domingo, 15 de março de 2026

O QUE A SUA OFERTA REVELA SOBRE VOCÊ? - Números 7

 


O QUE A SUA OFERTA REVELA SOBRE VOCÊ?

Números 7

 

Você sabia que a sua oferta revela muito sobre quem você é? E não é para as pessoas que administram a igreja, a congregação ou a instituição para a qual você contribui. A sua oferta revela o seu relacionamento com Deus.

 

Desde o início da história bíblica, Deus tem chamado o seu povo para participar daquilo que Ele está fazendo no mundo. Por isso, ofertar não deve ser visto como um peso ou uma obrigação, mas como um privilégio.

 

Deus não precisa do nosso dinheiro. Deus não precisa do nosso serviço. Ainda assim, Ele nos concede a oportunidade de participar da sua obra. Ele nos convida a caminhar com Ele naquilo que está realizando na história.

 

Ofertar é privilégio. Nunca se esqueça disso.

 

Ao ler o capítulo 7 do livro de Números, encontramos um exemplo bonito de generosidade, participação e comprometimento com a obra de Deus. A Bíblia diz:

“No dia em que Moisés acabou de armar a Tenda Sagrada, ele a ungiu e a dedicou ao serviço de Deus, junto com todos os objetos da Tenda e do altar. Então os chefes dos grupos de famílias, que eram líderes das tribos do povo de Israel, trouxeram as suas ofertas a Deus, o Senhor: seis carroças cobertas e doze bois. Cada dois chefes ofereceram uma carroça, e cada um deles, um boi; e puseram tudo na frente da Tenda.”
(Números 7:1–3 — NTLH)

 

Esses líderes trouxeram ofertas voluntárias. Eles entenderam que a presença de Deus no meio do povo era algo precioso e extraordinário. Por isso, tiveram alegria e satisfação em participar da obra do Senhor com generosidade.

As ofertas tinham um propósito claro. As carroças e os bois seriam utilizados quando a Tenda Sagrada precisasse ser transportada durante a caminhada do povo pelo deserto. Israel era um povo peregrino, e tudo precisava ser desmontado e levado para o próximo lugar.

 

Assim, aquelas ofertas contribuíam diretamente para a missão que Deus estava realizando no meio do povo.

 

 

Ao refletirmos sobre esse texto, podemos destacar três verdades importantes.


1. A obra de Deus envolve participação

A obra de Deus não é feita por uma única pessoa, mas por um povo comprometido.

Cada líder trouxe algo. Cada tribo participou. Isso nos ensina que todos têm um papel naquilo que Deus está fazendo.

Quando olhamos para a igreja hoje, percebemos que a obra do Senhor continua avançando quando cada pessoa entende que tem o privilégio de participar.


 

2. A oferta revela o coração do ofertante

Quando observamos a generosidade do povo no deserto, percebemos algo importante: eles também tinham necessidades. Eles também precisavam daqueles recursos. Havia incertezas sobre o futuro.

Mesmo assim, ofertaram com alegria, porque tinham a convicção de que Deus estava no meio deles.

O apóstolo Paulo ensina esse mesmo princípio à igreja de Corinto:

“Cada um dê conforme tiver resolvido no coração, não com tristeza nem por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.”
(2 Coríntios 9:7 — NTLH)

A oferta verdadeira não nasce da obrigação, mas de um coração grato e generoso.


 

3. Jesus valorizou a generosidade

O próprio Jesus destacou o valor de uma oferta feita com sinceridade.

No Evangelho de Lucas encontramos a história de uma viúva que colocou duas pequenas moedas no cofre das ofertas do templo. Aos olhos humanos parecia muito pouco, mas Jesus enxergou algo diferente.

Ele disse:

“Eu afirmo a vocês que esta viúva pobre deu mais do que todos.”
(Lucas 21:3 — NTLH)

Aquela mulher deu uma quantia pequena, mas ofertou com todo o coração. Por isso, Jesus declarou que ela havia dado mais do que todos os outros.

Isso nos lembra que Deus não está olhando apenas para o valor da oferta, mas para o coração de quem oferece.


 

Aplicação para a nossa vida hoje

O evangelho de Jesus Cristo continua avançando quando cada pessoa entende que pode participar da obra de Deus.

