quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

UM NOVO ANO, UM NOVO CLAMOR: APRENDENDO A PEDIR SEGUNDO A VONTADE DE DEUS



UM NOVO ANO, UM NOVO CLAMOR: APRENDENDO A PEDIR SEGUNDO A VONTADE DE DEUS



Imagine se Deus aparecesse hoje a você e dissesse:

“Peça o que você quiser, e Eu lhe darei.”


Mas com um detalhe importante: apenas um pedido.

Não se trata do gênio da lâmpada de Aladdin, com três desejos. É um só.

O que você pediria?


Chegamos ao último dia de 2025, e este é, acima de tudo, um tempo de reflexão. Antes de pensarmos em como será o novo ano, precisamos nos colocar diante do Senhor em gratidão. Se chegamos até aqui, não foi por mérito próprio, mas porque a graça, a misericórdia e a fidelidade de Deus nos sustentaram.


É nesse contexto que quero convidar você a refletir sobre a experiência de Salomão, registrada em 1 Reis 3.5–15, um texto que nos ensina profundamente como pedir segundo a vontade de Deus.





UM CORAÇÃO HUMILDE DIANTE DE DEUS

Salomão estava no início do seu reinado. Filho do rei Davi, agora carregava sobre seus ombros a responsabilidade de governar Israel. Após oferecer sacrifícios ao Senhor em Gibeão, Deus lhe aparece em sonho e diz:

“Peça o que você quer que Eu lhe dê.”


A resposta de Salomão revela algo que precisamos reaprender: humildade.


Antes de pedir qualquer coisa, ele começa agradecendo a Deus pela fidelidade demonstrada ao seu pai, Davi. Reconhece que não chegou ali sozinho e, em seguida, faz uma confissão sincera:


“Eu não passo de uma criança; não sei como devo agir.”


Reconhecer as próprias limitações é o primeiro sinal de verdadeira sabedoria. Salomão sabia que governava um povo que não era dele, mas o povo de Deus. Ele compreendia o peso da missão e a sua incapacidade humana diante dela.


Assim como Davi, Salomão se apresenta diante do Senhor com um coração íntegro, sem máscaras, reconhecendo que Deus é Deus — e que ao homem cabe obedecer e depender.





UM PEDIDO ALINHADO À MISSÃO

Chega, então, o momento do pedido. Salomão diz:


“Dá, pois, ao teu servo um coração compreensivo para governar o teu povo, para que, com prudência, saiba discernir entre o bem e o mal.”


Ele não pede riquezas, longevidade ou vitória sobre inimigos.

Ele pede sabedoria, porque conhece sua missão e sabe que não pode cumpri-la sem Deus.


Aqui está um princípio fundamental para 2026:

Quando sabemos quem somos, entendemos nossa missão e reconhecemos a grandeza de Deus, nossos pedidos se tornam mais alinhados ao coração do Senhor.





A RESPOSTA GENEROSA DE DEUS

Deus se agrada profundamente do pedido de Salomão e responde:


“Já que você pediu discernimento e não pediu riquezas, honra ou a morte dos seus inimigos, eu lhe darei um coração sábio e inteligente. E também lhe darei o que você não pediu: riquezas e glória.”


Quando buscamos aquilo que Deus deseja gerar em nós, Ele cuida do resto.


O próprio Jesus ensinou que não devemos viver ansiosos pelas coisas desta vida, mas buscar primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo mais nos será acrescentado.





UMA CONDIÇÃO PARA UMA VIDA ABENÇOADA

Deus, porém, estabelece uma condição clara:


“Se você andar nos meus caminhos e guardar os meus estatutos e mandamentos, prolongarei os seus dias.”


Não existe vida cristã sem compromisso.

Andar com Deus exige obediência, fidelidade e perseverança.





UM MARCO ESPIRITUAL PARA O NOVO ANO

O texto termina dizendo que Salomão acordou do sonho, voltou para Jerusalém, colocou-se diante da arca da aliança, ofereceu sacrifícios e celebrou com seus oficiais.


Isso nos ensina que encontros verdadeiros com Deus geram marcos espirituais.


