quinta-feira, 12 de março de 2026

“DEUS NÃO CHAMA APENAS PESSOAS — ELE LEVANTA FAMÍLIAS PARA SUA MISSÃO” Números 4

 


“DEUS NÃO CHAMA APENAS PESSOAS   — ELE LEVANTA FAMÍLIAS PARA SUA MISSÃO”

Números 4

 

Você sabia que Deus chama famílias para servi-Lo?

 

Desde as páginas do Antigo Testamento até o Novo Testamento, vemos Deus levantando homens e mulheres que, juntos, como família, se tornam instrumentos de bênção em Suas mãos.

 

Ao ler Números 4, encontramos algo muito interessante. O capítulo apresenta o censo da tribo de Levi e a organização do trabalho no Tabernáculo. A tribo de Levi tinha uma missão muito importante: cuidar das coisas sagradas relacionadas ao culto e à presença de Deus.

 

O que chama a atenção é a forma como Deus organizou esse serviço. Ele distribuiu responsabilidades específicas entre as famílias.

Cada família recebeu uma tarefa dentro da obra de Deus.

  • A família de Coate cuidava dos objetos sagrados do Tabernáculo.
  • A família de Gerson era responsável pelas cortinas e coberturas da Tenda Sagrada.
  • A família de Merari cuidava das estruturas, das bases e das partes estruturais do Tabernáculo.

Tudo era feito com ordem, propósito e organização.

 


"Assim, por ordem do Senhor dada por meio de Moisés, cada um foi registrado para o trabalho que deveria fazer e para a carga que deveria levar." Números 4:49 (NTLH)

 

Esse texto revela uma verdade profunda: Deus não estava chamando apenas indivíduos — Ele estava levantando famílias inteiras para servi-Lo.

E esse princípio não ficou apenas no Antigo Testamento.


 

Uma família que servia a Deus

No Novo Testamento encontramos um exemplo marcante: Priscila e Áquila.

Esse casal tinha um amor profundo pela obra de Deus. Eles não apenas frequentavam a igreja; eles viviam a missão. Sua casa se tornou um lugar de ensino, discipulado e comunhão.

Quando ouviram Apolo pregando, perceberam que ele precisava compreender melhor o evangelho e decidiram ajudá-lo.

 
"Quando Priscila e Áquila ouviram o que ele dizia, levaram-no para a casa deles e lhe explicaram com mais exatidão o caminho de Deus." Atos 18:26 (NTLH)

Que exemplo extraordinário!

 

Eles abriram sua casa para o Reino de Deus. Sua família se tornou um instrumento para ensinar, discipular e fortalecer a fé de outras pessoas.

A casa deles se tornou um lugar de ensino, de comunhão e de missão.


 

O chamado continua hoje

Da mesma forma que Deus chamou as famílias da tribo de Levi, e assim como levantou Priscila e Áquila, Ele continua chamando famílias hoje.

Deus quer usar a minha família e a sua família.

Quando uma família serve junta:

  • o lar se torna um lugar de fé
  • os filhos aprendem pelo exemplo
  • o serviço se transforma em legado espiritual

Em um mundo cheio de escuridão, nossas famílias podem se tornar faróis que refletem a luz de Cristo.


 

Uma reflexão para o coração

Vale a pena refletir sobre algumas perguntas:

  • Minha família apenas frequenta a igreja ou serve a Deus junta?
  • Nossa casa é apenas um lugar de descanso ou também um lugar de missão?

A missão começa dentro de casa.

Todos nós temos familiares que ainda precisam conhecer Jesus Cristo como Senhor e Salvador.


 

Um legado para as próximas gerações

Famílias que servem juntas não apenas constroem uma igreja forte.
Elas deixam um legado para as próximas gerações.

Deus não está procurando apenas pessoas comprometidas.
Ele deseja famílias inteiras vivendo a Sua missão.

Por isso, ore pela sua família.
E, se alguém na sua casa ainda não confessou Jesus como Senhor e Salvador, fale de Cristo através do seu exemplo, da sua vida e das suas atitudes.

 

Que a sua casa seja um lugar onde o Reino de Deus se manifesta.


 

Deus abençoe ricamente o seu dia.

 

Cláudio Eduardo M. Costa

 

quarta-feira, 11 de março de 2026

SEPARADOS PARA SERVIR... - Números 3 ... SEPARATED TO SERVE... - Numbers 3...

 


SEPARADOS PARA SERVIR...