Podemos contribuir de várias maneiras:

  • com nossos dons
  • com nosso tempo
  • com nossos recursos
  • com nossa disposição para servir

 

Quando o povo de Deus participa com alegria, a obra cresce, o evangelho se espalha e vidas são transformadas.

 

Posso testemunhar isso com gratidão. A Igreja Batista Arena de Deus tem experimentado o avanço da obra do Senhor através da participação de muitas pessoas comprometidas com a missão de Deus.

 

Se você deseja participar desse privilégio, procure saber como contribuir e se envolver com aquilo que Deus está fazendo.

Lembre-se: aquilo que colocamos no altar do Senhor, Deus transforma em bênção para muitas pessoas.

 

Que Deus abençoe o seu dia.


 

Cláudio Eduardo M. Costa

sábado, 14 de março de 2026

A BÊNÇÃO QUE TRANSFORMA VIDAS... - Números 6

 


A BÊNÇÃO QUE TRANSFORMA VIDAS...

Números 6

 

Você já prestou atenção em cada frase da chamada bênção sacerdotal?

Essa oração curta, mas profundamente rica, revela verdades espirituais preciosas sobre o relacionamento entre Deus e o seu povo.

Se você já refletiu sobre essas palavras, convido você a reforçar esse ensinamento. Se ainda não teve esse privilégio, vamos caminhar juntos nessa reflexão.

 

A Bíblia nos diz:

“O Senhor Deus disse a Moisés:
— Diga a Arão e aos seus filhos que abençoem o povo de Israel assim:
‘Que o Senhor os abençoe e os guarde;
que o Senhor os trate com bondade e misericórdia;
que o Senhor olhe para vocês com amor e lhes dê a paz.’”
(Números 6:22–26 — NTLH)

 

Essa bênção é muito mais do que palavras pronunciadas ao ar ou uma simples tradição religiosa. A bênção sacerdotal revela o cuidado, o amor e a presença de Deus no meio do seu povo.

Ela aponta para um relacionamento vivo com o Deus eterno, o “EU SOU”, o Deus Todo-Poderoso.

Ao observarmos essa oração, podemos perceber três verdades espirituais fundamentais.


 

1. Deus protege o seu povo

A bênção começa com uma declaração poderosa:

“Que o Senhor os abençoe e os guarde.”
(Números 6:24 — NTLH)

 

O povo de Israel estava caminhando pelo deserto. Era um ambiente marcado por perigos, incertezas, inimigos e desafios constantes.

No entanto, Deus ensina algo essencial: a segurança do seu povo não estava em armas, estratégias militares ou recursos humanos.

A verdadeira segurança estava na presença de Deus no meio deles.

Hoje não estamos em um deserto físico, mas também enfrentamos nossos próprios desertos:

  • crises
  • violência
  • desafios familiares
  • pressões da vida moderna
  • incertezas sobre o futuro

Mesmo assim, a mesma verdade continua válida: Deus guarda aqueles que caminham com Ele.

Estamos debaixo do cuidado do Senhor. Ele protege, sustenta e acompanha aqueles que confessam que Jesus Cristo é Senhor.


 

2. Deus derrama graça e misericórdia

A bênção continua dizendo:

“Que o Senhor os trate com bondade e misericórdia.”
(Números 6:25 — NTLH)

 

Aqui encontramos uma das expressões mais belas do caráter de Deus: sua graça e sua misericórdia.

Quando olhamos para a história da salvação, percebemos que a maior expressão da bondade de Deus foi revelada na cruz de Cristo.

A cruz nos mostra o quanto somos amados e cuidados por Deus.

Mesmo sendo falhos e pecadores, o Senhor continua derramando graça, perdão e misericórdia sobre nossas vidas por meio de Jesus Cristo.

A Bíblia declara:

“Mas Deus mostrou o quanto nos ama: Cristo morreu por nós quando ainda vivíamos no pecado.”
(Romanos 5:8 — NTLH)

Essa é a essência da graça: Deus nos ama e nos alcança mesmo quando não merecemos.


 

3. Deus concede paz ao seu povo

A bênção termina com uma promessa maravilhosa:

“Que o Senhor olhe para vocês com amor e lhes dê a paz.”
(Números 6:26 — NTLH)

 

Aqui a palavra paz é muito mais profunda do que simplesmente ausência de conflitos. No hebraico, a palavra usada é shalom.

