quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

DA MASMORRA PARA O PALÁCIO! (Deus muda a história de José) - FROM THE DUNGEON TO THE PALACE!

 


DA MASMORRA PARA O PALÁCIO!

(Deus muda a história de José)  

Gênesis 41

— Você já se sentiu desvalorizado?

Talvez no ambiente de trabalho, na igreja ou até mesmo dentro da própria família. A história de José nos mostra que esse sentimento não é novo — e que ele não define o fim da nossa trajetória.

 

José tinha sonhos dados por Deus. Ele compartilhou esses sonhos com sua família, especialmente com seus irmãos, mas ninguém acreditou. Ao invés de apoio, recebeu rejeição. Foi vendido como escravo e levado para o Egito. Lá, mesmo sendo íntegro, foi caluniado na casa de Potifar e, injustamente, lançado na prisão.

 

Fidelidade que revela Deus

Mesmo na prisão, José não perdeu sua identidade. Onde ele estava, Deus se manifestava. Tudo o que José fazia prosperava, e as pessoas percebiam que havia algo diferente nele. José revelava, com sua vida, quem era o Deus em quem cria.

 

Ele não apenas falava de Deus — ele vivia sua fé.

 

Sua relação com o Senhor era visível para todos ao seu redor.

E aqui está uma lição poderosa para nós: os planos de Deus não são anulados pelas circunstâncias. Aquilo que Deus projetou para José continuava de pé. E da mesma forma, os planos de Deus para a sua vida também permanecem.

 

O tempo do preparo

Chegamos então ao capítulo 41 de Gênesis. Faraó tem sonhos perturbadores, e nenhum dos sábios do Egito consegue interpretá-los. É nesse momento que o copeiro se lembra de José — aquele jovem hebreu que, na prisão, revelou sonhos com clareza e verdade.

José é chamado às pressas. O texto bíblico destaca que ele se barbeou, trocou de roupas e foi imediatamente à presença de Faraó. Em poucos instantes, ele sai da masmorra para estar diante do homem mais poderoso do Egito.

 

E então lemos em Gênesis 41:37–41:

“O conselho agradou a Faraó e a todos os seus oficiais. Então Faraó perguntou aos seus oficiais:

  — Será que poderíamos achar alguém melhor do que José, um homem em quem está o Espírito de Deus?

Depois, Faraó disse a José:

  — Visto que Deus revelou tudo isto a você, não há ninguém tão ajuizado e sábio como você. Você será o administrador da minha casa, e todo o meu povo obedecerá à sua palavra. Somente no trono eu serei maior do que você.

E Faraó disse mais a José:

  — Eis que eu o constituo autoridade sobre toda a terra do Egito”.

 

Nada foi perda, tudo foi preparo

José tinha 17 anos quando foi vendido como escravo. Agora, cerca de 13 anos depois, ele se torna governador do Egito. À primeira vista, alguém poderia dizer que ele “perdeu” 13 anos da sua vida. Mas, na verdade, foram 13 anos de preparo.

 

Na prisão e nas adversidades, José aprendeu:

  • obediência a Deus;
  • administração;
  • autocontrole;
  • fidelidade em tempos difíceis.

 

Foi a verdadeira universidade da vida, conduzida pelo próprio Deus.

 

Fartura, escassez e sabedoria

Como governador, José orienta o Egito a se preparar para os tempos difíceis. Nos anos de fartura, o povo deveria ajuntar; nos anos de escassez, haveria provisão suficiente para todos. Deus usa José não apenas para salvar uma nação, mas para preservar vidas com dignidade.

O mais impressionante é que Faraó não vê apenas o homem José. Ele enxerga alguém cheio do Espírito de Deus. Em uma terra idólatra, o Deus de Israel passa a ser reconhecido como o Deus que governa todas as coisas.

 

Manassés e Efraim: cura do passado e prosperidade no presente

No Egito, José se casa e tem dois filhos. Ao primeiro, dá o nome de Manassés, que significa:

“Deus me fez esquecer todo o meu sofrimento.”

 

  Quantas vezes precisamos aprender isso?

Muitas vezes, as bênçãos já nos cercam, mas continuamos presos às dores do passado. Deus nos chama a sermos curados daquilo que já passou.