Por isso, neste momento de transição entre 31 de dezembro e 1º de janeiro, façamos o mesmo:


  • Celebremos de joelhos, na presença do Senhor;
  • Agradeçamos pela bondade e fidelidade de Deus;
  • Coloquemos nossas vidas no altar como sacrifício vivo.



Que 2026 seja um ano de bênçãos, crescimento, sabedoria, prosperidade e vitórias, debaixo da graça e da misericórdia do Senhor.


✨ Feliz 2026! Que o seu clamor esteja alinhado com a vontade de Deus.


Cláudio Eduardo M Costa

Pastor 


terça-feira, 30 de dezembro de 2025

SEJA FORTE E TENHA CORAGEM “Feliz Ano Novo!” - Be strong and courageous. Happy New Year!

 


SEJA FORTE E TENHA CORAGEM

“Feliz Ano Novo!”


Essa é uma frase que ouvimos repetidamente na transição de um ano para outro, na mudança de ciclos. 2025 está indo embora, 2026 está chegando. E, diante disso, surgem perguntas inevitáveis:
Como eu vivi o ano que passou?
De que maneira Deus esteve presente em minha caminhada?
Posso dizer que fui realizado e feliz, apesar dos desafios?
Estou preparado para viver algo novo e ainda maior em 2026?

 

Quero convidar você a refletir sobre um texto bíblico muito especial: Josué, capítulo 1, versos 1 a 9.

Nesse texto, encontramos Deus animando, convocando e ordenando Josué. Até então, Josué havia sido auxiliar de Moisés, seu assistente fiel. Mas agora, Moisés morre. A morte de Moisés traz luto, tristeza e insegurança. No entanto, a vida continua — e quando a vida continua, mudanças são necessárias.

 

O texto bíblico diz:

“Depois da morte de Moisés, servo do Senhor, falou o Senhor a Josué, filho de Num, auxiliar de Moisés, dizendo: Moisés, meu servo, está morto. Levante-se agora, passe este Jordão, você e todo este povo, e entre na terra que eu dou aos filhos de Israel.”
(Josué 1:1–2)

 

A morte de Moisés marca um fim, mas também inaugura um novo começo. Diante das dificuldades, das expectativas e das incertezas, Deus toma a iniciativa. Isso nos ensina algo precioso:
👉 não somos nós que dizemos a Deus o que queremos; é Deus quem revela o que deseja de nós.

 

Para ouvir a voz de Deus, porém, precisamos de algo fundamental: intimidade com o Senhor. Essa é a primeira palavra que devemos guardar para 2026: intimidade com Deus.

Deus continua dizendo a Josué que todo lugar por onde ele pisar será dado a ele. O território já estava prometido. No verso 5, encontramos uma declaração poderosa:

“Ninguém poderá resistir a você todos os dias da sua vida. Assim como fui com Moisés, serei com você; não o deixarei nem o abandonarei.”

 

Não se trata de uma força momentânea, nem de um entusiasmo passageiro. É uma promessa para todos os dias da vida. Deus enfatiza: você não está sozinho. Ele não abandona, não deixa, não desampara — a não ser que o próprio ser humano escolha se afastar.

Quantas vezes nos afastamos de Deus por causa do pecado, da arrogância ou da autossuficiência? Por isso, ao iniciarmos 2026, somos chamados a caminhar com humildade diante do Senhor, começando e terminando cada dia com um coração quebrantado diante de Deus e também das pessoas ao nosso redor.

 

Então Deus diz a Josué:

“Seja forte e corajoso, porque você fará este povo herdar a terra que prometi sob juramento aos seus pais.”
(Josué 1:6)

 

Essa ordem não significa que Josué fosse fraco ou covarde. Pelo contrário: as dificuldades, a responsabilidade da liderança e o peso de substituir Moisés poderiam gerar medo. Liderar um povo obstinado como Israel não era tarefa simples. Ainda assim, Deus reafirma:

“Tão somente seja forte e muito corajoso, para ter o cuidado de fazer conforme toda a lei que meu servo Moisés lhe ordenou.”
(Josué 1:7)

 

Aqui aprendemos mais um princípio essencial para 2026: perseverança na Palavra de Deus. Não se desviar nem para a direita nem para a esquerda. O sucesso prometido aqui não é, necessariamente, financeiro, mas espiritual — uma vida plena, feliz e alinhada com a vontade de Deus.