Shalom significa:

  • vida restaurada
  • coração descansando em Deus
  • relacionamento com Deus restaurado
  • plenitude espiritual

Essa paz não depende das circunstâncias externas. Ela nasce da confiança de que Deus está cuidando de nós.

Jesus afirmou essa verdade pouco antes de enfrentar a cruz:

“Eu deixo com vocês a paz. É a minha paz que eu lhes dou; não a dou como o mundo dá. Não fiquem aflitos nem tenham medo.”
(João 14:27 — NTLH)

Mesmo diante da dor e do sofrimento que viria, Jesus ofereceu a sua paz.

Essa paz continua sendo oferecida hoje a todos aqueles que colocam sua confiança nele.


 

Um chamado para sermos instrumentos de bênção

No final dessa passagem encontramos uma promessa importante:

“Assim Arão e os seus filhos pedirão as minhas bênçãos para o povo de Israel, e eu os abençoarei.”
(Números 6:27 — NTLH)

Deus usa pessoas para liberar palavras de bênção.

No passado, os sacerdotes tinham essa missão. Hoje, todo aquele que pertence a Cristo participa desse chamado.

 

A Bíblia declara:

“Vocês são uma raça escolhida, sacerdotes do Rei, uma nação santa.”
(1 Pedro 2:9 — NTLH)

Isso significa que somos chamados para:

  • abençoar famílias
  • proclamar a graça de Deus
  • anunciar a paz que existe em Cristo

Em um mundo cheio de medo, conflitos e ansiedade, precisamos continuar liberando palavras que trazem vida.


 

Conclusão

Seja um instrumento de bênção nas mãos de Deus.

Abençoe pessoas.
Proclame a graça de Deus.
Anuncie a paz que só existe em Cristo Jesus.

E que se cumpra sobre nós a antiga e poderosa oração:

“Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a presença do Espírito Santo estejam com todos vocês.”
(2 Coríntios 13:13 — NTLH)


 

Que o Senhor abençoe a sua vida.

 

Cláudio Eduardo M. Costa

sexta-feira, 13 de março de 2026

VOCÊ PECOU? A BÍBLIA DIZ O QUE FAZER AGORA... - Números 5

 


VOCÊ PECOU? 

A BÍBLIA DIZ O QUE FAZER AGORA...

Números 5

 

Existe uma verdade espiritual que muitas vezes esquecemos: todo pecado, antes de tudo, é uma ofensa contra Deus. Mesmo quando prejudicamos outra pessoa, estamos, em primeiro lugar, pecando contra o Senhor.

 

Ao longo da nossa Caminhada Bíblica, chegamos a Números 5, um capítulo que traz princípios profundos sobre responsabilidade espiritual, arrependimento e restauração. Meu convite é que você leia todo o capítulo e permita que Deus fale ao seu coração, aplicando esses ensinamentos no seu dia a dia.

 

Um texto central desse capítulo diz:

“O Senhor Deus mandou Moisés dizer aos israelitas o seguinte:
— Se um homem ou uma mulher prejudicar alguém, estará pecando contra o Senhor e será culpado. Essa pessoa terá de confessar o pecado que cometeu, devolver tudo o que tirou e acrescentar mais um quinto do valor para a pessoa que foi prejudicada.”
(Números 5:6–7 — NTLH)

 

Nesse texto encontramos três princípios espirituais fundamentais que continuam extremamente atuais.


 

1. Confessar o pecado diante de Deus

O primeiro passo é reconhecer o erro e confessá-lo diante do Senhor.

Confissão verdadeira não é algo genérico, como simplesmente dizer: “Senhor, perdoa os meus pecados”. A Bíblia nos ensina que devemos reconhecer especificamente aquilo que fizemos.

Por exemplo:

  • Senhor, perdoa-me porque respondi mal a alguém.
  • Senhor, perdoa-me porque fui desonesto.
  • Senhor, perdoa-me porque tratei alguém com grosseria.

Confessar é dar nome ao pecado, reconhecer o erro e apresentá-lo diante de Deus com humildade.

Sem reconhecimento não há confissão verdadeira, e sem confissão não existe restauração espiritual.


