SALMO
63 — SETEMBRO CHEGOU...
QUANDO
A ALMA TEM SEDE DE DEUS!
Setembro chegou! Como estão as suas
expectativas para este novo mês? Você já agradeceu a Deus porque chegamos ao
nono mês de 2026? Já parou para conversar com o Senhor e dizer: “Deus, quero
colocar este novo mês nas suas mãos. Quero colocar diante de você os meus
sonhos, os meus projetos e os meus planos. Mais do que viver os meus sonhos,
quero viver os seus sonhos para a minha vida”? Talvez seja importante começar
setembro assim: agradecendo a Deus pelo cuidado, pela provisão e por tudo o que
ele tem feito até aqui. Afinal, já atravessamos oito meses deste ano. Quantas
coisas aconteceram! Quantas lutas enfrentamos! Quantas respostas recebemos!
Quantas vezes Deus nos sustentou sem sequer percebermos!
E agora chegamos ao Salmo de número 63. Neste
salmo existe uma pergunta que me incomoda e que espero que também incomode
você: do que a minha alma está sentindo falta? Do que a minha alma tem sede?
O Salmo 63 nos apresenta Davi no deserto de
Judá. E quando pensamos em deserto, pensamos imediatamente em calor, aridez,
cansaço e, principalmente, falta de água. A água é essencial para a vida. O
nosso corpo precisa dela para sobreviver. No entanto, é justamente em um
ambiente de extrema necessidade que Davi escreve uma das mais belas declarações
de amor e dependência de Deus encontradas nos Salmos.
Davi está no deserto, mas não começa
reclamando. Não começa falando da dificuldade. Não começa pedindo água. Ele
começa adorando ao Senhor.
Vamos ler o primeiro versículo?
“Ó Deus, tu és o meu Deus; eu te busco
ansiosamente. A minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, numa terra seca
e exausta, sem água.” Salmo 63:1 — NAA
Perceba a profundidade dessa declaração. Davi
está dizendo: “Senhor, a minha relação contigo é mais importante do que
qualquer outra coisa. A minha intimidade contigo é mais importante do que as
minhas necessidades imediatas”.
Isso é muito forte!
Davi está sentindo sede, está no deserto, está
enfrentando dificuldades, mas a sua maior necessidade é Deus.
E aqui existe uma pergunta importante para nós
neste início de setembro: qual é a maior necessidade da nossa alma?
Talvez estejamos preocupados com dinheiro.
Talvez estejamos pensando em uma promoção no trabalho. Talvez estejamos
planejando uma viagem, uma mudança, um novo projeto ou alguma conquista
pessoal. Tudo isso pode fazer parte da nossa caminhada. Mas existe uma
necessidade que é maior do que todas as outras: a necessidade de Deus.
Ao longo destes primeiros oito meses de 2026,
talvez você também tenha vivido experiências de deserto. Talvez tenha
enfrentado momentos de solidão, dificuldades financeiras, problemas familiares,
frustrações, perdas ou situações que você não conseguiu compreender.
Mas quero lembrar você de uma coisa: você
não está sozinho no deserto. Deus está com você.
O deserto também pode ser um lugar de
aprendizado. Pode ser um lugar em que descobrimos que os nossos recursos são
limitados e que precisamos depender mais profundamente do Senhor. Pode ser um
lugar em que aprendemos a perceber o cuidado de Deus de uma maneira que talvez
não percebêssemos quando tudo estava bem.
Por isso, que a oração de Davi também seja a
nossa oração:
“A minha alma tem sede de ti.”
Continuando no Salmo 63, Davi afirma:
“Assim, eu te contemplo no santuário, para ver
a tua força e a tua glória.” Salmo 63:2 — NAA
Olhe que coisa maravilhosa! Davi está no
deserto, mas consegue contemplar a Deus. O ambiente é seco, mas a sua fé não
está seca. O cenário é difícil, mas ele continua enxergando a força e a glória
do Senhor.
Isso nos ensina algo precioso: o deserto não
impede a presença de Deus.
Não existe circunstância que possa impedir Deus
de estar presente na nossa vida. Podemos atravessar lugares difíceis, podemos
enfrentar dias complicados, podemos não entender o que está acontecendo, mas
Deus continua sendo Deus.
É justamente nesses momentos que precisamos
cultivar intimidade com o Senhor.
E quando penso em intimidade com Deus, não
consigo deixar de olhar para Jesus Cristo. Jesus veio para nos reconciliar com
o Pai e nos conduzir a um relacionamento vivo com Deus. Na cruz, quando
completou sua obra, Jesus declarou:
“Está consumado!” João
19:30 — NAA
A obra de Cristo abriu para nós o caminho da
reconciliação com Deus. Por meio de Jesus, podemos nos aproximar do Pai com
confiança.
E isso nos leva novamente à questão da sede.
Em João 4, encontramos Jesus conversando com
uma mulher samaritana junto a um poço. Ela havia ido buscar água, mas Jesus
começa a tratar de uma sede muito mais profunda, a sede da alma.
Jesus disse:
“Quem beber desta água voltará a ter sede, mas
aquele que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede.” João
4:13-14 — NAA
Jesus estava apontando para uma realidade
espiritual muito maior. A água daquele poço poderia saciar a sede física por
algum tempo, mas Cristo oferece aquilo que nenhuma conquista, nenhum
relacionamento, nenhum dinheiro e nenhuma experiência deste mundo podem
proporcionar: uma vida reconciliada e satisfeita em Deus.
E agora eu quero voltar para setembro.
O mês começou.
Quais são os seus projetos?
O que você espera conquistar?