Deus continua:

“Não cesse de falar deste Livro da Lei; medite nele dia e noite, para que você tenha o cuidado de fazer segundo tudo o que nele está escrito. Então você prosperará e será bem-sucedido.”
(Josué 1:8)

Meditar, viver, compartilhar e se encher da Palavra gera algo maravilhoso: o medo perde força e a confiança em Deus cresce.

 

Por fim, Deus conclui com uma das declarações mais conhecidas e encorajadoras da Bíblia:

“Não fui eu que ordenei a você? Seja forte e corajoso. Não tenha medo, nem fique assustado, porque o Senhor, seu Deus, estará com você por onde quer que andar.”
(Josué 1:9)

 

Diante de tudo isso, podemos resumir o chamado de Deus para este novo ano em algumas palavras-chave:
intimidade com Deus, humildade, fidelidade, perseverança na Palavra e obediência.

Porque coragem bíblica não é ausência de medo, mas é obedecer sem negociar, confiando que Deus está conosco.

 

Para 2026, guarde isso no coração. Se for preciso, escreva no espelho, anote em lugares visíveis, repita em oração:
“Seja forte e corajoso, porque Deus está comigo.”

 

Essa é a palavra para o novo ano.

E seguimos juntos na Caminhada Bíblica 2026, crendo que Deus ainda tem coisas grandiosas a falar aos nossos corações.

 

Cláudio Eduardo M. Costa
Pastor

 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

A HISTÓRIA NÃO TERMINA AQUI! --- THE STORY DOESN'T END HERE!

 


A HISTÓRIA NÃO TERMINA AQUI!

 

Você já parou para pensar em como será o seu funeral?

Já imaginou deixar uma mensagem gravada para que seus amigos assistissem depois da sua partida?

O que você diria?

Que orientações deixaria?

 

Confesso que, às vezes, reflito sobre isso. Mas uma coisa é certa no meu coração: estamos aqui apenas de passagem¹.

 

Eu já fiz a minha escolha. Já comprei o meu passaporte. Vou morar eternamente na glória com o meu Jesus².
E você?

 

Estamos na Caminhada Bíblica 2025 e hoje chegamos ao capítulo 50 do livro de Gênesis. Gênesis nos apresenta o Deus que cria³, que promete⁴ e que cumpre fielmente Suas promessas. Ainda assim, afirmamos com convicção: a história não termina aqui.

 

Para compreender isso, precisamos começar com Abraão.

Abraão recebe de Deus uma promessa e um chamado claro: “Saia da sua terra, do meio dos seus parentes…”⁵. Mesmo com cerca de 70 anos⁶, ele confia e obedece. Então Deus declara: “Em você serão benditas todas as famílias da terra”⁷.

Abraão não tinha filhos, e Sara vivia a dor da esterilidade⁸. Ainda assim, Deus reafirma Sua promessa⁹. Isaque nasce¹⁰, a promessa continua, e de Isaque vêm Esaú e Jacó¹¹.

Agora chegamos ao fim da vida de Jacó. Ele está morrendo. A pergunta é inevitável:

acabou a história?
Não.

 

Mesmo vivendo no Egito, a família não perde sua identidade nem as promessas de Deus¹². O final do capítulo 49 nos diz que, após abençoar seus filhos, Jacó expirou e foi reunido ao seu povo¹³ — uma declaração carregada de esperança.

 

No capítulo 50, vemos José chorando¹⁴. O texto nos ensina sobre luto, dignidade e fé. O corpo de Jacó é levado de volta a Canaã¹⁵, reafirmando a esperança na promessa da terra.

 

Da descendência de Jacó viria o Messias, Jesus Cristo¹⁶. Israel, que antes era apenas um homem, transforma-se em uma grande nação¹⁷, chamada para anunciar a grandeza do Deus eterno¹⁸.

 

Jacó planejou seu sepultamento¹⁹, mas talvez não imaginasse a dimensão daquele funeral. Faraó envia autoridades para acompanhar o cortejo²⁰. Jacó morre, mas seu legado permanece vivo.

