ELAS: MULHERES QUE MOLDARAM MINHA
HISTÓRIA...
Parece
que inventaram um dia para homenagear quem deveria ser homenageada todos os
dias.
E o dia ainda é internacional… que chique!
Mas,
na verdade, a história mostra que não é bem assim. Ela nos lembra o quanto as
mulheres tiveram que lutar por direitos, respeito e igualdade. Em muitos
momentos, até mesmo a religião foi usada para afirmar que elas eram inferiores.
Que
interpretação equivocada!
Basta
olhar para as páginas da Bíblia: Sara, Rebeca, Raquel, Lia, Joquebede,
Débora, Rute, Noemi, Ester, Tabita, Susana, Priscila… a lista é
interminável. Mulheres que marcaram profundamente a história da fé.
O
próprio Deus Eterno veio ao mundo pelo ventre de uma mulher.
Jesus foi amamentado, cuidado e educado por uma mulher. Maria, a
virtuosa, acompanhou seu Filho até a cruz. Quanta expectativa, quanta dor,
quanta espera…
Mas celebramos, porque Ele ressuscitou!
Na
minha vida, tenho o privilégio de ser cercado por mulheres especiais —
guerreiras, destemidas, lutadoras — que sabem demonstrar amor e temor ao
Senhor.
Hoje
acordei pensando em minhas avós.
Ana,
minha avó paterna. Portuguesa, de temperamento forte e com um sotaque
inigualável. Como foram importantes os seus puxões de orelha.
Isaura,
minha avó materna. Negra, mãe de 18 filhos vivos. Mesmo em uma família
enorme, tratava cada um com atenção e cuidado em sua individualidade. Que
saudade do seu colo, do seu carinho e da comidinha que a senhora fazia
especialmente para mim.
Também
não poderia deixar de mencionar outras mulheres que deixaram um legado marcante
em minha vida.
Jurema,
minha mãe. Protetora, que me ensinou a temer a Deus. Uma mulher de oração que,
mesmo sem ter concluído o ensino fundamental, nunca se afastava de sua Bíblia.
No hospital, já quase no final de sua jornada aqui na terra, saiu de sua cama
para falar do amor de Deus a outros pacientes.
Maria,
minha sogra, que trouxe ao mundo a mulher mais especial da minha vida.
Nordestina, forte e valente, criou seus filhos e filhas sozinha. Nunca teve
medo do trabalho e nunca mediu esforços para dar uma vida digna à sua família.
E como
não citar Luci Meire, minha esposa, amiga e companheira de jornada, que
me proporcionou o privilégio de ser pai de Luci Anne e Lidianne.
Mulheres guerreiras, apaixonadas pela vida, de temperamento forte e espírito
vencedor.
Ana,
Isaura, Jurema, Maria, Luci Meire, Luci Anne e Lidianne.
Cada uma, à sua maneira, ocupando o seu espaço e fazendo diferença neste mundo.
Mulheres
que ensinam, cuidam, corrigem, amam e deixam marcas eternas.
Hoje
celebramos as mulheres.
Mas, na verdade, o valor delas deveria ser lembrado todos os dias.
Cláudio
Eduardo M Costa
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