 

O segundo filho se chama Efraim, que significa:

“Deus me fez prosperar na terra da minha aflição.”

Que nomes poderosos! Esquecer o sofrimento e viver a prosperidade que Deus concede — mesmo em lugares onde antes só havia dor.

 

Uma aplicação para nós

José começou como escravo e terminou como governador.   O que Deus pode fazer com alguém que permanece fiel?

  Onde Deus pode te colocar?

 

Aprendamos com José. Aprendamos com os nomes Manassés e Efraim. Deixemos o passado para trás e abracemos o presente que Deus está colocando em nossas mãos.

 

Respiramos, nos alimentamos, temos família, vivemos experiências profundas com o Senhor. Tudo isso é graça. Mas há um chamado claro: entrega total a Deus.

 

Somente assim poderemos viver plenamente aquilo que Ele preparou para nós.

 

Que Deus te abençoe poderosamente neste dia.


Cláudio Eduardo M. Costa
Pastor

 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

LEMBRE-SE DE MIM! - REMEMBER ME!

 


LEMBRE-SE DE MIM!

Gênesis 40

 

Você já se sentiu esquecido por alguém?
Ou já aconteceu de você ajudar uma pessoa, fazer o bem, estender a mão… e, depois, essa pessoa simplesmente se esquecer de você?

 

Hoje continuamos refletindo sobre a vida de José, em nossa leitura do livro de Gênesis. Chegamos ao capítulo 40, e faço um convite especial: reserve alguns minutos e leia todo o capítulo. Ele é profundamente marcante e cheio de lições para a nossa caminhada com Deus.

 

Mesmo ainda preso, José não está amargurado, abatido ou distante do Senhor. Pelo contrário, o texto nos mostra que Deus continuava com ele, e José continuava sensível às pessoas ao seu redor. Na prisão, ele observa que o padeiro e o copeiro de Faraó também estavam detidos e percebe que ambos estavam tristes, perturbados. José se aproxima e pergunta com empatia:
“Por que vocês estão com semblante triste hoje?”

Eles então compartilham seus sonhos, e José deixa algo muito claro:
👉 “As interpretações pertencem a Deus.”

José reconhece que o dom não é dele, mas vem do Senhor.

 

A interpretação traz dois destinos muito diferentes. Para o padeiro, uma notícia dura e trágica. Para o copeiro, a promessa de restauração: ele seria perdoado por Faraó, voltaria ao seu cargo e recuperaria sua posição de honra na corte.

É nesse contexto que encontramos um dos pedidos mais simples e humanos de José. No versículo 14, ele diz ao copeiro:

“Porém, lembre-se de mim quando tudo lhe correr bem.”

 

José não pediu vingança.
Não pediu dinheiro.
Não pediu privilégios.

Ele pediu apenas: “Lembre-se de mim.”

 

José confiava em Deus, mas também entendia que pessoas podem ser instrumentos nas mãos do Senhor. Da mesma forma que alguém pode ser instrumento de Deus para nos abençoar, nós também podemos ser usados por Ele para abençoar outros.

 

Infelizmente, acontece algo triste. Quando o copeiro é restaurado e volta ao palácio, ele se esquece de José. Aquele pedido simples é ignorado. José permanece preso.

Quantas vezes, em momentos assim, somos tentados a pensar:
“Será que Deus se esqueceu de mim?”
No meio da dor, da espera e das dificuldades, essa pergunta pode ecoar no coração.

Mas a Palavra nos ensina algo muito importante:
👉 Deus nunca se esquece de nós.

 

O problema não é o esquecimento de Deus — muitas vezes, é o tempo da espera. Quando olhamos para José na prisão, entendemos que Deus estava trabalhando profundamente em seu caráter. Não estou dizendo que todo sofrimento tem esse propósito, mas, no caso de José, aquele tempo foi essencial para prepará-lo para algo muito maior: governar o Egito.

 

Foram dois anos de espera. Dois anos em que José poderia ter se tornado amargo, revoltado, endurecido. Humanamente falando, quem não ficaria indignado? Quem não pensaria: “Que injustiça!”
Mas José continuou servindo, cuidando de pessoas e confiando em Deus.

