraqueza para curar nossa força. Às vezes Ele fere para sarar. Ele remove aquilo que nos mantinha presos para estabelecer em nós algo eterno.

Por isso, a grande lição desse capítulo é simples e profunda:

Não solte Deus. Não desista da presença dEle. Segure firme, mesmo na noite escura, porque a madrugada da transformação chega.

 

Que o Senhor abençoe seu dia.

Que Ele fortaleça sua fé.
E que você viva o melhor de Deus — não só nas vitórias, mas também nas lutas que Ele usa para formar sua identidade.

 

Amém.

 

Cláudio Eduardo - pastor

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