A
JUSTIÇA DE DEUS NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS!
Êxodo
30
— Você
gosta de pagar impostos?
Talvez a sua resposta seja parecida com esta: “— Até pagaria com mais prazer
se houvesse reciprocidade por parte do poder público.” Afinal, muitas vezes
os impostos que pagamos não refletem justiça, nem retorno adequado em áreas
essenciais como educação, moradia, segurança e saúde.
Quando falamos de justiça, é comum ouvirmos o clamor: “— Queremos justiça!”
Hoje
eu quero convidar você a olhar para um padrão de justiça diferente do nosso,
um padrão que não nasce da lógica humana, mas do próprio Deus.
A
justiça de Deus é diferente da nossa
A
justiça de Deus não faz acepção de pessoas.
Não importa se alguém é rico ou pobre, influente ou simples — diante do Senhor,
todos têm o mesmo valor.
Em Êxodo
capítulo 30, encontramos um exemplo claro desse padrão divino de justiça.
Deus orienta Moisés a realizar um recenseamento do povo de Israel. Porém, junto
com a contagem, o Senhor estabelece um princípio espiritual profundo.
📖 Êxodo 30.12 (NTLH)
“—
Quando você fizer a contagem do povo, cada israelita me pagará uma certa
quantia pela sua vida, para que não lhe aconteça nenhum desastre enquanto a
contagem estiver sendo feita.”
Não
era apenas um recenseamento civil. Junto com ele, Deus exige que cada pessoa
apresentasse uma oferta pela sua vida diante do Senhor.
Mais
do que dinheiro: um ato espiritual
Esse
mandamento não tinha caráter político, nem apenas econômico ou financeiro.
Era um ato educativo e espiritual.
Ao
pagar aquela quantia, o israelita reconhecia uma verdade fundamental:
👉 A vida pertence a
Deus.
👉 Tudo o que somos e
tudo o que temos vem do Senhor.
Essa
oferta era uma declaração pública de dependência e submissão a Deus.
A
equidade da justiça divina
O
ponto mais marcante desse texto aparece no versículo 15.
📖 Êxodo 30.15 (NTLH)
“Quando
pagarem pela sua vida, o rico não precisará pagar mais do que a quantia
exigida, nem o pobre pagará menos.”
Aqui
vemos claramente a equidade da justiça de Deus.
- O rico não paga mais.
- O pobre não paga menos.
Diante
do Senhor, o valor de uma pessoa não está no que ela possui, mas em quem ela
é.
Ninguém compra privilégios diante de Deus.
Nenhuma oferta maior garante mais bênçãos.
Nenhuma condição social diminui o valor de alguém diante do Senhor.
Todos
iguais diante de Deus
No
Reino de Deus não existe:
- área VIP,
- pessoas privilegiadas,
- cristãos de primeira ou segunda classe.
Todos
têm a mesma dignidade.
Todos dependem da mesma graça.
Todos vivem da mesma misericórdia.
Como
pastor, sirvo em uma função específica, mas sou igual diante de Deus a
toda a congregação. A justiça divina nos coloca no mesmo nível: pecadores
alcançados pela graça.
Isso é
justiça divina.
Aplicando
a justiça de Deus no dia a dia
Como
aplicar esse ensinamento hoje?
👉 Na igreja e no Reino
de Deus:
- não existe “mais crente” ou “menos
crente”;
- não existe “mais espiritual” ou “menos
espiritual”.
Todos
fomos alcançados pela graça do Senhor.
Todos somos chamados à mesma responsabilidade.
Todos desfrutamos do mesmo cuidado e amor de Deus.
📖 Êxodo 30.16 (NTLH)
“Você
receberá do povo de Israel essa prata e a usará para o serviço da Tenda da
Minha Presença. Esse imposto será o pagamento pela vida dos israelitas, e eu
lembrarei de protegê-los.”
A
justiça de Deus gera:
- proteção,
- equilíbrio,
- vida.
Ela
também nos lembra o quanto somos valiosos para o Senhor.
Conclusão
Lembre-se:
👉 eu não sou melhor nem
pior do que ninguém;
👉 eu sou diferente,
porque cada um de nós tem uma identidade única;
👉 mas todos podemos ser
filhos do Deus eterno.
Desde
que reconheçamos que Jesus Cristo é Senhor e Salvador, somos acolhidos
por esse Deus justo, amoroso e gracioso.
Que
caminhemos, todos os dias, no modelo da justiça divina,
a justiça de Deus que não faz acepção de pessoas.
Deus
abençoe o seu dia.
✍️ Cláudio Eduardo M. Costa
Pastor