Números 3

 

A pergunta não é se você está na igreja ou a qual igreja você pertence.
A pergunta certa é: você está servindo a Deus?

 

Não adianta apenas assistir. Deus nos chama para sermos participantes da sua obra.

 

Ao ler Números capítulo 3, encontramos um momento importante na organização do povo de Israel. Nesse capítulo, vemos Arão, sua família e a tribo de Levi sendo separados para o serviço do Senhor.

Ali, Deus estabelece uma ordem para o serviço espiritual do povo.

A Palavra de Deus diz:

“O Senhor Deus disse a Moisés:
— Mande chamar a tribo de Levi e ponha os seus membros para ajudarem Arão, o sacerdote, no serviço religioso.
Eles farão tudo o que for necessário na Tenda Sagrada e estarão a serviço dos sacerdotes e de todo o povo.
Cuidarão de todos os móveis e objetos da Tenda e cumprirão as suas obrigações para com os israelitas no serviço.”
Números 3:5–8 (NTLH)

 

Quando olhamos para esse texto — e é importante ler todo o capítulo 3 — percebemos que Deus está organizando as funções dentro do culto e da vida espiritual do povo.

 

O sacerdote tinha uma missão muito clara: apresentar diante de Deus as necessidades e os pecados do povo. Ele funcionava como um intermediário entre Deus e Israel.

 

Já os levitas tinham a responsabilidade de auxiliar no serviço sagrado: cuidar da Tenda, dos utensílios e de toda a estrutura necessária para que o culto ao Senhor fosse realizado com ordem.

Ser levita não era status, era vocação.
Era uma vocação familiar, uma missão recebida de Deus.


 

Servir a Deus servindo ao povo

Quando observamos o contexto bíblico, percebemos algo muito bonito:
os levitas foram chamados para viver exclusivamente para Deus e servir ao povo.

Essa é uma verdade profunda do Reino de Deus:

Servimos a Deus quando servimos às pessoas.

Mas como podemos compreender isso nos dias de hoje?

No Antigo Testamento existia um sacerdócio específico. Porém, no Novo Testamento encontramos uma revelação ainda maior: o sacerdócio universal dos cristãos.

A Bíblia nos ensina que todos aqueles que pertencem a Cristo têm acesso direto a Deus.

Não precisamos de intermediários humanos para falar com o Senhor. Podemos nos aproximar dele com confiança.

O apóstolo Pedro afirma:

“Mas vocês são a raça escolhida, os sacerdotes do Rei, a nação completamente dedicada a Deus, o povo que pertence a ele, para anunciar os atos poderosos daquele que os chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz.”
1 Pedro 2:9 (NTLH)


 

O sacrifício perfeito

Essa realidade se tornou possível por causa de Jesus Cristo.

Ele é o Sumo Sacerdote perfeito e o sacrifício perfeito.

Na cruz do Calvário, Jesus ofereceu a si mesmo em favor da humanidade. E naquele momento algo extraordinário aconteceu.

A Bíblia nos diz:

“Então Jesus deu um forte grito e morreu.
Nesse momento a cortina do Templo se rasgou em duas partes, de cima até embaixo.”
Marcos 15:37–38 (NTLH)

O véu rasgado simboliza que o acesso à presença de Deus foi aberto.

Agora todo aquele que confessa Jesus Cristo como Senhor e Salvador pode se aproximar de Deus diretamente.


 

Chamados para servir

Diante disso, surge uma pergunta importante:
como aplicamos essa verdade no nosso dia a dia?

Primeiro, precisamos entender algo essencial:

No Reino de Deus não existe plateia.

Ou participamos da obra de Deus ou estamos deixando de cumprir aquilo para o qual fomos chamados.

Cada cristão recebe dons do Espírito Santo para servir.

Alguns servem ensinando.
Outros evangelizando.
Outros com generosidade.
Outros com compaixão.
Outros em ministérios pastorais ou diaconais.

Todos esses dons existem para uma finalidade: edificar pessoas e glorificar a Deus.

Na igreja de Cristo não há espaço para status espiritual.

O próprio Jesus ensinou:

“Se alguém quer ser o primeiro, deve ser o último e servir a todos.”
Marcos 9:35 (NTLH)

Essa visão de serviço também aparece na última ceia, quando Jesus lavou os pés dos seus discípulos, mostrando que liderança no Reino de Deus significa servir.


 

Uma pergunta para o coração

Cada um de nós foi chamado por Deus para exercer um serviço no Seu Reino.