 

O texto bíblico diz no versículo 23:

“O copeiro-chefe não se lembrou de José; antes, se esqueceu dele.”

Que triste é a ingratidão. Que doloroso é não reconhecer quem nos fez o bem. Ainda assim, José não perde sua essência.

 

Quando olhamos para todo o capítulo 40 de Gênesis, fica um alerta para nós:
talvez você esteja enfrentando dificuldades, lutas, sofrimento e ache que Deus se esqueceu de você.

Não.
Deus não se esquece dos Seus filhos.
Ele não se atrasa.
Ele não falha.
Ele cuida.

O salmista declara no Salmo 23:

“Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo.”

 

A prisão não era o fim da história de José.
Era apenas o caminho para o palácio.

 

Enquanto José esperava, Deus estava trabalhando.
E enquanto você espera, Deus também está trabalhando.

 

Aprendamos a esperar com paciência no Senhor, confiando que Ele tem algo maravilhoso preparado para a nossa vida. Caminhemos com esperança, olhando para o Deus eterno a quem servimos.

Que o bom Deus abençoe ricamente a sua vida e a vida da sua família.

 

Cláudio Eduardo
Pastor

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

DEUS ESTÁ COM VOCÊ! Mesmo quando tudo parece injusto! - God is with you! Even when everything seems unfair!

 


DEUS ESTÁ COM VOCÊ!

Mesmo quando tudo parece injusto!

 

— Você já teve a sensação de estar fazendo tudo certo, mas, ainda assim, as circunstâncias parecem injustas contra você?

— Já se sentiu no lugar errado, vivendo algo que não planejou nem escolheu?

 

Hoje eu quero continuar conversando com você sobre a história de José, agora no Egito. Estamos juntos na Caminhada Bíblica, e a nossa leitura de hoje é Gênesis 39.

 

José: fiel em meio à injustiça

Contextualizando, José foi vendido como escravo. Os midianitas que o levaram ao Egito o venderam a Potifar, uma autoridade da corte egípcia. De repente, José não está mais no seio da família, não é mais o filho protegido do pai, não tem privilégios nem reconhecimento. Agora ele trabalha cuidando do que pertence a outros, sem garantias, sem aplausos, sem justiça humana.

Humanamente falando, tudo parece perdido. Mas há algo essencial que José não perdeu: sua intimidade com Deus.

A Bíblia afirma que “Potifar viu que o Senhor estava com José”. Tudo o que José fazia prosperava, porque a presença de Deus era visível em sua vida. Deus estava cuidando dele, mesmo quando as circunstâncias diziam o contrário.

 

A presença de Deus muda tudo

José não prosperou porque estava no lugar certo, mas porque andava com Deus. Ele não permitiu que a injustiça apagasse sua fé, nem que o sofrimento anulasse o propósito do Senhor. Mesmo longe da promessa, ele permaneceu fiel.

Quantas vezes nós paramos por tão pouco? Quantas vezes ficamos paralisados diante das dificuldades? A história de José nos ensina que, se Deus está com você, continue em frente. As promessas do Senhor nunca falham.

 

Excelência como expressão de fé

Mesmo sendo escravo, José trabalhou com excelência. Ele não fazia as coisas de qualquer maneira, porque entendia que tudo o que fazia, fazia para o Senhor. Suas atitudes revelavam o Deus a quem ele servia.

 

Essa é uma pergunta que precisa ecoar em nosso coração:
A presença de Deus é visível na sua vida?
— Aquilo que você faz revela que você serve ao Senhor?

 

A Palavra nos ensina que, quando Deus está com alguém, outras pessoas também são abençoadas. A casa de Potifar prosperou por causa de José. Mais tarde, até mesmo a prisão foi abençoada por causa dele.

 

Nem a prisão impede o agir de Deus

Injustamente acusado pela mulher de Potifar, José é lançado na prisão. Mas nem ali a presença de Deus o abandona. Na prisão, José continua sendo bênção, continua servindo, continua fazendo diferença.

