O REI ETERNO E O REINO QUE JAMAIS SERÁ ABALADO...
SALMOS 2
"Eu constituí o meu Rei sobre o meu santo
monte Sião."
Salmo 2.6 (NAA)
Quem
realmente governa a história? São os governantes deste mundo ou Deus?
Vivemos
em um tempo marcado por guerras, conflitos, disputas pelo poder e uma crescente
tentativa de construir uma sociedade como se Deus não existisse. A cada dia,
assistimos à violência, à intolerância e ao orgulho humano ocuparem as
manchetes dos jornais. O homem acredita que pode determinar o seu próprio
destino, governar a sua vida sem o Criador e estabelecer sua própria verdade.
Mas
essa pretensão levanta duas perguntas fundamentais: é possível viver sem
Deus? É possível travar uma batalha contra o Senhor e vencer?
Quando
compreendemos quem Deus é, percebemos que toda rebelião contra Ele já nasce
derrotada. O homem pode resistir ao Senhor, mas jamais poderá frustrar os Seus
planos.
É
exatamente essa verdade que encontramos no Salmo 2.
Um
salmo real e messiânico
O
Salmo 2 é tradicionalmente atribuído a Davi, conforme testemunha a
igreja primitiva ao citá-lo em Atos 4.25-26. Ele pertence ao grupo dos
chamados Salmos Reais, provavelmente entoados nas cerimônias de coroação
dos reis da linhagem de Davi.
Naquele
contexto, quando um novo rei assumia o trono de Israel, era comum que as nações
vizinhas se rebelassem e tentassem enfraquecer o reino recém-estabelecido.
Entretanto, o alcance desse salmo vai muito além da monarquia israelita.
Inspirado
pelo Espírito Santo, Davi anuncia o reinado daquele que seria o verdadeiro e
definitivo Rei: Jesus Cristo, o Filho de Deus, cujo Reino jamais terá
fim.
A
rebelião das nações
O
salmo começa com uma pergunta que continua extremamente atual:
"Por
que se enfurecem as nações e os povos imaginam coisas vãs?"
(Salmo 2.1 — NAA)
A
humanidade continua planejando caminhos distantes de Deus. Multiplicam-se
projetos políticos, ideologias, filosofias e sistemas que prometem um mundo
melhor, mas excluem o Senhor da equação.
O
resultado é exatamente o que o salmista descreve: "coisas vãs".
São planos que não podem prevalecer contra a vontade soberana de Deus.
No
versículo 3, a rebelião torna-se explícita:
"Vamos
romper os seus laços e sacudir de nós as suas algemas."
(Salmo 2.3 — NAA)
Essa
continua sendo a voz de muitos em nossos dias. Há quem considere Deus um
obstáculo à liberdade humana, imaginando que a verdadeira felicidade consiste
em viver sem limites, sem autoridade e sem compromisso com a vontade do Senhor.
Mas
essa independência é apenas uma ilusão.
Deus
continua no controle
Enquanto
a terra vive em agitação, o céu permanece em absoluta tranquilidade.
Deus
não perdeu o controle da história.
No
centro do salmo está uma das declarações mais poderosas das Escrituras:
"Eu
constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião."
(Salmo 2.6 — NAA)
Nenhuma
conspiração humana pode impedir aquilo que Deus determinou.
Seu
Reino não depende da aprovação das nações nem da aceitação dos governantes.
O
Senhor já estabeleceu o seu Rei.
O
cumprimento em Jesus Cristo
O Novo
Testamento identifica claramente esse Rei como Jesus Cristo.
Em Atos
4.25-28, após sofrerem perseguição, os primeiros cristãos citam o Salmo 2 e
reconhecem que Herodes, Pôncio Pilatos, os líderes religiosos e os gentios
cumpriram exatamente aquilo que o salmo havia anunciado: a oposição ao Ungido
de Deus.
Os
inimigos de Cristo imaginaram que haviam vencido quando o crucificaram.
A
cruz, aos olhos do mundo, parecia representar derrota, humilhação e fracasso.
No
entanto, Deus transformou a cruz no maior símbolo de vitória da história da
humanidade.
Ali,
Cristo venceu o pecado.
Ali,
Cristo derrotou a morte.
Ali,
Cristo abriu o caminho da salvação para todos os que creem.
Ao
terceiro dia, Jesus ressuscitou, foi exaltado pelo Pai e recebeu toda
autoridade no céu e na terra, conforme declarou:
"Toda
a autoridade me foi dada no céu e na terra."
(Mateus 28.18 — NAA)
Por
isso, o Salmo 2 não fala apenas da coroação de um rei em Israel. Ele anuncia o
reinado eterno de Jesus Cristo, o Rei dos reis e Senhor dos senhores.
Onde
está o seu refúgio?
O
salmo termina com um convite cheio de esperança:
"Bem-aventurados
todos os que nele se refugiam." (Salmo 2.12 — NAA)
A
verdadeira questão não é se Cristo reina.
Ele já
reina.
A
pergunta é: quem governa a sua vida?
Em
quem você deposita sua confiança?
No
dinheiro?
No
poder?
Na
posição social?
Na sua
própria capacidade?
Ou em
Jesus Cristo?
Vivemos
numa cultura que incentiva a autossuficiência, mas o Salmo 2 nos lembra que a
verdadeira segurança não está em nós mesmos, e sim naquele que Deus estabeleceu
como Rei.
Somente
quem se refugia em Cristo encontra paz em meio às crises, esperança em tempos
difíceis e segurança diante das incertezas da vida.
Conclusão
O
Salmo 2 nos desafia a abandonar a rebelião e nos render ao governo do Senhor
Jesus.
Os
impérios passam.
Os
governantes mudam.
As
ideologias desaparecem.
Mas o
Reino de Cristo permanece para sempre.
Que
hoje você reconheça Jesus como Senhor da sua vida e encontre nele o único
refúgio verdadeiro.
Até
amanhã, quando continuaremos nossa jornada dos 150 Dias Lendo o Livro de
Salmos, meditando no Salmo 3.
Que
Deus abençoe ricamente o seu dia!
Cláudio Eduardo M. Costa
Projeto 150 Dias Lendo o Livro de Salmos
Blog Humanizando Compaixão
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