 

2. Restituir aquilo que foi tirado

O texto bíblico também ensina que, se houve prejuízo material ou financeiro, é necessário restituir.

Deus não trata o pecado apenas no nível espiritual; Ele também se preocupa com a justiça nas relações humanas. Quando alguém é prejudicado, o caminho bíblico inclui reparação.

Isso demonstra que o arrependimento verdadeiro não é apenas palavras, mas atitudes concretas.


 

3. Reparar o dano causado

Além de devolver o que foi tirado, a lei de Deus orientava que fosse acrescentado mais um quinto do valor. Isso revela um princípio importante: o arrependimento procura reparar o dano causado.

Quando Deus está conduzindo a nossa vida, Ele nos chama para uma mudança real de atitude. O arrependimento verdadeiro gera transformação prática.

As pessoas ao nosso redor conseguem perceber quando há uma mudança genuína de coração.


 

Um exemplo poderoso no ministério de Jesus

Esse princípio aparece de maneira clara no ministério de Jesus na história de Zaqueu.

A Bíblia diz:

“Então Zaqueu se levantou e disse ao Senhor:
— Escute, Senhor! Eu vou dar metade dos meus bens aos pobres. E, se roubei alguém, vou devolver quatro vezes mais.”
(Lucas 19:8 — NTLH)

 

Zaqueu fez exatamente aquilo que vemos em Números 5:

  • reconheceu o pecado
  • confessou
  • restituiu
  • reparou o dano

 

A resposta de Jesus foi imediata:

“Jesus disse: — Hoje a salvação entrou nesta casa.”
(Lucas 19:9 — NTLH)

O arrependimento verdadeiro produz transformação visível.


 

Como aplicar isso hoje?

Jesus também ensinou sobre reconciliação nas nossas relações.

“Se você estiver levando a sua oferta a Deus no altar e lembrar que o seu irmão tem alguma coisa contra você, deixe a oferta ali diante do altar e vá primeiro fazer as pazes com ele; depois volte e ofereça a sua oferta a Deus.”
(Mateus 5:23–24 — NTLH)

 

Essa passagem mostra algo profundo: Deus valoriza reconciliação.

Nossa adoração não pode estar separada da forma como tratamos as pessoas. Estar bem com Deus também envolve buscar paz com aqueles que estão ao nosso redor.

A fé cristã envolve:

  • justiça
  • humildade
  • responsabilidade

O evangelho precisa se tornar visível através da nossa vida.


 

Uma caminhada de santidade

A Palavra de Deus nos chama a viver uma vida de transformação contínua.

A Bíblia afirma:

“Mas, se confessarmos os nossos pecados a Deus, ele cumprirá a sua promessa e fará o que é correto: perdoará os nossos pecados e nos limpará de toda maldade.”
(1 João 1:9 — NTLH)

 

Deus espera que confessemos nossos pecados, busquemos reconciliação e, sempre que possível, reparemos o dano causado.

Uma reflexão final:

Se você não quer pedir perdão, não ofenda.
Se você não quer reparar o dano, não peque.

 

Que possamos viver uma vida de santidade, responsabilidade e amor, tornando o evangelho visível às pessoas que estão ao nosso redor.


 

Cláudio Eduardo M. Costa

quinta-feira, 12 de março de 2026

“DEUS NÃO CHAMA APENAS PESSOAS — ELE LEVANTA FAMÍLIAS PARA SUA MISSÃO” Números 4

 


“DEUS NÃO CHAMA APENAS PESSOAS   — ELE LEVANTA FAMÍLIAS PARA SUA MISSÃO”

Números 4

 

Você sabia que Deus chama famílias para servi-Lo?

 

Desde as páginas do Antigo Testamento até o Novo Testamento, vemos Deus levantando homens e mulheres que, juntos, como família, se tornam instrumentos de bênção em Suas mãos.

 

Ao ler Números 4, encontramos algo muito interessante. O capítulo apresenta o censo da tribo de Levi e a organização do trabalho no Tabernáculo. A tribo de Levi tinha uma missão muito importante: cuidar das coisas sagradas relacionadas ao culto e à presença de Deus.

 

O que chama a atenção é a forma como Deus organizou esse serviço. Ele distribuiu responsabilidades específicas entre as famílias.