Pessoas cheias da presença de Deus transformam ambientes. Eu fico imaginando José adorando ao Senhor na prisão, e outros presos reconhecendo que havia algo diferente nele. A prisão não anulou a promessa, o sofrimento não afastou José de Deus, e a injustiça não silenciou o propósito.

 

Deus continua trabalhando

Talvez, aos olhos humanos, José tivesse “chegado ao fundo do poço”. Mas José não tinha desgraça na vida — ele tinha a graça de Deus. Deus estava trabalhando, mesmo quando ninguém percebia.

Por isso, não despreze o lugar onde Deus está te colocando, mesmo que pareça pequeno, provisório ou injusto. Deus não dorme. Ele continua trabalhando.

 

Para refletir e viver

Talvez você esteja enfrentando tempos difíceis, decisões complexas ou injustiças profundas. A mensagem de hoje é clara:

Viva a promessa, independentemente do lugar onde você esteja.
Seja uma bênção. Sirva com excelência. Confie no Senhor.

 

Nenhuma prisão pode impedir o agir de Deus. Permaneça fiel. Quando Deus está com alguém, tudo o que essa pessoa faz prospera, porque é o Senhor quem faz prosperar.

 

Vamos seguir com Deus. O Deus do livro de Gênesis é o Deus que cria, promete e cumpre.

 

Que o Senhor, em sua misericórdia, abençoe a sua vida e a sua família.

 

Cláudio Eduardo M. Costa
Pastor

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

JUSTIÇA! — A História de Tamar -- JUSTICE! - TAMAR'S STORY

 


JUSTIÇA! — A História de Tamar

📖 Reflexões em Gênesis 38

— Quantas vezes somos rápidos para julgar e lentos para reconhecer os nossos próprios erros? 

— Será que temos honrado nossas responsabilidades espirituais, familiares e morais? 

— Estamos realmente dispostos a admitir, diante de Deus e das pessoas, quando erramos?

A Palavra do Senhor nos alerta claramente:

“Não julguem, para que vocês não sejam julgados.” (Mateus 7:1)

O próprio Jesus aprofunda esse ensino ao dizer que não adianta enxergarmos o cisco no olho do outro enquanto ignoramos a trave em nossos próprios olhos. E, diante da mulher apanhada em adultério, Ele declara:

“Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra.”

Essas palavras ecoam fortemente quando chegamos ao capítulo 38 do livro de Gênesis.


Um capítulo desconfortável, mas necessário

Gênesis 38 é um texto difícil. Ele nos confronta com injustiça, engano, omissão e imoralidade. Ainda assim, é Palavra de Deus e carrega lições profundas para nossa caminhada de fé.

Antes de avançar, faço um desafio:
👉 reserve alguns minutos e leia todo o capítulo 38 de Gênesis. Depois, volte a esta reflexão.

No versículo 26, encontramos uma das declarações mais impactantes do livro:

“Ela é mais justa do que eu.” (Gn 38:26)

Essa frase, dita por Judá a respeito de Tamar, muda completamente o rumo da história.


Contexto bíblico: entre José e Judá

Para compreender Gênesis 38, precisamos encaixá-lo entre os capítulos 37 e 39, que tratam da história de José.

  • No capítulo 37, José é vendido como escravo e levado ao Egito.
  • No capítulo 39, vemos sua integridade sendo provada em meio à tentação.

Enquanto José sofre injustamente, mas permanece fiel a Deus, o texto nos mostra Judá, tomando decisões erradas, desobedecendo ao Senhor e falhando em suas responsabilidades.

Judá se casa com uma cananeia, contrariando a orientação de Deus. Ele falha como pai, como líder espiritual, como sogro e como homem de palavra — apesar de ser filho de Jacó e herdeiro das promessas.


A vulnerabilidade de Tamar e a Lei do Levirato

Na antiguidade, a mulher vivia em extrema vulnerabilidade social. Não havia previdência, nem garantias de sustento. A segurança para a velhice estava nos filhos, especialmente nos filhos homens.

Por isso existia a Lei do Levirato, que determinava que, se um homem morresse sem deixar filhos, seu irmão deveria se casar com a viúva para garantir descendência e proteção à mulher.

É nesse contexto que a história de Tamar se desenrola.