Talvez você queira ganhar mais dinheiro. Talvez
esteja buscando uma promoção no trabalho. Talvez queira viajar com a família.
Talvez esteja planejando começar alguma coisa nova.
Tudo isso pode ser legítimo.
Mas quero fazer uma pergunta diferente:
Qual é o seu maior desejo para setembro?
Será que podemos fazer a escolha de Davi?
“Senhor, neste mês eu quero estar mais perto de
você. Eu quero buscar mais a sua presença. Quero conhecer mais a sua Palavra.
Quero orar mais. Quero desenvolver uma intimidade maior contigo. Quero viver
experiências profundas com esse Deus maravilhoso que, mesmo no meu deserto,
continua caminhando comigo.”
Essa deveria ser uma das nossas maiores
prioridades.
Davi continua sua oração e, no versículo 8,
declara:
“A minha alma se apega a ti; a tua mão direita
me sustenta.” Salmo 63:8 — NAA
Que imagem bonita!
Davi não está apenas dizendo que conhece Deus.
Ele afirma que a sua alma se apega a Deus.
Isso fala de relacionamento.
Isso fala de dependência.
Isso fala de intimidade.
E talvez aqui exista uma decisão que precisamos
tomar neste novo mês: não soltar a mão de Deus.
Às vezes, somos como crianças que estão sendo
conduzidas pela mão do pai, mas querem se soltar para fazer tudo do seu próprio
jeito. Queremos controlar tudo, decidir tudo e seguir os nossos próprios
caminhos.
Mas Davi nos ensina o contrário: “A tua mão
direita me sustenta.”
Não precisamos viver tentando sustentar tudo
sozinhos. Precisamos aprender a ser sustentados pelo Senhor.
E mais uma vez encontramos essa mesma verdade
nas palavras de Jesus. Em João 15, ele usa a imagem da videira para falar sobre
relacionamento e dependência:
“Eu sou a videira, vocês são os ramos. Quem
permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim vocês não
podem fazer nada.” João 15:5 — NAA
Perceba: Jesus não está dizendo apenas que
precisamos visitá-lo de vez em quando. Ele fala sobre permanecer.
Permanecer significa continuar ligado.
Permanecer significa desenvolver
relacionamento.
Permanecer significa depender.
Permanecer significa reconhecer que a nossa
vida espiritual não pode existir separada de Cristo.
Por isso, neste setembro, não quero apenas que
você tenha um mês cheio de atividades. Quero que você tenha um mês cheio da
presença de Deus.
Davi continua falando sobre a proteção do
Senhor e declara:
“Porque tu tens sido o meu auxílio, à sombra
das tuas asas eu canto de alegria.” Salmo 63:7 — NAA
Mais uma vez, estamos diante de uma linguagem
poética. Davi está no deserto, cercado por dificuldades, mas encontra segurança
na presença de Deus.
Ele não está dizendo que não existem problemas.
Ele está dizendo que existe um Deus maior do
que os problemas.
Que verdade maravilhosa para começarmos
setembro!
Talvez você não saiba o que este mês vai
trazer.
Talvez existam desafios que você ainda nem
conhece.
Talvez algumas respostas que você espera ainda
não tenham chegado.
Talvez existam portas que você gostaria que
Deus abrisse.
Mas existe algo que você já pode decidir hoje: buscar
a presença de Deus.
Não sabemos tudo o que setembro trará, mas
sabemos quem estará conosco.
Não sabemos quais serão as batalhas, mas
sabemos quem é o nosso auxílio.
Não sabemos como todas as coisas acontecerão,
mas sabemos em quem podemos confiar.
Por isso, quero convidar você a começar este
mês como Davi começou aquele momento no deserto: buscando a Deus.
Que a sua alma tenha sede da Palavra.
Que a sua alma tenha sede de oração.
Que a sua alma tenha sede de comunhão.
Que a sua alma tenha sede de Jesus.
Não procure Deus apenas quando precisar de uma
solução. Busque-o porque ele é Deus. Busque-o porque a presença dele é o nosso
maior tesouro.
Talvez você esteja começando setembro cansado.
Talvez esteja carregando preocupações que ninguém conhece. Talvez esteja
entrando neste novo mês com muitas perguntas.
Então, pare por alguns minutos.
Respire.
Ore.
Abra a Bíblia.
Converse com Deus.
E diga: “Senhor, a minha alma tem sede de
ti.”
Que essa seja a nossa oração neste primeiro dia
de setembro.
Que este novo mês não seja apenas uma mudança
no calendário, mas uma oportunidade de aprofundarmos nossa intimidade com Deus.
Que setembro seja um mês de desafios, mas
também de crescimento.
Que seja um mês de trabalho, mas também de
descanso na presença do Senhor.
Que seja um mês de projetos, mas também de
dependência de Deus.
Que seja um mês em que possamos olhar para trás
e reconhecer quantas vezes o Senhor nos sustentou.
E, quando chegarmos ao final de setembro, que
possamos dizer: “Deus esteve comigo em cada passo.”
Enquanto continuamos nossa jornada pelos
Salmos, lembre-se: quando a alma tem sede, o mundo oferece muitas fontes,
mas somente Deus pode satisfazer profundamente o nosso coração.
Comece setembro buscando aquele que é a
verdadeira fonte.
Jesus Cristo.
Que Deus abençoe o seu setembro.
Que a presença do Senhor acompanhe você em cada
dia deste novo mês.
E que a oração do Salmo 63 também seja a nossa:
“Ó Deus, tu és o meu Deus; eu te busco
ansiosamente. A minha alma tem sede de ti.” Salmo 63:1 — NAA
Cláudio
Eduardo M Costa