O DEUS
QUE ORGANIZA E CONDUZ O SEU POVO...
Números
1
Você
já leu o livro de Números?
Se
você decidir ler um capítulo por dia, serão 36 dias de descobertas e
reflexões profundas. Afinal, este livro apresenta a jornada do povo de Deus
rumo à conquista da terra prometida, Canaã.
O
livro de Números é o quarto livro do Pentateuco e revela como Deus se
relaciona com o seu povo, conduzindo-o em meio aos desafios do deserto.
O nome
do livro vem justamente de uma orientação dada por Deus a Moisés para que fosse
feito um censo do povo de Israel. Esse povo havia sido libertado da
escravidão no Egito e tinha recebido a Lei de Deus no Monte Sinai. Agora,
iniciava-se uma nova etapa: a caminhada rumo à terra prometida.
Era
necessário aprender a viver como um povo livre.
Era
necessário compreender como deveriam agir, se organizar e se preparar para a
conquista de Canaã.
Logo
no início do capítulo encontramos a seguinte declaração:
“No
dia primeiro do segundo mês do segundo ano depois que os israelitas saíram do
Egito, o Senhor Deus falou com Moisés na Tenda Sagrada, no deserto do Sinai.”
(Números 1:1 – NTLH)
Observe
um detalhe importante: apenas dois anos haviam se passado desde a saída do
Egito. Era pouco tempo para um povo que viveu tanto tempo em escravidão
aprender a viver em liberdade — liberdade para decidir, para se organizar e,
principalmente, para adorar ao Senhor.
Outro
detalhe significativo é o lugar onde Deus fala com o seu povo: o deserto.
Mesmo no deserto, Deus continua presente.
Mesmo no deserto, Deus continua falando.
Mesmo no deserto, Deus continua conduzindo cada passo do seu povo.
Nos
versos seguintes, Deus dá uma orientação clara:
“Você
e Arão devem contar todos os israelitas, de acordo com os seus grupos de
famílias. Façam a lista de todos os homens de vinte anos para cima, isto é, de
todos os que podem servir no exército de Israel.”
(Números 1:2–3 – NTLH)
Essa
contagem não era simplesmente uma questão administrativa, como se Deus
estivesse curioso para saber quantas pessoas haviam saído do Egito ou quantas
estavam no deserto. Deus conhece todas as coisas.
O
censo revelava algo mais profundo: Deus é um Deus de ordem, propósito e
direção.
Se o
povo iria conquistar a terra prometida, era necessário começar pela
organização. Cada tribo teria sua posição e responsabilidade. Cada família
tinha sua identidade. O núcleo familiar era importante. O clã era importante.
As tribos eram importantes.
Veja
também o exemplo da tribo de Levi, que recebeu a responsabilidade
especial de cuidar da adoração e do serviço no Tabernáculo.
Nada
estava fora do controle do Senhor.
O
livro de Números nos mostra que Deus não apenas salva o seu povo, mas
também conduz, dirige e orienta a caminhada.
Mesmo
no deserto.
Mesmo no sofrimento.
Mesmo em tempos de incerteza.
Diante
disso, surge uma pergunta importante para nós hoje:
Que
lições podemos aprender com esse texto para a nossa vida?
Primeiro:
Deus não muda.
Segundo:
a Palavra de Deus continua viva e verdadeira.
Mesmo
quando passamos por desertos na vida, Deus continua falando, socorrendo e
conduzindo. Muitas vezes é justamente no deserto que Deus nos ensina como será
a nossa conquista.
O
capítulo termina com uma afirmação muito significativa:
“Assim
os israelitas fizeram tudo como o Senhor havia ordenado a Moisés.”
(Números 1:54 – NTLH)
Aqui
encontramos uma palavra fundamental: obediência.
A
vitória do povo estava diretamente ligada à sua disposição de obedecer à
direção de Deus.
Quando
olhamos para trás, vemos um povo que havia saído do Egito como escravos — um
povo que não sabia lutar, não tinha experiência militar e não conhecia a
liberdade.
Agora,
Deus estava preparando esse mesmo povo para conquistar a terra prometida.
Essa é
uma verdade poderosa para nós hoje: Deus prepara aqueles que Ele chama.
Por
isso:
Confie
no Senhor.
Obedeça à direção de Deus.
Busque uma vida de intimidade com Ele.
E não
se esqueça: organização, propósito e planejamento também fazem parte da
caminhada de fé.
Prepare-se
para viver aquilo que Deus tem para você.
Que o
seu dia seja maravilhoso.
E
lembre-se sempre:
Deus
continua no controle de todas as coisas.
Cláudio
Eduardo M. Costa