  • O primeiro filho de Judá casa-se com Tamar, mas é perverso e desobediente ao Senhor; por isso, morre.
  • O segundo filho repete o mesmo erro e também morre.
  • O terceiro filho ainda era jovem, e Judá promete entregá-lo a Tamar no tempo certo — mas não cumpre.

Judá tinha total poder sobre o destino de Tamar, mas escolheu adiar, enganar e se omitir.


A justiça revelada

Sem alternativas e sem proteção, Tamar age estrategicamente. Disfarçada, Judá se relaciona com ela, acreditando tratar-se de uma prostituta. Tamar guarda consigo o selo, o cordão e o cajado de Judá — provas irrefutáveis.

Quando Judá descobre que Tamar está grávida, sua reação é dura e hipócrita:

“Ela deve morrer.”

Mas Tamar apresenta as provas. E então Judá é confrontado com a verdade. Diante de todos, ele declara:

“Ela é mais justa do que eu.”

Essa confissão pública revela algo essencial: Deus defende quem foi injustiçado, mesmo quando a sociedade se cala.


Lições para nós hoje

1. A fé precisa ser vivida no cotidiano

Não basta pertencer ao povo de Deus ou falar sobre Deus. Judá falhou porque não viveu os valores do Reino. Fé verdadeira se expressa em atitudes diárias.

2. Deus vê os invisíveis

Tamar era esquecida, sem voz e ignorada. Ainda assim, Deus estava vendo, ouvindo e agindo.

3. Deus redime histórias quebradas

De Tamar nascem Perez e Zerá. Perez está na genealogia de Davi e de Jesus Cristo. Deus transforma dor, pecado e injustiça em instrumentos do Seu plano redentor.

4. Arrependimento gera transformação

A declaração de Judá — “ela é mais justa do que eu” — marca o início de sua transformação. Mais adiante, em Gênesis 44, ele se mostra disposto a dar a própria vida por seu irmão Benjamim.


Conclusão: o Deus que restaura

O Deus do passado é o mesmo Deus do presente.
Ele vê o que é injusto.
Ele confronta o pecado.
Ele consola quem sofre.
E Ele restaura quem se arrepende.

As promessas de Deus não dependem da perfeição humana, mas da fidelidade divina. Onde há arrependimento, há transformação. E onde há transformação, o poder de Deus se manifesta.

Que caminhemos com o Senhor em humildade, verdade e obediência.
Que Deus abençoe ricamente a sua vida.
🙏

 

Cláudio Eduardo - pastor

 


domingo, 14 de dezembro de 2025

A História de Um Jovem Sonhador! The Story of A Young Dreamer

 


A  História de

Um Jovem Sonhador

📖 Reflexões em Gênesis 37

Hoje eu quero convidar você a refletir sobre a história de um jovem sonhador. Um adolescente que estava apenas começando a construir sua visão de mundo, de vida e de futuro, mas que já carregava em seu coração as promessas de Deus. Estamos falando de José, no início de sua jornada, conforme o capítulo 37 do livro de Gênesis.

José tinha apenas 17 anos. Era jovem, inexperiente em muitos aspectos, mas havia sido criado sob os valores da fé, da promessa e do cuidado de Deus. Ele não era apenas mais um filho de Jacó; era o filho da velhice, o preferido do pai. Isso lhe concedia certos privilégios — e também muitos problemas.

Para demonstrar seu amor, Jacó mandou fazer para José uma túnica especial, uma veste que simbolizava honra, distinção e favoritismo. Aquela túnica, porém, não trouxe proteção. Pelo contrário, despertou inveja, ciúmes e rejeição no coração de seus irmãos.

A Bíblia diz:

“Quando seus irmãos viram que o pai o amava mais do que a todos os outros filhos, odiaram-no e já não podiam falar com ele de forma pacífica.”
(Gênesis 37:4)


Sonhos que não geram aplausos

José começa a ter sonhos. E sonhos dados por Deus nem sempre produzem aplausos. Muitas vezes, produzem incompreensão, rejeição e oposição. Ao compartilhar aquilo que Deus estava revelando, José não foi celebrado; ele foi ainda mais odiado.

O problema não estava em José.
O problema não estava no sonho.