Chamamos isso de ministério.

E o Reino de Deus avança quando homens e mulheres entendem que foram chamados não apenas para assistir, mas para participar da obra de Deus.

Por isso, deixo para você uma pergunta desafiadora:

Você está apenas frequentando a presença de Deus ou já entendeu que foi separado para servir?

Assim como no Israel antigo a tribo de Levi foi separada para uma missão especial, hoje a Igreja do Senhor Jesus também foi chamada para servir ao mundo.

 

Que possamos servir ao Senhor com alegria e dedicação.

 

Que Deus abençoe ricamente o seu dia.


 

✍️ Cláudio Eduardo M. Costa

terça-feira, 10 de março de 2026

DEUS É O CENTRO... - Números 2

 


DEUS É O CENTRO...

Números 2

 

Estamos lendo o livro de Números, um livro que começa com um censo determinado por Deus no meio do seu povo, o povo de Israel. Porém, o livro de Números não trata apenas de contagens ou organização. Ele revela algo muito mais profundo: um Deus presente no meio do seu povo.

 

A mensagem desse livro também fala sobre identidade, pertencimento e sobre o papel da família dentro da caminhada do povo de Deus.

 

No capítulo 2 de Números encontramos uma orientação clara de Deus sobre como o povo deveria organizar o acampamento no deserto. A Bíblia diz:

“Quando os israelitas armarem o acampamento, cada um ficará perto da bandeira do seu grupo e do estandarte do seu grupo de famílias. Eles acamparão em volta da Tenda Sagrada e de frente para ela.”
(Números 2:1–2 – NTLH)

 

A Tenda Sagrada simbolizava a presença de Deus no meio do povo. Ela ficava no centro do acampamento, e todas as tribos organizavam suas tendas ao redor dela.

 

Esse detalhe tem um simbolismo muito forte: Deus não era apenas o centro do acampamento, mas deveria ser o centro da vida do povo e das famílias.

 

Era como se Deus estivesse dizendo ao seu povo: “Não me tirem do centro da vida de vocês.”

 

Enquanto Deus estivesse no centro, o povo teria direção, cuidado e vitória em sua caminhada.

 

Ao observar toda essa organização estabelecida por Deus, também percebemos o valor que Ele dá à estrutura da família.

Cada tribo tinha sua posição.
Cada grupo possuía sua bandeira.
E cada pessoa estava ligada ao seu grupo de famílias.

 

Isso revela algo muito importante: a família sempre teve um papel fundamental na vida do povo de Deus.

 

Infelizmente, em nossos dias, muitas pessoas têm deixado de valorizar a família. O individualismo, o egoísmo e o isolamento têm enfraquecido relacionamentos e distanciado pessoas dentro do próprio lar.

 

No entanto, a Palavra de Deus nos lembra que foi o próprio Senhor quem estabeleceu a família como uma instituição fundamental.

A família foi criada por Deus antes mesmo da entrada do pecado no mundo. É dentro da família que a fé é ensinada, que os valores são transmitidos e que as histórias sobre o agir de Deus são lembradas.

 

Foi dentro das famílias de Israel que as promessas de Deus eram ensinadas de geração em geração.

Por isso, valorize a sua família.
Aprenda com o livro de Números a reconhecer o cuidado de Deus com essa instituição tão importante.

 

Mais adiante, o texto bíblico afirma:

“Assim, o povo de Israel fez tudo como o Senhor havia ordenado a Moisés. Eles acamparam, cada grupo debaixo da sua própria bandeira, e cada israelita começou a marchar com o seu grupo de famílias.”
(Números 2:34 – NTLH)

 

Observe algo muito bonito nesse versículo: o povo marchava junto com a sua família.

Marchar significa caminhar com propósito, caminhar juntos em uma mesma direção e estar preparado para enfrentar desafios.

Isso também nos ensina que a caminhada com Deus não deve ser solitária. Deus deseja que as famílias caminhem juntas na fé.

Quando entendemos isso, reconhecemos que o nosso verdadeiro comandante é o Senhor dos Exércitos, o Deus que conduz o seu povo.

 

Quando Deus está no centro da nossa casa, algo extraordinário acontece:

  • a família encontra direção;
  • a esperança é renovada;
  • a fé se fortalece;
  • e a caminhada se torna mais segura.

 

Por isso, fica uma pergunta para a nossa reflexão:

Deus tem sido o centro da sua família?