Cada família recebeu uma tarefa dentro da obra de Deus.

  • A família de Coate cuidava dos objetos sagrados do Tabernáculo.
  • A família de Gerson era responsável pelas cortinas e coberturas da Tenda Sagrada.
  • A família de Merari cuidava das estruturas, das bases e das partes estruturais do Tabernáculo.

Tudo era feito com ordem, propósito e organização.

 


"Assim, por ordem do Senhor dada por meio de Moisés, cada um foi registrado para o trabalho que deveria fazer e para a carga que deveria levar." Números 4:49 (NTLH)

 

Esse texto revela uma verdade profunda: Deus não estava chamando apenas indivíduos — Ele estava levantando famílias inteiras para servi-Lo.

E esse princípio não ficou apenas no Antigo Testamento.


 

Uma família que servia a Deus

No Novo Testamento encontramos um exemplo marcante: Priscila e Áquila.

Esse casal tinha um amor profundo pela obra de Deus. Eles não apenas frequentavam a igreja; eles viviam a missão. Sua casa se tornou um lugar de ensino, discipulado e comunhão.

Quando ouviram Apolo pregando, perceberam que ele precisava compreender melhor o evangelho e decidiram ajudá-lo.

 
"Quando Priscila e Áquila ouviram o que ele dizia, levaram-no para a casa deles e lhe explicaram com mais exatidão o caminho de Deus." Atos 18:26 (NTLH)

Que exemplo extraordinário!

 

Eles abriram sua casa para o Reino de Deus. Sua família se tornou um instrumento para ensinar, discipular e fortalecer a fé de outras pessoas.

A casa deles se tornou um lugar de ensino, de comunhão e de missão.


 

O chamado continua hoje

Da mesma forma que Deus chamou as famílias da tribo de Levi, e assim como levantou Priscila e Áquila, Ele continua chamando famílias hoje.

Deus quer usar a minha família e a sua família.

Quando uma família serve junta:

  • o lar se torna um lugar de fé
  • os filhos aprendem pelo exemplo
  • o serviço se transforma em legado espiritual

Em um mundo cheio de escuridão, nossas famílias podem se tornar faróis que refletem a luz de Cristo.


 

Uma reflexão para o coração

Vale a pena refletir sobre algumas perguntas:

  • Minha família apenas frequenta a igreja ou serve a Deus junta?
  • Nossa casa é apenas um lugar de descanso ou também um lugar de missão?

A missão começa dentro de casa.

Todos nós temos familiares que ainda precisam conhecer Jesus Cristo como Senhor e Salvador.


 

Um legado para as próximas gerações

Famílias que servem juntas não apenas constroem uma igreja forte.
Elas deixam um legado para as próximas gerações.

Deus não está procurando apenas pessoas comprometidas.
Ele deseja famílias inteiras vivendo a Sua missão.

Por isso, ore pela sua família.
E, se alguém na sua casa ainda não confessou Jesus como Senhor e Salvador, fale de Cristo através do seu exemplo, da sua vida e das suas atitudes.

 

Que a sua casa seja um lugar onde o Reino de Deus se manifesta.


 

Deus abençoe ricamente o seu dia.

 

Cláudio Eduardo M. Costa

 

quarta-feira, 11 de março de 2026

SEPARADOS PARA SERVIR... - Números 3 ... SEPARATED TO SERVE... - Numbers 3...

 


SEPARADOS PARA SERVIR...

Números 3

 

A pergunta não é se você está na igreja ou a qual igreja você pertence.
A pergunta certa é: você está servindo a Deus?

 

Não adianta apenas assistir. Deus nos chama para sermos participantes da sua obra.

 

Ao ler Números capítulo 3, encontramos um momento importante na organização do povo de Israel. Nesse capítulo, vemos Arão, sua família e a tribo de Levi sendo separados para o serviço do Senhor.

Ali, Deus estabelece uma ordem para o serviço espiritual do povo.

A Palavra de Deus diz:

“O Senhor Deus disse a Moisés:
— Mande chamar a tribo de Levi e ponha os seus membros para ajudarem Arão, o sacerdote, no serviço religioso.
Eles farão tudo o que for necessário na Tenda Sagrada e estarão a serviço dos sacerdotes e de todo o povo.
Cuidarão de todos os móveis e objetos da Tenda e cumprirão as suas obrigações para com os israelitas no serviço.”
Números 3:5–8 (NTLH)

 

Quando olhamos para esse texto — e é importante ler todo o capítulo 3 — percebemos que Deus está organizando as funções dentro do culto e da vida espiritual do povo.