O problema estava:

  • no conflito familiar,
  • no ciúme mal resolvido,
  • na inveja,
  • na incapacidade de discernir os propósitos de Deus.

José não estava apenas sonhando; ele estava recebendo uma visão do Senhor sobre aquilo que Deus faria em sua vida. No entanto, pessoas dominadas pela inveja sempre interpretam mal aquilo que vem de Deus.


Inveja: um veneno silencioso

A Bíblia é clara ao afirmar:

“Seus irmãos tinham inveja dele; o pai, porém, guardava essas coisas no coração.”
(Gênesis 37:11)

A inveja destrói relacionamentos, corrói propósitos e distorce a maneira como enxergamos o outro e a vida. Ela foi extremamente prejudicial — não para José, mas para os irmãos. Enquanto Jacó silencia e reflete, os irmãos alimentam ódio e começam a planejar o mal.

A inveja sempre nos faz enxergar o outro como uma ameaça, nunca como alguém que Deus está levantando.


Da promessa ao poço

O conflito cresce. José recebe a missão de ir ao campo observar seus irmãos e depois voltar para relatar ao pai. Aquela simples obediência o leva ao fundo de um poço. A intenção inicial era matá-lo. A túnica seria manchada de sangue, o luto seria encenado, e a vida seguiria.

Mas Deus intervém.

Rubem tenta salvar José da morte. Porém, na sua ausência, José é vendido como escravo aos midianitas. Agora, aquele jovem sonhador se vê longe de casa, longe do pai, longe da túnica, longe da segurança — mas nunca longe do propósito de Deus.


Deus está no controle da história

O capítulo termina com uma afirmação poderosa:

“Enquanto isso, no Egito, os midianitas venderam José a Potifar, oficial de Faraó, comandante da guarda.”
(Gênesis 37:36)

Enquanto Jacó vivia um luto baseado em mentira, Deus estava escrevendo uma história de redenção. O que parecia tragédia era, na verdade, o caminho para o cumprimento dos sonhos.

Deus não havia perdido o controle. Ele estava conduzindo tudo.


E você, o que faz com os sonhos de Deus?

José sabia quem ele era. Sabia em quem cria. E decidiu seguir os propósitos do Senhor mesmo quando tudo parecia estar contra ele. Mesmo rejeitado. Mesmo traído. Mesmo vendido.

Talvez hoje você esteja se perguntando o que fazer com os sonhos que Deus colocou no seu coração. Talvez você esteja enfrentando oposição, incompreensão ou até rejeição.

Lembre-se:
➡️ Sonhos de Deus não morrem em poços.
➡️ Promessas de Deus não são anuladas por traições.
➡️ Processos difíceis não cancelam destinos eternos.

Persiga os sonhos de Deus. Viva aquilo que Ele tem para você. Porque, assim como na vida de José, Deus tem coisas grandiosas a fazer em você e através de você.

 

Cláudio Eduardo - pastor

sábado, 13 de dezembro de 2025

CHEGOU O MOMENTO DE SEPARAR! - The time has come for us to part ways!

 



CHEGOU O MOMENTO DE SEPARAR!

 

Chegamos ao capítulo de número 36 do livro de Gênesis, e hoje eu quero convidar você a observar com atenção a maneira como Deus trabalha no cumprimento das Suas promessas.

 

Deus fez uma promessa a Abraão, reafirmou essa promessa a Isaque e, agora, vemos essa promessa sendo novamente confirmada na vida de Jacó. Mas há algo muito importante nesse capítulo que, à primeira vista, pode passar despercebido.

 

Estamos diante de um texto que fala sobre os descendentes de Esaú. Muitos de nós não gostamos de ler genealogias na Bíblia, mas é fundamental lembrar: isso também é Palavra de Deus.

 

Quando o texto bíblico destaca os reis, príncipes e chefes que descendem de Esaú, ele está nos ensinando algo precioso: todos eles também são descendentes de Isaque e, consequentemente, de Abraão. Ou seja, a promessa feita por Deus a Abraão — de que sua descendência seria numerosa como as estrelas do céu e como a areia do mar — também alcança Esaú.