 

Que possamos aprender com o livro de Números que a caminhada com Deus não é apenas individual. Ela também acontece no contexto da família, quando todos se voltam para a presença do Senhor.

 

Coloque a vida da sua família em oração.
Seja um instrumento de bênção dentro do seu lar.
E conduza a sua família a caminhar com Deus rumo às promessas do Senhor.

 

As promessas dadas a Israel apontavam para Canaã, a terra prometida. E o Deus que fez promessas continua sendo o mesmo ontem, hoje e para sempre.

 

Ele continua tendo bênçãos, direção e vitórias para a sua vida e para a sua família.

 

Caminhe com o Senhor.

 

Que o seu dia seja cheio das bênçãos de Deus.


 

Cláudio Eduardo M. Costa
Caminhada Bíblica 2026
@ArenadeDeus

segunda-feira, 9 de março de 2026

AMAR CURA ...

 



AMAR CURA ...

Efésios 4:31–32 – NTLH
"Abandonem toda amargura, todo ódio e toda raiva. Nada de gritarias, insultos e maldades! Pelo contrário, sejam bons e atenciosos uns para com os outros. E perdoem uns aos outros, assim como Deus, por meio de Cristo, perdoou vocês."



Introdução

Vivemos em uma geração marcada por feridas emocionais profundas.
Famílias divididas, relacionamentos quebrados, pessoas carregando dentro de si dores antigas, mágoas e ressentimentos.

Muitos tentam curar essas feridas com sucesso, dinheiro, distrações ou até com o tempo.
Mas existe uma verdade poderosa na Palavra de Deus:

O amor tem poder de curar aquilo que o ódio destrói.

O apóstolo Paulo escreve aos Efésios orientando os cristãos a abandonarem sentimentos que adoecem a alma e a viverem uma vida marcada pelo amor e pelo perdão.

Hoje vamos refletir sobre uma verdade simples, mas profundamente transformadora:

Amar cura.


 

1. O que adoece o coração humano

Paulo começa dizendo:

"Abandonem toda amargura, todo ódio e toda raiva..."

Observe que ele fala de sentimentos que nascem dentro do coração.

Esses sentimentos são como venenos espirituais.

 

A amargura

A amargura nasce quando guardamos feridas que nunca tratamos.

É como beber veneno esperando que o outro morra.

A pessoa amarga vive presa ao passado.

 

O ódio

O ódio destrói quem sente antes mesmo de atingir quem é odiado.

Ele rouba a paz, a alegria e até a saúde emocional.

 

A raiva descontrolada

Raiva não tratada se transforma em palavras duras, gritos e atitudes que machucam.

Quantos relacionamentos foram destruídos por palavras ditas no calor da raiva?

Por isso Paulo diz:

"Nada de gritarias, insultos e maldades."

Porque aquilo que está no coração sempre acaba saindo pela boca e pelas atitudes.


 

2. O amor como caminho de cura

Depois de mostrar o que precisa ser abandonado, Paulo apresenta o caminho da cura:

"Sejam bons e atenciosos uns para com os outros."

O amor tem um poder restaurador extraordinário.

O amor:

  • cura feridas emocionais
  • reconstrói relacionamentos
  • restaura famílias
  • traz paz para o coração

O amor verdadeiro não ignora a dor, mas escolhe responder à dor com graça.

Jesus nos ensinou isso na prática.

Ele foi traído, humilhado, rejeitado…
E mesmo assim respondeu com amor.

Na cruz Ele disse:

"Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem."

Esse é o poder transformador do amor.


 

3. O perdão que liberta

Paulo continua dizendo:

"Perdoem uns aos outros, assim como Deus, por meio de Cristo, perdoou vocês."

Aqui está uma das maiores chaves de cura emocional: o perdão.

Perdoar não significa dizer que a dor não existiu.

Perdoar significa decidir não carregar mais aquela dor dentro de si.

Quando não perdoamos:

  • ficamos presos ao passado
  • alimentamos a amargura
  • adoecemos emocionalmente

Mas quando perdoamos:

  • o coração fica leve
  • a alma encontra paz
  • a vida volta a fluir

O perdão é libertador.

Não apenas para quem recebe…
mas principalmente para quem libera.


 

4. O amor que Deus nos deu

A maior prova de amor da história foi dada por Deus.

A Bíblia diz:

"Assim como Deus, por meio de Cristo, perdoou vocês."

Deus nos amou quando ainda estávamos perdidos.

Ele nos perdoou quando não merecíamos.