 

Após sua morte, os irmãos de José são tomados pelo medo²¹. José, então, declara uma das verdades mais poderosas das Escrituras:

“Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o transformou em bem, para preservar a vida de muitos.”²²

Aqui aprendemos algo fundamental: Deus é soberano²³. Mesmo quando não compreendemos os processos, podemos confiar. O capítulo 50 não é o fim. Deus continua escrevendo a história — inclusive a minha e a sua.

 

Que o novo ano seja um tempo de bênçãos, crescimento espiritual e mais intimidade com o Senhor²⁴.

Que a Palavra de Deus, viva e eficaz, fale profundamente aos nossos corações²⁵.

 

Deus te abençoe.

 

Cláudio Eduardo M. Costa
Pastor


Notas de Rodapé

  1. BÍBLIA. Hebreus 13.14.
  2. BÍBLIA. João 14.1–3.
  3. BÍBLIA. Gênesis 1.
  4. BÍBLIA. Gênesis 12.1–3.
  5. BÍBLIA. Gênesis 12.1.
  6. BÍBLIA. Gênesis 12.4.
  7. BÍBLIA. Gênesis 12.3.
  8. BÍBLIA. Gênesis 11.30.
  9. BÍBLIA. Gênesis 17.15–19.
  10. BÍBLIA. Gênesis 21.1–3.
  11. BÍBLIA. Gênesis 25.24–26.
  12. BÍBLIA. Gênesis 46.1–4.
  13. BÍBLIA. Gênesis 49.33.
  14. BÍBLIA. Gênesis 50.1.
  15. BÍBLIA. Gênesis 50.5–13.
  16. BÍBLIA. Mateus 1.1–16; Lucas 3.23–38.
  17. BÍBLIA. Gênesis 35.10–12.
  18. BÍBLIA. Êxodo 19.5–6.
  19. BÍBLIA. Gênesis 47.29–31.
  20. BÍBLIA. Gênesis 50.7–9.
  21. BÍBLIA. Gênesis 50.15.
  22. BÍBLIA. Gênesis 50.20.
  23. BÍBLIA. Romanos 8.28.
  24. BÍBLIA. Jeremias 29.11.
  25. BÍBLIA. Hebreus 4.12.

domingo, 28 de dezembro de 2025

TEMPO DE AVALIAR PARA AVANÇAR! ------ It's time to assess so we can move forward!

 


TEMPO DE AVALIAR PARA AVANÇAR!

— Você já escreveu o seu testamento?
Calma… talvez essa pergunta assuste um pouco. Então vou reformulá-la:

Que legado você está deixando para a sua descendência?

 

Não quero falar de morte, mas de vida. Ainda assim, como cristãos, temos plena consciência de que o nosso tempo nesta terra é passageiro. Por isso, somos chamados a deixar um legado — não apenas material, mas um legado de fé, de valores e de vida com Deus. Afinal, é com Cristo que viveremos eternamente.

 

Pensando nisso, faço um convite a você:
vamos refletir sobre Gênesis, capítulo 49.

Ao longo da caminhada bíblica, acompanhamos a história de Jacó. Um homem impulsivo, que muitas vezes agiu sem planejar, colheu consequências difíceis e enfrentou grandes desafios. No entanto, Jacó teve um encontro pessoal e profundo com Deus — e esse encontro transformou completamente a sua vida.

 

A partir dessa experiência, Jacó se torna um novo homem. Seu nome é mudado para Israel, e sua postura também muda. Passamos a ver alguém que busca a presença do Senhor, que pergunta, que escuta, que levanta altares e estabelece marcos espirituais ao longo da caminhada.

Chegamos, então, a um momento decisivo da sua vida. Aos 147 anos, no fim da jornada terrena, Jacó entende que é hora de conversar com seus filhos. Gênesis 49 começa exatamente assim: um pai reunindo seus filhos para falar palavras que atravessariam gerações.

 

É importante perceber que Jacó não romantiza seus filhos. Ele não ignora erros nem disfarça falhas. Pelo contrário, fala com verdade sobre virtudes e limitações, acertos e escolhas equivocadas. E aqui aprendemos algo precioso:

Deus não ignora o nosso passado, mas a Sua graça é maior do que a nossa história.

O amor e a misericórdia do Senhor são tão poderosos que o passado não precisa dominar o presente, nem determinar o futuro.