 

Deus não abençoou apenas Jacó. Deus também abençoou Esaú, por causa da fidelidade de Abraão.  Abraão permaneceu fiel e em intimidade com Deus. Isaque andou em obediência ao Senhor. E as bênçãos se estenderam às próximas gerações.


Separar não é romper

Nos versículos 6 e 7, o texto nos mostra que Esaú e Jacó se separam.
Mas agora a separação é completamente diferente daquela vivida no passado. Antes, Jacó fugia de Esaú por medo, por conflito, por ameaça de morte. Agora, eles se separam em paz.

 

A razão não é briga, nem discórdia, mas abundância. Ambos haviam sido muito abençoados. Tinham muitos rebanhos, muitos bens, e a terra já não comportava os dois juntos.

 

A Bíblia diz que Esaú tomou suas mulheres, seus filhos, seus bens e foi para outra terra, afastando-se de seu irmão Jacó.  Depois de anos de conflito, dor, engano e medo, vemos algo extraordinário:

👉 uma separação pacífica, madura e conduzida por Deus.

Eles não permanecem juntos, mas permanecem debaixo da promessa do Senhor.


Reconciliação não é dependência

Aqui aprendemos uma lição profunda:

Reconciliação não significa, obrigatoriamente, caminhar junto o tempo todo.

Reconciliação é:

  • viver em amor,
  • liberar perdão,
  • tirar do coração todo rancor, ódio, mágoa e angústia.

 

Nosso coração não foi criado para abrigar ressentimentos. Nós fomos criados à imagem e à semelhança do Criador, e a Palavra nos ensina que Deus é amor. O amor de Deus nos constrange e nos chama a viver relações saudáveis, mesmo quando isso significa seguir caminhos diferentes.


Ciclos que se encerram, promessas que continuam

Jacó e Esaú precisaram se separar — não por causa de briga, mas por direção de Deus.

Aquela terra agora estava ligada à promessa feita a Jacó. Canaã foi prometida a Abraão, reafirmada a Isaque e, agora, confiada a Jacó. Esaú encerra um ciclo. Jacó inicia outro.

Deus estava dizendo a Esaú: “Aqui termina o seu tempo.”
E a Jacó: “Agora começa um novo ciclo, com novos desafios e coisas grandiosas que farei em você e por meio de você.”


 

Que lição tiramos disso?

1.  Nem toda separação significa briga.

2.  Nem todo distanciamento é fracasso.

3.  Reconciliação é viver em paz, ainda que não seja lado a lado.

4.  As promessas do Senhor não falham.

Jacó toma posse da promessa, mas sua concretização plena acontece séculos depois, quando o povo de Israel sai do Egito, atravessa o mar, enfrenta o deserto e experimenta o agir poderoso de Deus.

Isso nos ensina a confiar no tempo do Senhor.


 

Confie nas promessas de Deus. Viva debaixo delas. Caminhe em amor, em paz e em reconciliação.

 

E lembre-se:


nem toda separação precisa ser marcada por dor e conflito. Às vezes, ela é apenas Deus conduzindo cada um para o lugar certo.

Que o seu dia seja profundamente abençoado.

 

Cláudio Eduardo M. Costa

Pastor

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

LEVANTANDO UM ALTAR PARA DEUS - Build an altar to God.

 


LEVANTANDO UM ALTAR PARA DEUS

 

— Você sabe identificar os marcos espirituais da sua vida?
— E, quando tudo ao seu redor parece confuso, qual é a sua reação?
Você foge ou busca ouvir a voz de Deus?

 

Hoje eu quero convidar você a caminhar comigo pelo capítulo 35 de Gênesis. Mas antes, precisamos de um pouco de contexto. Nos capítulos anteriores, vemos Jacó estabelecido em um território. Mas, de repente, tudo desmorona: sua filha Diná sofre violência, e seus filhos, em resposta, matam os homens daquela cidade.

A confusão está armada.

Agora o medo toma conta.
A angústia cresce.

Jacó pensa: “Será que alguém virá contra mim e minha família para vingar o que meus filhos fizeram?”

E então — como sempre — Deus intervém.