Ele nos ofereceu graça quando éramos culpados.

Se recebemos esse amor, somos chamados a viver esse amor.

Amar não é apenas um sentimento.

Amar é uma decisão espiritual.


 

Conclusão

Hoje muitas pessoas estão emocionalmente feridas.

Feridas causadas por:

  • palavras
  • rejeições
  • traições
  • injustiças

Mas existe cura.

Essa cura começa quando decidimos abandonar a amargura e permitir que o amor de Deus transforme o nosso coração.

Porque no Reino de Deus existe uma verdade poderosa:

A amargura aprisiona, o ódio destrói, mas o amor tem poder de curar aquilo que parecia impossível restaurar.

Porque onde o amor de Deus entra, a cura começa.


 

Cláudio Eduardo M Costa

 

O DEUS QUE ORGANIZA E CONDUZ O SEU POVO... - Números 1

 


O DEUS QUE ORGANIZA E CONDUZ O SEU POVO...

Números 1

 

Você já leu o livro de Números?

Se você decidir ler um capítulo por dia, serão 36 dias de descobertas e reflexões profundas. Afinal, este livro apresenta a jornada do povo de Deus rumo à conquista da terra prometida, Canaã.

 

O livro de Números é o quarto livro do Pentateuco e revela como Deus se relaciona com o seu povo, conduzindo-o em meio aos desafios do deserto.

 

O nome do livro vem justamente de uma orientação dada por Deus a Moisés para que fosse feito um censo do povo de Israel. Esse povo havia sido libertado da escravidão no Egito e tinha recebido a Lei de Deus no Monte Sinai. Agora, iniciava-se uma nova etapa: a caminhada rumo à terra prometida.

 

Era necessário aprender a viver como um povo livre.

Era necessário compreender como deveriam agir, se organizar e se preparar para a conquista de Canaã.

 

Logo no início do capítulo encontramos a seguinte declaração:

“No dia primeiro do segundo mês do segundo ano depois que os israelitas saíram do Egito, o Senhor Deus falou com Moisés na Tenda Sagrada, no deserto do Sinai.”
(Números 1:1 – NTLH)

 

Observe um detalhe importante: apenas dois anos haviam se passado desde a saída do Egito. Era pouco tempo para um povo que viveu tanto tempo em escravidão aprender a viver em liberdade — liberdade para decidir, para se organizar e, principalmente, para adorar ao Senhor.

 

Outro detalhe significativo é o lugar onde Deus fala com o seu povo: o deserto.
Mesmo no deserto, Deus continua presente.
Mesmo no deserto, Deus continua falando.
Mesmo no deserto, Deus continua conduzindo cada passo do seu povo.

 

Nos versos seguintes, Deus dá uma orientação clara:

“Você e Arão devem contar todos os israelitas, de acordo com os seus grupos de famílias. Façam a lista de todos os homens de vinte anos para cima, isto é, de todos os que podem servir no exército de Israel.”
(Números 1:2–3 – NTLH)

 

Essa contagem não era simplesmente uma questão administrativa, como se Deus estivesse curioso para saber quantas pessoas haviam saído do Egito ou quantas estavam no deserto. Deus conhece todas as coisas.

 

O censo revelava algo mais profundo: Deus é um Deus de ordem, propósito e direção.

 

Se o povo iria conquistar a terra prometida, era necessário começar pela organização. Cada tribo teria sua posição e responsabilidade. Cada família tinha sua identidade. O núcleo familiar era importante. O clã era importante. As tribos eram importantes.

 

Veja também o exemplo da tribo de Levi, que recebeu a responsabilidade especial de cuidar da adoração e do serviço no Tabernáculo.

 

Nada estava fora do controle do Senhor.

 

O livro de Números nos mostra que Deus não apenas salva o seu povo, mas também conduz, dirige e orienta a caminhada.

Mesmo no deserto.
Mesmo no sofrimento.
Mesmo em tempos de incerteza.

Diante disso, surge uma pergunta importante para nós hoje:

Que lições podemos aprender com esse texto para a nossa vida?

Primeiro: Deus não muda.

Segundo: a Palavra de Deus continua viva e verdadeira.

 

Mesmo quando passamos por desertos na vida, Deus continua falando, socorrendo e conduzindo. Muitas vezes é justamente no deserto que Deus nos ensina como será a nossa conquista.

 

O capítulo termina com uma afirmação muito significativa:

“Assim os israelitas fizeram tudo como o Senhor havia ordenado a Moisés.”
(Números 1:54 – NTLH)

 

Aqui encontramos uma palavra fundamental: obediência.