 

Por isso, somos chamados a viver o presente com Deus e a sonhar com um futuro de vitória, bênçãos e glória que Ele tem reservado para nós.

 

Estamos na virada de um novo ano — um marco importante. É tempo de reavaliar.
— Como foi 2025 para você?
— Como esteve a sua vida na presença do Senhor?

 

Esse é o momento de sermos honestos com nossas falhas e pecados, porque Deus conhece o nosso coração. É tempo de colocar sonhos no altar e dizer:
“Senhor, eu quero viver os Teus sonhos. Quero viver a Tua soberana vontade.”

 

Que o próximo ano seja um ano de intimidade com Deus, de obediência, de vida plena em Sua presença.

 

Ao abençoar seus filhos, Jacó fala de escolhas erradas, de atitudes impensadas, de forças mal direcionadas que geraram destruição. Mas ele também reafirma algo maior: as promessas do Senhor permanecem firmes.

A promessa feita a Abraão em Gênesis 12 — “em ti serão benditas todas as famílias da terra” é reafirmada agora sobre Jacó e seus filhos. Entre eles, destaco Judá.

Judá errou, falhou e tomou decisões equivocadas ao longo da vida. Ainda assim, Deus tinha um propósito especial para ele. Isso nos ensina que, quando nos arrependemos, buscamos a presença do Senhor e perseveramos, Deus transforma a nossa história.

 

A bênção liberada sobre Judá é profética. Dela procede a linhagem real, e, mais tarde, dela vem Jesus Cristo — o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Essa promessa não alcançou apenas Judá, mas alcança a mim e a você. Somos súditos desse Rei eterno.

 

Diante disso, fica uma verdade para refletirmos:
nossas escolhas têm peso, mas a graça de Deus é maior do que o nosso passado.

 

Busque intimidade com Deus. Viva intensamente na presença do Senhor. Faça seus planos aos pés d’Ele. Assim como Deus falou com Abraão, confirmou a Isaac, a Jacó e a Judá, seja você também uma bênção onde estiver.

 

Jacó encerra sua vida confiando no Senhor.


Nós ainda temos muito a viver enquanto Deus nos permitir.

Por isso, não falemos de medo ou angústia, mas de esperança.
Jesus Cristo é a nossa esperança.

 

Que hoje confiemos a nossa história — a minha e a sua — nas mãos do Senhor.

 

Cláudio Eduardo M. Costa
Pastor

sábado, 27 de dezembro de 2025

DIREITO À HERANÇA! - RIGHT TO INHERITANCE!

 


DIREITO À HERANÇA!

 

Você já participou de um encontro de família que acabou se transformando em um momento profundo de lembranças, gratidão e até mesmo em uma verdadeira reunião profética de bênçãos, relembrando tudo o que o Senhor fez e continua fazendo?

 

A Bíblia, a Palavra de Deus, é riquíssima em detalhes. Detalhes que, muitas vezes, passam despercebidos na correria da vida moderna. Chegamos ao capítulo 48 do livro de Gênesis, e nele aprendemos como encarar o fim da vida com os olhos voltados para aquilo que Deus tem preparado para nós. Nem tudo é para sempre, mas de uma coisa temos absoluta certeza: a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

 

Jacó, aos 147 anos, já no final da sua caminhada, encontra-se fisicamente fraco, enfermo, mas espiritualmente lúcido e fortalecido. Ao saberem de seu estado de saúde, avisam a José. Ele, então, toma seus dois filhos, Manassés e Efraim, e corre ao encontro do pai. Não era apenas uma visita; era também o momento de receber a bênção. Na cultura daquele tempo, o pai, próximo da morte, abençoava seus filhos, transmitindo promessas, legado e herança.

O cenário é profundamente marcante: uma experiência rica de amor, fidelidade, gratidão e cumprimento das promessas do Senhor na vida de Jacó e de sua família. Eles estavam no Egito, na terra de Gósen, haviam prosperado, crescido e experimentado o cuidado de Deus.

O texto bíblico nos diz que Jacó, com grande esforço, senta-se sobre a cama para abençoar seus netos. Mas não se tratava apenas de uma bênção comum. Jacó declara que Manassés e Efraim teriam direito à sua herança, adotando-os como seus próprios filhos.