Deus aparece e chama Jacó para um novo propósito.
A vida de Jacó é marcada por encontros profundos com o Deus verdadeiro.
E, mais uma vez, o Senhor o chama para recomeçar.
E recomeçar é sempre possível.

E sabe para onde Deus o envia?
Para Betel.

Lembra de Betel?

O lugar da visão da escada, anjos subindo e descendo…
O lugar onde Deus prometeu estar com ele e guardá-lo.

Agora, Deus o chama de volta ao primeiro altar, ao primeiro encontro, ao primeiro amor.

 

E é interessante notar: em Gênesis 35, Deus manda Jacó levantar um altar.
Não é um pedido comum.
Mas antes de erguer o altar, há algo que precisa ser feito.

Deus diz:

“Levante-se, vá para Betel e habite ali. Faça ali um altar ao Deus que lhe apareceu quando você fugiu do seu irmão Esaú.”
(Gênesis 35:1)

 

Jacó vai voltar ao lugar onde foi fortalecido.
E isso nos ensina algo precioso:
Quando estamos cansados, confusos ou desanimados, precisamos voltar ao lugar onde encontramos Deus pela primeira vez.

Talvez você já tenha pensado em desistir da caminhada cristã.
Talvez se sinta cansado.
Mas aposentadoria espiritual só existe no céu.
Ainda há muito a ser feito.
Nossa luta é contra o mal e pela salvação daqueles que se perdem.

 

Deus Não Aponta o Dedo — Ele Restaura

Se olharmos para o capítulo 34, veremos erros de todos os lados:
Jacó se cala, seus filhos agem com violência…
Mas quando Deus aparece, Ele não diz:

“Está vendo? Eu avisei!”
“Isso está acontecendo por culpa de vocês!”

Nada disso.

Deus chama Jacó para restaurar, não para condenar.
Ele apresenta um novo caminho, um novo momento, um novo ciclo para a família.

E aqui há uma lição importante:
Se um irmão falha, acolha.
Não seja cúmplice do pecado, mas também não seja instrumento de destruição.
Todos somos pecadores.

E a Bíblia deixa isso claro: se alguém diz que não tem pecado, faz de Deus um mentiroso.

 

Para Levantar o Altar, é Preciso Limpeza

O altar não pode ser levantado de qualquer maneira.
Jacó agora é líder de uma família grande, e Deus lhe dá uma ordem:

  • Tire os ídolos
  • Purifiquem-se
  • Troquem de roupas

É uma limpeza espiritual.

E cuidado: idolatria não é apenas imagem de barro ou metal.
Idolatria pode ser:

  • o trabalho
  • o dinheiro
  • um relacionamento
  • até a própria família

Tudo que ocupa o lugar de Deus se torna um ídolo.

Deus deve ser sempre a prioridade.

 

Assim, Deus diz:

“Joguem fora os deuses estranhos, purifiquem-se e troquem de roupa.”

 

Da mesma forma, para que haja restauração e renovo em nós, é preciso limpar o coração.
O coração é o templo onde o altar está sendo erguido.

Não pode haver:

  • ressentimentos
  • pecados escondidos
  • relacionamentos que nos afastam do Senhor

Erguer o altar exige:

  • arrependimento
  • santidade
  • entrega total

 

O Altar em Betel é a Renovação da Promessa, Jacó chega a Betel e levanta o altar.
Ali, ele declara:

“Este é o Deus que me respondeu no dia da minha angústia
e tem estado comigo todo este tempo.”

Ele provavelmente relembrou ao povo a experiência da escada, reafirmando a fidelidade de Deus.

E então, Deus renova a promessa:

“Seu nome não será mais Jacó, mas Israel.”
“Eu sou o Deus Todo-Poderoso. Seja fecundo e multiplique-se…”
“A terra que dei a Abraão e a Isaque darei a você e à sua descendência.”
(Gênesis 35:10–12)

 

É Hora de Levantar o Altar

Então, vamos ao altar do Senhor.
Limpe o coração.
Abandone os ídolos.
Viva intensamente na presença de Deus.

Que Betel seja, hoje, o lugar do seu reencontro com Deus —
o lugar onde tudo recomeça,
onde o coração se alinha,
onde a promessa se renova.

 

Cláudio Eduardo - pastor

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