 

O sacerdote tinha uma missão muito clara: apresentar diante de Deus as necessidades e os pecados do povo. Ele funcionava como um intermediário entre Deus e Israel.

 

Já os levitas tinham a responsabilidade de auxiliar no serviço sagrado: cuidar da Tenda, dos utensílios e de toda a estrutura necessária para que o culto ao Senhor fosse realizado com ordem.

Ser levita não era status, era vocação.
Era uma vocação familiar, uma missão recebida de Deus.


 

Servir a Deus servindo ao povo

Quando observamos o contexto bíblico, percebemos algo muito bonito:
os levitas foram chamados para viver exclusivamente para Deus e servir ao povo.

Essa é uma verdade profunda do Reino de Deus:

Servimos a Deus quando servimos às pessoas.

Mas como podemos compreender isso nos dias de hoje?

No Antigo Testamento existia um sacerdócio específico. Porém, no Novo Testamento encontramos uma revelação ainda maior: o sacerdócio universal dos cristãos.

A Bíblia nos ensina que todos aqueles que pertencem a Cristo têm acesso direto a Deus.

Não precisamos de intermediários humanos para falar com o Senhor. Podemos nos aproximar dele com confiança.

O apóstolo Pedro afirma:

“Mas vocês são a raça escolhida, os sacerdotes do Rei, a nação completamente dedicada a Deus, o povo que pertence a ele, para anunciar os atos poderosos daquele que os chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz.”
1 Pedro 2:9 (NTLH)


 

O sacrifício perfeito

Essa realidade se tornou possível por causa de Jesus Cristo.

Ele é o Sumo Sacerdote perfeito e o sacrifício perfeito.

Na cruz do Calvário, Jesus ofereceu a si mesmo em favor da humanidade. E naquele momento algo extraordinário aconteceu.

A Bíblia nos diz:

“Então Jesus deu um forte grito e morreu.
Nesse momento a cortina do Templo se rasgou em duas partes, de cima até embaixo.”
Marcos 15:37–38 (NTLH)

O véu rasgado simboliza que o acesso à presença de Deus foi aberto.

Agora todo aquele que confessa Jesus Cristo como Senhor e Salvador pode se aproximar de Deus diretamente.


 

Chamados para servir

Diante disso, surge uma pergunta importante:
como aplicamos essa verdade no nosso dia a dia?

Primeiro, precisamos entender algo essencial:

No Reino de Deus não existe plateia.

Ou participamos da obra de Deus ou estamos deixando de cumprir aquilo para o qual fomos chamados.

Cada cristão recebe dons do Espírito Santo para servir.

Alguns servem ensinando.
Outros evangelizando.
Outros com generosidade.
Outros com compaixão.
Outros em ministérios pastorais ou diaconais.

Todos esses dons existem para uma finalidade: edificar pessoas e glorificar a Deus.

Na igreja de Cristo não há espaço para status espiritual.

O próprio Jesus ensinou:

“Se alguém quer ser o primeiro, deve ser o último e servir a todos.”
Marcos 9:35 (NTLH)

Essa visão de serviço também aparece na última ceia, quando Jesus lavou os pés dos seus discípulos, mostrando que liderança no Reino de Deus significa servir.


 

Uma pergunta para o coração

Cada um de nós foi chamado por Deus para exercer um serviço no Seu Reino.

Chamamos isso de ministério.

E o Reino de Deus avança quando homens e mulheres entendem que foram chamados não apenas para assistir, mas para participar da obra de Deus.

Por isso, deixo para você uma pergunta desafiadora:

Você está apenas frequentando a presença de Deus ou já entendeu que foi separado para servir?

Assim como no Israel antigo a tribo de Levi foi separada para uma missão especial, hoje a Igreja do Senhor Jesus também foi chamada para servir ao mundo.

 

Que possamos servir ao Senhor com alegria e dedicação.

 

Que Deus abençoe ricamente o seu dia.


 

✍️ Cláudio Eduardo M. Costa

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