 

Vamos ler o que diz Gênesis 48:1–5:

“Depois dessas coisas, disseram a José: ‘Eis que teu pai está enfermo.’ Então tomou consigo os seus dois filhos, Manassés e Efraim.
E anunciaram a Jacó: ‘Eis que teu filho José vem a ti.’ Israel esforçou-se e assentou-se sobre a cama.

Jacó disse a José: ‘O Deus Todo-Poderoso apareceu-me em Luz, na terra de Canaã, e me abençoou. E me disse: Eis que te farei fecundo e te multiplicarei, e farei de ti uma multidão de povos; e darei esta terra à tua descendência depois de ti, como possessão perpétua.’

‘Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito antes de eu vir a ti, são meus; Efraim e Manassés serão meus, como Rúben e Simeão.’”

 

É impressionante perceber que Jacó, mesmo enfermo e próximo da morte, estava fraco fisicamente, mas forte espiritualmente.

 

E você, como está espiritualmente?
Fraco ou forte?

 

Lembramos de um cântico simples da infância: “Com Cristo no barco, tudo vai muito bem.” Já pensou que Cristo está no mesmo barco que você? Deus caminha com você. Você foi selado pelo Espírito Santo. Portanto, não viva na fraqueza. Como o Senhor disse a Josué: “Seja forte e corajoso.” Permaneça firme na presença do Senhor.

 

A partir daquele momento, Manassés e Efraim passam a ter direito à herança de Jacó. Isso nos ensina algo poderoso: Deus não está limitado às tradições humanas ou às regras culturais. Ele faz o que quer, quando quer e com quem quer. Durante a bênção, José tenta corrigir a posição das mãos de Jacó, mas Jacó afirma com convicção que aquilo vinha da direção de Deus.

 

E você?
Quando Deus lhe direciona a fazer algo, você tem convicção de que é Ele quem está falando?

 

Outro ponto importante são os marcos espirituais. Jacó relembra sua experiência com Deus em Luz, reafirma a promessa e declara que o Senhor continua presente ali, naquele momento.

Quais são os seus marcos espirituais? Como tem sido sua caminhada com Deus?

Você o vê como um ser distante, como muitas vezes a religiosidade apresenta, ou como um Pai próximo, acessível, amoroso?

 

Ao observar a adoção de Manassés e Efraim por Jacó, somos levados a refletir sobre a adoção que Deus fez de cada um de nós. Pela graça, Ele nos tornou seus filhos. No entanto, Deus nos concede o direito de escolher: aceitar ou não esse relacionamento, chamá-lo ou não de Pai.

Por isso, hoje deixo um convite a você:

Olhe para Deus e perceba tudo o que Ele já fez em sua vida.

As bênçãos do Senhor não vêm por nossos méritos, mas pela graça bendita do Deus eterno, que nos ama, nos criou à Sua imagem e semelhança, nos perdoa, cuida de nós e permanece conosco.

 

Vamos orar, glorificar e exaltar o nome do Senhor, crendo que Ele tem promessas grandiosas para cada um de nós. Deus está fazendo algo extraordinário no mundo — e também na sua vida.

 

Glorifique ao Senhor. Reconheça quem esteve ao seu lado o tempo todo:
Pai Celestial, Pai Eterno, Deus forte — ou simplesmente, como Jesus nos ensinou a dizer: Pai Nosso.

 

Que o poder do Senhor e a herança que vem d’Ele estejam sobre a sua vida e sobre a vida da sua família, em Cristo Jesus.


Cláudio Eduardo M. Costa
Pastor

 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

ENTRE O EGITO E CANAÃ: NÃO PERCA A SUA IDENTIDADE - - - Between Egypt and Canaan: Don't lose your identity.

 


ENTRE O EGITO E CANAÃ:

NÃO PERCA A SUA IDENTIDADE!

 

Você gosta de pagar impostos?

 

Eu, por exemplo, confesso que pagaria impostos com muito mais satisfação se aquilo que fosse arrecadado retornasse à sociedade em forma de segurança, saúde, educação e cuidado com os mais vulneráveis. Se o Estado cumprisse plenamente o seu papel, pagar impostos seria quase um gesto de alegria. No entanto, nem sempre essa é a realidade.