 

A vitória do povo estava diretamente ligada à sua disposição de obedecer à direção de Deus.

 

Quando olhamos para trás, vemos um povo que havia saído do Egito como escravos — um povo que não sabia lutar, não tinha experiência militar e não conhecia a liberdade.

 

Agora, Deus estava preparando esse mesmo povo para conquistar a terra prometida.

 

Essa é uma verdade poderosa para nós hoje: Deus prepara aqueles que Ele chama.

 

Por isso:

Confie no Senhor.
Obedeça à direção de Deus.
Busque uma vida de intimidade com Ele.

E não se esqueça: organização, propósito e planejamento também fazem parte da caminhada de fé.

Prepare-se para viver aquilo que Deus tem para você.

Que o seu dia seja maravilhoso.

 

E lembre-se sempre:

Deus continua no controle de todas as coisas.


 

Cláudio Eduardo M. Costa

domingo, 8 de março de 2026

ELAS: MULHERES QUE MOLDARAM MINHA HISTÓRIA...

 


ELAS: MULHERES QUE MOLDARAM MINHA HISTÓRIA...

 

Parece que inventaram um dia para homenagear quem deveria ser homenageada todos os dias.
E o dia ainda é internacional… que chique!

Mas, na verdade, a história mostra que não é bem assim. Ela nos lembra o quanto as mulheres tiveram que lutar por direitos, respeito e igualdade. Em muitos momentos, até mesmo a religião foi usada para afirmar que elas eram inferiores.

Que interpretação equivocada!

Basta olhar para as páginas da Bíblia: Sara, Rebeca, Raquel, Lia, Joquebede, Débora, Rute, Noemi, Ester, Tabita, Susana, Priscila… a lista é interminável. Mulheres que marcaram profundamente a história da fé.

O próprio Deus Eterno veio ao mundo pelo ventre de uma mulher.
Jesus foi amamentado, cuidado e educado por uma mulher. Maria, a virtuosa, acompanhou seu Filho até a cruz. Quanta expectativa, quanta dor, quanta espera…
Mas celebramos, porque Ele ressuscitou!

Na minha vida, tenho o privilégio de ser cercado por mulheres especiais — guerreiras, destemidas, lutadoras — que sabem demonstrar amor e temor ao Senhor.

Hoje acordei pensando em minhas avós.

Ana, minha avó paterna. Portuguesa, de temperamento forte e com um sotaque inigualável. Como foram importantes os seus puxões de orelha.

Isaura, minha avó materna. Negra, mãe de 18 filhos vivos. Mesmo em uma família enorme, tratava cada um com atenção e cuidado em sua individualidade. Que saudade do seu colo, do seu carinho e da comidinha que a senhora fazia especialmente para mim.

Também não poderia deixar de mencionar outras mulheres que deixaram um legado marcante em minha vida.

Jurema, minha mãe. Protetora, que me ensinou a temer a Deus. Uma mulher de oração que, mesmo sem ter concluído o ensino fundamental, nunca se afastava de sua Bíblia. No hospital, já quase no final de sua jornada aqui na terra, saiu de sua cama para falar do amor de Deus a outros pacientes.

Maria, minha sogra, que trouxe ao mundo a mulher mais especial da minha vida. Nordestina, forte e valente, criou seus filhos e filhas sozinha. Nunca teve medo do trabalho e nunca mediu esforços para dar uma vida digna à sua família.

E como não citar Luci Meire, minha esposa, amiga e companheira de jornada, que me proporcionou o privilégio de ser pai de Luci Anne e Lidianne. Mulheres guerreiras, apaixonadas pela vida, de temperamento forte e espírito vencedor.

Ana, Isaura, Jurema, Maria, Luci Meire, Luci Anne e Lidianne.
Cada uma, à sua maneira, ocupando o seu espaço e fazendo diferença neste mundo.

Mulheres que ensinam, cuidam, corrigem, amam e deixam marcas eternas.

Hoje celebramos as mulheres.
Mas, na verdade, o valor delas deveria ser lembrado todos os dias.

 

Cláudio Eduardo M Costa

ANDAR OU SER GUIADO? A DIFERENÇA QUE MUDA TUDO... Números 10

  ANDAR OU SER GUIADO? A DIFERENÇA QUE MUDA TUDO... Números 10   Você sabia que existe uma grande diferença entre andar e ser guiad...