 

Hoje eu não quero conversar com você sobre democracia, política ou modelos de Estado. Estamos na Caminhada Bíblica, e a nossa reflexão parte do capítulo 47 do livro de Gênesis.

 

Nesse capítulo, encontramos José exercendo o cargo de governador do Egito. Um homem que, orientado por Deus, preparou o Estado para enfrentar anos de extrema escassez. Durante o período de fartura, o Egito armazenou cereais, organizou seus celeiros e criou um plano de longo prazo para atravessar o tempo de crise. Foram anos de planejamento, visão e responsabilidade.

 

É impressionante perceber que isso aconteceu há mais de quatro mil anos, enquanto, ainda hoje, muitos governantes encontram dificuldade em planejar o futuro. José nos ensina que Deus é um Deus de planejamento, de ordem e de provisão. E mais: Deus usa pessoas íntegras, obedientes e tementes a Ele para fazer diferença em contextos complexos.

 

Não é à toa que o salmista declara: “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor.”

 

A fome chega com força. Canaã é duramente atingida, e o Egito também passa por grandes dificuldades. A população, em busca de sobrevivência, entrega primeiro seus animais ao Estado em troca de alimento. Depois, entrega também suas terras. O governo se torna centralizador, e, por fim, o povo, voluntariamente, se submete como servo de Faraó para garantir o sustento.

 

É um cenário triste: um povo faminto, sem esperança, confiando em um Estado forte e autoritário como última alternativa de sobrevivência.

 

No meio de tudo isso, há um contraste marcante: Jacó e sua família.

 

Cerca de setenta pessoas chegam ao Egito e se estabelecem na terra de Gósen. Ali eles crescem, prosperam e se multiplicam. Jacó viveu dezessete anos no Egito até a sua morte. No entanto, algo chama muito a atenção: eles não se misturaram. Mantiveram sua identidade, sua fé e seu compromisso com Deus.

 

Eles sabiam quem eram. Sabiam de onde vinham. Sabiam para onde estavam indo.

 

Jacó nunca perdeu o amor pela terra das suas origens. E isso nos ensina algo profundo: nunca se esqueça de onde você veio. Você pode até decidir para onde vai, mas não pode apagar suas origens. Quem esquece de onde veio acaba se esquecendo de quem realmente é.

 

Nos versículos 27 a 31 do capítulo 47, vemos Jacó, já próximo da morte, chamando seu filho José e fazendo um pedido solene:

Peço que não me sepulte no Egito. Quando eu descansar com meus pais, leve-me daqui e sepulte-me na sepultura deles.”

 

Jacó sabia que o Egito não era o seu destino final. Deus havia permitido a ida para o Egito, mas a promessa não era o Egito — era Canaã. Gósen foi lugar de provisão, crescimento e cuidado, mas não era o lugar definitivo.

 

De forma consciente, planejada e cheia de fé, Jacó reafirma sua identidade e sua esperança. Ele viveu no Egito, prosperou no Egito, mas não pertencia ao Egito.

 

Isso nos leva a uma reflexão pessoal e espiritual:
👉 Você sabe qual é a sua origem?

👉 Você sabe para onde está caminhando?

Há um antigo cântico cristão que diz: “Caminhando eu vou para Canaã; para trás eu não olho, para trás não volto mais.”

Vivemos neste mundo, trabalhamos, pagamos impostos, enfrentamos crises, mas não podemos perder a nossa identidade como filhos e filhas de Deus. Nossa pátria definitiva não é o Egito deste mundo, mas a Canaã celestial.

 

Que vivamos com responsabilidade onde Deus nos plantou, mas com o coração firmado nas promessas eternas. Que não percamos nossa fé, nossos valores e nossa identidade. Que caminhemos na presença do Pai, em amor, submissão e obediência, vivendo experiências grandiosas com o Senhor.

 

Que o seu dia seja maravilhoso e ricamente abençoado. 🙏

 

Cláudio Eduardo M Costa

Pastor

OFERTAS QUE NASCEM DO CORAÇÃO! — Êxodo 25 — Offerings that come from the heart! — Exodus 25

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